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BrainPower | André Buric

BrainPower | André Buric

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VocĂȘ sabe o que fazer e nĂŁo faz? Aqui vocĂȘ entende o que decide por vocĂȘ. Um conteĂșdo por dia: ĂĄudio, enquete e quiz sobre os padrĂ”es que governam o seu comportamento. Canal do neurocientista AndrĂ© Buric. Instagram e Youtube @brainpowerbr

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📈 Analytical overview of Telegram channel BrainPower | AndrĂ© Buric

Channel BrainPower | André Buric (@brainpowerbr) in the Portuguese language segment is an active participant. Currently, the community unites 27 615 subscribers, ranking 7 064 in the Education category and 1 654 in the Brazil region.

📊 Audience metrics and dynamics

Since its creation on ĐœĐ”ĐČŃ–ĐŽĐŸĐŒĐŸ, the project has demonstrated rapid growth, gathering an audience of 27 615 subscribers.

According to the latest data from 29 October, 2026, the channel demonstrates stable activity. Although there has been a change in the number of participants by -430 over the last 30 days and by -18 over the last 24 hours, overall reach remains high.

  • Verification status: Not verified
  • Engagement rate (ER): The average audience engagement rate is 2.49%. Within the first 24 hours after publication, content typically collects 0.89% reactions from the total number of subscribers.
  • Post reach: On average, each post receives 688 views. Within the first day, a publication typically gains 246 views.
  • Reactions and interaction: The audience actively supports content: the average number of reactions per post is 8.
  • Thematic interests: Content is focused on key topics such as cĂ©rebro, padrĂŁo, controle, rafael, foco.

📝 Description and content policy

The author describes the resource as a platform for expressing subjective opinions:
“VocĂȘ sabe o que fazer e nĂŁo faz? Aqui vocĂȘ entende o que decide por vocĂȘ. Um conteĂșdo por dia: ĂĄudio, enquete e quiz sobre os padrĂ”es que governam o seu comportamento. Canal do neurocientista AndrĂ© Buric. Instagram e Youtube @brainpowerbr”

Thanks to the high frequency of updates (latest data received on 30 October, 2026), the channel maintains relevance and a high level of publication reach. Analytics show that the audience actively interacts with content, making it an important point of influence in the Education category.

27 615
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Posts Archive
Desta vez Ă© sobre o que jĂĄ mudou em vocĂȘ. Reposte nos stories e marque “brainpowerbr”.
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Guarde para a próxima vez. A situação não avisa antes.
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Qual Ă© o seu nĂșmero hoje? O story Ă© a sua resposta: reposte e marque “brainpowerbr”.
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Se hoje vocĂȘ discutiu polĂ­tica em casa, no grupo da famĂ­lia ou no trabalho, e saiu da conversa com a sensação de que ninguĂ©m
Se hoje vocĂȘ discutiu polĂ­tica em casa, no grupo da famĂ­lia ou no trabalho, e saiu da conversa com a sensação de que ninguĂ©m ouviu ninguĂ©m, este vĂ­deo Ă© para vocĂȘ. Quanto mais vocĂȘ argumenta, mais a outra pessoa trava. E existe um motivo no cĂ©rebro para isso. Assista antes da prĂłxima discussĂŁo: https://www.instagram.com/reel/De-TnW9gfAq/

Marque o que vocĂȘ jĂĄ conseguiu, reposte nos seus stories e marque “brainpowerbr”.
Marque o que vocĂȘ jĂĄ conseguiu, reposte nos seus stories e marque “brainpowerbr”.

🎧 Quem jĂĄ decidiu nĂŁo gostar de vocĂȘ nĂŁo estĂĄ avaliando o que vocĂȘ entrega. Neste ĂĄudio, por que Ă© tĂŁo difĂ­cil parar de tentar agradar essa pessoa: o cĂ©rebro trata reprovação como ameaça. Num estudo publicado na Science, quem era deixado de fora de um simples jogo de passar a bola no computador ativava uma ĂĄrea do cĂ©rebro ligada Ă  dor fĂ­sica. As trĂȘs perguntas para usar antes de mandar a prĂłxima coisa que essa pessoa vai ver: 1. Isso vai ser Ăștil, na prĂĄtica, para quem vai usar? 2. Eu faria igual se essa pessoa nĂŁo fosse ver? 3. O que eu estou deixando de fazer para ganhar essa aprovação? Ouve agora, porque amanhĂŁ essa pessoa estĂĄ lĂĄ de novo, e vocĂȘ pode começar a semana trabalhando para o seu valor, nĂŁo para a aprovação dela.

Se isso Ă© a sua semana, encaminhe para quem divide ela com vocĂȘ.
Se isso Ă© a sua semana, encaminhe para quem divide ela com vocĂȘ.

🎧 Adiar nĂŁo te poupa. Adiar te parcela. Neste ĂĄudio, a leitura do padrĂŁo do adiamento: por que o que vocĂȘ empurra volta no banho, na dor, Ă s duas da manhĂŁ, e o que a ciĂȘncia mostra sobre esse custo (pessoas que, podendo escolher, preferem um choque mais forte na hora a ficar esperando um mais fraco). O plano de trĂȘs linhas para o que vocĂȘ vem empurrando: 1. Quando: o dia e a hora mais prĂłximos possĂ­veis, nĂŁo os ideais. 2. Onde: o lugar em que vocĂȘ vai estar. 3. O primeiro passo: a primeira ação fĂ­sica, pequena (abrir o e-mail, ligar para, sentar com o papel). Pesquisas da Universidade Estadual da FlĂłrida mostram que, com um plano especĂ­fico, os pensamentos intrusivos sobre a tarefa diminuem antes mesmo de ela ser feita. Ouve agora, porque a coisa que vocĂȘ vai empurrar hoje jĂĄ estĂĄ na sua cabeça, e com o plano de trĂȘs linhas vocĂȘ decide o dia e a hora antes de ela voltar Ă  noite.

Manda para quem enxerga mais do que admite.
Manda para quem enxerga mais do que admite.

🎧 EpisĂłdio 1270 no ar: Como parar de adiar o que vocĂȘ precisa fazer. Aquilo que vocĂȘ empurra nĂŁo some: fica te esperando, e
🎧 EpisĂłdio 1270 no ar: Como parar de adiar o que vocĂȘ precisa fazer. Aquilo que vocĂȘ empurra nĂŁo some: fica te esperando, e cobrando. 13 minutos sobre o porquĂȘ, e o plano de trĂȘs linhas para sair da sala de espera. Ouça: https://bpower.com.br/ultimoepisodio?ep=1270

Se lembrou de alguém, encaminhe.
Se lembrou de alguém, encaminhe.

Se lembrou de alguém, encaminhe.
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A leitura. Ontem perguntei o que o seu cĂ©rebro faz com a segunda-feira. 48 pessoas responderam: 56% marcaram "Nada de especial, segunda Ă© sĂł segunda" e 27% marcaram "Foge: celular, sĂ©rie, qualquer coisa para nĂŁo pensar". Os outros 17% se dividiram entre fazer a lista enorme (10%) e ensaiar tudo o que pode dar errado (6%). A mais votada foi a que diz que nĂŁo acontece nada. Pode ser calma de verdade, e a enquete nĂŁo separa isso do outro caso: o padrĂŁo de nĂŁo olhar. As outras trĂȘs respostas tĂȘm uma raiz comum, o cĂ©rebro tratando a segunda como uma ameaça que ainda nĂŁo chegou, e cada uma Ă© um jeito de se proteger dela. Ensaiar Ă© controle. Fugir Ă© anestesia. A lista Ă© alĂ­vio adiantado. Nenhuma Ă© defeito. É proteção que ficou antiga. (Isso Ă© a leitura da casa, nĂŁo o resultado de um estudo, e 48 respostas nĂŁo representam o canal inteiro.) Quem consegue nomear o que faz no domingo Ă  noite jĂĄ saiu do automĂĄtico nessa parte: nomear devolve a escolha. Para fazer agora, em 2 minutos, porque a segunda jĂĄ começou: escreva uma linha sĂł, "a primeira coisa que faço nesta segunda Ă© ___". Pequena e concreta. Quer ver o que o seu cĂ©rebro decide no automĂĄtico nas outras ĂĄreas da vida? O diagnĂłstico gratuito leva poucos minutos: https://brainpower.com.br/diagnostico?utm_source=telegram&utm_medium=canal&utm_campaign=enquete-segunda

Domingo Ă  noite, o que o seu cĂ©rebro faz com a segunda-feira? Sem resposta certa: marque o que aconteceu da Ășltima vez. O resultado e o nome desse padrĂŁo saem amanhĂŁ Ă s 7h08.
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Este Ă© o aprofundamento do vĂ­deo do carro de ponta-cabeça, o do "quantas previsĂ”es sobre vocĂȘ jĂĄ venceram e vocĂȘ continua obedecendo?". Se vocĂȘ ainda nĂŁo viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/Dekjb21EoIL/ No vĂ­deo eu disse que o que prendeu o seu olho nĂŁo foi o carro, foi a previsĂŁo que falhou. Aqui vai de onde vem essa ideia, o que o estudo mostrou de verdade e o que ele nĂŁo mostrou. 1. Quem estudou Wolfram Schultz, da Universidade de Friburgo, na Suíça, passou anos medindo neurĂŽnios de dopamina em macacos. Em 1997, com Peter Dayan e Read Montague, ele juntou esses achados num artigo da revista Science, uma das mais respeitadas do mundo. 2. O que apareceu O experimento clĂĄssico Ă© simples. Uma luz acende e, logo depois, o macaco recebe uma gota de suco. No começo, quando o suco chega sem aviso, os neurĂŽnios disparam no suco. Depois que o macaco aprende que a luz anuncia o suco, eles passam a disparar na luz. O suco, jĂĄ esperado, quase nĂŁo mexe com eles. E se a luz acende e o suco nĂŁo vem, a atividade cai exatamente na hora em que o suco deveria chegar. Ou seja: esses neurĂŽnios nĂŁo respondem ao que acontece. Respondem Ă  diferença entre o que o cĂ©rebro previu e o que aconteceu. Os autores chamam isso de erro de previsĂŁo. 3. A parte que quase ninguĂ©m conta Primeiro: o estudo diz que Ă© a mudança na expectativa que faz o cĂ©rebro aprender. Quando tudo sai como previsto, nĂŁo hĂĄ nada novo para aprender. É por isso que o vĂ­deo termina em "faça uma coisa pequena que contradiga a previsĂŁo": sem a surpresa, a previsĂŁo nĂŁo se atualiza. Segundo: os limites. Foram macacos, e a previsĂŁo era sobre suco, nĂŁo sobre carros nem sobre a ideia que uma pessoa faz de si mesma. Ligar esse mecanismo ao "eu sempre paro no meio" Ă© a leitura da casa a partir do estudo, nĂŁo um resultado dele. 4. O que isso muda hoje Escolha uma frase que o seu cĂ©rebro repete sobre vocĂȘ ("isso nĂŁo Ă© para mim", "eu jĂĄ tentei") e faça hoje uma coisa pequena que a desminta. Pequena mesmo: mandar a mensagem, abrir o arquivo, dar o primeiro passo. NĂŁo precisa provar nada para ninguĂ©m. A previsĂŁo sĂł muda quando a realidade chega diferente do que ela esperava, e vocĂȘ Ă© quem pode entregar essa realidade. Fonte: Schultz, Dayan e Montague, "A neural substrate of prediction and reward", Science, 1997, 275(5306):1593-1599 (doi.org/10.1126/science.275.5306.1593, PubMed 9054347).

O vĂ­deo de ontem, o do "sĂł um minutinho", se vocĂȘ ainda nĂŁo viu: https://www.instagram.com/reel/Deh3_NggITH/ Aqui vai o passo a passo para usar hoje, na prĂłxima vez que a mĂŁo for ao celular sem vocĂȘ ter decidido. Cinco minutos de teste, nada alĂ©m disso. 1. Perceba a mĂŁo no caminho. Se ela jĂĄ estiver a meio caminho, deixe lĂĄ, parada. NĂŁo precisa largar o celular, sĂł nĂŁo tocar ainda. 2. Faça a pergunta: "o que eu estava sentindo um segundo antes?" Uma palavra basta. Cansaço, dĂșvida, tĂ©dio, silĂȘncio, medo de errar. 3. Escolha o movimento que combina com o que apareceu: - TĂ©dio: dois minutos da tarefa chata, antes do celular. - DĂșvida: escreva a pergunta num papel. Tirar da cabeça tira a urgĂȘncia de conferir. - SilĂȘncio: um minuto olhando em volta. Repare no pensamento que aparece. - PressĂŁo: reduza a tarefa ao pedaço de cinco minutos. 4. SĂł entĂŁo decida: pegar ou nĂŁo. Se pegar, pegue sabendo por quĂȘ. A diferença Ă© que dessa vez foi escolha. 5. Anote hoje Ă  noite quantas vezes vocĂȘ conseguiu fazer os passos 1 e 2. O nĂșmero nĂŁo precisa ser bom. Precisa existir, porque o que Ă© contado muda. O que estĂĄ por trĂĄs: no estudo de Wilson e colegas (Universidade da VirgĂ­nia e Harvard, revista Science, 2014), muitas pessoas preferiram se dar choque a ficar sozinhas com os prĂłprios pensamentos por poucos minutos. A mĂŁo que vai sozinha costuma estar fugindo de um desconforto pequeno. Dar nome a ele Ă© o que devolve a escolha. Se o celular estĂĄ tirando o seu sono, o seu trabalho ou as suas relaçÔes e vocĂȘ nĂŁo consegue diminuir, vale conversar com um profissional de saĂșde. Responda para si mesmo: qual foi o desconforto que mais mandou a sua mĂŁo hoje?

🎧 "AmanhĂŁ eu saio na hora." Quantas vezes vocĂȘ jĂĄ jurou isso? Neste ĂĄudio, a MĂĄrcia conta com a voz dela por que nenhuma promessa resolvia o atraso de todo dia, e o que ela encontrou quando foi atrĂĄs de onde aquilo começou. Depois de ouvir, trĂȘs perguntas para achar a sua: 1. Qual Ă© a coisa que vocĂȘ promete mudar todo dia e nĂŁo muda? 2. O que vocĂȘ sente que precisa deixar pronto, garantido ou perfeito antes de fazer isso? 3. O que vocĂȘ acha que acontece se nĂŁo deixar? A resposta da terceira quase nunca Ă© sobre hoje. Costuma ser sobre algum dia em que falhar custou caro. Se o atraso vem junto com sono ruim, esquecimento e dificuldade de prestar atenção em quase tudo, vale conversar tambĂ©m com um mĂ©dico.

Este Ă© o aprofundamento do vĂ­deo da conta das preocupaçÔes, o do "de cada dez coisas que tiraram o seu sono, quantas aconteceram de verdade?". Se vocĂȘ ainda nĂŁo viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DecuW5mDqV6/ No vĂ­deo eu dei o nĂșmero: nove em cada dez preocupaçÔes nĂŁo aconteceram. Aqui vai como esse nĂșmero foi feito, e trĂȘs detalhes do estudo que quase ninguĂ©m conta. 1. Quem foi medido Dois pesquisadores da Universidade Estadual da PensilvĂąnia, nos Estados Unidos (LaFreniere e Newman, na revista Behavior Therapy), acompanharam 29 pessoas com diagnĂłstico de transtorno de ansiedade generalizada, a preocupação que nĂŁo desliga. Durante 10 dias, quando o celular avisava, cada pessoa anotava a preocupação daquele momento. Toda noite, revia o que tinha escrito. E, ao longo de 30 dias, foi registrando o que de fato aconteceu. Depois, avaliadores de fora leram tudo e classificaram cada preocupação: aconteceu ou nĂŁo aconteceu. 2. O que apareceu 91,4% das preocupaçÔes nĂŁo se confirmaram. E o resultado que mais se repetiu, pessoa por pessoa, foi 100%: nenhuma das preocupaçÔes anotadas aconteceu. Ou seja: a preocupação nĂŁo errou de vez em quando. Ela errou quase sempre. 3. A parte que quase ninguĂ©m conta Primeiro: antes de conferir, as pessoas davam Ă s prĂłprias preocupaçÔes uma chance de acontecer muito maior do que a que se viu depois. O erro nĂŁo estĂĄ sĂł no assunto da preocupação. EstĂĄ na certeza que vem junto com ela. Segundo: o nĂșmero nĂŁo Ă© curiosidade. Quem teve mais preocupaçÔes desmentidas melhorou mais da ansiedade ao longo do tratamento, e melhorou mais rĂĄpido. Os autores concluem que ver a prĂłpria previsĂŁo falhar pode ser uma parte importante do efeito. Por isso o vĂ­deo termina em conferir, e nĂŁo em "pare de se preocupar". Terceiro: os limites. Foram 29 pessoas, todas com diagnĂłstico e dentro de um tratamento, entĂŁo o estudo nĂŁo mede quem se preocupa no dia a dia sem diagnĂłstico. E o resumo oficial nĂŁo diz se as poucas preocupaçÔes que aconteceram foram tĂŁo ruins quanto a pessoa tinha imaginado. Essa parte da sua conta, sĂł vocĂȘ vai saber. 4. O que isso muda hoje O caderno que deixei na legenda do vĂ­deo Ă© a versĂŁo de bolso desse mĂ©todo: anotar, pĂŽr a data, conferir. Uma coisa do estudo vale copiar: a revisĂŁo era toda noite, e nĂŁo sĂł no fim do mĂȘs. Antes de dormir, releia o que vocĂȘ anotou nos dias anteriores e marque o que jĂĄ tem resposta. (A sugestĂŁo Ă© minha, a partir do mĂ©todo do estudo.) O alarme vai continuar tocando. A diferença Ă© que agora alguĂ©m volta para conferir se tinha fogo. E se a preocupação nĂŁo deixa vocĂȘ trabalhar, dormir ou sair de casa hĂĄ semanas, isso pede um profissional de saĂșde, nĂŁo um caderno. Fonte: LaFreniere e Newman, "Exposing Worry's Deceit: Percentage of Untrue Worries in Generalized Anxiety Disorder Treatment", Behavior Therapy, 2020, 51(3):413-423 (doi.org/10.1016/j.beth.2019.07.003, PubMed 32402257).

Este Ă© o aprofundamento do vĂ­deo do espelho da academia, o da cara de cansado que nĂŁo Ă© cansaço. Se vocĂȘ ainda nĂŁo viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DeZ8KyZFCfV/ No vĂ­deo eu contei que olhei um rosto inchado e montei, sem conhecer a pessoa, a histĂłria de um momento ruim. Aqui vai o estudo que mostra como essa leitura acontece, e trĂȘs detalhes dele que quase ninguĂ©m conta. 1. Quem foi medido Em 2013, pesquisadores do Instituto Karolinska, na SuĂ©cia (Sundelin e colegas, na revista Sleep), fotografaram 10 pessoas duas vezes, sempre Ă s 14h30. Uma vez depois de uma noite normal de sono. Outra depois de uma noite de 5 horas seguida de 31 horas sem dormir. Depois, 40 pessoas que nĂŁo conheciam ninguĂ©m ali olharam as 20 fotos e deram nota para o cansaço, para dez sinais do rosto e para a tristeza. 2. O que apareceu Nas fotos sem sono, quem olhava viu pĂĄlpebras mais caĂ­das, olhos mais vermelhos e mais inchados, olheiras mais escuras, pele mais pĂĄlida, mais linhas finas e os cantos da boca mais caĂ­dos. E viu uma coisa a mais: as mesmas pessoas pareceram mais tristes. Quanto mais cansado o rosto parecia, mais triste ele parecia. Ou seja: quem olha nĂŁo separa sono de tristeza. O olho vĂȘ pĂĄlpebra caĂ­da e a cabeça conclui "essa pessoa nĂŁo estĂĄ bem". 3. A parte que quase ninguĂ©m conta Primeiro: ninguĂ©m ali estava triste. A tristeza nĂŁo foi medida em quem foi fotografado. Ela foi vista por quem olhou. Era a mesma pessoa, com a mesma vida, nas duas fotos. Segundo: nem todo sinal mudou. VermelhidĂŁo de pele e lĂĄbios tensos nĂŁo mudaram com a falta de sono e nĂŁo entraram na conta do cansaço. O que carrega a leitura sĂŁo os olhos, a boca e a cor da pele, justamente por onde a gente lĂȘ a emoção dos outros. Terceiro: os limites. Foram 10 pessoas fotografadas e 40 olhando. E o estudo usou quase um dia e meio acordado, muito mais do que uma noite mal dormida. Ele tambĂ©m nĂŁo fala de ĂĄlcool. Juntar isso com o vinho da minha semana Ă© a leitura que eu faço, apoiada em outros estudos que citei na legenda do vĂ­deo. 4. O que isso muda hoje Foi o que aconteceu comigo na academia. Eu vi um rosto inchado e li uma fase ruim. Depois vi o mesmo rosto no espelho e quase li a mesma coisa em mim. O rosto mostra os Ășltimos dias. A histĂłria Ă© a gente que inventa. Da prĂłxima vez que vocĂȘ olhar para alguĂ©m e pensar "essa pessoa nĂŁo estĂĄ bem", troque a conclusĂŁo por uma pergunta: como foi a sua semana? (Esta pergunta Ă© minha, nĂŁo saiu do estudo.) E no espelho vale igual: antes de concluir alguma coisa sobre a sua vida, confira as suas Ășltimas noites. Fonte: Sundelin, Lekander, Kecklund, Van Someren, Olsson e Axelsson, "Cues of fatigue: effects of sleep deprivation on facial appearance", Sleep, 2013, 36(9):1355-1360 (doi.org/10.5665/sleep.2964, PubMed 23997369).

Este Ă© o aprofundamento do vĂ­deo da piscina, o do segundo antes do pulo do Dudu. Se vocĂȘ ainda nĂŁo viu, comece por ele: https://www.instagram.com/reel/DeXpmzDgFWj/ No vĂ­deo eu disse que, na beira, a criança olha para vocĂȘ antes de olhar para a ĂĄgua. Aqui vai o estudo que mostra o que acontece nesse olhar, e trĂȘs detalhes dele que quase ninguĂ©m conta. 1. Quem foi medido Em 2014, pesquisadores da Holanda (Möller, MajdandĆŸić e Bögels, na revista Developmental Science) levaram 81 bebĂȘs, entre 10 e 15 meses, a um aparelho chamado precipĂ­cio visual: uma superfĂ­cie que parece ter um degrau fundo, mas que Ă© coberta por um vidro seguro. O bebĂȘ ficava do lado raso. Do lado fundo, o pai ou a mĂŁe pedia para ele atravessar. Cada bebĂȘ foi com um dos dois. Os pesquisadores registraram a expressĂŁo de quem chamava e, no bebĂȘ, o quanto ele mostrava ansiedade e o quanto evitava atravessar. 2. O que apareceu As mĂŁes fizeram expressĂ”es de incentivo mais intensas do que os pais. Mesmo assim, o incentivo dos pais e das mĂŁes nĂŁo teve relação com a ansiedade ou a esquiva do bebĂȘ. O que teve relação foi a ansiedade que o pai mostrava no rosto. Quanto mais ansioso o pai parecia, mais ansioso o bebĂȘ ficava e mais ele evitava atravessar. Com as mĂŁes, essa ligação nĂŁo apareceu. Ou seja: o que pesou foi o que o rosto de quem estava do outro lado mostrava de medo, e nĂŁo a quantidade de "vem, vocĂȘ consegue". 3. A parte que quase ninguĂ©m conta Primeiro: o incentivo, sozinho, nĂŁo mudou nada. Chamar com entusiasmo nĂŁo fez o bebĂȘ atravessar mais fĂĄcil. O medo no rosto do adulto fez diferença; a animação, nĂŁo. Segundo: o efeito foi mais forte nos bebĂȘs de temperamento mais ansioso. Quem se assusta mais fĂĄcil Ă© quem mais sente o susto de quem estĂĄ olhando. Terceiro: o estudo achou que pai e mĂŁe funcionam de formas diferentes nessa leitura, e ele nĂŁo diz por quĂȘ. TambĂ©m nĂŁo mostra causa: ele encontrou uma ligação entre o rosto do pai e o comportamento do bebĂȘ. Se o bebĂȘ ansioso tambĂ©m deixa o pai mais ansioso, o estudo nĂŁo separa. Um cuidado meu com vocĂȘ: foram bebĂȘs de um ano num aparelho de laboratĂłrio, nĂŁo uma criança maior numa piscina. Levar isso para a beira da piscina Ă© a leitura que eu faço. E o estudo nĂŁo aponta culpa em ninguĂ©m: ele mostra que a criança lĂȘ com quem ela mais confia. 4. O que isso muda hoje Foi isso que o vĂ­deo mostrou: na hora do pulo, o que o Dudu procura no meu rosto Ă© se tem alguĂ©m ali. Empurrar com "vai, pula logo" Ă© incentivo demais e presença de menos. Tirar da beira com "deixa pra lĂĄ" passa o recado de que o medo era perigo de verdade. Antes do prĂłximo "pula", solta o ar, deixa o rosto ficar mole e diz sĂł com o olhar: "estou aqui". (Esta frase Ă© minha, nĂŁo saiu do estudo.) Hoje, na prĂłxima beira que a criança encarar, repara no seu rosto antes de reparar na ĂĄgua. Fonte: Möller, MajdandĆŸić e Bögels, "Fathers' versus mothers' social referencing signals in relation to infant anxiety and avoidance: a visual cliff experiment", Developmental Science, 2014, 17(6):1012-1028 (doi.org/10.1111/desc.12194, PubMed 24909521).

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