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Centro de Estudos Minayba

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O terceiro ponto, na nova ordem de coisas do Brasil, é que o nosso Estado é hoje um Estado Nacional. Existe, efetivamente, um governo, um poder, uma autoridade nacional. O Chefe é o Chefe da Nação. Mas não é o Chefe da Nação apenas no sentido jurídico e simbólico. É o Chefe popular da Nação. A sua autoridade não é apenas a autoridade legal ou regulamentar do antigo Chefe de Estado. A sua autoridade se exerce pela sua influência, pelo seu prestígio e a sua responsabilidade de chefe. Somente um Estado de Chefe pode ser um Estado Nacional: unificar o Estado é unificar a Nação. Foi o que se deu no Brasil. A inflação de prestígios locais ou regionais, ou de prestígios nascidos sob a influência de combinações, sucedeu, com a deflação política operada no País com o advento do Estado Novo, a instauração de uma autoridade nacional: um só Governo, um único Chefe, um só Exército. A Nação readquiriu a consciência de si mesma; do caos das divisões e dos partidos passou para a ordem da unidade, que foi sempre a da sua vocação.
~ Francisco Campos

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O segundo ponto a notar, no novo clima político criado no Brasil pelo acontecimento de 10 de novembro, é o caráter popular do Estado. Este traço resulta, aliás, do anterior: somente um Estado que se encarna num chefe pode ser um Estado popular. O Estado sem chefe é uma entidade para juristas, algebristas e especuladores da política, da bolsa, da indústria e da finança, interessados em que o Estado seja amoral, apolítico, neutro, indiferente, uma disponibilidade a ser usada nas combinações ou na concorrência de interesses. O povo, como o Criador, não conhece o Estado desencarnado, reduzido a símbolos e esquemas jurídicos. O Estado popular é o Estado que se torna visível e sensível no seu chefe, o Estado dotado de vontade e de virtudes humanas, o Estado em que corre não a linfa da indiferença e da neutralidade, mas o sangue do poder e da justiça. O povo e o Chefe, eis as duas entidades do regime. O Estado é do povo e para o povo, e, por isto, é um Estado de chefe porque o povo, como todos os grandes criadores, representa, sob a forma humana da pessoa, o poder digno de ser amado e obedecido, o poder animado do espírito de proteção, de justiça e de equidade.
~ Francisco Campos

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À consciência, à responsabilidade, à decisão, virtudes da pessoa e inseparáveis da pessoa, substituía-se o anonimato das coletividades, em cuja comunhão não entrava a decisão, a consciência, a responsabilidade de ninguém. O Estado era uma presa, uma posse, uma coisa, a cujo propósito e a cuja custa alguns homens combinavam. As combinações surgiam a público sem a responsabilidade de ninguém; eram combinações em que todo mundo havia participado, mas em que ninguém havia decidido. A vontade, a responsabilidade, a decisão são atributos da pessoa humana. As abstrações, as coletividades, os parlamentos, os conselhos, as entidades incorpóreas ou ideais não são capazes de vontade, de decisão e de responsabilidade. Se a política é, por excelência, o domínio da vontade, da decisão e da responsabilidade, a primeira categoria da política, a categoria fundamental, há de ser a pessoa – a pessoa que decide, o centro de vontade e de responsabilidade, o chefe, o homem que a confiança pública aceita ou designa como encarnação do Estado. O povo representa o Estado sob a forma da pessoa humana. As ficções e os artifícios jurídicos, o espírito das combinações, próprio da índole especulativa, tanto no sentido político, quanto no sentido econômico, do liberalismo, impediam que o povo identificasse o chefe. A índole especulativa não se compadece com a ordem ou com a autoridade: a especulação não frutifica onde há vontade, decisão, responsabilidade, onde não reina o acaso e não decidem os dados, onde o espírito que rege é informado nas virtudes da equidade e da justiça, que os monstros anônimos, seja qual for o nome que se lhes dê, não podem possuir por serem atributos exclusivos da pessoa humana. Eis o clima do novo Estado brasileiro. É o clima do povo, o clima da sua vocação para a pessoa e para o chefe. O Estado que ali está existe para o povo, sob a forma por que o povo representa naturalmente o Estado, a forma humana da pessoa.
~ Francisco Campos

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Com o Dez de Novembro começou para o Brasil uma atmosfera, uma ambiência, um clima. Em primeiro lugar, o clima da ordem: não apenas o da ordem nas ruas, mas, antes de tudo, e sobretudo, o clima da ordem no Estado. O Estado passou a ser uma ordem, isto é, um sistema animado de um espírito e de uma vontade, unificado em torno de uma pessoa, que é em política a primeira categoria da realidade. O Estado tem um chefe. A política deixou os bastidores das combinações para ser o que é, efetivamente, nas grandes horas dignas de serem prolongadas no tempo e vividas em toda a plenitude: as decisões tomadas por um homem que se sente em comunhão de espírito com o povo de que se fez guia e condutor, responsável por ele diante da história e do destino. No regime das combinações, o Estado era um ponto ideal de imputação. A autoria real das decisões perdia-se no anonimato das coletividades fortuitas ou ocasionais, que se apresentavam em público como responsáveis por uma decisão que era de todos sem ser de nenhum ou de ninguém. Todos os artifícios, mecanismos e processos do demoliberalismo tinham por fim impedir que o povo identificasse, escolhesse ou aclamasse o chefe, isto é, a autoridade encarnada na pessoa, único meio de ser a autoridade humana e responsável.
~ Francisco Campos

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CONTA PRINCIPAL BANIDA. SIGAM O @MACUMBARIAESOTERICA2
CONTA PRINCIPAL BANIDA. SIGAM O @MACUMBARIAESOTERICA2

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“Nós nos posicionamos firmemente ao lado do povo palestino na conquista de seus direitos nacionais, o direito de decidir seu
“Nós nos posicionamos firmemente ao lado do povo palestino na conquista de seus direitos nacionais, o direito de decidir seu próprio destino e o direito de fundar seu próprio Estado independente em solo palestino. Também nos posicionamos firmemente ao lado dos povos árabes pela libertação de seus territórios ocupados pelos sionistas israelenses.”
Saloth Sâr

No regime liberal organizou-se um novo feudalismo econômico e político. Somente o Estado, porém, está em condições de arbitra
No regime liberal organizou-se um novo feudalismo econômico e político. Somente o Estado, porém, está em condições de arbitrar ou de exercer um poder justo. Ele representa a nação, e não é o instru-mento dos partidos e das organizações privadas.
~ Francisco Campos

Com o falso pretexto da liberdade, criaram-se os poderes ir-responsáveis que, aproveitando-se da chance ou das circunstâncias
Com o falso pretexto da liberdade, criaram-se os poderes ir-responsáveis que, aproveitando-se da chance ou das circunstâncias fa-voráveis, estabeleceram o seu domínio sobre a nação – domínio eco-nômico, mediante as poderosas organizações econômicas, e domínio político, mediante as arregimentações partidárias em que o princípio democrático não era observado. Essas organizações, criadas fora do Estado, enfraqueceram-lhe o poder e passaram a exercer um verdadeiro poder de natureza pública, em proveito de interesses privados. Os fracos, os desprotegidos, e entre estes se deve contar o interesse nacional, fi-caram com a liberdade nominal, e efetivamente sem nenhum direito.
~ Francisco Campos

O sufrágio universal mostra-se, dessa maneira, um meio impróprio à aferição e à crítica das decisões políticas. Estas pas-sam-se em regiões remotas ou inacessíveis à competência ordinária do corpo eleitoral. O problema atual não é, pois, o de estender o su-frágio, seja atribuindo o direito de voto a todo mundo, seja subme-tendo à competência do eleitorado todos os problemas de governo. Trata-se, ao contrário, de organizar o sufrágio, reduzindo-o à sua competência própria, que é a de pronunciar-se apenas sobre o menor número de questões, e particularmente apenas sobre as questões mais gerais e mais simples
~ Francisco Campos

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"Meu nome está cercado de tanto ódio e medo que ninguém consegue discernir o que é verdade e o que é mentira, o que é históri
"Meu nome está cercado de tanto ódio e medo que ninguém consegue discernir o que é verdade e o que é mentira, o que é história e o que é mito."
~ Barão Ungern von Sternberg

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“De acordo com nossas experiências, nós confiamos totalmente em nosso povo, tanto na revolução quanto na guerra de libertação
“De acordo com nossas experiências, nós confiamos totalmente em nosso povo, tanto na revolução quanto na guerra de libertação nacional. Se o povo se compromete a fazer algo por si mesmo, tudo pode ser alcançado, mas caso contrário, não poderíamos alcançar nada em seu lugar. Isso quer dizer que não temos um modelo pré-estabelecido de uma nova sociedade. Edificamos nossa sociedade em conformidade com as aspirações de nosso povo.”
Saloth Sâr

E que o mundo seja testemunha do que é o Brasil na História portuguesa - ama das suas páginas mais belas e a sua mais extraor
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E que o mundo seja testemunha do que é o Brasil na História portuguesa - ama das suas páginas mais belas e a sua mais extraordinária realização, e do que é Portugal para o Brasil - a fonte inicial da sua vida, a Pátria da própria Pátria.
~ António de Oliveira Salazar

Essa relação entre o cesarismo e a vida, no quadro das mas-sas, é, hoje, um fenômeno comum. Não há, a estas horas, país que n
Essa relação entre o cesarismo e a vida, no quadro das mas-sas, é, hoje, um fenômeno comum. Não há, a estas horas, país que não esteja à procura de um homem, isto é, de um homem carismático ou marcado pelo destino para dar às aspirações da massa uma expressão simbólica, imprimindo a unidade de uma vontade dura e poderosa ao caos de angústia e de medo de que se compõe o páthos ou a demonia das representações coletivas. Não há hoje um povo que não clame por um César. Podem variar as dimensões espirituais em que cada povo represen-ta essa figura do destino. Nenhum, porém, encontrando a máscara terrí-vel, em que o destino tenha posto o sinal inconfundível do seu carisma, deixará de colocar-lhe nas mãos a tábua em branco dos valores humanos.
~ Francisco Campos

O regime político das massas é o da ditadura. A única forma natural de expressão da vontade das massas é o plebiscito, isto é
O regime político das massas é o da ditadura. A única forma natural de expressão da vontade das massas é o plebiscito, isto é, voto-aclamação, apelo, antes do que escolha. Não o voto democrático, expressão relativista e cética de prefe-rência, de simpatia, do pode ser que sim pode ser que não, mas a forma unívoca, que não admite alternativas, e que traduz a atitude da vontade mobilizada para a guerra.
~ Francisco Campos