𝙁𝙞𝙡𝙤𝙨𝙤𝙛𝙞𝙖 𝙄𝙣𝙩𝙚𝙜𝙧𝙖𝙡 🇧🇷
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Introdução ao Pensamento Integralista, História da Filosofia e do Dinamismo da Filosofia Integral https://drive.google.com/drive/folders/1c0_xNBJ-O_PodlMfHKDxPi7dxWqKpuq7
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Porém, se não estava em jogo andar para trás e retrogradar a história da filosofia até Platão, mas andar para a frente e enfrentar o desafio da modernidade, levando-nos a Hegel e, com ele, fazer a viagem de volta, ao rememorar e reatualizar tudo aquilo que foi recalcado e conjurado pela tradição desbussolada, como a tradição e a filosofia modernas. De resto, uma filosofia que, na esteira da metafísica da subjetividade, recalcou o Absoluto e o Transcendente, como aliás Hegel, ao suprassumi-los na imanência do Espírito e das coisas deste mundo. Ora, este não é caso do filósofo jesuíta, mas Hegel foi grande e ele tinha a dialética. Então, tudo considerado, haveria ainda uma segunda etiqueta: além de tomista ou tomásico, Pe. Vaz é um tomista-hegelianizado, não exatamente um hegeliano-tomista, ou talvez melhor ainda, se não encompridasse tanto, um tomista-platônico-hegelianizado.
—Pe. Vaz, A Tradição Ocidental e o Brasil,
Ivan Domingues.
| 2 | Trata-se, ao invés, de um novo paradigma tomista flexibilizado pela dialética, com suas duas ascendências maiores, Platão e Hegel. Então é isso, está-se diante de uma trindade, composta por Platão, Tomás de Aquino e Hegel, com Tomás de Aquino ao centro, ladeado pelo grego e pelo moderno. Contudo, Vaz não era um platônico, nem era o caso de recuar Tomás de Aquino até ele e à dialética do sofista, da mesma forma que não era um hegeliano nem queria passar para a história da filosofia brasileira como hegeliano, mas como um tomista ou um tomásico. | 142 |
| 3 | Então, concluindo, se eu fosse perguntado qual é o melhor termo ou a expressão mais adequada que poderíamos usar como etiqueta para designar o pensamento e a obra de Pe. Vaz, eu diria que ele é antes de tudo um tomista ou mesmo um tomásico, termo que ele inclusive prefere. Porém, ao falar do paradigma tomásico, como Vaz deixa claro na entrevista concedida ao Cadernos de Filosofia Alemã, várias vezes referida, ele tem em mente "um paradigma muito mais flexível do que, por exemplo, o paradigma tomista, que aplicava a todo campo do saber o princípio aristotélico da subalter-nação das ciências". Não se trata de nada disso, segundo o ouro-pretano ilustre. O novo paradigma tomista que ele procura, não é o tradicional, pelas razões já expostas, nem o neotomista, por tudo que ela carrega, desde o desejo de revival da cristandade medieval de um Maritain, até os alinhamentos com as alas mais à direita da Ação Católica francesa. | 150 |
| 4 | O mito envolve, assim, a abertura de um regime de Fascinação, constituindo a tradução histórico-humana de um processo que a transcende e a determina e que excede, por isso, a formulação que lhe é dada nas diversas tradições. Sendo um saber fundante, sendo poesia ou a palavra poética original da vida dos deuses, o mito não é mera palavra literária nem criação imaginativa do homem ou projecção do inconsciente da humanidade, mas presença real e efectiva dos deuses, é pensamento do Ser e não pensamento humano, é pensamento simbólico e não saber discursivo. Esta a razão por que, segundo Vicente Ferreira da Silva, os conteúdos do relato ou narração mítica remetem sempre para as coisas mesmas que, enquanto presenças sagradas, são coisas míticas, apresentando-se, por isso, o mito como única e absoluta forma de realidade, anterior à dualidade ou à cisão humano-divina e à dessacralização da Natureza.
–O Pensamento Filosófico de Vicente Ferreira da Silva, António Braz Teixeira. | 286 |
| 5 | Machado descobriu enfim a sua vocação verdadeira: contar a essência do homem, em sua precariedade existencial. As suas personagens não apresentam mais uma estrutura moral unificada e típica. São antes seres divididos consigo mesmos, embora sem lutas violentas, já naquele estado em que a cisão interna entra no declive dos compromissos e da instabilidade de caráter. O homem não é mais aquele ser responsável dos romances anteriores, é um joguete de forças desconhecidas. O seu livre arbitrio está limitado não só pelos obstáculos que a natureza indiferente oferece. mas pelas contradições e perplexidades internas. A duplicidade da consciência moral é revelada a cada passo, e encontra uma espléndida expressão no episódio de Brás Cubas com Virgilia, antigo amor da adolescência. que ele vem encontrar casada, numa noite de baile.
—Barreto Filho, em "A Literatura no Brasil" vol'4. | 523 |
| 6 | A felicidade última do homem, segundo Aquino, não reside na vontade, mas na operação mais elevada do intelecto. Isso só é alcançado na Visão Beatífica, onde a alma se une a Deus sem nenhum conceito intermediário. Nesta consumação final, o sujeito (a alma humana) e o supremo Objeto (Deus) alcançam uma união tão absoluta que a alma é inundada pela essência divina, participando diretamente da vida do Todo.
— Capítulo VI: The Desire for Happiness,Thomas Aquinas Martin D'Arcy" | 94 |
| 7 | Realmente, o século IV em tudo se parece com o século XX.
As heresias do Século IV me parecem com as heresias do século XX. Os donatistas, os arianos, os maniqueístas, no tempo de Santo Agostinho, nós os vermos sob outros nomes a lançar confusão no nosso tempo.
—Plínio Salgado, O Cinquentenário dos Agostinianos no Brasil. | 139 |
| 8 | No text... | 176 |
| 9 | Nós no dia mais normal: | 208 |
| 10 | 🇧🇷 — INTEGRALISMO EM OPOSIÇÃO A NIETZSCHE
O CONCEITO DE PODER EM NIETZSCHE E NO CRISTIANISMO
Dentro da psicologia humana, bem e mal não são absolutos, mas sim, e tão somente, o resultado direto da liberdade de nossas atitudes. Deixemos que se diga algo de novo, como uma anestesia para os sentidos, pois a verdadeira fórmula da felicidade resume-se em: um sim, um não, uma reta, um fim. E qual era, para Friedrich Nietzsche, esse fim supremo? O fim é o Poder.
POIS BEM, PARA O CRISTÃO, O PODER SUPREMO É DEUS, E O SEU FIM ÚLTIMO TAMBÉM É O PODER, QUE SE MANIFESTA NO PRÓPRIO DEUS. Para Nietzsche, porém, o cristão não amaria o poder por preferir a piedade, a qual ele definia como fraqueza e submissão — uma participação na debilidade e uma comiseração pelos débeis e fracassados que constituiria a própria decadência .
A VERDADEIRA NATUREZA DA PIEDADE CRISTÃ
Mas o filósofo enganou-se profundamente. Se ele conhecesse a verdadeira essência da piedade para o cristão, não a enxergaria na futilidade das lágrimas românticas e femininas; descobriria na piedade o manifesto mais nítido, cabal e absoluto da força e do poder. A LEGÍTIMA PIEDADE NÃO PROVÉM DE NENHUM SENTIMENTALISMO BARATO QUE BUSCA APENAS EXALTAR A TERNURA OU A BONDADE DE UM HERÓI. LONGE DE SER MERA SIMPATIA PASSIVA, A PIA ANIMA (A ALMA PIEDOSA) É A EXUBERÂNCIA MÁXIMA DA FORÇA, AQUELA QUE SE RECUSA A CONTAMINAR E A FORTALECER O FRACO.
A VIRTUDE CRISTÃ E A ATITUDE DO ESPÍRITO
É exatamente esse ensinamento que reside na essência da força que nos conduz e nos eleva ao Cristianismo. POR ISSO, A VIRTUDE PARA O CRISTÃO É, ANTES DE TUDO, UMA ATITUDE DO ESPÍRITO: É A MODÉSTIA, A HUMILDADE, A SANTIDADE. É o próprio Cristo que estende os seus braços tanto aos pecadores quanto aos seus próprios algozes, e que ainda ama e perdoa os seus inimigos generosamente.
A CONEXÃO HISTÓRICA ENTRE A VIRTÙ E O CRISTIANISMO
Para Nietzsche, por outro lado, a virtude era a vontade indomável de crescer e de subir, o amor obstinado ao poder e ao domínio. Para melhor ensinar o seu conceito, ele nunca escondeu a preferência pela palavra italiana Virtù, justamente por ser uma palavra cristã, amancebada entre os maiores adeptos do Renascimento. Essa força nasceu na Itália renascentista, onde o homem de valor encontrava o seu ideal no despertar do espírito militar.
POIS ATÉ NESTE DETALHE ESPECÍFICO, NIETZSCHE VEIO A COINCIDIR, SEM O SABER, COM O PRÓPRIO CRISTIANISMO. NOSSO LIVRO SAGRADO, REALMENTE, TRANSBORDA DESSAS QUALIDADES ÍNTIMAS E DE GESTOS DE PERFEITÍSSIMA HARMONIA QUE NOS PREGAM VIRTUDES ANTIGAS, OUTRORA PERDIDAS OU PROIBIDAS POR UMA MORAL MENOR. SÃO VALORES QUE CARREGAM TODOS OS MOTIVOS DA ANTIGUIDADE E DA ALMA; OS MESMOS VALORES QUE SUSTENTAM A VERDADEIRA VIRTÙ, QUE EM NOSSA ALMA OS GRANDES ESCRITORES DO PASSADO TANTO EXALTA...
— Gerardo Mello Mourão.
(Especial para A Offensiva) | 421 |
| 11 | 🇧🇷 — INTEGRALISMO EM OPOSIÇÃO A NIETZSCHE
O CONCEITO DE PODER EM NIETZSCHE E NO CRISTIANISMO
Dentro da psicologia humana, bem e mal não são absolutos, mas sim, e tão somente, o resultado direto da liberdade de nossas atitudes. Deixemos que se diga algo de novo, como uma anestesia para os sentidos, pois a verdadeira fórmula da felicidade resume-se em: um sim, um não, uma reta, um fim. E qual era, para Friedrich Nietzsche, esse fim supremo? O fim é o Poder.
POIS BEM, PARA O CRISTÃO, O PODER SUPREMO É DEUS, E O SEU FIM ÚLTIMO TAMBÉM É O PODER, QUE SE MANIFESTA NO PRÓPRIO DEUS. Para Nietzsche, porém, o cristão não amaria o poder por preferir a piedade, a qual ele definia como fraqueza e submissão — uma participação na debilidade e uma comiseração pelos débeis e fracassados que constituiria a própria decadência .
A VERDADEIRA NATUREZA DA PIEDADE CRISTÃ
Mas o filósofo enganou-se profundamente. Se ele conhecesse a verdadeira essência da piedade para o cristão, não a enxergaria na futilidade das lágrimas românticas e femininas; descobriria na piedade o manifesto mais nítido, cabal e absoluto da força e do poder. A LEGÍTIMA PIEDADE NÃO PROVÉM DE NENHUM SENTIMENTALISMO BARATO QUE BUSCA APENAS EXALTAR A TERNURA OU A BONDADE DE UM HERÓI. LONGE DE SER MERA SIMPATIA PASSIVA, A PIA ANIMA (A ALMA PIEDOSA) É A EXUBERÂNCIA MÁXIMA DA FORÇA, AQUELA QUE SE RECUSA A CONTAMINAR E A FORTALECER O FRACO.
A VIRTUDE CRISTÃ E A ATITUDE DO ESPÍRITO
É exatamente esse ensinamento que reside na essência da força que nos conduz e nos eleva ao Cristianismo. POR ISSO, A VIRTUDE PARA O CRISTÃO É, ANTES DE TUDO, UMA ATITUDE DO ESPÍRITO: É A MODÉSTIA, A HUMILDADE, A SANTIDADE. É o próprio Cristo que estende os seus braços tanto aos pecadores quanto aos seus próprios algozes, e que ainda ama e perdoa os seus inimigos generosamente.
A CONEXÃO HISTÓRICA ENTRE A VIRTÙ E O CRISTIANISMO
Para Nietzsche, por outro lado, a virtude era a vontade indomável de crescer e de subir, o amor obstinado ao poder e ao domínio. Para melhor ensinar o seu conceito, ele nunca escondeu a preferência pela palavra italiana Virtù, justamente por ser uma palavra cristã, amancebada entre os maiores adeptos do Renascimento. Essa força nasceu na Itália renascentista, onde o homem de valor encontrava o seu ideal no despertar do espírito militar.
POIS ATÉ NESTE DETALHE ESPECÍFICO, NIETZSCHE VEIO A COINCIDIR, SEM O SABER, COM O PRÓPRIO CRISTIANISMO. NOSSO LIVRO SAGRADO, REALMENTE, TRANSBORDA DESSAS QUALIDADES ÍNTIMAS E DE GESTOS DE PERFEITÍSSIMA HARMONIA QUE NOS PREGAM VIRTUDES ANTIGAS, OUTRORA PERDIDAS OU PROIBIDAS POR UMA MORAL MENOR. SÃO VALORES QUE CARREGAM TODOS OS MOTIVOS DA ANTIGUIDADE E DA ALMA; OS MESMOS VALORES QUE SUSTENTAM A VERDADEIRA VIRTÙ, QUE EM NOSSA ALMA OS GRANDES ESCRITORES DO PASSADO TANTO EXALTA...
— Gerardo Mello Mourão.
(Especial para A Offensiva) | 1 |
| 12 | É fundado como grupo de estudos e divulgação sobre humanismo, existencialismo e personalismo, o “𝘾𝙚𝙣𝙩𝙧𝙤 𝙉𝙞𝙠𝙤𝙡𝙖𝙞 𝘽𝙚𝙧𝙙𝙞𝙖𝙚𝙫” no qual terá um drive próprio e grupo no whatsapp. Podendo no futuro, ter redes sociais e um site.
É uma evolução completa desse canal e do "Filosofia Integral", onde realmente a divulgação sobre sociologia cristã e a valorização da pessoa humana, estará sendo realizada. | 153 |
| 13 | - Cristo entra na hora final de Sua agonia. | 183 |
| 14 | Aristóteles foi um gênio universal. Assimilou todos os conhecimentos anteriores e acrescentou-lhes o trabalho próprio, fruto de muita observação e de profundas meditações. Escreveu sobre todas as ciências, constituindo algumas desde os primeiros fundamentos, organizando outras em corpo coerente de doutrinas, sobre todas espalhando as luzes de sua admirável inteligência. Não lhe faltou nenhum dos dotes e requisitos que constituem o verdadeiro filósofo: profundidade e firmeza de inteligência, agudeza de penetração, vigor de raciocínio, poder admirável de síntese, faculdade de criação e invenção em aliança com vasta erudição histórica e universalidade de conhecimentos científicos. O grande estagirita explorou o mundo do pensamento em todas as suas direções. Pelo elenco dos principais escritos que dele ainda nos restam se poderá avaliar a sua prodigiosa atividade literária.
—Noções de História da Filosofia, Pe. Leonel Franca. | 656 |
| 15 | No text... | 472 |
| 16 | https://youtu.be/p2OcQANRo48?si=NfQzenNGax5vEG-X | 187 |
| 17 | https://youtu.be/i5mcmZCR-Qc?si=Ov0Pq08QalUeYAs3 | 207 |
| 18 | «Deus criou o homem desde o princípio,
e deixou-o na mão do seu conselho.
Deu-lhe mais os seus mandamentos e os seus preceitos.
Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão,
e tu conservarás sempre a fidelidade que agrada (a Deus).
Ele pôs diante de ti a água e o fogo;
lança a tua mão ao que quiseres.
Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal;
o que lhe agradar, isso lhe será dado;
porque a sabedoria de Deus é grande, e ele é forte no seu poder,
e está vendo todos sem cessar» (Eclesiástico, XV)
Domine Iesu Christe, Fili Dei, miserere mei, peccatoris! | 187 |
| 19 | Maurice Blondel, nascido em Dijon, em 1861, é o mais notável filósofo da corrente que se pode denominar filosofia da ação. "A ação, ensaio de uma critica da vida e de uma ciência da prática", tal foi o assunto da sua famosa tese de 1893, que deu ocasião a grandes debates. BLONDEL foi discípulo de OLLÉ-LAPRUNE, mas as suas ideias possuem grande originalidade. Em suas obras mais recentes (La Pensée, L'Etre et les êtres, e L'Action), Blondel expõe a sua doutrina, em que se combinam as correntes mais notáveis do pensamento cristão, a de S. Agostinho e a de S. Tomaz. Leonel Franca, reconhecendo-lhe as lacunas e ousadias menos seguras, acha todavia que "o seu esforço filosófico, caracterizado por um dinamismo teocêntrico constitui um dos maiores, mais brilhantes e fecundas tentativas de construção de uma filosofia integral".
–Jonathas Serrano, História da Filosofia. | 565 |
| 20 | https://substack.com/@ang5333/note/p-188728590?r=768n39 | 204 |
