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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Jo 20,24-29) Sexta-feira da XIII Semana do Tempo Comum – 03/07/2026 Festa de São Tomé “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Caros amigos, embora seja difícil aceitar o que vou lhes dizer, ainda assim, desculpem-me a ousadia: na maioria de nós ainda há muitas coisas que entristecem o coração de Deus. Na maioria de nós ainda há um pouco de Tomé. Sim, há muita coisa em nós que fere Aquele que nos ama: nossos medos, nossas desconfianças, nossa impaciência, nossa intransigência, nossa dificuldade de confiar plenamente em Deus. Oh! Como entristecemos o Senhor quando deixamos de acreditar em seu amor, em sua Providência e em suas promessas! Na verdade, muitos de nós não duvidamos da existência de Deus. O problema é outro. Cremos que Deus existe, mas, quando o sofrimento chega, quando a enfermidade bate à nossa porta, quando os projetos fracassam ou quando a dor nos visita, passamos a agir como se Deus tivesse nos abandonado. É exatamente aí que se manifesta a nossa fraqueza na fé. Foi isso que aconteceu com Tomé. São João nos conta que, quando Jesus apareceu aos discípulos no Cenáculo, Tomé não estava presente. Os outros apóstolos lhe anunciaram com alegria: “Nós vimos o Senhor!”. Contudo, ele não conseguiu acreditar no testemunho daqueles que caminharam com ele durante tanto tempo. Então afirmou: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.” Como somos parecidos com Tomé! Quantas vezes também colocamos condições para acreditar! Quantas vezes dizemos, ainda que em silêncio: “Senhor, só acreditarei se o Senhor resolver este problema; só confiarei se tudo acontecer do meu jeito.” Mas Deus nunca desiste de nós. Oito dias depois, Jesus voltou a aparecer aos discípulos, e, desta vez, Tomé estava presente. O Senhor poderia tê-lo repreendido duramente, poderia tê-lo humilhado diante dos outros apóstolos. No entanto, fez exatamente o contrário. Com firmeza, mas cheio de misericórdia, aproximou-se dele e disse: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel.” Que delicadeza! Que misericórdia! Jesus não abandonou Tomé por causa de sua fraqueza. Foi ao seu encontro para restaurar sua fé. E foi justamente naquele momento que aconteceu uma das mais belas profissões de fé de toda a Sagrada Escritura. Tomé caiu de joelhos diante de Jesus e proclamou: “Meu Senhor e meu Deus!” Aquele que havia vacilado tornou-se um homem de fé. Aquele que havia duvidado tornou-se testemunha da Ressurreição. Aquele que exigia provas entregaria, mais tarde, a própria vida por Cristo, anunciando o Evangelho até os confins da terra. É assim que Deus age conosco. Ele não deseja que permaneçamos presos às nossas dúvidas, aos nossos medos e às nossas desconfianças. Ele quer transformar nossa fraqueza numa fé madura, firme e perseverante. Por isso Jesus conclui dizendo: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto.” Essas palavras não são apenas uma correção dirigida a Tomé. São também uma bem-aventurança dirigida a todos nós, que, sem termos visto o Senhor ressuscitado com os olhos do corpo, acreditamos no testemunho dos Apóstolos e da Igreja. Caros amigos, vivamos dessa fé! Não permitamos que a desconfiança nos impeça de caminhar com Deus. Confiemos no Senhor mesmo quando não compreendermos seus desígnios. Aquele que venceu a morte jamais abandona os que nele esperam. Que a experiência de São Tomé nos ensine que a misericórdia de Deus é maior do que nossas fraquezas e que toda dúvida pode transformar-se numa fé capaz de dizer, com toda a convicção: “Meu Senhor e meu Deus!” Que Deus abençoe você! Viva São Tomé!

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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 9,1-8) Quinta-feira da XIII Semana do Tempo Comum, 2/7/2026 “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.” O ser humano costuma medir as desgraças da vida pelo sofrimento que elas lhe causam. Por isso, considera grandes males a doença, a pobreza, a perda de alguém que ama ou qualquer outro sofrimento que atinja sua existência. No entanto, existe uma desgraça incomparavelmente maior, da qual quase ninguém se lembra: viver afastado de Deus por causa do pecado. É exatamente essa verdade que Jesus nos ensina no Evangelho de hoje. São Mateus nos conta que levaram até Jesus um homem paralítico, deitado numa cama. Podemos imaginar a expectativa que cercava aquele encontro. Os que o conduziam certamente esperavam vê-lo caminhar novamente. O próprio paralítico, depois de tanto sofrimento, também alimentava esse desejo. Tudo indicava que Jesus iria curá-lo imediatamente, mas acontece algo completamente inesperado. Antes de restituir os movimentos daquele homem, Jesus restaura aquilo que havia de mais precioso em sua vida: a comunhão com Deus. Por isso lhe diz: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados.” Ninguém esperava ouvir aquelas palavras. Aos olhos de todos, o maior problema daquele homem era a paralisia. Aos olhos de Jesus, porém, existia uma necessidade ainda mais profunda. Antes de devolver-lhe a saúde do corpo, era preciso devolver-lhe a vida da graça. Ao agir dessa maneira, Jesus não está dizendo que toda doença seja consequência dos pecados pessoais. O próprio Senhor, em outras passagens do Evangelho, deixa claro que o sofrimento físico nem sempre está ligado a uma culpa individual. O que Jesus deseja ensinar é outra coisa. Existe um bem maior do que a saúde do corpo: a salvação da alma. Existe uma enfermidade pior do que a paralisia das pernas: a paralisia espiritual provocada pelo pecado. Por isso, antes de realizar o milagre que todos podiam ver, Jesus realiza aquele que ninguém podia enxergar. Primeiro, reconcilia aquele homem com Deus. Depois, devolve-lhe a saúde do corpo. Os mestres da Lei, porém, não compreenderam o que estava acontecendo. Fechados em seus raciocínios, acusaram Jesus de blasfêmia, pois sabiam que somente Deus pode perdoar os pecados. Então o Senhor lhes faz uma pergunta: “O que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?” Em seguida, para que todos soubessem que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar os pecados, ordenou ao paralítico: “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.” E o homem levantou-se. O milagre visível confirmava o milagre invisível. Aquele homem chegou até Jesus desejando recuperar os movimentos do corpo, mas saiu não somente caminhando, mas com um dom infinitamente maior: reconciliado com Deus. Que extraordinária lição para todos nós! Vivemos preocupados com a saúde, com o trabalho, com a estabilidade financeira e com tantas outras necessidades desta vida. Tudo isso é importante e merece nossa atenção. Mas será que cuidamos da nossa alma com o mesmo empenho? Será que sentimos tristeza quando pecamos? Será que buscamos com frequência o perdão de Deus no sacramento da Confissão? Não existe maior desgraça do que viver longe de Deus. E não existe milagre maior do que recuperar a comunhão com Ele pela graça do perdão. Que o Senhor cure todas as nossas paralisias, especialmente aquelas que o pecado provoca em nosso coração. E que jamais nos falte o desejo sincero de viver reconciliados com Deus, pois somente assim caminharemos, desde agora, pelo caminho que conduz à vida eterna.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 8,28-34) Quarta-feira da XIII Semana do Tempo Comum – 1/7/2026 “Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando eles o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.” Não são poucos os que sofrem por terem escolhido permanecer do lado do bem. Não são poucos os que são perseguidos por não terem compactuado com o mal, por não terem aceitado atalhos desonestos, por não terem dito “sim” às propinas, às mentiras e às injustiças. Graças a Deus, ainda existem homens e mulheres que não se vendem ao demônio, que não fazem barganhas com o mal e permanecem fiéis à própria consciência, mesmo pagando um alto preço por isso. É exatamente isso que contemplamos no Evangelho de hoje. Jesus paga o preço por ter feito o bem. Ele liberta dois homens que viviam sob o domínio dos demônios e devolve-lhes a dignidade, a liberdade e a esperança. Contudo, em vez de acolherem com alegria Aquele que venceu o poder das trevas, os habitantes daquela região pedem que Jesus se retire. Que contraste impressionante! A cidade inteira conhecia o sofrimento daqueles dois homens. Todos sabiam do perigo que eles representavam e da escravidão em que viviam. Mesmo assim, diante da libertação realizada por Jesus, o coração daquele povo permaneceu fechado. Por quê? Porque seus olhos estavam voltados para o prejuízo material causado pela perda da manada de porcos, e não para o imenso bem que Deus havia realizado na vida daqueles homens. Que tristeza! O prejuízo dos bens falou mais alto do que o valor de duas vidas humanas libertadas. Infelizmente, essa cena continua a repetir-se em nossos dias. Quantas vezes as pessoas são criticadas por fazerem o bem! Quantas vezes alguém é perseguido por defender a verdade, por agir com honestidade ou por permanecer fiel à vontade de Deus! E quantas vezes nós mesmos enxergamos com facilidade aquilo que perdemos, mas não conseguimos perceber o bem que Deus está realizando diante dos nossos olhos. O povo daquela cidade viu a perda dos porcos, mas não enxergou a derrota de Satanás. Viu o prejuízo econômico, mas não percebeu o milagre da libertação. Preferiu afastar Jesus a permitir que sua presença transformasse a própria vida. É uma advertência muito séria para todos nós. Também nós podemos expulsar Jesus quando colocamos os interesses materiais acima da vontade de Deus; quando preferimos nossos confortos à verdade; quando rejeitamos a conversão porque ela exige renúncia; quando fechamos o coração à ação do Senhor. Tenhamos, pois, muito cuidado para jamais expulsarmos Jesus de nossa vida. Que jamais escolhamos aquilo que passa em lugar d’Aquele que permanece para sempre. Que Deus nos conceda um coração capaz de reconhecer o verdadeiro bem e de permanecer fiel ao Senhor, ainda que isso nos custe algum sacrifício.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 8,23-27) Terça-feira da XIII Semana do Tempo Comum – 30/6/2026 “Por que tendes tanto medo, homens de pouca fé?” Os homens que Jesus escolheu para fazerem parte do colégio dos apóstolos não foram poupados dos sofrimentos, das angústias, das provações, das perseguições e, muitos deles, nem mesmo do martírio. Não foram poupados! Isso nos ensina que seguir Jesus não significa viver uma existência sem cruzes, mas caminhar com Ele através delas. Infelizmente, muitos ainda alimentam a ilusão de que uma vida verdadeiramente cristã deveria estar livre das dores, das perdas, das enfermidades e das tribulações. Entretanto, basta olharmos para a vida dos santos para percebermos exatamente o contrário. Deus não prometeu retirar todas as tempestades do nosso caminho; prometeu estar conosco em cada uma delas. Pergunto-lhe: quem amadureceria sem ser provado? Quem cresceria em sabedoria sem enfrentar dificuldades? Quem aprenderia a confiar plenamente em Deus se nunca experimentasse a fragilidade da própria condição humana? A pedagogia de Deus é muito diferente da nossa. Enquanto desejamos uma vida sem dificuldades, Deus deseja formar em nós um coração forte, humilde e confiante. Enquanto procuramos fugir das provações, Deus serve-se delas para purificar nossa fé, fortalecer nossa esperança e aperfeiçoar nosso amor. É exatamente isso que contemplamos no Evangelho de hoje. Jesus entra na barca com os discípulos e, durante a travessia, levanta-se uma violenta tempestade. As ondas cobrem a embarcação, enquanto o Senhor dorme. Aos olhos dos discípulos, parecia que Jesus nada fazia. Quantas vezes também nós temos essa impressão! Quantas vezes, no meio das dificuldades, pensamos que Deus permaneceu em silêncio ou que se esqueceu de nós! Mas Jesus nunca abandona aqueles que caminham com Ele. Ao ser despertado, antes mesmo de acalmar os ventos e o mar, o Senhor dirige aos discípulos uma pergunta que atravessa os séculos e chega até nós: “Por que tendes tanto medo, homens de pouca fé?” Percebamos a profundidade dessas palavras. Antes de acalmar a tempestade do mar, Jesus deseja acalmar a tempestade do coração. O maior problema dos discípulos não era a força dos ventos, mas a fragilidade da sua fé. Eles ainda não haviam compreendido plenamente quem estava dentro da barca. Então, Jesus levanta-se, repreende os ventos e o mar, e faz-se uma grande calmaria. Tudo muda quando Deus fala. Tudo se transforma quando Ele manifesta o seu poder. As tempestades podem ser grandes, mas jamais serão maiores do que Aquele que governa os céus, a terra e o mar. No final, tomados de admiração, os discípulos perguntam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Essa também deve ser a nossa pergunta. Quanto mais conhecemos Jesus, mais descobrimos que Ele é o Senhor de todas as coisas, que nenhuma tempestade escapa ao seu domínio, que nenhuma lágrima passa despercebida aos seus olhos, que nenhuma provação é enfrentada sem que sua Providência esteja presente. Por isso, se hoje o mar da sua vida está agitado, não perca a confiança. Permaneça na barca com Jesus. Talvez a tempestade ainda não tenha cessado, mas o Senhor continua presente. E quando chegar a hora determinada por sua sabedoria, Ele também dirá à tempestade da sua vida: “Silêncio! Acalma-te!” Que Deus fortaleça a nossa fé para que, mesmo em meio aos ventos contrários, jamais deixemos de confiar naquele a quem até o mar e os ventos obedecem. Amém.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 8,18-22) Segunda-feira da XIII Semana do Tempo Comum, 29/6/2026 “Mestre, eu Te seguirei aonde quer que tu vás”. Você está lembrado daquele velho ditado: “falar é fácil, fazer é que é difícil”? Pois bem, um mestre da Lei se aproximou de Jesus e, encantado com tudo o que via e ouvia, disse-Lhe: “Eu Te seguirei aonde quer que vás”. Pobre mestre da Lei! Pobres de nós se também dissermos o que ele disse sem pensarmos no que estamos dizendo! Vejam, meus irmãos, aquele homem podia até ter boa vontade, mas ainda não tinha a noção exata do que significa fazer parte do grupo dos discípulos de Jesus. É bem verdade que alguém pode ficar profundamente impressionado com o Senhor, mas isso, por si só, não basta para segui-Lo. Na verdade, seguir os passos de Jesus exige muito mais do que um simples encantamento. O encanto passa; a decisão permanece. Quem deseja ser discípulo de Cristo precisa estar disposto a assumir as consequências dessa escolha. Será necessário coragem, perseverança, luta, lágrimas, renúncias e uma confiança inabalável em Deus. Quantas vezes acontece o mesmo conosco! Admiramos uma pessoa, uma causa ou um ideal e, movidos pelo entusiasmo do momento, pensamos que seremos capazes de viver da mesma maneira. Entretanto, quando percebemos o preço que precisaremos pagar, descobrimos que não basta admirar; é preciso decidir. Foi exatamente por isso que Jesus não se deixou impressionar pelas palavras daquele mestre da Lei. Com serenidade, respondeu-lhe: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” Perceba a delicadeza de Jesus. Ele não estava afastando aquele homem, mas retirando toda e qualquer ilusão. Era como se dissesse: “Antes de decidir seguir-Me, saiba que não lhe prometo prestígio, riquezas nem comodidades. Quem Me segue deve estar disposto a escolher o amor em vez do egoísmo, o perdão em vez da vingança, a humildade em vez da vaidade e uma vida inteiramente voltada para Deus e para os irmãos.” O Evangelho não nos diz qual foi a decisão daquele mestre da Lei. São Mateus prefere deixar a resposta em aberto. E talvez seja justamente para que cada um de nós responda em seu lugar: diante das exigências de Cristo, permaneceremos com Ele ou voltaremos para a vida de antes? Em seguida, outro discípulo pede licença para primeiro sepultar seu pai. Então Jesus lhe responde: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.” Essas palavras podem parecer duras, mas Jesus não está ensinando o desprezo pela família nem pelos deveres para com os pais. O que Ele nos ensina é que Deus deve ocupar sempre o primeiro lugar em nossa vida. Nada pode estar acima do chamado do Senhor. O Reino de Deus possui urgência, e quem deseja seguir Jesus não pode viver adiando continuamente sua conversão. Ainda hoje continua sendo assim. Ninguém é obrigado a seguir Jesus. Mas, se decidirmos caminhar com Ele, precisamos compreender que nossa vida terá de mudar. Será preciso abandonar o pecado, rejeitar tudo o que é fútil, aprender a amar, perdoar e exercer a misericórdia. Será preciso também carregar, com generosidade, o peso das dores dos nossos irmãos e fazer da própria existência uma oferta de amor a Deus. Seguir Jesus custa caro. Exige renúncia, perseverança e conversão diária. Contudo, nada daquilo que deixamos por amor a Cristo pode ser comparado ao prêmio que Ele nos promete. Quem O escolhe encontra o verdadeiro tesouro: o próprio Deus. Você está disposto? Pois bem, seria bom que todos nós fizéssemos um sincero exame de consciência. Precisamos perguntar a nós mesmos se somos apenas admiradores de Jesus ou verdadeiros discípulos. Porque existe uma enorme diferença entre emocionar-se com Cristo e entregar-Lhe toda a vida. Que Deus nos conceda a graça de não apenas dizer: “Senhor, eu Te seguirei”, mas de realmente caminhar com Ele todos os dias, até alcançarmos a alegria eterna do Céu.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 16,13-19) Domingo – Solenidade de São Pedro e São Paulo – 28/6/2026 “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.” Quem escuta o Espírito Santo, quem se deixa conduzir por Ele e procura viver segundo a sua vontade, um dia também ouvirá do Senhor palavras semelhantes às dirigidas a Pedro: “Feliz és tu!” Infelizmente, porém, quantas vezes preferimos conquistar os aplausos do mundo a buscar a aprovação de Deus! Quantas vezes nos deixamos seduzir pelas ilusões passageiras desta vida e esquecemos que não existe honra maior do que agradar ao Senhor. Afinal, o que pode existir de mais belo do que ouvir da própria boca de Cristo: “Feliz és tu!” Mas o que levou Jesus a dirigir essas palavras a Pedro? O Evangelho nos mostra que, enquanto caminhava com os discípulos, Jesus perguntou primeiro o que o povo dizia a seu respeito. As respostas revelavam grande confusão. Uns pensavam que Ele fosse João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas. Ninguém havia chegado ao coração do mistério. Não é diferente em nossos dias. Ainda hoje encontramos inúmeras opiniões sobre Jesus. Muitos falam d’Ele sem realmente conhecê-Lo. Cada um parece construir um Cristo à sua própria imagem, moldado segundo os próprios interesses e opiniões. Mas o discípulo verdadeiro faz exatamente o contrário: não procura transformar Jesus em alguém parecido consigo; procura tornar-se cada vez mais parecido com Jesus. É por isso que não basta dizer-se cristão. É preciso viver como cristão. Sempre que escolhemos caminhos contrários ao Evangelho, contradizemos Aquele que afirmamos seguir. A profissão de fé exige coerência de vida. Pois bem. enquanto a multidão permanecia na superficialidade, Pedro, iluminado pela graça de Deus, foi além de todas as opiniões humanas e proclamou: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Essa resposta não nasceu da inteligência de Pedro nem de sua experiência pessoal. Foi um dom do Pai. Por isso Jesus declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.” E, imediatamente, confiou-lhe uma missão única: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.” Que momento extraordinário! Pedro não recebe apenas um elogio. Recebe uma missão. Cristo estabelece o fundamento visível da sua Igreja e garante que as forças do mal jamais prevalecerão contra ela. Hoje, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, somos convidados a renovar nossa comunhão com a Igreja fundada por Cristo sobre Pedro e enriquecida pelo testemunho missionário de Paulo. Ambos deram a vida pelo Senhor. Ambos nos ensinam que a verdadeira fé não se reduz a palavras bonitas, mas transforma toda a existência. Por isso, pergunto-lhe: O que você realmente sabe sobre Jesus? Quanto tempo dedica ao encontro com Ele na oração? Sua fé está fundamentada no Evangelho, na vida da Igreja e nos ensinamentos dos Apóstolos, ou apenas em opiniões que você foi acumulando ao longo da vida? Precisamos formar cristãos maduros, apaixonados por Jesus, homens e mulheres que leiam a Sagrada Escritura, estudem o Catecismo da Igreja Católica, conheçam a vida dos santos e permaneçam fiéis ao ensinamento recebido dos Apóstolos. Busquemos, pois, conhecer verdadeiramente o Senhor. Peçamos hoje a intercessão de São Pedro, firme na fé, e de São Paulo, incansável no anúncio do Evangelho. Amém!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 8,5-17) Sábado da XII Semana do Tempo Comum, 27/6/2026 “Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.” O evangelho de hoje nos apresenta uma das páginas mais belas da vida pública de Jesus. São Mateus reúne três cenas diferentes, mas profundamente ligadas entre si: a cura do servo do centurião, a cura da sogra de Pedro e, por fim, a cura de muitos doentes que foram levados ao Senhor ao cair da tarde. À primeira vista, poderíamos pensar que se trata apenas de uma sequência de milagres. No entanto, o evangelista deseja conduzir nosso olhar para algo muito mais profundo: revelar quem é Jesus. Cristo não permanece indiferente diante do sofrimento humano. Pelo contrário, aproxima-se daqueles que sofrem, escuta seus clamores, toca suas feridas e manifesta o amor misericordioso de Deus. É por isso que, ao concluir o relato, São Mateus recorda a profecia de Isaías: “Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.” Jesus é o Servo de Deus que veio assumir sobre si a dor da humanidade para nos comunicar a vida nova. No caminho, encontramos o centurião romano, um homem que, embora não pertencesse ao povo de Israel, demonstrou uma fé extraordinária. Preocupado com o sofrimento de um empregado, aproximou-se de Jesus com humildade e confiança, dizendo: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu servo ficará curado.” Que exemplo para todos nós! Enquanto tantas vezes queremos provas e sinais para acreditar, o centurião ensina que a verdadeira fé confia plenamente na Palavra de Deus. Por isso, Jesus proclama: “Em verdade vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé.” Logo depois, Jesus entra na casa de Pedro, toma pela mão sua sogra, que estava com febre, e imediatamente ela se levanta para servi-los. Esse pequeno detalhe não pode passar despercebido. Quem foi verdadeiramente alcançado pela graça de Deus não permanece fechado em si mesmo. A experiência do amor de Cristo sempre nos coloca de pé para servir. Ao cair da tarde, muitos doentes e pessoas atormentadas pelos espíritos malignos são levados até Jesus. E Ele cura a todos. Não escolhe apenas alguns. Não faz distinção entre ricos e pobres, conhecidos e desconhecidos. Seu coração permanece aberto para acolher todos os que se aproximam d’Ele com confiança. Meus irmãos, este Evangelho nos ensina que Jesus continua passando pela nossa vida. Ele conhece nossas enfermidades, nossas dores, nossas preocupações e até aquelas feridas que ninguém vê. Mas espera encontrar em nós a mesma confiança do centurião, a mesma disponibilidade da sogra de Pedro e o mesmo desejo da multidão que foi ao seu encontro. Que hoje renovemos nossa fé no Senhor. Aproximemo-nos d’Ele com humildade, entregando-Lhe tudo aquilo que pesa em nosso coração. E, uma vez alcançados por sua graça, levantemo-nos para servir a Deus e aos nossos irmãos com um coração renovado. Que Deus nos conceda uma fé viva, uma esperança inabalável e uma caridade generosa. Amém.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 8,1-4) Sexta-feira da XII Semana do Tempo Comum “Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me.” Todos nós carregamos alguma lepra. Talvez não uma lepra que destrói o corpo, como a do homem do Evangelho, mas uma lepra que vai, aos poucos, ferindo a alma. O orgulho, a vaidade, a inveja, a falta de perdão, os pecados repetidos, os vícios e tantas outras misérias espirituais possuem a mesma força destruidora: afastam-nos de Deus e dos irmãos. É justamente por isso que o Evangelho de hoje nos enche de esperança. Depois de ensinar as multidões no Sermão da Montanha, Jesus desce ao encontro das pessoas. É que o Senhor não veio apenas anunciar o Reino de Deus; veio entrar em nossa história, aproximar-se da nossa miséria e restaurar aquilo que o pecado desfigurou. Pois bem, chegando onde estava o povo, um leproso rompe todas as barreiras e se aproxima de Jesus. A lepra era uma das doenças mais temidas daquele tempo. Além do sofrimento físico, o doente era excluído da convivência social e da vida religiosa. Vivia sozinho, carregando no corpo as marcas da enfermidade e, no coração, a dor da rejeição. Antes de fazer seu pedido, porém, aquele homem se ajoelha diante de Jesus. Primeiro ele adora; depois suplica. Quantas vezes fazemos exatamente o contrário! Procuramos Deus apenas para apresentar nossos pedidos e nos esquecemos de reconhecer sua grandeza. Toda verdadeira oração começa quando Deus ocupa o primeiro lugar em nosso coração. Então o leproso faz uma das mais belas profissões de fé do Evangelho: “Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me.” Ele não duvida do poder de Jesus e nem exige um milagre. Apenas confia. Entrega-se completamente à vontade do Senhor. Eis a verdadeira fé: acreditar que Deus pode tudo e confiar que sua vontade é sempre o melhor para nós. Jesus, então, realiza um gesto que certamente surpreendeu a todos: estende a mão e toca aquele homem. Ninguém tocava um leproso. Todos se afastavam dele. Talvez fazia muito tempo que aquele homem não experimentava um gesto de acolhimento. Jesus poderia curá-lo apenas com uma palavra, mas quis tocar sua ferida para mostrar que Deus nunca se afasta da nossa miséria. Ao contrário, aproxima-se dela para nos curar. A lepra daquele homem, como diz o evangelista, desapareceu imediatamente. Mas esse milagre aponta para uma realidade ainda maior: o pecado também nos desfigura e nos afasta da comunhão com Deus. Por isso, Cristo continua estendendo sua mão sobre nós, sobretudo no sacramento da Confissão, onde continua dizendo a cada coração arrependido: “Eu quero. Fica purificado.” Por fim, Jesus manda que o homem se apresente ao sacerdote. Não devolve apenas a saúde do corpo; devolve-lhe também a dignidade, a convivência com os irmãos e a participação na vida do povo de Deus. Peçamos hoje a graça de nos aproximarmos de Jesus com a humildade daquele leproso, sem máscaras, sem desculpas e sem esconder nossas feridas, porque quem se coloca diante de Cristo com um coração sincero jamais volta da mesma maneira. O Senhor continua estendendo a mão, continua tocando nossas chagas e continua realizando o maior de todos os milagres: transformar o coração humano. Que Jesus nos ajude!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mt 7,21-29) Quinta-feira da XII Semana do Tempo Comum, 25/6/2026 “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus”. Há pessoas que não param um minuto de falar sobre Jesus, mas não sei se elas falam com Jesus. Há pessoas que não deixam passar nada sem nos fazer um sermão sobre Jesus, mas não se dão conta de que a própria vida não reflete o amor de Cristo, de que a própria vida não fala sobre Ele. Há pessoas que, em nome de Jesus, não param de julgar os outros, não param de dizer quem vai ou não para o inferno. No entanto, infelizmente, parecem esquecer-se da palavra do Senhor: “Com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.” Sim, há pessoas que se sentem porta-vozes de Jesus o tempo todo, mas não param para escutá-Lo, não se colocam em silêncio para ouvir aquilo que Ele deseja comunicar ao coração. Há muitos que falam do amor de Deus, porém fazem pouco esforço para amar concretamente aqueles que vivem ao seu lado. Há muitos que sabem dizer o que todos deveriam fazer, mas pouco se ocupam da própria conversão e da transformação do próprio coração. Sem perceber, muitos acabam tornando-se duros, inflexíveis, intolerantes e severos no julgamento dos outros. Falam muito de Deus, mas deixam pouco espaço para que Deus transforme a própria vida. Agindo assim, contradizem o Evangelho que tantas vezes anunciam, pois foi o próprio Jesus quem nos disse: “Não julgueis, e não sereis julgados.” É justamente para todos nós que o Senhor dirige a Palavra de hoje: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.” É verdade, Jesus! Que maravilha, Senhor, poder escutar dos teus lábios um ensinamento tão claro e tão necessário! Tu não Te deixas impressionar pelas aparências, pelas palavras bonitas ou pelas demonstrações exteriores de religiosidade. Tu contemplas o coração e desejas encontrar nele um amor verdadeiro, humilde e obediente. Hoje compreendemos que não basta termos o teu nome nos lábios, não basta afirmarmos que acreditamos em Ti, não basta conhecermos a tua Palavra. Tu esperas muito mais de nós. Tu desejas que aquilo que professamos com a boca seja confirmado por nossa maneira de viver. É precisamente por isso que concluis o Evangelho comparando o verdadeiro discípulo ao homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. A rocha é a tua Palavra acolhida, amada e colocada em prática. Quem edifica a própria vida sobre a tua vontade permanece firme, ainda que cheguem as chuvas, os ventos e as tempestades. Pelo contrário, quem apenas escuta, mas não vive os teus ensinamentos, constrói sobre a areia e verá sua casa desmoronar diante das provações. Obrigado, Senhor, pelas orientações que nos dás a cada dia. Obrigado pela tua misericórdia, que jamais nos abandona e sempre nos oferece um novo caminho de conversão. Pedimos-Te, Senhor, que possamos construir toda a nossa vida sobre a rocha da tua Palavra e da tua vontade. Dá-nos um coração manso e humilde, um coração que não se considere melhor do que ninguém, um coração misericordioso, paciente e cheio de ternura. Rogamos-Te, Senhor, que sejamos homens e mulheres prudentes, humildes, pacificados, dóceis à ação do Espírito Santo, tolerantes e cheios de caridade. Que tudo o que sair de nossa boca seja reflexo de uma vida verdadeiramente unida a Ti, do nosso convívio Contigo e do nosso amor por Ti. Amém!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Lucas 1,5-25) Quarta-feira da XII Semana do Tempo Comum, 24/6/2026 Natividade de São João Batista “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu a tua súplica”. Quem de nós seria capaz de penetrar nos pensamentos do Senhor? Quem de nós seria capaz de alcançar o mistério presente na santa vontade de Deus? Nenhum de nós! Na verdade, só teremos acesso ao que Deus pensa se Ele mesmo, em seus misteriosos desígnios de amor, quiser nos revelar. Foi assim que Ele agiu na vida de Zacarias e Isabel, os pais de São João Batista. Quantas lágrimas Isabel derramou diante de Deus por causa da sua esterilidade! Quanta humilhação e quanta vergonha suportou diante daqueles que podiam experimentar a alegria de gerar filhos! Sim, muitos foram os anos vividos na dor, na espera e na aparente ausência de respostas. Parecia até que Deus não se importava com as súplicas daquele santo casal. Os anos passavam, a velhice chegava e aquilo que tanto desejavam continuava distante. Ledo engano! Tudo já estava pensado por Deus. O Senhor tinha escutado cada oração, acolhido cada lágrima e recolhido cada suspiro que subia ao céu. Entretanto, não lhes concedera aquilo que pediam no tempo que imaginavam. É que Deus nunca chega atrasado. Somos nós que, muitas vezes, queremos enquadrar os seus desígnios dentro dos limites da nossa compreensão. O que Zacarias e Isabel não podiam enxergar era que Deus estava preparando algo infinitamente maior do que a simples realização de um desejo legítimo. O filho que lhes seria dado não seria apenas motivo de alegria para aquele lar. Seria João Batista, o precursor do Messias, a voz que clamaria no deserto preparando os caminhos do Senhor. Um dia, enquanto Zacarias exercia o seu ministério sacerdotal no Templo, Deus enviou o anjo Gabriel para lhe comunicar uma notícia inimaginável: Isabel conceberia um filho. Eles tinham esperado a vida inteira por esse milagre, e, agora, o anjo lhe diz: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu a tua súplica.” Quantas vezes também nós sofremos porque não compreendemos os silêncios de Deus! Pedimos, insistimos, choramos e, aparentemente, nada acontece. No entanto, aquilo que interpretamos como ausência pode ser justamente a ação silenciosa de Deus preparando um bem maior. O problema é que não sabemos esperar. O silêncio de Deus provoca tristeza e, não raramente, leva algumas pessoas ao desânimo e até ao afastamento da fé. Refletindo sobre o anúncio do anjo, vemos que Zacarias vacilou. Depois de tantos anos de espera, teve dificuldade para acreditar que aquilo pudesse realmente acontecer. Sua pergunta revela a fragilidade da condição humana. Quantas vezes também nós fazemos o mesmo? Pedimos algo durante anos e, quando Deus age, somos tentados a duvidar. Como sinal e também como correção pedagógica, Zacarias ficou mudo até que tudo se cumprisse. Ainda assim, Deus permaneceu fiel. Isabel concebeu e deu à luz um filho. E tudo aconteceu exatamente como o Senhor havia prometido. A Natividade de São João Batista nos ensina que Deus escreve a história da salvação com uma sabedoria que ultrapassa a nossa compreensão. O que parecia esterilidade tornou-se fecundidade. O que parecia demora revelou-se providência. O que parecia silêncio transformou-se em anúncio. Precisamos pedir a Deus a graça de saber esperar, de acolher a sua vontade e de confiar em seus desígnios, mesmo quando a nossa inteligência não consegue alcançar o mistério de sua ação. Rezo, pois, para que Deus nos ajude e nos conceda a luz necessária para vivermos dentro da sua lógica divina.
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 7,6.12-14) Terça-feira da XII Semana do Tempo Comum, 23/6/2026 “Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida!” Assim que li o santo Evangelho de hoje, lembrei-me de São Filipe Néri, aquele grande santo que conquistava os corações para Deus pela alegria, pela caridade e pelo seu amor apaixonado por Jesus Cristo. A ele é atribuída uma frase que resume admiravelmente o ensinamento que Jesus nos oferece hoje: “Eu prefiro o Paraíso!” Precisamos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a compreender toda a profundidade dessas palavras. Quando São Filipe Néri dizia que preferia o Paraíso, ele estava revelando aquilo que ocupava o centro do seu coração. Ele sabia que a vida é feita de escolhas e que cada escolha nos aproxima de Deus ou nos afasta d’Ele. Por isso, escolheu viver para o Céu, escolheu viver para Deus. Ora, é exatamente isso que Jesus nos ensina no Evangelho de hoje. Antes mesmo de falar da porta estreita, o Senhor nos apresenta aquilo que chamamos de “regra de ouro”: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.” Veja que coisa maravilhosa! Jesus não nos oferece uma teoria complicada sobre a santidade. Ele nos mostra um caminho muito concreto. Antes de perguntarmos como entrar pela porta estreita, devemos perguntar a nós mesmos: Como tenho tratado as pessoas? Tenho tratado os outros da mesma forma que gostaria de ser tratado? Tenho sido paciente como gostaria que fossem pacientes comigo? Tenho sido misericordioso como desejo que Deus seja misericordioso comigo? Tenho sido justo, honesto e verdadeiro? Perceba que a porta estreita começa exatamente aí. Ela começa quando escolhemos a caridade em vez do egoísmo, quando escolhemos a honestidade em vez da desonestidade, quando escolhemos o perdão em vez do rancor, quando escolhemos servir em vez de sermos servidos. Mas o Evangelho também nos convida ao discernimento quando Jesus diz: “Não deis aos cães as coisas santas, nem lanceis vossas pérolas aos porcos.” Com essas palavras, Nosso Senhor não nos ensina a desprezar ninguém. Pelo contrário, ensina-nos a agir com prudência e sabedoria. Nem todos estão preparados para acolher as coisas de Deus. Nem sempre insistir é sinal de caridade. Às vezes, é preciso esperar o momento oportuno para que a graça encontre um coração aberto. O discípulo de Jesus deve unir amor e prudência, caridade e discernimento. Depois de tudo isso, Jesus conclui: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição.” Por que tantos escolhem a porta larga? Porque ela parece mais fácil. A porta larga é a do egoísmo, da mentira, da desonestidade, da impureza, da injustiça, da inveja, da falta de compromisso com Deus. Cada vez que alguém usa de má-fé, tira vantagem do próximo, alimenta a desonestidade ou vive sem se preocupar com a vontade de Deus, está caminhando por essa estrada larga da qual Jesus nos adverte. Já a porta estreita exige renúncia, conversão, luta, fidelidade. Mas é justamente ela que conduz à vida. São Filipe Néri compreendeu isso profundamente quando dizia: “Eu prefiro o Paraíso!” Perceba que ele não estava apenas rejeitando o pecado, estava escolhendo Deus, escolhendo a santidade, escolhendo a amizade com Cristo acima de todas as coisas. E você? O que você tem preferido? O aplauso dos homens ou a aprovação de Deus? A facilidade do pecado ou a beleza da santidade? Os prazeres passageiros deste mundo ou a felicidade eterna do Céu? São Filipe Néri já respondeu: “Eu prefiro o Paraíso!”
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 7,1-5) Segunda-feira da XII Semana do Tempo Comum, 22/6/2026 “Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?” Nossa vida seria muito diferente se praticássemos o que Jesus nos ensinou, se levássemos a sério a Sua santa Palavra. Mas, infelizmente, enganados pelo maligno e arrastados pela concupiscência dos nossos sentidos, muitas vezes caminhamos fora do compasso de Deus. Ora, ao nos comportarmos assim, transformamos a vida num grande fardo. Sim, por não obedecermos a Deus e por não vivermos os seus ensinamentos, a convivência humana torna-se, tantas vezes, um verdadeiro sofrimento. Famílias são feridas, amizades são rompidas e comunidades inteiras perdem a paz. Precisamos, portanto, de uma conversão profunda, de uma mudança que atinja os níveis mais profundos do nosso ser, pois ainda não buscamos a Deus como deveríamos buscá-Lo, nem O amamos como deveríamos amá-Lo. Pois bem, levando em consideração tudo isso, veremos que, no Evangelho de hoje, Jesus nos ensina o valor de uma vida fundamentada em Sua Palavra. Ele nos mostra o que é necessário para vivermos em harmonia e para que as nossas famílias, comunidades e relacionamentos se aproximem cada vez mais daquilo que Deus deseja. Diz o Senhor: “Não julgueis, e não sereis julgados. Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes. Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” Quantos ensinamentos! Quanta sabedoria! Quanta sensibilidade nas palavras de Jesus! Nosso Senhor não está proibindo a correção fraterna nem afirmando que devemos ser indiferentes ao erro. O que Ele condena é o julgamento precipitado, a crítica impiedosa e a hipocrisia de quem enxerga com facilidade os defeitos alheios, mas permanece cego diante das próprias misérias. Antes de perguntarmos: “Quem precisa mudar?”, o Evangelho nos convida a perguntar: “O que precisa mudar em mim?” Quem reconhece as próprias fragilidades torna-se mais misericordioso. Quem luta contra os próprios pecados aprende a tratar o próximo com mais paciência e caridade. Quem dera todos nós, membros da Igreja, vivêssemos assim! Quem dera o mundo compreendesse que os ensinamentos de Jesus produzem uma convivência mais fraterna, respeitosa e equilibrada! Quão triste é saber que famílias inteiras se esfacelam por causa de juízos severos, críticas infundadas, calúnias e palavras desrespeitosas. Que bom seria se escutássemos Jesus todas as vezes que sentíssemos vontade de falar mal de alguém: “Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?” Que bom seria se este ensinamento orientasse os nossos relacionamentos: “Vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes.” O Senhor já nos mostrou o caminho: antes de apontarmos os erros dos outros, precisamos permitir que a Sua graça transforme o nosso coração. Vamos dar ouvidos ao que realmente importa? Vamos parar de escutar aquilo que não nos ajuda a crescer? Vamos parar de falar mal das pessoas? Vamos aprender a olhar para os outros com misericórdia? Que Deus nos ajude!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys XII Domingo do Tempo Comum (Mateus 10,26-33) “Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.” Meus irmãos e minhas irmãs, o evangelho de hoje nos apresenta uma expressão que se repete por três vezes nos lábios de Jesus: “Não tenhais medo!” Se Jesus insiste tanto nesse convite, é porque conhece profundamente o coração humano. Ele sabe que muitas vezes somos governados pelo medo. Temos medo do sofrimento. Temos medo da rejeição. Temos medo do julgamento dos outros. Temos medo de perder aquilo que possuímos. Temos medo do futuro. Temos medo de testemunhar a nossa fé. Quantas pessoas acreditam em Jesus, mas escondem sua fé por medo da opinião alheia! Quantos deixam de defender a verdade por receio de serem criticados! Quantos silenciam diante do mal para evitar conflitos! Por isso, Jesus dirige aos seus discípulos uma palavra firme e consoladora: “Não tenhais medo dos homens.” O Senhor não está nos convidando à imprudência, mas à liberdade interior. Aquele que vive para agradar aos homens acaba se tornando escravo da opinião dos homens. Aquele que vive para agradar a Deus encontra a verdadeira liberdade. Jesus chega a afirmar algo que pode nos parecer duro: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma.” O que o Senhor quer nos ensinar? Que existe algo mais importante do que a própria vida terrena: a salvação da nossa alma. Sim, vivemos numa época em que se teme perder quase tudo: dinheiro, prestígio, conforto, seguidores, reconhecimento. Mas, muitas vezes, já não se teme perder a amizade com Deus. Jesus nos recorda a hierarquia verdadeira dos valores: Tudo passa! Somente Deus permanece! Em seguida, o evangelho nos revela uma das imagens mais belas de toda a Sagrada Escritura: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.” Que extraordinária declaração de amor! Nada da nossa vida escapa ao olhar providente do Pai. Nenhuma lágrima passa despercebida, nenhuma angústia é ignorada, nenhuma cruz é carregada sozinha. Se Deus cuida dos pardais, quanto mais cuidará de nós, que fomos criados à sua imagem e resgatados pelo sangue de Cristo. Sendo assim, o medo diminui quando crescemos na confiança. Quem sabe que é amado por Deus encontra força para enfrentar as dificuldades. Quem sabe que pertence a Deus não precisa viver escravizado pelas ameaças do mundo. Por fim, Jesus nos faz um apelo decisivo: “Todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai.” Ou seja, a fé não pode ser vivida apenas no segredo do coração. Ela precisa tornar-se testemunho. Não necessariamente através de grandes discursos, mas por meio de uma vida coerente. Essa coerência se dá quando nos declaramos a favor de Cristo, quando escolhemos a verdade em vez da mentira, quando defendemos a dignidade da vida, quando permanecemos fiéis aos ensinamentos do Evangelho, quando não temos vergonha de rezar, quando perdoamos, quando amamos, quando escolhemos Deus, mesmo que isso nos custe alguma renúncia. Peçamos hoje a graça da coragem cristã. Que o Senhor cure os nossos medos. Que Ele fortaleça a nossa confiança na sua Providência. E que possamos repetir todos os dias, com o coração sereno: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (Rm 8,31).
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 6,24-34) Sábado da XI Semana do Tempo Comum, 20/6/2026 “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” Como é belo o santo evangelho de hoje! Quanta sabedoria e quanta ternura encontramos nas palavras de Jesus! Ao mesmo tempo em que Ele nos alerta sobre o perigo de colocarmos nosso coração nas coisas passageiras, revela-nos o amor infinito do Pai e o cuidado que Ele tem por cada um de nós. Jesus inicia seu ensinamento com uma afirmação forte e decisiva: “Ninguém pode servir a dois senhores”. Com essas palavras, o Senhor nos faz compreender que o coração humano precisa fazer uma escolha. Não é possível viver dividido entre Deus e aquilo que o mundo nos oferece como fonte de segurança e felicidade. Quando o dinheiro, o poder, o prestígio, os bens materiais ou até mesmo as pessoas ocupam o lugar que pertence somente a Deus, acabamos nos tornando escravos daquilo que passa. E qual é a consequência disso? A ansiedade, o medo, a inquietação e a preocupação excessiva com o amanhã. É precisamente por isso que, logo em seguida, Jesus nos convida a confiar na providência divina. Ele nos diz: “Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?” Como é belo contemplar o amor filial de Jesus pelo Pai! Com quanta confiança Ele fala daquele que cuida de todas as criaturas e que jamais abandona os seus filhos! E continua: “Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?” Jesus não nos convida à passividade, nem nos ensina a abandonar nossas responsabilidades. Ele não condena o trabalho, a prudência ou o planejamento. O que o Senhor deseja é libertar-nos da preocupação excessiva, daquela ansiedade que nasce quando deixamos de confiar em Deus e passamos a depositar nossa esperança apenas em nossas próprias forças. Escutemos, então, o apelo de Jesus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.” Eis o segredo da verdadeira paz: colocar Deus em primeiro lugar. Quando o Senhor ocupa o centro da nossa vida, tudo encontra a sua justa medida. Trabalhamos, lutamos, fazemos a nossa parte, mas sem perder a serenidade, porque sabemos em quem colocamos a nossa confiança. Por isso, não permitamos que as preocupações com o amanhã roubem a paz do nosso coração. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Para cada dia, bastam os seus próprios problemas.” Se confiarmos no Senhor como Jesus nos ensinou, nossa vida será diferente. Experimentaremos, já nesta terra, a alegria daqueles que sabem que são amados e cuidados por Deus. Não nos esqueçamos: o Pai do céu conhece as nossas necessidades e jamais abandona aqueles que Nele esperam. Que Deus possa agir poderosamente em sua vida!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 6,19-23) Sexta-feira da XI Semana do Tempo Comum, 19/6/2026 “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam.” Infeliz é a pessoa que coloca sua confiança e sua esperança naquilo que passa! Sim, quanta ilusão há em pensar que a vida sobre esta terra é a única realidade que importa e que, por isso mesmo, devemos aproveitá-la a qualquer custo, vivendo apenas segundo os nossos desejos e interesses. Para os que pensam e agem assim, o santo Evangelho de hoje é profundamente desafiador, pois desfaz essa frágil visão da existência e nos recorda o verdadeiro sentido da vida. Cheio de amor por nós e desejando a nossa salvação, Jesus nos alerta sobre o perigo que representa para a alma o apego desordenado aos bens materiais e às realidades passageiras. Por isso, diz-nos: “Não junteis para vós tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Que grande verdade nos revela Jesus! Que forte chamado à conversão para aqueles que depositam sua segurança nas riquezas, na juventude, na aparência ou no sucesso! Sem dúvida, precisamos vigiar para não sermos seduzidos pelo amor ao dinheiro, que pode ocupar o lugar que pertence somente a Deus. Mas Jesus vai ainda mais longe. Depois de nos ensinar a respeito do verdadeiro tesouro, Ele nos revela aquilo que determina onde colocaremos o nosso coração: o modo como enxergamos a realidade. O tesouro que escolhemos depende do olhar que cultivamos. Se aprendermos a ver a vida segundo os critérios de Deus, buscaremos naturalmente os bens do alto. Se, ao contrário, deixarmos que o nosso olhar seja obscurecido pelo egoísmo, pela vaidade e pela ganância, acabaremos depositando a nossa esperança naquilo que passa. Por isso, Jesus nos diz: “O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão!” Quantos ensinamentos! Quanta riqueza espiritual encontramos neste Evangelho! Precisamos nos debruçar sobre essas palavras e permitir que Jesus cure as nossas desordens interiores, para que elas não nos afastem do único e verdadeiro tesouro: Ele próprio. Meus irmãos, enquanto o consumismo ditar o ritmo da nossa vida, seremos escravos de uma mentalidade que nos impede de amar com liberdade e de fazer o bem de maneira desinteressada. Quanta preocupação devemos ter com aqueles que se deixaram seduzir pelo mundo! Precisamos vigiar constantemente para não nos deixarmos enganar por falsas promessas e mentalidades contrárias ao Evangelho. Que Deus oriente o nosso coração para o verdadeiro tesouro! Que Ele abra os nossos olhos para reconhecermos onde está a verdadeira felicidade! Coloquemos, pois, o nosso coração em tudo aquilo que nos conduz ao céu. Coloquemos o nosso coração em Deus!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 6,7-15) Quinta-feira da XI Semana do Tempo Comum, 18/6/2026 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras”. Antes de aprofundarmos o que Jesus nos ensina no santo Evangelho de hoje, gostaria de trazer uma breve reflexão sobre o que significa orar, rezar. Há muitíssimos conceitos sobre a oração. Muitos autores espirituais já se dedicaram a explicar o que é rezar. Entre eles, gosto particularmente da definição de Santa Teresa de Ávila: “orar é estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama”. Que bela e profunda definição! A partir disso, podemos dizer que rezar é entrar em relação viva com Deus, nosso Pai, por Cristo e no Espírito Santo. É voltar não apenas a uma “origem” abstrata, mas ao Deus vivo, que nos criou, nos sustenta e nos chama à comunhão consigo. Podemos também dizer que rezar é retornar às fontes da vida, isto é, ao próprio Deus, que é o princípio e o fim de toda existência. Cada vez que nos colocamos a sós com Ele, voltamos a esse centro do qual a nossa vida recebe sentido e direção. Por isso, a oração não é fuga do mundo, mas reencontro com o fundamento do nosso ser. É um mergulho no interior da alma onde Deus habita pela graça, e onde somos continuamente chamados à comunhão com Ele. Quem habitualmente deixa de rezar corre o risco de perder a referência interior, de se dispersar e de enfraquecer na fidelidade. A vida espiritual vai se tornando mais vulnerável quando se rompe esse diálogo essencial com Deus. O próprio Jesus, mesmo sendo o Filho eterno do Pai, retirava-se muitas vezes para rezar, passando longos momentos em oração. Seus encontros com o Pai revelam que nenhuma ação pastoral se sustenta sem essa união profunda com Deus. Podemos até alcançar êxitos humanos, mas sem a oração corremos o risco de perder o sentido último da vida. Jesus nos ensina, portanto, a necessidade da oração constante, da adoração e da permanência diante de Deus. Ele não nos ensina a falar muito, mas a falar com o coração, isto é, com fé viva, confiança e amor. Quando Ele nos alerta contra a “multiplicação de palavras”, não está condenando a oração vocal ou repetitiva em si, mas a oração vazia, sem interioridade, sem fé e sem confiança no Pai. É que Deus não precisa ser informado, mas amado. Ele conhece o que necessitamos antes mesmo de pedirmos. É nesse contexto que Jesus nos ensina a oração do “Pai Nosso”, síntese de toda vida espiritual cristã. Nela encontramos tudo o que precisamos colocar diante do Pai: a glorificação do seu nome, a busca do seu Reino, a confiança na sua providência, o perdão e a luta contra o mal. O “Pai Nosso” não é apenas uma fórmula, mas a oração da Igreja, recebida do próprio Senhor. Ele nos ensina não apenas palavras, mas a atitude interior correta diante de Deus: filial, confiante, humilde e perseverante. Por isso, a verdadeira oração deve ser feita com o coração. Nela reconhecemos a grandeza de Deus e a nossa pequenez; a sua santidade e a nossa necessidade de conversão. Reconhecemos que Ele é a razão última do nosso existir e o sentido pleno da nossa vida. Assim, não se trata de multiplicar palavras, mas de permanecer em comunhão viva com Deus, com o coração aberto e ardente de amor. Peçamos ao Senhor a graça de um profundo gosto pela oração. Que Ele nos ensine a rezar com simplicidade, profundidade e perseverança. Amém!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 6,1-6.16-18) Quarta-feira da XI Semana do Tempo Comum, 17/6/2026 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles”. No santo evangelho de hoje, Jesus nos faz enxergar um grande erro que pode nos privar da recompensa que o Pai celestial reservou para aqueles que O servem com sinceridade de coração. Santo Deus! Mas que erro tão grande é esse? Que coisa tão nociva é essa, capaz de nos causar tamanho prejuízo espiritual? Pois é, por incrível que nos pareça, Jesus nos revela que o desejo desordenado de aparecer corrói o valor sobrenatural de nossas obras, porque transforma aquilo que deveria ser feito por amor a Deus numa busca da aprovação e dos elogios humanos. Vejamos, pois, o que nos disse Jesus: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. Não é sem motivo que Jesus fala justamente da esmola, da oração e do jejum. Essas três práticas são verdadeiros pilares da vida espiritual. A esmola purifica o nosso relacionamento com o próximo; a oração fortalece o nosso relacionamento com Deus; e o jejum educa o nosso relacionamento conosco mesmos. O problema não está em praticá-las, mas em fazê-las para receber aplausos humanos em vez de buscar a glória de Deus. Você percebeu a gravidade que há em fazermos as coisas sem reta intenção? Você percebeu que não podemos esconder nada de Deus? É que dele, do nosso Deus, nada passa despercebido. Pois bem, nada mais temos a dizer depois de termos escutado o Senhor Jesus. Ele já nos disse tudo o que precisávamos ouvir e o que devemos fazer para que as nossas ações possam alegrar o coração de Deus e também para que elas nos abram as portas do céu. Ao longo de todo este evangelho, uma palavra se repete várias vezes: recompensa. Os hipócritas receberam a recompensa que procuravam: os elogios, os aplausos e a admiração dos homens. Mas essa recompensa é passageira e termina rapidamente. Os humildes, ao contrário, esperam a recompensa que vem de Deus, uma recompensa eterna que jamais passará. Sim, Jesus nos mostrou que a discrição e a humildade devem orientar todo o nosso proceder. Portanto, vigiemos a nós mesmos, e procuremos arrancar toda e qualquer intenção que não seja movida pelo puro amor a Deus e aos irmãos. Que não haja, pois, em nosso coração, nenhum desejo de vanglória, nenhuma busca de aplausos humanos, mas apenas o sincero desejo de amar, servir e glorificar a Deus. Andemos na luz e na verdade!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mateus 5,43-48) Terça-feira da XI Semana do Tempo Comum – 16/6/2026 “Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.” O evangelho de hoje é por demais desconcertante, intrigante, como que um soco no nosso estômago, sobretudo para os que têm grandes dificuldades quando o assunto é perdoar e amar a quem não merece, a quem nos fez e faz sofrer. De fato, amar e perdoar a quem nos fez derramar lágrimas não é uma empreitada pequena, não é uma escolha fácil nem tranquila. Sim, damo-nos conta de que perdoar e amar a quem nos ofende é algo exigente, algo que revela o quanto amamos a Deus e queremos agradá-Lo. Explico-me: se amamos a Deus, queremos fazer o que Lhe agrada e, por isso mesmo, o nosso desejo é cumprir o que Jesus nos deu como o seu novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros”. Ora, não podemos afirmar que somos seus amigos e seus discípulos se deixamos de lado o mandamento do amor. Então, vejamos o que nos disse Jesus sobre o amor, sobre o perdão, sobre nossa maneira de agir diante daqueles que nos ofendem: “Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.” Você entendeu? Aqui está, pois, o que Jesus deseja de nós. Sem dúvida alguma, é de estremecer o que Ele nos pede. Entretanto, aqui está também o caminho que nos leva à felicidade, à liberdade interior e à paz. Mas há algo ainda mais profundo no ensinamento de Jesus. Ele não nos pede simplesmente que amemos os nossos inimigos porque isso é algo bonito ou admirável. Ele nos pede porque é assim que Deus age. O Pai faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Deus não ama apenas aqueles que correspondem ao seu amor. Deus ama a todos. E é justamente por isso que Jesus nos convida a imitá-Lo. Sabe, meu amigo, quem está no amor está em Deus. Quem vive sem amar não conhece a Deus, porque Deus é amor. Por tudo isso, precisamos examinar a nossa consciência. Muitas vezes professamos a nossa fé em Jesus, participamos da missa, rezamos e buscamos os sacramentos, mas ainda guardamos ressentimentos, mágoas e divisões dentro do coração. Entretanto, o Senhor nos diz hoje: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” Parece-me que precisamos mesmo refletir sobre o evangelho de hoje, porque não basta dizer que acreditamos em Jesus, não basta frequentar a igreja, não basta rezar. Devemos procurar viver de acordo com os seus ensinamentos, de acordo com os seus preceitos. Por isso, não me regozijo apenas pelo fato de ver igrejas cheias. Sim, isso, por si só, não quer dizer muita coisa. Bom seria que todos os que vamos às igrejas, sem exceção, pudéssemos ser verdadeiros discípulos de Jesus! Bom seria que o amor fosse a mola mestra de nossa vida! Quando Jesus nos pede que sejamos perfeitos como o Pai celeste é perfeito, não está exigindo de nós uma vida sem falhas ou fraquezas. Está nos convidando a amar como o Pai ama. A perfeição cristã não consiste em nunca cair, mas em possuir um coração capaz de amar, perdoar, recomeçar e desejar o bem até mesmo para aqueles que nos feriram. Rezo, pois, a Deus, para que Ele nos conceda a disposição necessária para servi-Lo em espírito e em verdade. Rezo para que saiamos das “guerras frias” que tantas vezes mantemos com os outros. Rezo para que consigamos abrir o coração ao que Jesus nos pede: “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.” Vamos para a luta? Que Deus nos ajude!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Lucas 2,41-51) Sábado, 13/6/2026 Memória do Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Hoje é um dia muito especial: celebramos o Imaculado Coração de Maria. Ontem, com grande alegria, a Igreja celebrou o Sagrado Coração de Jesus, o Filho Bendito da Imaculada Virgem. Hoje, com o mesmo júbilo, contemplamos o Coração da Mãe, um coração que também conheceu a dor e que foi traspassado pela espada profetizada por Simeão. Assim como o Coração de Jesus foi aberto na cruz para a salvação do mundo, o Coração de Maria participou profundamente dos sofrimentos e da missão redentora do Filho. Esses dois Corações sempre bateram em perfeita sintonia. Sempre desejaram as mesmas coisas. Jesus e Maria viveram inteiramente voltados para o cumprimento da vontade do Pai. Nada buscaram para si mesmos; tudo em suas vidas convergia para Deus. Ao contemplarmos esses dois Corações, somos convidados a olhar para o nosso próprio coração. O que ele deseja? O que ocupa seus pensamentos? Quais são suas buscas e prioridades? Será que o nosso coração é um território sagrado, habitado por Deus? Ou será que tem sido ocupado pelas preocupações, ilusões e seduções deste mundo? O que temos permitido entrar em nosso interior? Desejamos verdadeiramente a vontade de Deus em todas as coisas? O Evangelho de hoje nos ajuda a responder essas perguntas. Quando Jesus é encontrado no Templo, após os dias de angústia vividos por Maria e José, sua resposta revela claramente onde estava o seu Coração: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eis a resposta de Jesus. Seu Coração estava totalmente ocupado com as coisas do Pai. Sua vida tinha uma direção clara: cumprir a missão recebida de Deus. Maria, por sua vez, ao ouvir as palavras do Filho, também revela onde estava o seu coração. Diz o evangelista Lucas: “Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.” O Coração de Maria estava cheio dos mistérios de Deus. Ela guardava os acontecimentos da vida, meditava-os em oração e procurava compreender, à luz da fé, tudo aquilo que o Senhor realizava. Que atitude edificante! Que exemplo de sabedoria espiritual! Em seguida, Jesus nos oferece outra lição preciosa. Compreendendo a dor e a preocupação de seus pais, desce com eles para Nazaré e lhes é obediente. Diz São Lucas: “Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente.” Mais uma vez contemplamos a profunda comunhão entre os Corações de Jesus e Maria. O Filho amado honra sua Mãe e manifesta, por meio da obediência, o amor que os une. O que mais precisamos dizer? Basta contemplar esses dois Corações e procurar imitá-los. Façamos dos nossos corações territórios santos, sagrados, habitados por Deus. Não permitamos que o mundo roube aquilo que temos de mais precioso. Vigiemos, porque o maligno deseja afastar nosso coração de Deus. Mas o Senhor espera que lhe entreguemos inteiramente aquilo que somos. Procuremos, portanto, consagrar-nos sempre aos Corações de Jesus e Maria. Que nesses dois Corações encontremos nosso refúgio, nossa força e nosso descanso. Amém!
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Evangelho do dia comentado por Padre Dennys (Mt 11,25-30) Sexta-feira da X Semana do Tempo Comum – 12/6/2026 Solenidade do Sagrado Coração de Jesus “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.” Não há ninguém neste mundo, por mais forte que seja, que não precise de um colo, de um ombro amigo, de uma palavra consoladora e animadora. Até Jesus, antes de ser preso, antes de ver começar o seu suplício e o seu calvário, estando no Jardim das Oliveiras e sofrendo por tudo o que sabia que estava prestes a acontecer, manifestou o desejo de que os seus amigos permanecessem acordados, vigilantes e unidos a Ele. Entretanto, eles não foram capazes de permanecer despertos justamente num momento tão difícil, numa hora em que o Senhor tanto precisava de apoio. O que sabemos, o que nos conta o Evangelho sobre tão doloroso momento, é que o sono foi maior do que o cuidado que eles deveriam ter para com o Mestre. A fraqueza humana fez com que se ocupassem de si mesmos, do próprio cansaço e da própria fadiga, quando deveriam estar atentos à dor daquele que tanto os amava. Pois bem, Jesus, mais do que ninguém, sofreu na carne e na alma o quanto é difícil atravessar as tempestades sem os amigos por perto, sem o apoio tão necessário daqueles que deveriam estar ao seu lado. Como sofreu o Senhor! Quão grande foi o abandono experimentado por Jesus, justamente por parte daqueles que deveriam amá-Lo com todo o coração! Justamente por ter experimentado as dores humanas em toda a sua profundidade, Jesus é capaz de compreender os nossos sofrimentos. Ele não fala como alguém distante das nossas lutas, mas como quem carregou sobre si o peso da cruz e conheceu as angústias do coração humano. Por isso, quando ouvimos hoje estas palavras — “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” — percebemos que elas brotam de um coração que sabe amar, acolher e consolar. Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos convidados a contemplar precisamente esse Coração que acolhe, compreende, perdoa e ama sem medida. Nele encontramos o repouso que tantas vezes procuramos em vão nas criaturas. Descobrimos também que Ele não rejeita os seus amigos, mesmo quando estes O traem, abandonam ou decepcionam. Jesus deseja que todos se aproximem Dele e busquem Nele aquilo que dificilmente encontrarão em outro lugar. Assim é Jesus! Ele diz ainda: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Que maravilhosa certeza! Que presente inigualável nos oferece o Senhor! Jesus nos mostra que Nele está o nosso repouso seguro, mesmo quando aqueles que deveriam estar conosco, por tantos motivos, não estão. Ele nos faz compreender que Nele está o verdadeiro conforto, até mesmo quando aqueles que deveriam nos consolar escolheram outros caminhos, outros interesses ou outras prioridades. O fato é que Deus sempre está conosco, mesmo quando ninguém consegue estar ou deseja estar. Nele podemos confiar! Também podemos confiar em algumas pessoas que verdadeiramente nos amam e desejam o nosso bem. Por isso, se ao longo da vida você encontrar alguém que se preocupa sinceramente com você, que não mede esforços para estar ao seu lado nos momentos difíceis, reconheça que recebeu uma grande graça de Deus. Rezo para que nunca nos falte um ombro amigo. Mas rezo, sobretudo, para que jamais nos esqueçamos de que existe um Coração que nunca nos abandona: o Coração de Jesus. Que aprendamos a descansar em seus braços, a confiar em sua misericórdia e a encontrar refúgio em seu Sagrado Coração em todos os momentos da nossa vida. Amém!
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