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C. S. Xavier (Cvyrtlick)📜🖋

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Refúgio à Liberdade de Escrever

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"Quando eu era jovem, todo mundo lia o Saint Exupery e tinha, no livro “Terra dos homens”, aquela famosa frase: “Amar não é ficar olhando um para o outro, mas olhar juntos para a mesma direção”. A frase é seria, é a pura verdade." Olavo de Carvalho

Essa é boa! Eis encarnação do Palhares, do Nelson Rodrigues: o canalha da cabeça aos pés; o que não respeita nem as cunhadas.

Quando cada palavra começa a ter um significado, uma função expressiva de importância mortal em cada sentença e sempre se referenciando à realidade e reverenciando a sua verdade única, é quando percebemos que estamos convergindo a uma unidade da consciência na do conhecimento que temos das coisas, e a linguagem deve ser um mero e obediente servo a esse processo.

🇧🇷 Concorrendo fortemente a pior apresentação técnica da Copa de 2026.

"Se somos imortais, temos de sê-lo em essência e não por acidente. A imortalidade é então a nossa verdadeira condição e o plano de realidade no qual efetivamente existimos. Nesse caso, a presente vida corporal não é senão uma fração diminuta da nossa realidade, uma aparência momentânea que encobre a nossa verdadeira substância. Em conseqüência, todo o conhecimento que podemos adquirir dentro dos limites da existência corporal é apenas uma aparência dentro de uma aparência. Ainda que apreenda porções genuínas da realidade, não pode ter em si seu próprio fundamento, mas tem de buscá-lo na esfera da imortalidade. (...) Se temos uma vida que transcende toda duração, essa vida transcende, e portanto abrange, em vez de excluir, a sua fatia imersa em duração. Se somos imortais, temos de sê-lo agora, desde a vida presente, em vez de sermos, por assim dizer, imortalizados pela morte. A morte não pode imortalizar o mortal: só pode tornar manifesta a imortalidade preexistente e impugnar, no mesmo ato, a ilusão de mortalidade." Olavo de Carvalho Tema“A Imortalidade como Premissa do Método Filosófico", escrita para aula de 05 de junho de 2010 do Seminário de Filosofia (COF) pelo filósofo Olavo de Carvalho (1947-2022). https://arierbos.medium.com/a-consci%C3%AAncia-de-imortalidade-fd52a2de3aac

Para nós, a notícia de sua morte foi inesperada, mas pra ele não: ele estava se preparando há décadas. A filosofia de Olavo de Carvalho é o preparo pra morte. É fazer a sua vida valer à pena para que possa deixar esse mundo com alegria e tranquilidade. É a didática do nascer do Espírito, quando ele dizia que o que diferencia o ser humano dos animais é a capacidade de contribuir para o mundo dando mais do que consumiu de recursos para manter-se vivo. É ser o sal da Terra. "Imago Dei". Ele foi meu professor, um segundo pai para tantos que, assim como eu, foram tirados das trevas como uma criança é tirada do perigo por um pai amoroso. E mais uma vez eu sinto a dor da perda de um alicerce em minha vida. Voltei a ser espiritualmente órfã neste mundo, mas agora com a clareza da minha missão e a certeza de que minha vida não será em vão, assim como a dele não foi. Não sinto mais medo, mas desejo de ser uma pessoa melhor a cada dia, para que eu tenha a esperança de encontrar o Nosso Pai do outro lado. A sensação é de que ainda há muito trabalho a ser feito na minha biografia, muitos parafusos a serem apertados, muita poeira a ser limpa, mas agora eu sei o que eu tenho que fazer e eu devo isso a ele. Cada um de nós tem um propósito, uma história. Olavo dizia que o ser humano precisa criar a sua história dentro da história que está sendo contada por Deus. Ser "imago Dei" é ser co-autor da própria história com Deus. Que história você está escrevendo?" Mariana Brito Escrito pela fiel e voluntária secretária do filósofo Olavo de Carvalho (1947-2022), em 2023.

"Olavo de Carvalho Sabia que Ia Morrer Estava na UTI já desenganado pelos médicos quando foi chamado um padre para dar-lhe os Sacramentos antes de ser sedado. Imaginem a despedida da família. Imaginem os últimos minutos de consciência antes de fechar os olhos. A importância do Olavo na minha vida é intimamente ligada ao peso dessa cena porque este tema sempre foi a questão central da minha vida: a morte. Depois de ser criada por duas senhoras de idade avançada, vê-las se despedindo aos poucos da vida, a mais velha acamada, sem comer, eu decidi ser enfermeira. Eu poderia ter feito medicina, mas a enfermagem permite um contato muito maior com o paciente e era isso que me atraía: presenciar esse momento ímpar, a hora da verdade. A total vulnerabilidade depois de uma vida toda. O legado de cada alma que passa por aqui. Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre a visão do paciente terminal sobre a morte. Meu interesse nesse tema surgiu após observar nos estágios um processo muito delicado do paciente moribundo onde era comum um auto-exame, uma revisão do que foi feito durante a vida e o que mais nós víamos era vergonha e medo. O medo da morte não é apenas o medo do desconhecido. É o medo de ter vivido uma vida sem sentido. É a vergonha de não ter feito o que deveria ter sido feito. É o receio do momento derradeiro onde todos nós passaremos pelo Juízo Final. Eu fiz uma vasta revisão bibliográfica sobre ritos de passagem segundo a antropologia, sobre a importância da religião ou das crenças do indivíduo no momento da morte porque o foco do meu trabalho era a ação da equipe de enfermagem como facilitadora do processo de morte do paciente e de aceitação dos familiares. Para o objetivo proposto, ficou excelente, recebi muitos elogios da bancada, nota máxima e menção honrosa. Mas pra minha vida ficou raso, pífio. Desde os 8 anos de idade, eu faço perguntas filosóficas profundas e obtive respostas insatisfatórias na maioria das vezes. Meus parentes mais queridos eram os idosos da família. Todos morreram e levaram com eles o meu alicerce. Eu comecei a temer a morte. Um sentimento de que eu estava desperdiçando a minha vida invadiu a minha alma de uma maneira que beirava o insuportável. Desenvolvi ansiedade, depressão, síndrome do pânico. Era uma crise existencial angustiante. Numa busca desenfreada por respostas, pela Verdade, pela espiritualidade, quase me afundei num buraco de esoterismo pesado porque era o que eu conhecia desde pequena. Quem me puxou de lá e me trouxe para a luz do dia, foi o Olavo. A opinião dele teve peso pra mim, não só porque ele mesmo viveu o supra-sumo do esoterismo mais requintado que existe, mas porque ele conheceu as consequências dessa prática e fez o alerta mais robusto que alguém poderia fazer sobre o tema. Foi impossível ficar indiferente. Era nítido que ele sabia muito sobre o assunto. Olavo me salvou porque ele me apresentou Jesus Cristo. Me ensinou o que é Amor. Me explicou como dar sentido à minha existência. Olavo me ajudou a perder o medo da morte porque agora eu sabia o que fazer com a minha vida. É por isso que eu SEI que quando ele foi avisado pela equipe médica de que sua hora estava perto, ele recebeu essa notícia da forma mais tranquila que um ser humano possa receber. Se despediu de todos com a certeza de que cumpriu sua missão neste mundo e na esperança de que Deus o receberia e o perdoaria de seus pecados diante de tantas vidas salvas pelas suas palavras. Palavras estas totalmente orientadas pela Palavra de Deus. Não é à toa que a primeira aula de seu Seminário é justamente um exercício imaginativo sobre nossa própria morte. Não é à toa que sua teoria das 12 camadas é uma ferramenta de entendimento sobre o processo de amadurecimento para que se alcance os objetivos do exercício necrológio.

Não tem como ver jogo com o equatoriano Moisés Caicedo sem que, quando ele cai no chão, não surjam inúmeras piadas de quinta série na minha cabeça, as quais sempre fico rindo que nem babaca delas, tipo: "Tá vendo?! Esse é um dos maiores problemas do Caicedo...".🙄

E como isso será a tônica num mundo cada vez mais imbecilizado e subserviente às IA's.
E como isso será a tônica num mundo cada vez mais imbecilizado e subserviente às IA's.

Semanas atrás, relembrei mais um testemunho de nossa degeneração: o incêndio do Museu Nacional de 2018. Hoje, outro testemunho de nossa decadência: o descaso e retrocesso do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. https://arierbos.medium.com/escombros-da-decad%C3%AAncia-cf59842c866e

Estejamos Preparados A Esta Catástrofe Anunciada Não tem como décadas sistemáticas, intensivas e progressivas de imbecilizações generalizadas, em todas as camadas e nichos sociais do país, não produzir cada vez mais estúpidos fazendo as coisas mais subumanas e bestialmente estúpidas: de cima para baixo, de baixo para cima, por todos lados e em toda parte. Com destaque às universidades — os nossos maiores catalisadores, potencializadores e perpetuadores desse processo, primeiro em si próprios e conseqüentemente em nossas ditas elites e, depois destas, já bem degeneradas, se estupidificando e degenerando em tudo que tocam, comandam, decidem ou do que receberam de mais nobre e poderoso — que de suas usinas geradoras de estúpidos vem (e vão) estupidificando tudo o mais em massa na sociedade; e isso por gerações. Não sei o quanto desse extenso processo foi freado ou até revertido pelo Movimento de Reação Cultural sistêmico que teve epicentro na década de 1990 com o trabalho intelectual, filosófico, jornalístico e pedagógico do Olavo de Carvalho (1947-2022), mas é muito alta e tenebrosa a tendência de colhermos nos próximos anos, quiçá décadas, as inumeráveis podres safras e mais safras de latifúndios de estúpidos paridos às dezenas, centenas de milhões a fio. Testemunharemos assim recordes e mais recordes de estupidezes sendo batidos por aquilo que seria impensável por nossos antepassados para que adultos e, pior, letrados e profissionais de alto nível de instrução cometessem. Erros médicos, jurídicos, econômicos, engenheirísticos, produtivos, governamentais, estimativos, planejatórios e outros mais — até nos níveis mais basilares das operações cognitivas humanas —, uns mais assombrosa e generalizadamente mais estúpidos que outros até se chegar nos profissionais mais costumeiros e nos prestadores de serviços mais úteis no cotidiano do povo. É bom estarmos bem cientes disso e preparados para essa catástrofe anunciada. Os sinais e marcadores desse crescente mal vêm pululando por toda a parte.

Brasil 🇧🇷 x Marrocos 🇲🇦 E o Casemiro foi um dos trecos mais abomináveis ali no meio de campo, nível de ser barrado. Horroroso, mal-posicionado, errando quase tudo que é passe e andando em campo (algumas bolas que perdeu bizarramente, e voltou trotando). E Ibañez, que é zagueiro: foi horroroso de lateral! O Raphinha se entrega, não falta esforço, mas não sai o futebol dele do Barcelona (mesmo jogando invertido só sai vontade, mas não bola; coisa Luiz Henrique, jogando dos dois lados entrega). Igor Thiago não tem como ser titular com Matheus Cunha ou Endrick no banco. Paquetá deu umas paquetadas no meio do jogo (passinho de letra errado, pezinho mole para fazer graça e que errou), mas não comprometeu. E Vinícius Jr. fez um bom primeiro tempo, correu muito e marcou, no segundo pouco caiu um pouco, mas foi o melhor em campo.

Militantes Da Copa Por curiosidade cultural, social e até antropológica, ao sondar a cobertura do início da Copa do Mundo de 2026 (e só nas mídias que transmitirão os jogos televisionados: Sportv/Globo/GE, CazéTV e SBT; nem falo de UOL e afins), tirando o SBT (que está mais focado nos jogos e não em horas de programas que deveriam ser sobre futebol), é insuportável o nível de militância de redação esquerdista, anti-americana — e que não tem a ver com o foco do programa ou da reportagem —, e que muitos integrantes e jornalistas militantes (os jornatantes esportivos) desses canais destilam em vários desses programas que ficam enchendo linguiça nos pré e pós jogos. Depois da dor retal que muitos carregaram da convocação do Neymar (sempre fingindo analisar só o momento técnico, ou idade, ou condição física abaixo de seu nível, mas sem considerar seu histórico e conjunto da obra, como se ele fosse um jogador qualquer e que não tem toda uma carga simbólica positiva de inspiração, motivação e segurança nos demais jogadores e até nos adversários), toda hora socam comentários de pautas identitárias disfarçadas de reportagens históricas ou culturais (sempre defendendo os mesmos grupos de praxe) e seus ranços anti-americanistas que devem ter sido inoculados neles desde seus ginásios. Quando não muito largam o "estadounidense" em suas falas por sinalização ideológica (já que norte-americanos às Esquerdas hipócritas "cachaça e linguiça" é inaceitável tratá-los como assim, e menos ainda como só "americanos", já que "as Américas não são só deles" [náuseas a este complexo de bichinho recalcado e amargurado]), expondo todas suas aversões ao Donald Trump e até na defesa do regime iraniano (como se a guerra lá fosse do nada e inexistisse uma teocracia executando milhares de iranianos — seu próprio povo — que protestam contra a tirania) e além da torcida descarada por todos os adversários da seleção americana. Só que teve um problema: o primeiro jogo dos EUA, o contra o Paraguai, sua seleção foi assombrosa e massacrou a seleção paraguaia. No primeiro tempo, que terminou EUA 3 x 0 Paraguai, o time paraguaio praticamente não passou do meio do campo; inexistiu. Um time que era marcado pela força do seus sistema defensivo. E os EUA mostraram um futebol tecnicamente (nos seus fundamentos e organização tática ofensiva e defensiva) impressionante: posse bola, acerto de passes, marcação-pressão (e retomada de bola muito rápida), movimentação, ofensividade. Para mal-estar dessa corja, os EUA venceram e convenceram — e tiraram o pé no segundo tempo e mesmo assim golearam por 4 x 1 a outra seleção, que muitos desses jornalistas militantes colocaram como favorita e marcaram como vencedora nos seus bolões. Uma coisa admirável da cultura americana é que quando se metem a aprender e fazer uma coisa direito, geralmente eles conseguem. O futebol masculino da Copa de 1994 deles para a de 2026 evoluiu soberbamente (já que o feminino, que era mais popular por lá, já era líder de títulos no mundo). Os EUA aprimoraram sua liga, contrataram jogadores de ponta (não só jogadores em pré-aposentadoria, como fizeram na época do Pelé), e está atraindo muito dinheiro, organização, espaço e patrocínio para lá. E a evolução da seleção dos EUA foi impressionante. E aposto: se jogar desse jeito com que massacrou o Paraguai, vai dar trabalho até para as seleções de ponta. E pode surpreender muita gente, para revertério gastrointestinal dessas azias em forma de gente.

"Diz São Pedro que os demônios foram amarrados 'às correntes infernais para serem atormentados e reservados para o Dia do Juízo'. Assim, o lugar deles é, sem dúvida, o inferno. Da mesma forma, São Paulo, na "Carta aos Efésios", disse que eles estão no ar. O próprio Jesus disse uma vez, como nos conta Mateus, que sua morada está no inferno; e em outra afirma, segundo o relato de Lucas, que está no deserto. Tudo nos autoriza a crer na possibilidade de uma presença diabólica. Além disso, a possessão é um fenômeno amplamente conhecido; e nós, para estarmos seguros, não deveríamos fazer outra coisa que ler o Evangelho. Ao mesmo tempo, desde os primeiros tempos do cristianismo usa-se o exorcismo contra a possessão. Os exorcistas constituíam uma ordem especial da Igreja. A ação diabólica era muito forte no mundo pagão (e os nossos missionários falam o mesmo em relação ao paganismo de hoje), por isso, o exorcismo tinha lugar, antes de tudo, no batismo. Mas também os já batizados eram exorcizados, caso se suspeitasse de alguma possessão diabólica. Concordo, não se deve exagerar, e disso nos adverte Santo Tomás de Aquino. Mas é igualmente certo que nos esquecemos com demasiada facilidade que Satanás é o príncipe deste mundo, que Satanás tentou Jesus e, precisamente quando é expulso do novo reino da graça, busca, com os maiores esforços possíveis, manter o seu domínio. Como tudo isso pode acontecer, é um mistério. Não é possível, certamente, negá-lo. Mas também é absolutamente impossível negar a possibilidade do império do demônio sobre a natureza, tanto física quanto humana. E, sobre este ponto, todos os evangelistas, incluindo São Paulo, nos advertem com total clareza." Padre Apollinare Focaccia

"Deus criou coisas dotadas de livre-arbítrio: criaturas que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Alguns pensam que podem conceber uma criatura que, mesmo desfrutando da liberdade, não tivesse possibilidade de fazer o mal. Eu não consigo. Se uma coisa é livre para o bem, é livre também para o mal. E o que tornou possível a existência do mal foi o livre-arbítrio. Por que, então, Deus o concedeu? Porque o livre-arbítrio, apesar de possibilitar a maldade, é também aquilo que torna possível qualquer tipo de amor, bondade e alegria. Um mundo feito de autômatos — criaturas que funcionassem como máquinas — não valeria a pena ser criado. A felicidade que Deus quis para suas criaturas mais elevadas é a felicidade de estar, de forma livre e voluntária, unidas a Ele e aos demais seres num êxtase de amor e deleite ao qual os maiores arroubos de paixão terrena entre um homem e uma mulher não se comparam. Por isso, essas criaturas têm de ser livres. É claro que Deus sabia o que poderia acontecer se a liberdade fosse usada de forma errada. Aparentemente, ele achou que valia a pena correr o risco. Talvez queiramos discordar Dele. Existe, porém, um empecilho para se discordar de Deus. Ele é a fonte da qual vem toda a nossa faculdade de raciocínio: não podemos estar certos e Ele, errado, assim como uma onda não pode mudar o sentido da maré. Quando discutimos com Ele, estamos na verdade discutindo contra o próprio poder que nos tornou capazes de discutir: é como se cortássemos o galho no qual estamos sentados. Se Deus pensa que o estado de guerra no universo é um preço justo a pagar pelo livre-arbítrio — ou seja, pela criação de um mundo vivaz no qual as criaturas podem fazer tanto um grande bem quanto um grande mal, no qual acontecem coisas realmente importantes, em vez de um mundo de marionetes que só se movem quando Ele puxa as cordinhas —, devemos igualmente consentir que o preço é justo. Quando compreendemos a questão do livre-arbítrio, vemos o quanto é tolo perguntar o que alguém certa vez me perguntou: "Por que Deus criou um ser de matéria tão corrompida, condenando-o ao erro?" Quanto melhor for a matéria da qual for feita uma criatura — quanto mais ela for inteligente, forte e livre —, tanto melhor será ela quando tender para o certo, e tanto pior quando tender para o errado. Uma vaca não pode ser nem muito boa, nem muito má; um cachorro já pode ser um pouco melhor ou um pouco pior; uma criança pode ser ainda melhor ou pior; um homem comum, ainda melhor ou pior; um homem de gênio, melhor ou pior ainda; um espírito sobre-humano, melhor — ou pior — do que todos os demais." C. S. Lewis É interessante que desde moleque eu já compreendia a relação indissociável que tem que existir entre livre-arbítrio e amor, para que este possa brotar. Amar tem que ser uma escolha e não uma obrigação, se não inexiste amor. E também sabia que a chave da questão do Mal é decorrência do livre-arbítrio: se o Bem for imposto, não há livre-árbitro. E aqui, no magistral livro "Cristianismo Puro e Simples", de 1942, do escritor irlandês C. S. Lewis (1898-1963), ele trabalha muito bem com esta compulsoriedade lógica, ontológica e existencial, e vai mais longe ao explicar do porquê a necessidade de ser puro espírito, como Lucifer, se corromper plenamente. E esta concepção de um ser mais perfeito que o homem se corromper e encarnar o Mal mais perfeitamente, como ocorreu com Lucifer, é dada pela imagem criada por J. R. R. Tolkien (1892-1973) no seu livro "O Senhor dos Anéis", de 1954, quando Gandalf e Galadriel, sabendo do grande poder que possuem, evitam com muito temor, cautela e resiliência o Um Anel de Sauron, pois, por eles, sabem que o anel seria capaz de causar males indescritíveis.

Não entres num desafio só para ganhar, mas sim para fazer o teu desafiante se arrepender de ter te desafiado.🕴

''O conjunto de pressões externas que caem sobre a nossa vida é hoje imensamente maior do que foi em qualquer época anterior. Qualquer camponês ou burguês da Idade Média morreria de terror em pensar que teria de viver sob essa pressão o tempo todo." Olavo de Carvalho

Esta vida é um grande Labirinto sem mapa: eivado de reveses, sofrimentos, dores, e com alguns bônus e alegrias. O objetivo é fazer o melhor que puder, independente das rotas, boas ou ruins, para conseguir sair deste exílio de volta ao Paraíso Perdido. https://arierbos.medium.com/o-labirinto-do-sofrimento-ac7a9c42034b