Imparável, por Gabriel Granjeiro
Inspiração para você ser imparável, mesmo em dias difíceis.
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Channel Imparável, por Gabriel Granjeiro (@imparavelgg) in the Portuguese language segment is an active participant. Currently, the community unites 11 233 subscribers, ranking 2 194 in the Motivation & Quotes category and 3 867 in the Brazil region.
📊 Audience metrics and dynamics
Since its creation on невідомо, the project has demonstrated rapid growth, gathering an audience of 11 233 subscribers.
According to the latest data from 07 September, 2026, the channel demonstrates stable activity. Although there has been a change in the number of participants by -196 over the last 30 days and by -9 over the last 24 hours, overall reach remains high.
- Verification status: Not verified
- Engagement rate (ER): The average audience engagement rate is 4.64%. Within the first 24 hours after publication, content typically collects 1.56% reactions from the total number of subscribers.
- Post reach: On average, each post receives 521 views. Within the first day, a publication typically gains 175 views.
- Reactions and interaction: The audience actively supports content: the average number of reactions per post is 4.
- Thematic interests: Content is focused on key topics such as concurso, estudo, artigo, dariane, filha.
📝 Description and content policy
The author describes the resource as a platform for expressing subjective opinions:
“Inspiração para você ser imparável, mesmo em dias difíceis.”
Thanks to the high frequency of updates (latest data received on 08 September, 2026), the channel maintains relevance and a high level of publication reach. Analytics show that the audience actively interacts with content, making it an important point of influence in the Motivation & Quotes category.
Data loading in progress...
| Date | Subscriber Growth | Mentions | Channels | |
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| 3 | O resultado está aí, na foto a seguir, minha e do Rodrigo, com a revista e a manchete que fala do Gran (talvez não dê para ler na foto, mas, acredite, estamos lá no ranking rs). O trabalho, porém, começou faz tempo, quando não havia ninguém sequer olhando, que dirá aplaudindo. | 104 |
| 4 | ajudam a fixar o conteúdo. Ou seja, reconhecer o conteúdo de uma página e saber a matéria são coisas bem diferentes.
Outros cientistas da área, Jeffrey Karpicke e Henry Roediger, publicaram na revista Science os resultados de um experimento que complementa o de Bjork. Eles deram a universitários americanos uma lista de quarenta pares de palavras em suaíli para decorar. Depois separaram a turma: uns seguiram relendo a lista inteira até o fim; outros pararam de reler e passaram a se testar, tentando lembrar cada palavra sem olhar.
Uma semana mais tarde, todos retornaram para a prova final. O grupo que ficara se testando lembrava de 80% das palavras. O das releituras lembrava de 36%. Mais que o dobro de diferença, com o mesmo tempo de estudo!
E veja que interessante: antes da prova, os pesquisadores perguntaram a cada aluno o quanto ele achava que ia lembrar, e as previsões foram parecidas. Todos achavam que se lembrariam mais ou menos da metade das palavras. A confiança apontava para um lado e o resultado para outro, mas ninguém ali se dava conta do absurdo disso.
Junte as descobertas científicas à experiência do templo de Jerusalém e à falta de aplauso nos ensaios da peça de teatro. Você vai notar que nossa sensação de estar indo bem não serve de bússola porque é mal calibrada, da mesma forma que público e plateia não servem de termômetro porque ignoram tudo que veio antes da obra pronta ou do espetáculo. Então o que sobra? Sobra o critério definido antes.
Se você é concurseiro, esse critério é bem concreto. Horas de estudo ainda não são resultado. Elas não pagam suas contas nem lhe garantem uma casa melhor. São, no entanto, o caminho inevitável para que tudo isso aconteça.
É o caderno de questões aberto na nossa plataforma numa quinta-feira à noite, com você bocejando de sono e, ainda assim, determinado(a) a superar pegadinhas como a que o(a) levou a errar duas vezes questões sobre um mesmo conteúdo. É a lei seca lida até parar de parecer grego. É o simulado que resultou em 42% de aproveitamento e foi destrinchado questão por questão em vez de ser esquecido.
Nada disso rende aplausos na hora. Estes só virão no dia em que seu nome sair no diário oficial. Muita gente chamará de sorte, de talento ou de dom aquilo que foi lavrado pedra por pedra num quarto onde não havia espectadores.
E isso não termina com a posse no cargo. Em todas as esferas da vida o processo se repete. Casamento que dura é construído a cada manhã corrida de segunda-feira. Filho bem-criado é fruto, dentre muitas coisas, dos dez minutos de carro a caminho da escola, todos os dias, por anos. Corpo saudável é resultado de treino disciplinado mesmo quando a vontade de ir à academia passou longe.
Aqui, no Gran, nós aplaudimos posse, amor em família e uma vida saudável. E sabemos bem que todas essas cenas são a ponta visível de milhares de horas que ninguém viu, muito menos pôde avaliar.
Escrevo isso poucos dias depois de o Gran ser reconhecido pelo jornal Valor Econômico como uma das empresas mais inovadoras do Brasil. Estamos entre as cinco primeiras na categoria de educação, ao lado de companhias com muito mais tempo de estrada que a nossa.
Recebo o reconhecimento com gratidão, mas também com uma pontinha de desconfiança, porque, como tentei explicar ao longo deste artigo inteiro, nada do que foi avaliado ali aconteceu no último ano.
A frente de tecnologia que sustenta esse resultado começou a ser construída em 2019. Naquela época, inteligência artificial não era manchete, tampouco estava em pauta de reunião de conselho ou por trás das vendas de um negócio. Não existia moda para pegar carona. Existia, sim, um grupo de pessoas dentro de casa insistindo em algo sem nome bonito, algo que não rendia notícia e que durante muito tempo pareceu dinheiro gasto sem retorno. Foram sete anos de pedreira antes de alguém do lado de fora ouvir falar da obra. | 105 |
| 5 | “Queres vencer os Jogos Olímpicos? Também eu, pelos deuses, pois é uma coisa bela. Mas examina o que antecede e o que segue [tal vitória] e então empreende a ação.”
Epicteto (c. 50-135 d.C.), filósofo estoico, em “Encheirídion”
Ninguém compra ingressos para assistir a um ensaio. O teatro às três da tarde é um lugar sem graça. A luz de serviço acesa, as cadeiras vazias, o cheiro de pó e alguém de moletom repetindo pela quadragésima vez a mesma entrada só porque o pé parou dez centímetros fora da marca confirmam a falta de glamour. Ainda assim, é ali que a estreia acontecerá mais tarde, quando, enfim, se encerrará o enfadonho ciclo de repetições com a última delas, aquela que tem gente olhando, encantada, admirando o resultado. E aplaudindo. Fomos treinados para apreciar esse grande momento. Para o público, nada antes dele importa.
Quase dois mil anos atrás, um rapaz procurou o filósofo Epicteto dizendo que queria ser campeão olímpico. Em vez de aplaudir a ambição, Epicteto retrucou: “Ótimo, eu também quero. Mas é preciso ser disciplinado, submeter-se a regime alimentar, abster-se de guloseimas, exercitar-se obrigatoriamente na hora determinada (tanto no calor como no frio), não beber água gelada nem vinho, mesmo que ocasionalmente. Em suma, confiar-se ao treinador como ao médico. Depois, lançar-se à luta e, por vezes, machucar as mãos, torcer o tornozelo e engolir muita areia.”
Epicteto não estava desencorajando o rapaz. Estava apenas expondo as duas metades que a fantasia esconde. O menino chegou com uma imagem só na cabeça: o pódio, a coroa de louros, o estádio inteiro de pé. Antes dela, porém, existem os anos de dieta, o treino no dia de frio, a obediência sem ninguém olhando. Depois dela, há, ainda, a areia na boca, o tornozelo torcido e a chance concreta de perder assim mesmo. Em resumo, o pódio é a noite de gala, e todo o resto é ensaio.
Há uma cena parecida na Bíblia. Salomão decide erguer o templo de Jerusalém, a maior empreitada do seu reinado. Sete anos de obra. Oitenta mil homens cortando pedra nas montanhas e outros setenta mil carregando ladeira acima. Uma cidade inteira de gente movendo rocha.
O diferencial é que cada bloco era extraído, lavrado e ajustado ali mesmo, na pedreira, a quilômetros do local da construção. Ou seja, tudo chegava pronto ao canteiro de obras. O capítulo 6 do Primeiro Livro dos Reis, versículo 7, registra o resultado numa frase que, para qualquer um que já tenha reformado um banheiro, soa inacreditável: “Não se ouviu martelo, nem talhadeira, nem qualquer outra ferramenta de ferro no local da construção.”
Fica parecendo que tudo fluiu sem problema algum, não é? Nada poderia estar mais distante da verdade. Um canteiro silencioso significa apenas que nenhuma correção precisou ser feita ali porque todas tinham sido feitas antes, nos bastidores, em um trabalho invisível e não reconhecido. Tanto que multidões subiam para ver o prédio pronto, mas, em três mil anos, ninguém jamais organizou uma excursão à pedreira.
Imagino que você já tenha sentido na pele a frustração de ter trabalhado duro nos bastidores sem a devida recompensa no final. Já deve ter passado uma tarde de domingo com a plataforma do Gran aberta, usando assiduamente a ferramenta de anotações, revisando o material pela segunda vez com aquela sensação boa de dever cumprido, mas, na quarta-feira seguinte, ficou surpreso ao não saber a resposta para uma questão sobre aquele exato assunto. O que foi que aconteceu ali?
O psicólogo Robert Bjork, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, dedicou a carreira a encontrar a resposta para essa pergunta. Em 1994, deu nome ao que encontrou: dificuldades desejáveis (em inglês, desirable difficulties). A ideia é relativamente simples: as condições que fazem o estudo render bem na hora – reler, grifar e revisar tudo de uma matéria no mesmo dia – são justamente as que produzem menos memória depois; já as que travam, que fazem você suar e sentir que está indo mal – espaçar as revisões, embaralhar as matérias, fechar o livro e tentar lembrar do que leu sem espiar –, essas, sim, | 138 |
| 6 | Olá, imparável! Tudo bem?
Espero que sim. Tem artigo novo e especial saindo do forno e vocês são os primeiros a recebê-lo! Espero que gostem! ☺️
Este já é o nosso artigo de número 560. Ele se chama Ninguém aplaude ensaio | 144 |
| 7 | 🎧Você já ouviu o Imparável Cast?
Tem histórias que a gente precisa ouvir. No Imparável Cast, converso com alunos do Gran que enfrentaram reprovações, dificuldades, mudanças de rota e, depois de muita persistência, conquistaram a aprovação.
São histórias reais, daquelas que lembram a gente de que o caminho até um objetivo raramente é uma linha reta.
Se você ainda não acompanha, fica o convite para ouvir no Spotify.
👉https://open.spotify.com/show/2PS7gyhzYf17p3yjiA3gyI | 307 |
| 8 | Boa tarde, Imparável!
Nascida prematura, com apenas 6 meses de gestação, e com baixa visão, Maria Eduarda Almeida Silva, aluna Gran, enfrentou desafios desde o início da vida.
Formada em Fisioterapia, encontrou nos concursos públicos a oportunidade de conquistar estabilidade e um ambiente de trabalho mais acessível. No caminho, vieram algumas reprovações, o medo e o pensamento de que concurso público não era para ela.
Mas continuou. Chegou a estudar 8 horas por dia até conquistar a aprovação no CNU2 para um cargo na sua área: Fisioterapia.
Hoje, Maria Eduarda é servidora federal, Analista do Seguro Social no INSS. Quer conhecer essa trajetória? Assista à estreia do Imparável logo mais, a partir das 19h. Acesse o link e ative o 🔔.
👇https://www.youtube.com/watch?v=JGIw7DAgBPQ | 354 |
| 9 | E a gente quer saber: qual dessas ferramentas mais ajuda você a estudar? 👇 | 384 |
| 10 | Boa tarde, imparável! ❤️💙
🏆O Gran está entre as 5 empresas de educação mais inovadoras do Brasil e no Top 150 de empresas mais inovadoras do país, segundo o Valor Inovação Brasil 2026.
Mas o que isso significa para você, que está estudando com a gente?
Que a tecnologia está cada vez mais presente para facilitar a sua preparação. 🤖 📚
Nossas ferramentas de apoio aos estudos, como resumos inteligentes, mapas mentais, revisões e exercícios adaptativos, já ultrapassaram 4 milhões de utilizações, com 95% de aprovação dos alunos. | 349 |
| 11 | PAINE, Thomas. The american crisis. Philadelphia: Styner and Cist, 1776-1783.
ERICSSON, K. Anders; POOL, Robert. Peak: Secrets from the new science of expertise. Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2016.
ERICSSON, K. Anders; KRAMPE, Ralf Th.; TESCH-RÖMER, Clemens. The role of deliberate practice in the acquisition of expert performance. Psychological Review, v. 100, n. 3, p. 363-406, 1993. | 427 |
| 12 | Posso dizer que eu paguei a minha. Muitos sabem que fui um menino tímido, e não me refiro ao tipo de timidez que faz a pessoa ficar apenas quieta no canto dela. Estou falando de timidez nível travar na hora de apresentar trabalhos na escola e de se sentar no fundo da sala com o único intuito de não ser notado. Ao mesmo tempo, eu sonhava com uma vida que exigia exatamente o contrário, que era liderar uma empresa grande e ajudar o máximo de gente, o que provavelmente demandaria exposição contínua.
Foi assim que cheguei sozinho à equação do Lukas, muito antes de ouvi-la dele. Ou eu pagava o preço da timidez, ou eu encolhia o sonho até que ele coubesse na minha zona de conforto. Escolhi pagar. Fiz teatro. Fiz fonoaudiologia – faço até hoje. Obriguei-me a me expor em apresentações na empresa, em palestras Brasil afora, em entrevistas sob o constante foco de uma câmera.
A timidez não sumiu de vez, mas foi domada. Continuo reservado e introvertido, e falar em público segue não sendo a minha inclinação primeira, mas hoje faço isso com tranquilidade. No último sábado, falei para 4 mil pessoas no nosso Gran Dicas, aqui em Brasília. Se eu tivesse ficado esperando a timidez passar por conta própria, provavelmente ainda estaria esperando, e o Gran, o canal Imparável e estes artigos de segunda-feira simplesmente não existiriam.
Agora a objeção que de fato importa, aquela que chega à minha caixa de mensagens toda semana: e se eu pagar o preço e mesmo assim não passar?
Vou ser honesto. Pagar o preço não compra a aprovação; compra o direito de estar na disputa. O que a equação garante mesmo é o avesso disso: quem não paga fica de fora, sempre. Foi por isso que Lukas chorou dentro do BRT e voltou para a cadeira no dia seguinte. Ele já tinha entendido que a conta é paga antes mesmo de se conhecer o resultado.
Além disso, reduzir o sonho, quando for o caso, não é vergonha nenhuma. Conheço muita gente que entrou pelo cargo de nível médio para depois subir, e isso não é abrir mão do topo, e sim trocar o salto por uma escada. O que não funciona é a terceira via que quase todo mundo tenta, que é manter o sonho no tamanho original e o preço no tamanho que dá para pagar sem incômodo.
A equação vale para tudo e sugiro que você a aplique hoje mesmo em algum aspecto da sua vida. Quer o corpo forte? O preço se chama academia diária e comida sem graça na maioria das refeições. Se você não estiver disposto a isso, ajuste a meta para “corpo saudável” e pare de se torturar por não ter aquilo que não quis comprar. O mesmo raciocínio serve para as relações interpessoais. Quer um casamento baseado em amor, companheirismo e lealdade? Pague o preço das conversas difíceis, da entrega por inteiro e do perdão frequente. Do contrário, aceite que relacionamentos sólidos não são para você.
E quanto àquele concurso dos mais concorridos do país, que você anda paquerando? O preço está nas letras miúdas do contrato: acordar cedo, dizer não a quase tudo, estudar sozinho por muito tempo, chorar quando reprovar e voltar à mesa de estudos já na manhã seguinte. Se você aceita o desafio, o Lukas acaba de provar que dá. Se não aceita, ele também já lhe disse o que fazer.
Olhe o preço na etiqueta antes de dizer que quer. Depois escolha, e escolha em paz, porque as duas escolhas são honestas. Só a terceira, a de querer sem pagar, cobra caro e não entrega nada.
“Aquilo que obtemos barato demais o coração desvaloriza. Só o preço alto dá valor às coisas.”
— Thomas Paine (1737-1809), em “A crise americana”, 1776.
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### Referências
BÍBLIA. Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2011. Provérbios, capítulo 12, versículo 11; capítulo 24, versículos 30 a 34.
LEITE, Lucas Silva. Ele acordava às 4h para estudar. Hoje, está entre os primeiros da Polícia Legislativa | Lukas Leite. Entrevista concedida ao Canal Imparável. Brasília: Gran Cursos Online, 2026. Disponível em: [https://www.youtube.com/watch?v=NFDTDGEqe2I&t=319s](https://www.google.com/search?q=https://www.youtube.com/watch%3Fv%3DNFDTDGEqe2I%26t%3D319s). Acesso em: 30 ago. 2026. | 361 |
| 13 | “Quem trabalha a sua terra terá fartura de pão, mas quem sai atrás de fantasias é sem juízo.”
— Rei Salomão (c. 970-c. 931 a.C.), em Provérbios 12:11 (NVI).
Vou abrir esta conversa com um conselho que parece contradizer tudo o que escrevo aqui desde 2016: pode ser que esteja na hora de você diminuir o tamanho do seu sonho. Calma! Antes de fechar a página, saiba que a frase não é minha. Quem me disse isso, em recente entrevista no canal Imparável, foi Lukas Silva Leite, e ele tem lugar de fala para fazer esse tipo de recomendação.
Alguém alegará, com aparente razão, que é muito fácil recomendar sonho pequeno para os outros quando a gente já está do lado de cá do balcão. Seria mesmo. Só que Lukas só chegou lá depois de muito, muito esforço. De origem simples, ele cresceu em barraco de fundo de quintal e dependeu de cesta básica para ter comida na mesa.
Tudo começou a mudar quando o pai de Lukas conseguiu juntar R$ 50 e pagar um curso de informática para o filho. Foi o bastante para o menino de 15 anos virar professor da matéria e passar a ganhar cerca de R$ 200 por mês. Mas o melhor veio depois. O curso lhe rendeu estágios em órgãos públicos, e um deles, na Justiça Federal, lhe mostrou o caminho do concurso.
Lukas entrou com tudo nesse universo. Tentou a PMDF, mas reprovou por apenas dois pontos. Chorou dentro do BRT e teria largado tudo se o pai – que nunca prestou concurso na vida – não tivesse dito, naquela noite, que reprovar faz parte. Então veio a aprovação para a Polícia Militar de Santa Catarina, que o fez morar quatro anos longe da família. Foi nesse período que ele sentiu na pele como é difícil estudar cansado e sem conforto algum.
Voltou a Brasília aprovado na Polícia Penal do DF, começou a faculdade de Direito e emendou o concurso da Câmara dos Deputados, no qual passou em 14º lugar na cota e foi o primeiro colocado geral na prova discursiva.
No fim de nossa conversa, Lukas resumiu a própria biografia numa frase que eu não consegui esquecer: “Você está disposto a pagar o preço? Não? Então reduza o sonho. Ou você aumenta o sacrifício, ou você diminui o sonho.”
A frase incomoda, e é bom que faça isso. Reduzir o sonho soa como render-se, e render-se é justamente o que sempre peço que você não faça. Então onde está o truque?
Está na leitura. As palavras de Lukas não são autorização para sonhar pequeno, mas proibição de sonhar alto sem contrapartida.
O Rei Salomão, em Provérbios 12:11, já havia dito algo parecido, com outras palavras e evocando a imagem de uma lavoura. Reproduzi a frase na epígrafe deste texto. Volte a ela e veja como Salomão opõe dois personagens: o que trabalha a terra e o que corre atrás de fantasias. “Fantasia”, ali, não significa mera imaginação, tampouco um sonho desproporcional. Significa um sonho livre de qualquer custo. A lição é simples: quem trabalha enche o celeiro; quem vive de imaginá-lo cheio morre de fome.
No artigo de duas semanas atrás, mencionei o professor Anders Ericsson e sua teoria sobre prática deliberada (leia AQUI:https://blog.grancursosonline.com.br/bunda-na-cadeira/). Volto a ele por um motivo específico. Ericsson passou quatro décadas atrás de respostas para uma pergunta simples: como alguém se torna excelente de verdade em alguma coisa? Foi conferir de perto violinistas em Berlim, enxadristas, cirurgiões, atletas olímpicos e em nenhum campo encontrou atalho, nem mesmo entre os considerados prodígios. Encontrou, sim, preço, e preço alto: milhares de horas de treinos difíceis e incômodos, sem nenhum retorno imediato.
Aqui, preciso tranquilizar você, porque esses números costumam assustar. Ericsson estava medindo o custo de virar mestre absoluto num ofício, não o de passar num concurso. Ninguém precisa de dez mil horas para ter o nome na lista de aprovados. Porém, a lógica que vale para o violinista profissional vale igualzinho para você: existe uma conta a pagar, e ela é toda sua. | 270 |
| 14 | Olá, imparável! Tudo bem?
Espero que sim. Tem artigo novo e especial saindo do forno e vocês são os primeiros a recebê-lo! Espero que gostem! ☺️
Este já é o nosso artigo de número 559. Ele se chama Pague o preço ou reduza o sonho | 313 |
| 15 | Se você repetisse esta semana por mais 4 semanas, ficaria satisfeito com o resultado? | 513 |
| 16 | Boa tarde, Imparável
Se você estudasse no próximo mês exatamente como estudou nesta semana, estaria mais perto da aprovação?
Essa pergunta não é para gerar culpa. É para gerar clareza.
Às vezes, o que falta não é estudar mais. É avaliar se precisa mudar a forma como está estudando. | 462 |
| 17 | De R$ 230 por mês, aos 15 anos, a uma carreira com remuneração inicial superior a R$ 20 mil.
Essa é parte da trajetória de Lukas Silva Leite, que cresceu na periferia de Brasília, chegou a morar em um barraco de fundo e viu a família precisar contar com cestas básicas.
Depois de reprovações, aprovações, quatro anos na Polícia Militar de Santa Catarina e o retorno a Brasília pela Polícia Penal do DF, Lukas ainda realizou o sonho de cursar Direito.
Em 2026, trabalhando e estudando, acordava às quatro da manhã para se preparar para o concurso de Policial Legislativo Federal. Na prova discursiva, conquistou o primeiro lugar e saltou da 140ª para a 19ª colocação na lista de cotas.
Como ele chegou até aqui? Assista à estreia do Imparável.
👉 https://youtu.be/NFDTDGEqe2I?is=l1zqii1zD-5N1oni | 534 |
| 18 | E você, já conhecia essa novidade? 👀 | 545 |
| 19 | 🚀 Tem novidade no Gran!
A gente sabe que, na rotina de estudos, cada minuto conta. Por isso, estamos usando a tecnologia para deixar sua preparação ainda mais completa.
Agora, a Inteligência Artificial ajuda a transformar nossas videoaulas em resumos, exercícios de fixação, revisões e mapas mentais, de forma automática e em grande escala.
E tem um detalhe importante: tudo passa pela validação dos nossos professores e é construído a partir dos conteúdos do Gran. 📚
É mais uma forma de você estudar melhor, revisar mais rápido e acelerar a sua aprovação. ♥️💙 | 570 |
| 20 | No casamento: você está alimentando cumplicidade ou discórdia? E: a dose de trabalho que você trouxe para casa esta semana ainda cabe na rotina do casal ou já transpôs o limite do suportável e passou a definir a relação de vocês?
Na saúde: você está alimentando desculpas ou autocuidado? E: a quantidade de exercícios físicos que você se impõe serve para manter o corpo em forma, ou já chegou ao ponto de o corpo pedir socorro?
Vá para onde quiser: na amizade, no dinheiro, na ambição, na fé, as perguntas seguem na mesma linha, investigando se há equilíbrio entre o que você permite entrar em sua vida e o que suporta antes de se tornar algo ou alguém que não quer.
Em nome da sua saúde física e mental, adote um hábito simples. Todo domingo à noite, sente-se por quinze minutos e responda a duas perguntas com honestidade. A primeira: “O que venho alimentando que está me levando numa direção que eu não escolheria de forma consciente?” A segunda: “Onde, mesmo em coisas boas, venho aceitando doses que estão além do meu ponto de saturação?”
Se você fizer essas perguntas semanalmente por três meses, acredite: sua vida mudará mais do que mudaria depois de você fazer qualquer curso sobre produtividade disponível no mercado.
“A grandeza da alma consiste menos em elevar-se e avançar do que em saber ordenar-se e conter-se em sua justa medida.”
Michel de Montaigne (1533-1592), filósofo francês, em Ensaios, Livro III, capítulo “Da experiência”.
Referências
BÍBLIA. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. São Paulo: Editora Vida, 2011. Provérbios, capítulo 26, versículo 20; capítulo 30, versículos 8 e 9.
MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2001. Livro III.
SELYE, Hans. The stress of life. New York: McGraw-Hill, 1956.
SELYE, Hans. Stress without distress. Philadelphia: J. B. Lippincott, 1974. | 628 |
