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BrainPower | André Buric

BrainPower | André Buric

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Você sabe o que fazer e não faz? Aqui você entende o que decide por você. Um conteúdo por dia: áudio, enquete e quiz sobre os padrões que governam o seu comportamento. Canal do neurocientista André Buric. Instagram e Youtube @brainpowerbr

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📈 Аналітичний огляд Telegram-каналу BrainPower | André Buric

Канал BrainPower | André Buric (@brainpowerbr) у мовному сегменті Португальська є активним учасником. На даний момент спільнота об'єднує 27 624 підписників, посідаючи 7 062 місце в категорії Освіта та 1 654 місце у регіоні Бразилія.

📊 Показники аудиторії та динаміка

З моменту свого створення невідомо, проект продемонстрував стрімке зростання, зібравши аудиторію у 27 624 підписників.

За останніми даними від 28 жовтня, 2026, канал демонструє стабільну активність. Хоча за останні 30 днів спостерігається зміна кількості учасників на -433, а за останні 24 години на -11, загальне охоплення залишається високим.

  • Статус верифікації: Не верифікований
  • Рівень залученості (ER): Середній показник залученості аудиторії становить 2.53%. Протягом перших 24 годин після публікації контент зазвичай збирає 0.89% реакцій від загальної кількості підписників.
  • Охоплення публікацій: В середньому кожен допис отримує 698 переглядів. Протягом першої доби публікація в середньому набирає 246 переглядів.
  • Реакції та взаємодія: Аудиторія активно підтримує контент: середня кількість реакцій на один пост – 8.
  • Тематичні інтереси: Контент зосереджений навколо ключових тем, таких як cérebro, padrão, controle, rafael, foco.

📝 Опис та контентна політика

Автор описує ресурс як майданчик для висловлення суб'єктивної думки:
“Você sabe o que fazer e não faz? Aqui você entende o que decide por você. Um conteúdo por dia: áudio, enquete e quiz sobre os padrões que governam o seu comportamento. Canal do neurocientista André Buric. Instagram e Youtube @brainpowerbr”

Завдяки високій частоті оновлень (останні дані отримано 29 жовтня, 2026), канал підтримує актуальність та високий рівень охоплення публікацій. Аналітика показує, що аудиторія активно взаємодіє з контентом, що робить його важливою точкою впливу в категорії Освіта.

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Архів дописів
Desta vez é sobre o que já mudou em você. Reposte nos stories e marque “brainpowerbr”.
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Guarde para a próxima vez. A situação não avisa antes.
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Qual é o seu número hoje? O story é a sua resposta: reposte e marque “brainpowerbr”.
Qual é o seu número hoje? O story é a sua resposta: reposte e marque “brainpowerbr”.

Se hoje você discutiu política em casa, no grupo da família ou no trabalho, e saiu da conversa com a sensação de que ninguém
Se hoje você discutiu política em casa, no grupo da família ou no trabalho, e saiu da conversa com a sensação de que ninguém ouviu ninguém, este vídeo é para você. Quanto mais você argumenta, mais a outra pessoa trava. E existe um motivo no cérebro para isso. Assista antes da próxima discussão: https://www.instagram.com/reel/De-TnW9gfAq/

Marque o que você já conseguiu, reposte nos seus stories e marque “brainpowerbr”.
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🎧 Quem já decidiu não gostar de você não está avaliando o que você entrega. Neste áudio, por que é tão difícil parar de tentar agradar essa pessoa: o cérebro trata reprovação como ameaça. Num estudo publicado na Science, quem era deixado de fora de um simples jogo de passar a bola no computador ativava uma área do cérebro ligada à dor física. As três perguntas para usar antes de mandar a próxima coisa que essa pessoa vai ver: 1. Isso vai ser útil, na prática, para quem vai usar? 2. Eu faria igual se essa pessoa não fosse ver? 3. O que eu estou deixando de fazer para ganhar essa aprovação? Ouve agora, porque amanhã essa pessoa está lá de novo, e você pode começar a semana trabalhando para o seu valor, não para a aprovação dela.

Se isso é a sua semana, encaminhe para quem divide ela com você.
Se isso é a sua semana, encaminhe para quem divide ela com você.

🎧 Adiar não te poupa. Adiar te parcela. Neste áudio, a leitura do padrão do adiamento: por que o que você empurra volta no banho, na dor, às duas da manhã, e o que a ciência mostra sobre esse custo (pessoas que, podendo escolher, preferem um choque mais forte na hora a ficar esperando um mais fraco). O plano de três linhas para o que você vem empurrando: 1. Quando: o dia e a hora mais próximos possíveis, não os ideais. 2. Onde: o lugar em que você vai estar. 3. O primeiro passo: a primeira ação física, pequena (abrir o e-mail, ligar para, sentar com o papel). Pesquisas da Universidade Estadual da Flórida mostram que, com um plano específico, os pensamentos intrusivos sobre a tarefa diminuem antes mesmo de ela ser feita. Ouve agora, porque a coisa que você vai empurrar hoje já está na sua cabeça, e com o plano de três linhas você decide o dia e a hora antes de ela voltar à noite.

Manda para quem enxerga mais do que admite.
Manda para quem enxerga mais do que admite.

🎧 Episódio 1270 no ar: Como parar de adiar o que você precisa fazer. Aquilo que você empurra não some: fica te esperando, e
🎧 Episódio 1270 no ar: Como parar de adiar o que você precisa fazer. Aquilo que você empurra não some: fica te esperando, e cobrando. 13 minutos sobre o porquê, e o plano de três linhas para sair da sala de espera. Ouça: https://bpower.com.br/ultimoepisodio?ep=1270

Se lembrou de alguém, encaminhe.
Se lembrou de alguém, encaminhe.

Se lembrou de alguém, encaminhe.
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A leitura. Ontem perguntei o que o seu cérebro faz com a segunda-feira. 48 pessoas responderam: 56% marcaram "Nada de especial, segunda é só segunda" e 27% marcaram "Foge: celular, série, qualquer coisa para não pensar". Os outros 17% se dividiram entre fazer a lista enorme (10%) e ensaiar tudo o que pode dar errado (6%). A mais votada foi a que diz que não acontece nada. Pode ser calma de verdade, e a enquete não separa isso do outro caso: o padrão de não olhar. As outras três respostas têm uma raiz comum, o cérebro tratando a segunda como uma ameaça que ainda não chegou, e cada uma é um jeito de se proteger dela. Ensaiar é controle. Fugir é anestesia. A lista é alívio adiantado. Nenhuma é defeito. É proteção que ficou antiga. (Isso é a leitura da casa, não o resultado de um estudo, e 48 respostas não representam o canal inteiro.) Quem consegue nomear o que faz no domingo à noite já saiu do automático nessa parte: nomear devolve a escolha. Para fazer agora, em 2 minutos, porque a segunda já começou: escreva uma linha só, "a primeira coisa que faço nesta segunda é ___". Pequena e concreta. Quer ver o que o seu cérebro decide no automático nas outras áreas da vida? O diagnóstico gratuito leva poucos minutos: https://brainpower.com.br/diagnostico?utm_source=telegram&utm_medium=canal&utm_campaign=enquete-segunda

Domingo à noite, o que o seu cérebro faz com a segunda-feira? Sem resposta certa: marque o que aconteceu da última vez. O resultado e o nome desse padrão saem amanhã às 7h08.
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Este é o aprofundamento do vídeo do carro de ponta-cabeça, o do "quantas previsões sobre você já venceram e você continua obedecendo?". Se você ainda não viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/Dekjb21EoIL/ No vídeo eu disse que o que prendeu o seu olho não foi o carro, foi a previsão que falhou. Aqui vai de onde vem essa ideia, o que o estudo mostrou de verdade e o que ele não mostrou. 1. Quem estudou Wolfram Schultz, da Universidade de Friburgo, na Suíça, passou anos medindo neurônios de dopamina em macacos. Em 1997, com Peter Dayan e Read Montague, ele juntou esses achados num artigo da revista Science, uma das mais respeitadas do mundo. 2. O que apareceu O experimento clássico é simples. Uma luz acende e, logo depois, o macaco recebe uma gota de suco. No começo, quando o suco chega sem aviso, os neurônios disparam no suco. Depois que o macaco aprende que a luz anuncia o suco, eles passam a disparar na luz. O suco, já esperado, quase não mexe com eles. E se a luz acende e o suco não vem, a atividade cai exatamente na hora em que o suco deveria chegar. Ou seja: esses neurônios não respondem ao que acontece. Respondem à diferença entre o que o cérebro previu e o que aconteceu. Os autores chamam isso de erro de previsão. 3. A parte que quase ninguém conta Primeiro: o estudo diz que é a mudança na expectativa que faz o cérebro aprender. Quando tudo sai como previsto, não há nada novo para aprender. É por isso que o vídeo termina em "faça uma coisa pequena que contradiga a previsão": sem a surpresa, a previsão não se atualiza. Segundo: os limites. Foram macacos, e a previsão era sobre suco, não sobre carros nem sobre a ideia que uma pessoa faz de si mesma. Ligar esse mecanismo ao "eu sempre paro no meio" é a leitura da casa a partir do estudo, não um resultado dele. 4. O que isso muda hoje Escolha uma frase que o seu cérebro repete sobre você ("isso não é para mim", "eu já tentei") e faça hoje uma coisa pequena que a desminta. Pequena mesmo: mandar a mensagem, abrir o arquivo, dar o primeiro passo. Não precisa provar nada para ninguém. A previsão só muda quando a realidade chega diferente do que ela esperava, e você é quem pode entregar essa realidade. Fonte: Schultz, Dayan e Montague, "A neural substrate of prediction and reward", Science, 1997, 275(5306):1593-1599 (doi.org/10.1126/science.275.5306.1593, PubMed 9054347).

O vídeo de ontem, o do "só um minutinho", se você ainda não viu: https://www.instagram.com/reel/Deh3_NggITH/ Aqui vai o passo a passo para usar hoje, na próxima vez que a mão for ao celular sem você ter decidido. Cinco minutos de teste, nada além disso. 1. Perceba a mão no caminho. Se ela já estiver a meio caminho, deixe lá, parada. Não precisa largar o celular, só não tocar ainda. 2. Faça a pergunta: "o que eu estava sentindo um segundo antes?" Uma palavra basta. Cansaço, dúvida, tédio, silêncio, medo de errar. 3. Escolha o movimento que combina com o que apareceu: - Tédio: dois minutos da tarefa chata, antes do celular. - Dúvida: escreva a pergunta num papel. Tirar da cabeça tira a urgência de conferir. - Silêncio: um minuto olhando em volta. Repare no pensamento que aparece. - Pressão: reduza a tarefa ao pedaço de cinco minutos. 4. Só então decida: pegar ou não. Se pegar, pegue sabendo por quê. A diferença é que dessa vez foi escolha. 5. Anote hoje à noite quantas vezes você conseguiu fazer os passos 1 e 2. O número não precisa ser bom. Precisa existir, porque o que é contado muda. O que está por trás: no estudo de Wilson e colegas (Universidade da Virgínia e Harvard, revista Science, 2014), muitas pessoas preferiram se dar choque a ficar sozinhas com os próprios pensamentos por poucos minutos. A mão que vai sozinha costuma estar fugindo de um desconforto pequeno. Dar nome a ele é o que devolve a escolha. Se o celular está tirando o seu sono, o seu trabalho ou as suas relações e você não consegue diminuir, vale conversar com um profissional de saúde. Responda para si mesmo: qual foi o desconforto que mais mandou a sua mão hoje?

🎧 "Amanhã eu saio na hora." Quantas vezes você já jurou isso? Neste áudio, a Márcia conta com a voz dela por que nenhuma promessa resolvia o atraso de todo dia, e o que ela encontrou quando foi atrás de onde aquilo começou. Depois de ouvir, três perguntas para achar a sua: 1. Qual é a coisa que você promete mudar todo dia e não muda? 2. O que você sente que precisa deixar pronto, garantido ou perfeito antes de fazer isso? 3. O que você acha que acontece se não deixar? A resposta da terceira quase nunca é sobre hoje. Costuma ser sobre algum dia em que falhar custou caro. Se o atraso vem junto com sono ruim, esquecimento e dificuldade de prestar atenção em quase tudo, vale conversar também com um médico.

Este é o aprofundamento do vídeo da conta das preocupações, o do "de cada dez coisas que tiraram o seu sono, quantas aconteceram de verdade?". Se você ainda não viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DecuW5mDqV6/ No vídeo eu dei o número: nove em cada dez preocupações não aconteceram. Aqui vai como esse número foi feito, e três detalhes do estudo que quase ninguém conta. 1. Quem foi medido Dois pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos (LaFreniere e Newman, na revista Behavior Therapy), acompanharam 29 pessoas com diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada, a preocupação que não desliga. Durante 10 dias, quando o celular avisava, cada pessoa anotava a preocupação daquele momento. Toda noite, revia o que tinha escrito. E, ao longo de 30 dias, foi registrando o que de fato aconteceu. Depois, avaliadores de fora leram tudo e classificaram cada preocupação: aconteceu ou não aconteceu. 2. O que apareceu 91,4% das preocupações não se confirmaram. E o resultado que mais se repetiu, pessoa por pessoa, foi 100%: nenhuma das preocupações anotadas aconteceu. Ou seja: a preocupação não errou de vez em quando. Ela errou quase sempre. 3. A parte que quase ninguém conta Primeiro: antes de conferir, as pessoas davam às próprias preocupações uma chance de acontecer muito maior do que a que se viu depois. O erro não está só no assunto da preocupação. Está na certeza que vem junto com ela. Segundo: o número não é curiosidade. Quem teve mais preocupações desmentidas melhorou mais da ansiedade ao longo do tratamento, e melhorou mais rápido. Os autores concluem que ver a própria previsão falhar pode ser uma parte importante do efeito. Por isso o vídeo termina em conferir, e não em "pare de se preocupar". Terceiro: os limites. Foram 29 pessoas, todas com diagnóstico e dentro de um tratamento, então o estudo não mede quem se preocupa no dia a dia sem diagnóstico. E o resumo oficial não diz se as poucas preocupações que aconteceram foram tão ruins quanto a pessoa tinha imaginado. Essa parte da sua conta, só você vai saber. 4. O que isso muda hoje O caderno que deixei na legenda do vídeo é a versão de bolso desse método: anotar, pôr a data, conferir. Uma coisa do estudo vale copiar: a revisão era toda noite, e não só no fim do mês. Antes de dormir, releia o que você anotou nos dias anteriores e marque o que já tem resposta. (A sugestão é minha, a partir do método do estudo.) O alarme vai continuar tocando. A diferença é que agora alguém volta para conferir se tinha fogo. E se a preocupação não deixa você trabalhar, dormir ou sair de casa há semanas, isso pede um profissional de saúde, não um caderno. Fonte: LaFreniere e Newman, "Exposing Worry's Deceit: Percentage of Untrue Worries in Generalized Anxiety Disorder Treatment", Behavior Therapy, 2020, 51(3):413-423 (doi.org/10.1016/j.beth.2019.07.003, PubMed 32402257).

Este é o aprofundamento do vídeo do espelho da academia, o da cara de cansado que não é cansaço. Se você ainda não viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DeZ8KyZFCfV/ No vídeo eu contei que olhei um rosto inchado e montei, sem conhecer a pessoa, a história de um momento ruim. Aqui vai o estudo que mostra como essa leitura acontece, e três detalhes dele que quase ninguém conta. 1. Quem foi medido Em 2013, pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia (Sundelin e colegas, na revista Sleep), fotografaram 10 pessoas duas vezes, sempre às 14h30. Uma vez depois de uma noite normal de sono. Outra depois de uma noite de 5 horas seguida de 31 horas sem dormir. Depois, 40 pessoas que não conheciam ninguém ali olharam as 20 fotos e deram nota para o cansaço, para dez sinais do rosto e para a tristeza. 2. O que apareceu Nas fotos sem sono, quem olhava viu pálpebras mais caídas, olhos mais vermelhos e mais inchados, olheiras mais escuras, pele mais pálida, mais linhas finas e os cantos da boca mais caídos. E viu uma coisa a mais: as mesmas pessoas pareceram mais tristes. Quanto mais cansado o rosto parecia, mais triste ele parecia. Ou seja: quem olha não separa sono de tristeza. O olho vê pálpebra caída e a cabeça conclui "essa pessoa não está bem". 3. A parte que quase ninguém conta Primeiro: ninguém ali estava triste. A tristeza não foi medida em quem foi fotografado. Ela foi vista por quem olhou. Era a mesma pessoa, com a mesma vida, nas duas fotos. Segundo: nem todo sinal mudou. Vermelhidão de pele e lábios tensos não mudaram com a falta de sono e não entraram na conta do cansaço. O que carrega a leitura são os olhos, a boca e a cor da pele, justamente por onde a gente lê a emoção dos outros. Terceiro: os limites. Foram 10 pessoas fotografadas e 40 olhando. E o estudo usou quase um dia e meio acordado, muito mais do que uma noite mal dormida. Ele também não fala de álcool. Juntar isso com o vinho da minha semana é a leitura que eu faço, apoiada em outros estudos que citei na legenda do vídeo. 4. O que isso muda hoje Foi o que aconteceu comigo na academia. Eu vi um rosto inchado e li uma fase ruim. Depois vi o mesmo rosto no espelho e quase li a mesma coisa em mim. O rosto mostra os últimos dias. A história é a gente que inventa. Da próxima vez que você olhar para alguém e pensar "essa pessoa não está bem", troque a conclusão por uma pergunta: como foi a sua semana? (Esta pergunta é minha, não saiu do estudo.) E no espelho vale igual: antes de concluir alguma coisa sobre a sua vida, confira as suas últimas noites. Fonte: Sundelin, Lekander, Kecklund, Van Someren, Olsson e Axelsson, "Cues of fatigue: effects of sleep deprivation on facial appearance", Sleep, 2013, 36(9):1355-1360 (doi.org/10.5665/sleep.2964, PubMed 23997369).

Este é o aprofundamento do vídeo da piscina, o do segundo antes do pulo do Dudu. Se você ainda não viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DeXpmzDgFWj/ No vídeo eu disse que, na beira, a criança olha para você antes de olhar para a água. Aqui vai o estudo que mostra o que acontece nesse olhar, e três detalhes dele que quase ninguém conta. 1. Quem foi medido Em 2014, pesquisadores da Holanda (Möller, Majdandžić e Bögels, na revista Developmental Science) levaram 81 bebês, entre 10 e 15 meses, a um aparelho chamado precipício visual: uma superfície que parece ter um degrau fundo, mas que é coberta por um vidro seguro. O bebê ficava do lado raso. Do lado fundo, o pai ou a mãe pedia para ele atravessar. Cada bebê foi com um dos dois. Os pesquisadores registraram a expressão de quem chamava e, no bebê, o quanto ele mostrava ansiedade e o quanto evitava atravessar. 2. O que apareceu As mães fizeram expressões de incentivo mais intensas do que os pais. Mesmo assim, o incentivo dos pais e das mães não teve relação com a ansiedade ou a esquiva do bebê. O que teve relação foi a ansiedade que o pai mostrava no rosto. Quanto mais ansioso o pai parecia, mais ansioso o bebê ficava e mais ele evitava atravessar. Com as mães, essa ligação não apareceu. Ou seja: o que pesou foi o que o rosto de quem estava do outro lado mostrava de medo, e não a quantidade de "vem, você consegue". 3. A parte que quase ninguém conta Primeiro: o incentivo, sozinho, não mudou nada. Chamar com entusiasmo não fez o bebê atravessar mais fácil. O medo no rosto do adulto fez diferença; a animação, não. Segundo: o efeito foi mais forte nos bebês de temperamento mais ansioso. Quem se assusta mais fácil é quem mais sente o susto de quem está olhando. Terceiro: o estudo achou que pai e mãe funcionam de formas diferentes nessa leitura, e ele não diz por quê. Também não mostra causa: ele encontrou uma ligação entre o rosto do pai e o comportamento do bebê. Se o bebê ansioso também deixa o pai mais ansioso, o estudo não separa. Um cuidado meu com você: foram bebês de um ano num aparelho de laboratório, não uma criança maior numa piscina. Levar isso para a beira da piscina é a leitura que eu faço. E o estudo não aponta culpa em ninguém: ele mostra que a criança lê com quem ela mais confia. 4. O que isso muda hoje Foi isso que o vídeo mostrou: na hora do pulo, o que o Dudu procura no meu rosto é se tem alguém ali. Empurrar com "vai, pula logo" é incentivo demais e presença de menos. Tirar da beira com "deixa pra lá" passa o recado de que o medo era perigo de verdade. Antes do próximo "pula", solta o ar, deixa o rosto ficar mole e diz só com o olhar: "estou aqui". (Esta frase é minha, não saiu do estudo.) Hoje, na próxima beira que a criança encarar, repara no seu rosto antes de reparar na água. Fonte: Möller, Majdandžić e Bögels, "Fathers' versus mothers' social referencing signals in relation to infant anxiety and avoidance: a visual cliff experiment", Developmental Science, 2014, 17(6):1012-1028 (doi.org/10.1111/desc.12194, PubMed 24909521).