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Centro de Estudos Minayba

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Divulgação de artigos, pdfs, notícias, textos, comentários e trechos de livros de conteúdo dissidente e tradicionalista.

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O espírito demagógico e a falta cada vez maior de contato com os problemas nacionais caracterizam a última década da Monarquia. Um apriorismo teórico e um sentimentalismo pseudo-liberal dominam, deformando o curso normal da solução de problemas da maior gravidade. A questão abolicionista é deslocada para um plano em que são esquecidos os aspectos econômicos e as possibilidades sociais daquele tremendo problema. Os verdadeiros estadistas, que tentam introduzir um elemento racional no encaminhamento da crise, são apontados como retrógrados e reacionários. O caso de Cotegipe, a maior inteligência política da época, é exemplo característico. O afastamento da realidade nacional, diríamos melhor, o desdém pelo Brasil e pelos seus problemas, patenteia-se no leitmotiv da propaganda republicana. O Brasil, afirmava-se, devia republicanizar-se pelo simples motivo de que as instituições desse tipo estavam adotadas nos outros países do continente. Quintino Bocaiúva convertia ao credo republicano os leitores dos seus esplêndidos artigos, apontando o exemplo do México de Porfírio Díaz, como se entre o Brasil e o país asteca houvesse alguma coisa de comum...
~ Azevedo do Amaral

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A história do Segundo Reinado pode ser resumida em uma palavra: progressivo afastamento da realidade nacional sob a influência combinada do espírito de imitação do parlamentarismo, inaplicável às nossas condições, e das correntes de um pseudo-liberalismo demagógico, inspirado pela erudição livresca, fora do contato dos fatos e dos problemas que se deparavam na evolução brasileira. É apenas um ato de justiça reconhecer que a ação pessoal de D. Pedro II atenuou, até certo ponto, os efeitos maléficos daquelas forças, realizando uma relativa adaptação de instituições impróprias ao país aos casos concretos que inconfundivelmente se apresentavam no seu governo. Entretanto, as correntes divorciadas da realidade nacional foram ganhando terreno e impeliram gradualmente o desenvolvimento político na direção de reformas que ainda mais deslocaram o Estado do terreno sólido em que ele se deveria apoiar. A repercussão, entre nós, de acontecimentos desenrolados na Europa e a infiltração, nas Forças Armadas, do espírito da demagogia caudilhesca sul-americana, com que se haviam infectado as nossas classes militares durante as guerras do Prata e do Paraguai, foram intensificando as tendências ao surto de ideologias, cujo caráter abstrato teria forçosamente de imprimir à nossa vida política um cunho de ainda mais acentuada irrealidade. Em 1878, a queda do ministério Caxias levava os liberais ao poder, com um programa de substituição do sistema de representação indireta pelo processo do sufrágio direto, o que foi imediatamente executado.
~ Azevedo do Amaral

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A história de qualquer nação é sempre um encadeamento de experiências, em cujo insucesso se reuniram os elementos básicos para a tentativa subsequente de dar à coletividade uma organização política correspondente às injunções das realidades de todo gênero, que tinham de ser levadas em conta na obra construtora. Realmente, o desenvolvimento histórico não é, em última análise, mais que a correção sucessiva de erros, o reajustamento de situações desarmoniosas, uma série de mutações visando sempre a uma maior adaptação das formas estruturais da sociedade e do seu organismo político às condições traçadas pela inexorável pressão da realidade. Nada distingue os povos privilegiados, que vêm a representar papéis de primeira ordem no cenário onde se desdobra o drama da civilização, das coletividades inferiores e medíocres, que não deixam vestígios apreciáveis da sua passagem, senão a maior capacidade de entendimento do seu próprio determinismo sociológico e a aptidão para organizar-se adequadamente em função desses fatores fundamentais.
~ Azevedo do Amaral

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“Mas, se alguma das partes do universo é movida de acordo com a sua natureza, as partes cuja natureza não está em harmonia co
“Mas, se alguma das partes do universo é movida de acordo com a sua natureza, as partes cuja natureza não está em harmonia com o movimento sofrem, mas aquelas que são movidas prosseguem bem, como partes do todo; mas as outras são destruídas, porque não são capazes de suportar a ordem do todo; como se, quando uma grande companhia de dançarinos se movesse em ordem, uma tartaruga fosse pega no meio de seu avanço e pisoteada porque não foi capaz de sair do caminho do movimento ordenado dos dançarinos; contudo, se ela tivesse se alinhado com aquele movimento, não teria sofrido nenhum dano por parte deles.”
Plotino

Dado o estado ferido da natureza humana após a queda, inundar um país com pornografia significa obter um certo número de pess
Dado o estado ferido da natureza humana após a queda, inundar um país com pornografia significa obter um certo número de pessoas viciadas nele, assim como inundar um país com drogas resultará em certa porcentagem de dependência. Quando as pessoas são fisgadas, a cultura mandarins podem usar os detalhes de seus vícios contra quem quer que vá contra o regime
~ E. Michael Joned

A verdade esotérica, aquela que informa o manual de operações do regime - em outras palavras, as pessoas que se beneficiam da
A verdade esotérica, aquela que informa o manual de operações do regime - em outras palavras, as pessoas que se beneficiam da “liberdade” - é o exato contrário, a saber, que a liberação sexual é uma forma de controle, uma maneira de mantendo o regime no poder, explorando as paixões dos ingênuos, que se identificam com suas paixões como se fossem suas e se identificam com o regime que ostensivamente lhes permite gratificar essas paixões. Pessoas que sucumbem às suas paixões desordenadas recebem racionalizações de do tipo que entopem as páginas da Internet e são moldadas em um força política poderosa por aqueles que são mais especialistas em manipular o fluxo de imagens e racionalização
~ E. Michael Jones

William James no Brasil, 1865
William James no Brasil, 1865

Em vez da monótona imagem de uma história universal em linha reta, que só se sustenta porque fechamos os olhos diante do núme
Em vez da monótona imagem de uma história universal em linha reta, que só se sustenta porque fechamos os olhos diante do número esmagador dos fatos, vejo o fenômeno de múltiplas culturas poderosas, que florescem com vigor cósmico no seio de uma terra-mãe, à qual cada uma delas permanece unida durante todo o curso de sua existência. Cada uma dessas culturas imprime à sua matéria, que é o homem, a sua forma própria; cada uma possui sua própria ideia, suas próprias paixões, sua própria vida, seu próprio querer, seu próprio sentir e seu próprio morrer.
~ Oswald Spengler

O escândalo da minha expulsão da Venezuela, em junho de 1995, pode agora ser analisado com a clareza e a frieza que a perspectiva do tempo proporciona. Essa expulsão foi um grave atentado contra a soberania da Venezuela porque, já não tenho qualquer dúvida a esse respeito, foi organizada e executada por agentes do Mossad (serviço de inteligência externa de Israel), que na época controlavam a DISIP (polícia política venezuelana). Naquele período, eu já havia começado a publicar minhas primeiras conclusões sobre os dois atentados terroristas de Buenos Aires (1992 e 1994), realizados contra duas instituições judaicas. Minhas primeiras conclusões, que ainda hoje mantenho, embora muito mais desenvolvidas e fundamentadas (ao longo de seis livros publicados nos últimos cinco anos e de quase dois anos de pesquisas de campo em diversos países do Oriente Médio e da Ásia Central), foram de que esses atentados, supostamente “antijudaicos”, haviam sido cometidos por grupos judeus que atuavam contra o chamado “Plano de Paz”. Esses atentados de Buenos Aires pertencem, portanto, na minha opinião, a um mesmo processo terrorista que teve seu ponto culminante no assassinato — cometido por judeus fundamentalistas — do general Isaac Rabin, que na época era favorável a esse funesto “Plano de Paz”. Eu tive a ousadia de apontar essa responsabilidade. E, por isso, fui punido na Venezuela por quem então era o Diretor-Geral de Inteligência da DISIP, Israel Weissel. No dia da minha detenção, fui interrogado durante doze horas pelo próprio Israel Weissel. Portanto, tenho muito clara a natureza desse escândalo antivenezuelano, pois, no fundo, pretendia-se envolver Hugo Chávez em uma inexistente campanha “antissemita”. Há poucos dias estive conversando com nosso querido amigo em comum, o atual deputado Fredy Bernal, que também sofreu — em uma escala muito mais brutal do que eu próprio — os interrogatórios do senhor Israel Weissel, um cidadão israelense que desapareceu da Venezuela pouco antes da grande vitória eleitoral de Hugo Chávez. Israel Weissel atentou contra Fredy Bernal e ameaçou a vida de seu pequeno filho em inúmeras ocasiões. Enfim, todos vocês conhecem muito bem — muito melhor do que eu — quem era Israel Weissel e quão grande era o controle do Mossad sobre a DISIP. Para concluir este ponto, quero dizer que, até o dia de hoje, não há presos na Argentina em relação a nenhum dos dois atentados, que custaram a vida de mais de cem pessoas. Essa é a prova conclusiva de que é totalmente falsa a hipótese judaica da “culpabilidade islâmica”, que teria atuado em conexão com “grupos nazistas” argentinos
~ Norberto Ceresole

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Eu sei que é difícil para o brasileiro entender isso, porque nós nos acostumamos a associar provocações imitando animais (macacos) a uma conotação racial, mas em várias partes do mundo não é assim. Na Rússia e na China, chamar alguém de “macaco” está relacionado a mau comportamento, falta de inteligência, feiura ou gesticulação excessiva, sem qualquer conexão racial. Assim como em algumas regiões de países da América do Sul, como em regiões da Argentina, chamar de “mono” serve para descrever alguém que está fazendo palhaçadas, agindo de forma ridícula ou chamando atenção de forma boba. Sim, vocês vão dizer que é passada de pano, mas isso é História e antropologia. O antropólogo argentino José Garriga Zucal estudou a cultura das torcidas (hinchadas) na Argentina e explicou que esses insultos gesticulais e verbais tradicionais no futebol do país, historicamente, não nasceram de um viés racial biológico, mas sim de uma violenta demarcação de classe social, geografia e política, para se referir a quem não é civilizado, mas um animal. No futebol argentino, o maior insulto que se pode fazer a um clube rival é retirar dele o status de “verdadeiro argentino”. Clubes de grande apelo popular, como o Boca Juniors, historicamente sofrem agressões das torcidas rivais (como o River Plate) que os associam à pobreza extrema, pela história de viver em cortiços ou favelas. Portanto, quando chamados de “mono” (macaco), não é uma alusão à ancestralidade africana (já que a própria Argentina não possui uma ancestralidade africana para tal insulto ter conotação racial), é um insulto direcionado a uma categoria estritamente social e política argentina que designa o pobre, o marginalizado, o peronista e o habitante da periferia. Na Argentina eles mesmos se chamam de “macacos” para dizer “pobre”. Quando eles trazem isso para o Brasil, a gente ouve e entende “preto”. O resultado é o mesmo: desumanizar. Mas a origem muda. Quando essa lógica local é usada contra um brasileiro, a intenção interna do argentino é dizer que o alvo da provocação é pobre, sem civilidade e inferior a ele (civilizado). É cultura de sua provocação futebolística. Mas na leitura do brasileiro, devido ao desconhecimento cultural entre ambos, entende-se que está sendo chamado de macaco por causa da raça. Se fosse racial, nem brancos escapariam dessas provocações. O que acontece é que são dois códigos culturais diferentes colidindo. Claro, eu sei o que vocês vão dizer, porque já ficou impresso em suas mentes. Mas não, não estou passando pano. Estou explicando a origem. Porque confundir causa e efeito só aumenta o problema.
~ Rhainer Fernandes

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“Por que exatamente o dinheiro acabou por se tornar o ‘corpo do Anticristo’? E não a crueldade, o desejo de poder, ou a perversão, como supunha a imaginação escatológica dos antigos. Por que César Bórgia, Maquiavel ou Saint-Fond, de Marquês de Sade, parecem românticos trágicos em comparação com os asseadinhos (e não é impossível que bastante morais) golden boys das bolsas de valores ao redor do mundo? Na sociedade tradicional, o próprio ‘dinheiro’ era em si sagrado, qualitativo. Não era então Capital, mas condensado material de vida solar. Cunhavam-no os sacerdotes, adornando-o com símbolos sagrados que os aproximavam do céu e da luz. Possuíam-no apenas os dignos, transmitindo-os como talismã. A natureza sagrada do dinheiro foi preservada na palavra russa. ‘Dengi’ (dinheiro) provém da raiz túrquica que significa ‘céu’, ‘dingir’, ‘tengri’. Do mesmo modo, os túrquicos chamavam a divindade suprema. Outrora o dinheiro era uma expressão material da luz, luz condensada do ouro nobre. Mas gradualmente sua natureza se inverteu por completo. Inicialmente, a prerrogativa da cunhagem foi retirada da casta sacerdotal em favor de uma segunda casta: guerreiros e príncipes. Mais tarde, as questões financeiras foram delegadas a um estamento ainda mais baixo – a burguesia, juntamente com a ralé mundial de agiotas e cambistas, pertencentes à casta dos intocáveis. Em seguida, em vez de ouro, passaram a circular cédulas como obrigação de fornecer aquele ouro quando necessário. E por fim, nos anos 1970, também esse resquício de ‘qualidade’ foi abolido, e os papéis deixaram de ser lastreados pela ‘luz condensada’. Agora, as próprias cédulas passaram a ser substituídas por cartões e códigos virtuais, e o processo de dessacralização atingiu seu limite. O ciclo completo se cumpriu, do céu luminoso da qualidade ao inferno material da quantidade.” – Alexander Dugin (@AGDugin), O Fim da Economia

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“As potências das paixões humanas que há em nós, quando reprimidas por todos os lados, tornam-se mais veementes; mas quando s
“As potências das paixões humanas que há em nós, quando reprimidas por todos os lados, tornam-se mais veementes; mas quando são postas em ato com moderação medida razoável, ficam suficientemente deleitadas e satisfeitas e, tornando-se puras em consequência, são aplacadas e postas em repouso. Da mesma forma, semelhantemente, na comédia e na tragédia, quando contemplamos as emoções dos outros, reprimimos as nossas próprias, tornamo-las mais moderadas e delas somos purificados. Nos Ritos Sagrados também, por meio de certos espetáculos e narrações de coisas torpes, somos libertados do dano que provavelmente nos adviria por meio dos eventos por eles representados. Coisas desta natureza são, portanto, trazidas ao uso para a cura da alma (psychē) que há em nós, para a moderação dos males que se tornaram natureza para ela através da geração, e igualmente por causa de sua soltura e libertação de seus grilhões. Por esta razão, provavelmente, Heráclito os chama de "Remédios", como sendo curas para terríveis enfermidades, restaurando as almas em seu estado sadio das experiências incidentes na vida gerada.”
Iamblichus

Desde que Milei assumiu o governo argentino: Mais de 26 mil empresas fecharam; quase 340 mil empregos formais foram perdidos;
Desde que Milei assumiu o governo argentino:
Mais de 26 mil empresas fecharam; quase 340 mil empregos formais foram perdidos; a pobreza atingiu mais de 50% da população em 2024.

Em 1735 eram os negros e pardos do Nordeste honrados com estas palavras vindas del-rei de Portugal: “EL REY Nosso Senhor ordena a V. S.ª que logo que receber esta chamando a sua presença todos os officiaes do terço dos Henriques lhes declare no seu real nome que sua magestade conserva muito vivas na sua lembrança as gloriosas açoens com que sempre se distinguiu o dito terço; E que tendo o mesmo senhor possuido certo que os seus leaes vassallos de que elle hoje se compoem hão de querer parecer não só descendentes mas verdadeiros imitadores dos heroes que tanto o illustraram se determinou sua magestade a lhes fazer a distincta honra de os empregar com as suas tropas regulares na defesa dos dominios meridionaes da America portugueza mandando-os passar ao Rio de Janeiro ás ordens do marquez do Lavradio, vice-rei e capitão-geral do Estado do Brasil, conclusa esta breve exortação a q. V. S.ª ajunte outras expreções que lhe parecerem mais efficazes para melhor persuadir os ditos officiaes do muito que sua magestade confia do zelo, valor e fidelidade da dita tropa auxiliar de Henriques: formará da gente mais escolhida do referido terço hum batalhão de seiscentos homens nomeando para mestre de campo delle o official mais distincto e de maiores merecimentos. E para occuparem os outros postos os que lhe parecem mais capases de satisfazerem as obrigações delles. “Logo que V. Sa tiver concluida esta diligencia mandará egualmente vir a sua presença os officiaes de todos os terços de homens pardos. E fazendo-lhes outra exortação concebida nos termos acima referidos formará outro batalhão tambem de seiscentos homens com seu mestre de campo e officiaes competentes. “Estes dous corpos devem levar os armamentos e fardamento que tiverem; assistindo-lhes V. Sa com o que lhe for possivel, e que vir que lhes he indispensavelmente necessario. Para o transporte dos ditos corpos mandará V. Sa fretar ou embargar sendo necessario as sumacas costerias ou outras quaesquer embarcações que houver nesse porto. Em falta dellas os mesmos navios de companhia que se fizerem precisos para a mais prompta expedição do referido transporte, sendo V. Sa entendido que a brevidade delles, he da maior importancia ao real serviço. “Deos guarde a V. Sa Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em 12 de março de 1735 – Martinho de Mello e Castro.”61 As consequências sociais da confraternização de homens de cor com brancos na guerra contra a Holanda não só fizeram notar logo após a campanha – a guerra valorizara socialmente os elementos de cor e integrara-os com a região – como permaneceram motivo de valorização da mesma gente de cor. A tal ponto que essa valorização provocou ciúmes ou restrições
~ Gilberto Freyre