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CEFT - João Eigen (canal público)

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Muita gente já notou e é por isso que o discurso esquerdista médio não cola mais: não há fundamentação nenhuma nos termos e d
Muita gente já notou e é por isso que o discurso esquerdista médio não cola mais: não há fundamentação nenhuma nos termos e definições utilizados. O que é o "capitalismo"? Engana-se quem pensou que é a capacidade produtiva dos meios de produção modernos oriundos da revolução industrial que Marx responsabilizou pela geração do proletariado. Engana-se quem pensou que é o colonialismo que se iniciou por volta do século XV - 300 anos antes do capitalismo industrial surgir -, e, seguindo a deixa e o apoio das invasões islâmicas na África, dominou-a durante séculos. Engana-se quem pensou que é o fascismo e o nacional-socialismo da primeira metade do século XX que, supostamente, surgiram das "crises do capitalismo" para protegê-lo das revoluções populares. Engana-se quem pensou que é, antes de mais nada, o monopólio estatal da emissão de moeda sem lastro e sua centralização em agências pouco controladas pelo eleitor moderno. E poder-se-ia enumarar mais exemplos de definições de "capitalismo"... e o mais curioso: todos estariam "corretas"! Corretas no sentido de que se tornam úteis para o discurso sendo propagado no momento, não importando quaisquer contradições com outros usos recorrentes do mesmo termo. É tudo um questão de conveniência ideológica e sentimental, porque "capitalismo" já é um termo parido na confusão e justamente para esse fim, como se pode ver nesse post. Seria até melhor prescindirmos desse termo ambíguo e exaurido e passassemos a cunhar novos termos para realidade específicas, mas isso tiraria o poder de confusão semântica do discurso esquerdista. Nunca levem a sério discurso esquerdista; eles não querem entender a realidade, apenas mudá-la, e confundir as pessoas é uma estratégia para mudá-la, e não entendê-la.

Vladimir Lênin, quando a Primeira Guerra eclodiu em 1914, estava em seu exílio na Suíça quando foi perguntado o que fazer. Co
Vladimir Lênin, quando a Primeira Guerra eclodiu em 1914, estava em seu exílio na Suíça quando foi perguntado o que fazer. Como aproveitar a guerra para a revolução? Ele simplesmente respondeu: "Leiamos Hegel". Pode parece estranho, bizarro e "baixa testo" para um "homem de ação" sequer imaginar enfurnar a cara em livros de filosofia idealista enquanto o mundo explodia numa das guerras mais sanguinárias da história. Sabe quem, nesse momento, também decidiu empreender leituras filosóficas? Mussolini, que, após uma breve passagem pelas trincheiras, começou um diário de suas impressões das leituras de Mazzini, Garibaldi, Corradini, Gentile e outros revolucionários italianos. Hitler também, durante a guerra, carregava uma versão pocket de Schopenhauer e a lia vorazmente enquanto seus colegas temiam a queda de morteiros inimigos. A maioria dos "homens de ação" do século XX que alcançaram o ápice do hierarquia do poder não foram puramente soldados e guerreiros cuja força e valentia automaticamente os levaram lá, claro que não. Foram "homens ideológicos" provindos de um novo paradigma: o "ditador filósofo". A época do senhor da guerra transformado em líder automaticamente por sua força já havia se tornado história; o novo líder, embora não pudesse prescindir de coragem e atitude, tinha que encarnar uma Weltanschauung - uma ideologia - e, através de sua presença, tornar-se ele mesmo o "novo Estado". Mussolini, Hitler, Stálin, Lênin, Mao, Ho, Castro, Pol Pot etc., todos eles se tornaram versões modernas e ideológicas do antigo Rei Sol Luís XIV - "O Estado sou eu" - não devido exclusivamente à sua pessoa ou posição de nascimento, mas pela transmutação da ideologia em carne e osso ideologizando a hierarquia estatal. Não é à toa que todos eles foram leitores vorazes que davam importância extrema às batalhas escritas e à proteção da pureza ideológica de seus movimentos, como se fossem Papas sempre ciosos de expurgar heresias do corpo cristão. O iluminismo e o racionalismo destruíram a autoridade automática provinda da tradição e do passado e transformaram as sociedades em corpos moldáveis que necessitam de novos fundamentos intelectuais - sendo esse o novo critério de ascensão e dominação política. Os "ditadores filósofos" das ideologias modernas do século XX representam isso sobremaneira e, não se enganem, ainda vivemos nessa era.

Isso não está, naturalmente, sendo veiculado na mídia brasileira e há um silêncio revelador na esquerda: mas esse é Graham Pl
Isso não está, naturalmente, sendo veiculado na mídia brasileira e há um silêncio revelador na esquerda: mas esse é Graham Platner, candidato democrata ao Senado americano. Ele chamou a atenção, principalmente, por ser um ex-neonazi que havia tatuado a Totenkpof - a "caveira nazista" - em seu peito. Hoje, ele a encobriu, como mostram as imagens. E não, não é porque ele era fã do Regimento Hussardo de cavalaria do Rei Frederico do século XVIII que a popularizou nos meios militares. É porque ele gostava de sua simbologia nazista, como mostra ele fazendo a saudação romana e tudo o mais. Ao que pude encontrar, ele não professa mais sua adesão à ideologia nazi; pessoas cometem erros e podem querer deixar seu passado para trás e não cometê-los novamente, e tudo bem, mas a curiosidade é a seguinte: lembram-se quando o policial Gregory Bovino foi achincalhado nas redes sendo associado à SS nazista por usar um casacão verde-oliva? Ou quando, mais uma vez, chamaram Trump de Hitler porque ele usou o substantivo "sangue" em alguns discursos? Pois é... Qualquer semiótica relacionada ao nazismo e forçada ao extremo do ridículo passa a ter validade a ponto de ser regurgitada nonstop pela mídia quando os alvos são republicanos ou policiais... mas quando, literalmente, descobrem que um candidato democrata professava a ideologia nazi com tatuagens de símbolos da SS em seu peito absolutamente nada é dito. Nem um pio, nem mesmo uma nota de rodapé sugerindo seu cancelamento ou uma analogiazinha mequetrefe que o seja. De praxe: imagem se fosse um candidato republicano etc. etc.

Benito Mussolini foi, das figuras mais conhecidas do século XX, a que melhor incorporou a crise do marxismo e sua transmutaçã
Benito Mussolini foi, das figuras mais conhecidas do século XX, a que melhor incorporou a crise do marxismo e sua transmutação em novos movimentos revolucionários. Mussolini começou sua carreira de militante e jornalista como um marxista ortodoxo devido a influência de seu pai, Alessandro, um ferreiro autodidata e militante socialista e anarquista da Romagna. Mussolini, de 1900 a 1905, considerava-se um materialista econômico e, dentro todos os autores citados em seus escritos dessa época, Marx e Engels são os que mais figuram, seguidos por Proudhon. Sua ida à Suiça, fugindo da conscrição militar italiana, contudo, o jogou de cabeça na teoria revolucionária dos sindicalistas italianos como Arturo Labriola, que começaram a misturar a teoria das elites com a necessidade de guiar as massas proletárias à revolução - uma síntese iniciada por Georges Sorel e depois aperfeiçoada por Vladimir Lênin; Embora seu marxismo estivesse sofrendo essa mutação, foi apenas em 1909, já de volta à Itália, que o jornalista Mussolini foi, a pedido do jornal do Avanti!, o jornal do Partido Socialista Italiano, conhecer o Tirol, um território então disputado pela Itália e a Áustria. Lá, ele achou que encontraria seus camaradas socialistas mas presenciou, com assombro, uma briga intestina de socialistas austríacos e italianos pela posse do território. A partir daí, a questão da nação começou a influenciá-lo paulatinamente. Em 1912, Mussolini foi eleito o líder do Partido Socialista Italiano no Congresso de Reggio Emilia - Antonio Gramsci votou nele. Nessa condição, continuou a formular seu socialismo sincrético sem, contudo, evoluir diretamente para um socialismo nacional, porque ainda se recusava a abandonar o internacionalismo. A 1º Guerra Mundial mostrou ao mundo e à Mussolini a verdade: os proletários lutavam, matavam outros proletários e morriam por suas nações. O internacionalismo estava morto... e Mussolini, ajustando-se à realidade, exortou seus camaradas a defenderem e lutarem pela Itália na guerra. Foi expulso por heresia ideológica. Quando Mussolini voltou ferido das trincheiras, algo havia definitivamente mudado. Ele lera, ao invés de Marx, Giuseppe Mazzini e Enrico Corradini; "o socialismo", disse Mussolini, "pertence à nação e deve ser feito para as classes nacionais". O seu sincretismo, iniciado há mais de uma década, desembocou enfim num novo movimento que almejava uma revolução modernizadora e violenta para equalizar as classes sociais, trazer-lhes a "justiça social" e transformar a nação num ente de poder para competir na geopolítica do século XX. Essas posições o levaram a ser tachado por Lênin de "chauvinista" e "extrema-direita", porque Mussolini ousou abandonar o dogma do internacionalismo em prol de sua nação. Era o início do fascismo.

Honestamente, por mais que as teorias do direito internacional endeusem a soberania e a autodeterminação dos povos, a verdade
Honestamente, por mais que as teorias do direito internacional endeusem a soberania e a autodeterminação dos povos, a verdade é que soberania é um luxo somente para queles Estados que conseguem se manter fortes e unidos - e o Brasil não é um deles. É um vexame histórico para o Brasil ser achincalhado e intimidado dessa forma por uma potência estrangeira. E é um vexame em parte nosso porque a elite política, militar e jurídica desde de 1988 negligenciou de maneira atroz a segurança pública e a luta contra o narcotráfico. É óbvio que os EUA, querendo estender sua influência no Sul, usaria o respingar de drogas e dinheiro lavado para forçar seus planos políticos, e ele o faz porque sabe que somos fracos e irresolutos. Não interessa e é inútil brandir a bandeira da soberania ou xingar os EUA agora: é um player mais forte usando de sua força para oprimir um player mais fraco que não conseguiu nem mesmo defender seu próprio território de cédulas criminosas que, em alguns locais, já até tomou cidades inteiras e transformou cidadãos brasileiros em reféns de um narcofeudalismo brutal. É óbvio que os EUA olharia isso e concluiria, muito logicamente, que o Brasil é uma piada e está se esfacelando lentamente... porque é o que está acontecendo. Se quiséssemos mesmo ser levados a sério e nos proteger de players mais fortes, já teríamos exterminado todas as facções, passado legislação draconiana contra o crime e criado um sistema de incentivos penais tão poderoso que um bandido preferiria passar o resto da vida sob o regime mais opressivo da CLT do que tentar pegar em armas. Mas não, porque provavelmente o partido mais bunda-mole, corrupto e fraco, o PT do Lula, será reeleito e, naturalmente, nada fará para recuperar a jurisdição e o respeito do Estado brasileiro. Teorias jurídicas morais não sustentam um Estado que praticamente se desincumbiu de proteger a si mesmo e a sua população, e, na natureza hobbesiana da anarquia internacional, o mais forte come o mais fraco.

Por mais que o campo progressista insista em ressuscitar o otimismo ingênuo rousseauniano de acreditar que "o homem é bom; a
Por mais que o campo progressista insista em ressuscitar o otimismo ingênuo rousseauniano de acreditar que "o homem é bom; a sociedade o corrompe", o senso comum sempre aponta para a realidade da malograda natureza humana como transformada em visão bíblica do pecado original. A bíblia não é necessária para comprovar esse fato, basta um experimento lógico: quem veio primeiro, o homem ou a sociedade? Se a "sociedade" é nada mais que um termo abstrato para significar um punhado de indivíduos atuando uns com os outros, então é lógico que o indivíduo veio primeiro e construiu a "sociedade" dentro de seus incentivos naturais. Se a sociedade corrompe o homem, é porque o homem já é, naturalmente, corrompido. O clássico livro "A Guerra antes da Civilização", do antropólogo Lawrence Keeley, comprova esse fato: antes de sequer existir o Estado e a agricultura, os nossos ancestrais nômades viviam num estado de natureza hobbesiano, da guerra do "todos contra todos", onde tribos inteiras eram dizimadas por outras tribos, amiúde apenas pela satisfação sádica de colecionar orelhas, dedos e outras partes do corpo dos derrotados como símbolo de status. Estatisticamente falando, concluiu Keeley, mesmo com o sangrento século XX e duas guerras mundiais, o homem antes da civilização era muito mais violento e tendia a morrer muito mais cedo. Os dados antropológicos são claros. Até mesmo nas hierarquias de chimpanzés e de outros símios que compartilhamos ancestralidade genética, a disputa por fêmeas, recursos e status é brutal, desigual e "injusta" - para nossos padrões. Sem mencionar o fato que grupos de chimpanzés se unem para massacrar outros grupos e formam até mesmo pseudo cartéis e gangues cujos líderes, mais aptos ao que parece sadismo, são extremamente violentos e patriarcais. Todas as evidências biológicas, antropológicas e históricas apontam para um visão pessimista da "natureza humana", e que, na verdade, foi a civilização, as condutas morais e os sistemas religiosos que regularam e domesticaram a violência latente no gênero humano, possibilitando uma vida mais civilizada. A sociedade edificou o homem, e não a corrompeu. Quem ainda acredita nisso é profundamente idiota e/ou ingênuo. Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.

Há uma engenhosa citação do economista austríaco Murray Rothbard sobre a dívida pública: "O slogan engenhoso de que a dívida
Há uma engenhosa citação do economista austríaco Murray Rothbard sobre a dívida pública: "O slogan engenhoso de que a dívida pública não importa porque ‘nós devemos a nós mesmos’ é claramente absurdo. A pergunta crucial é: Quem é o ‘nós’ e quem são os ‘nós mesmos’?" Quando você para e analisa o que se esconde por trás de jogos e artimanhas linguísticas percebe como tudo seria diferente se a linguagem fosse clara e realmente refletisse a realidade. Como que, nessa head jornalística do Estadão, está-se discutindo a possibilidade de PAGAR MENOS para algo GRATUITO? A confusão sempre se inicia com a linguagem ambígua e obscura. Assim como nós não somos credores da dívida pública que foi feita em nosso nome, mas somos seus pagadores, também não somos usuários de serviços gratuitos, mas seus financiadores. Tudo depende quem paga e quem recebe: por ser público e provindo do Estado, não há como saber a porcentagem de pessoas que paga e aquelas que recebem; quem paga mais e quem consome mais? Não há lucro sendo perseguido; o dinheiro já foi arrecadado à força via impostos, dívida pública e inflação, então é necessário esconder essa impossibilidade e injustiça contábil atrás de termos ambíguos. O serviço público, supostamente gratuito, é, ironicamente, o mais caro e ineficiente serviço sob a ótica custo-benefício para a maioria das pessoas e até mesmo PARA AQUELAS QUE OS USAM MAIS, porque, para sustentá-lo, o nível de impostos, dívida pública e inflação é tão grande que desvia muitos recursos do setor privado que poderia criar mais riqueza e oportunidades para todos. Por ser algo difuso, coletivo e abstrato demais, a sua compreensão é difícil e, fatalmente, a maioria da população prefere acreditar nos slogans da linguagem ambígua porque é mais cognitivamente barato do que se esforçar para compreender o que se esconde atrás deles. O quão caro é o custo de corromper a linguagem? Uns R$ 4 TRILHÕES de reais por ano que, para fechar a conta, precisa ainda de mais alguma centenas de bilhões em dívida que você pagará futuramente. A incapacidade de leitura e pensamento abstrato numa população pode ter um custo trilionário. Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.

Minha live com o prof Marcelo saiu, sobre Stálin, sua vida e mitos. Conversa excelente, como sempre é com o prof Marcelo. (Pr
Minha live com o prof Marcelo saiu, sobre Stálin, sua vida e mitos. Conversa excelente, como sempre é com o prof Marcelo. (Primeira vez que me vejo bem-feito de IA). Link da Live: https://m.youtube.com/live/HV8oXEo99qc?is=juoSj16tUq51cjcS

Uma curiosidade do mundo acadêmico de humanas é a liberdade de meter freestyles e criar conceitos baseados em outros conceito
Uma curiosidade do mundo acadêmico de humanas é a liberdade de meter freestyles e criar conceitos baseados em outros conceitos que não precisam, a rigor, ter relação com a realidade. Como assim? Vejamos o "cristofascismo bolsonarista". Que tese pomposa: "O trabalho surdo da destruição: o pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista". Realmente, deveras intelectus. Mas o que isso significa? A ideia do "cristofascismo" como base conceitual para o trabalho já começa problemática porque não é um conceito histórico acertado, e é bem contestado, porque provém da Dorothee Sölle, uma teóloga luterana alemã adepta da teologia da libertação e militante feminista radical. Ela, apesar de usar "fascismo" no nome do conceito, limitou-se ao nacional-socialismo e sua relação com as igrejas cristãs durante os anos 1930, mas de maneira bem recortada e peculiar: a autora não explica como o nazismo era, essencialmente, anticristão e inimigo da Igreja Católica e almejava controlar as igrejas alemãs para futuramente destruí-las após a guerra, como a liderança planejava, e nem mesmo tentou explica como seria possível conciliar as vertentes da ideologia nazi com o catolicismo, o protestantismo e nem sequer analisou a "arianização" do cristianismo. A partir disso, o teólogo brasileiro Fábio Py decidiu, em 2020, pegar toda esse arcabouço contestado e problemático de Dorothee Sölle e aplica-lo ao bolsonarismo e sua relação com as igrejas evangélicas. Um conceito enviesado, recortado, incompleto e contestado foi, sem muita consciência crítica, transportado para um fenômeno brasileiro no século XXI porque sua popularidade com os evangélicos parecia, para o autor, algo de... "cristofascismo". E agora esse novo professor decidiu adicionar uma analogia literária machadiana à maçaroca maluca. E isso é chamado, atualmente, de "trabalho acadêmico". Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.

Há alguns meses atrás, essa página de "história" do webcomunista Ian Neves tentou contestar que Stálin, então com 37-38 anos,
Há alguns meses atrás, essa página de "história" do webcomunista Ian Neves tentou contestar que Stálin, então com 37-38 anos, supostamente se relacionou e engravidou duas vezes Lídia Pereprygina, então com 13 a 15 anos de idade, durante o relacionamento. Eu, nessa minha resposta, elenquei uma série de argumentos, a cronologia e os fatos comprovados... mas mês passado, em 11 de junho, uma nova fonte sobre a data de nascimento da criança, Alexandre Davydov, foi encontrada na Rússia. Primeiro, vamos lembrar o problema cronológico, como escrevi: "Primeiramente, vamos checar a cronologia dos fatos. Stálin chegou na Sibéria em agosto de 1913, e o caso com Lídia teve início a partir do início de 1914 e durou pelo menos até dezembro de 1916, quando ele foi transferido para Achinsk e depois libertado pela Revolução de Fevereiro. Lídia nasceu em 1900, e não sabemos o mês, mas é legítimo especular que há uma chance razoável de que ela tinha 13 anos quando o relacionamento começou. Stálin se afastou de vez da vila em que morava com a família de Lídia em dezembro de 1916, e o suposto filho ilegítimo de ambos se chamava Alexander Davydov, e sua data de nascimento é confusa. A maioria das fontes a apontam para abril de 1917, enquanto uma minoria de origem russa aponta para dezembro de 1917. Se for abril, então a chance de ter sido filho ilegítimo de Stálin é bem real; se for dezembro, então é extremamente improvável que tenha sido filho de Stálin. Como não há uma prova cabal que possa resolver essa questão, jogamos a data de abril como a mais provável porque é o que a maioria das fontes apontam". Pois bem, agora temos uma prova cabal. Não é nem abril nem dezembro de 1917, mas 21 de agosto de 1917. O registro é proveniente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk, no seu livro de nascimentos do ano de 1917, que foi encontrado no Arquivo de Estado do Território de Krasnoyarsk por historiadores russos. Tradução de IA desse trecho da matéria (não entendo russo): "No livro métrico sobrevivente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk para o ano de 1917, foi identificada a entrada nº 17, segundo a qual Alexander Pereprygin nasceu em 21 de agosto de 1917, e não em 6 de novembro de 1917. Na coluna “Pais” está escrito: “Da população de Turukhansk, a donzela cossaca Lidiya Platonova Pereprygina, de fé ortodoxa". Então, se Alexander nasceu em agosto de 1917, e Stálin ainda estava com Lídia em dezembro de 1916, a sua paternidade é perfeitamente possível dentro da cronologia esperada de uma gravidez normal - cerca de 8 meses de gestação. A celeuma acerca da correta data de nascimento de Alexander Davydov era o último obstáculo para o fim da presunção de inocência de Stálin. O conjunto probatório atual claramente aponta para que Stálin realmente teve um filho com a jovem Lídia, fruto de um relacionamento que se iniciou quando ela tinha 13 anos. (Foto anexada é do livro de nascimento onde costa o nome do filho de Stálin; e o link da matéria original está no comentário deste post, abaixo):

Vi esta postagem no Instagram e, ao abrir os comentários, fiquei surpreso: o problema eleitoral brasileiro apresentado de man
Vi esta postagem no Instagram e, ao abrir os comentários, fiquei surpreso: o problema eleitoral brasileiro apresentado de maneira clara. Percebam uma coisa: o Brasil não está dividido entre projetos de país ou diferenças técnicas, mas entre uma parte que entende o histórico da política brasileira e outro que é cego por ideologia e acredita em palavras sem respaldo na realidade. O Alexandre, que, vamos dizer, representa o eleitorado antipetista, entende o que aconteceu no país pelo menos desde 2003: um partido político, o Partido dos Trabalhadores, governou vários mandatos com o exercício do poder mais desimpedido desde 1988. Chegou até mesmo a tentar corromper o Poder Legislativo e dar um golpe na funcionalidade do sistema dos Três Poderes, além de ter gerado a pior crise econômica desde a hiperinflação dos anos 80. O PT poderia, a rigor, ter encabeçado e emplacado vários projetos que alegam hoje ser importantes "para salvar a democracia", além de ter lutado contra a metástase do narcotráfico, mas não fez nada disso. Não havia, nesse período de 2003-2016, nenhuma "extrema-direita" eleitoral e politicamente relevante; a "oposição" era o lado frouxo da esquerda, o PSDB, que sempre esteve mais simpatia pelo PT do que qualquer direita ou extrema-direita. A Maria, por sua vez, representa aquela parte do eleitorado sonâmbula e ideologicamente cega, que acredita que o PT, desde 2003, sempre foi limitado de fazer o necessário porque "a extrema-direita" o impediu... ela, provavelmente, deve acreditar que o PSDB, partido de esquerda gramscista, era "extrema-direita" porque fazia oposição eleitoral ao PT... e que o PT e a democracia somente teriam sido salvas se o Lula tivesse tido todo o poder para fazer o que quisesse. É uma visão autoritária e historicamente errada, chancelada na cabeça dela pelo seu amor ideológico à causa lulopetista. Qualquer oposição se torna, até mesmo através de um revisionismo histórico grotesco, a "extrema-direita", esse inimigo histórico, onipotente que ronda o Brasil como um espectro, impedindo o pobre Lula... Não há conciliação entre as duas partes. Uma está tentando entender o presente através do histórico político e econômico do passado; a outra está distorcendo o presente e o passado para justificar uma visão ideológica e um projeto de poder independente do respaldo na realidade. Pelo menos o Lula e o PT já estão condenados à lata de lixo da história brasileira como o grupo político mais incompetente, perdulário e inútil até agora no século XXI, que nos condenou a duas décadas perdidas - com a possibilidade de emendar uma terceira caso ganhe esse ano.

Esta é uma rara foto de Adolf Hitler, então Chanceler-ditador nazista, e a Rainha Elena da Itália, esposa do então Rei Vítor
Esta é uma rara foto de Adolf Hitler, então Chanceler-ditador nazista, e a Rainha Elena da Itália, esposa do então Rei Vítor Emanuel III, alcunhada de "Elena de Montenegro" porque era filha Nicolau I, rei de Montenegro. A foto captura um momento bizarro e cômico que envergonhou Hitler. No dia 06 de maio de 1938, Hitler e seu séquito de ministros e diplomatas visitavam a Itália fascista após o Anschluss que anexou a Áustria ao Reich germânico. Naquela tarde, o príncipe Colonna, governante da cidade de Roma, deu uma recepção de pompa no capitólio para os alemães e toda a corte monárquica a aristorática italiana compareceu. Sem sabê-lo, à Hitler foi incumbido a tarefa de iniciar a dança polonaise pela fileira de convidados, e seu par era a própria Rinha, que estava ao seu lado. Todo sem jeito e pego de surpresa, o Führer teve que conduzir a velha rainha nesse ritual aristocrático de dança típica perante todos e, quando passaram perto do grupo maior de espectadores, alguns até se ajoelharam para beijar o vestido da rainha. Nesse momento, o piloto pessoal de Hitler que também atendeu a cerimônia, Hans Baur, relatou o seguinte: "Quando Hitler percebeu isso [os súditos tentando beijar o vestido da rainha], ficou vermelho. Com alguma formalidade, puxou a rainha para longe das pessoas e tentou atravessar o corredor o mais rápido possível. Ao vê-lo no final do ritual, achamos que fosse ter um infarto". Mais tarde naquela noite, Hitler se queixou para seu séquito que havia se sentido um animal exótico num zoológico sendo fitado por todos aqueles aristocratas arrogantes e estranhos. De fato, Hitler notoriamente odiava as antigas classes aristocráticas e monárquicas, e chegou até mesmo a elogiar os "velhos soicial-democratas [marxistas]" por terem derrubado a antiga monarquia, mesmo que ao custo de instaurar a República de Weimar, que ele também odiava. Sua impressão pessoal da Rainha Elena também não foi muito boa. Antes da gafe da dança, ele havia sentado ao seu lado no jantar de recepção e, segundo outro membro do séquito nazi, ambos não trocaram sequer uma palavra durante todo o evento. Hitler ainda chamou Elena de "idiota" e "essa ladra de carneiros vinda de Montenegro" - porque seu pai, o Rei Nicolau, havia sido apelidado de "ladrão de carneiros" por Guilherme II. O que salvou a viagem toda para Hitler foi o pouco tempo que passou com Mussolini, um "homem como eu, vindo das classes baixas e em sintonia com o povo". Nessa ocasião, ambos os ditadores discutiram o futuro da Tchecoslováquia e Mussolini deu a entender que não se importava com seu futuro, o que Hitler aceitou de bom grado. Foi o passo decisivo para o infame "acordo de Munique" que aconteceria alguns meses depois.

Como sou conhecido por ser um professor, permitam-me ensinar algo básico que muitos tontos por aí se esquecem: mensagens em c
Como sou conhecido por ser um professor, permitam-me ensinar algo básico que muitos tontos por aí se esquecem: mensagens em comentários no Instagram, em vídeos de YouTube ou em grupos de Telegram NÃO SÃO REFUTAÇÕES. Eu sei, pareço estar falando com crianças, mas tem que ser dito: se você quer ser levado a sério em seus argumentos que intencionam refutar algum trabalho formal de outrem, seja livro, artigo ou vídeo, então formalize seu argumento da maneira adequada. De alguma forma, torne-o autônomo para que seja perfeitamente lido, compreendido e aberto à réplicas. Pode até ser via E-mail, mas o formalize de acordo com a seriedade que você deseja receber. Não amigo, você não me refutou coisa alguma, porque eu nem sequer lembro da sua poderosa mensagem refutadora em algum grupo do Telegram. Eu recebo "mensagens me refutando" aos montes, todo dia, e são todas elas apenas barulho aleatório na internet como qualquer outro comentário. O meio pelo qual você formaliza seu argumento é a medida em que ele será levado a sério. Se quiser refutar algo meu, seja meu livro, meus artigos, meus vídeos etc., então o faça através de livros, artigos, vídeos... senão eu nem sequer te respeito. Abraços.

Esses não são homens de negócio ou funcionários públicos, são três membros de uma das mais eficientes e brutais organizações
Esses não são homens de negócio ou funcionários públicos, são três membros de uma das mais eficientes e brutais organizações genocidas da história da humanidade: Ieng Sary, Pol Pot e Son Sen, líderes do Khmer Vermelho, o Partido Comunista do Camboja. Essa foto foi tirada no início dos anos 90, mais de uma década após o Estado controlado por esses homens ter sofrido a sua vertiginosa queda em fevereiro de 1979. No seu rastro, cerca de 1.5 milhões de cambojanos haviam sido assassinados e esses homens, junto com suas famílias e o que havia restado das guerrilhas, fugiram para as selvas de Pailin, no extremo Oeste do país. Lá, continuaram a viver como caciques de suas tribos e se mantiveram através da extorsão de fazendeiros locais e ajuda financeira da China. Embora Pol Pot seja o mais infame nome associado ao Khmer Vermelho, outras figuras, como Son Sen, foram tão responsáveis quanto o líder carismático pelos crimes do regime. Son Sen deixou suas assinaturas em ordens que demandavam o extermínio sistemático de mais de 100 mil cambojanos da zona Leste como forma de causar o terror na população e mantê-la na linha. As ordens foram cumpridas, e sua esposa, a então Ministra da Informação, Yun Yat, apoiou as medidas ordenadas pelo seu marido. Mas, como bons comunistas, a autofagia revolucionária sempre retorna e, dessa vez, ceifou a vida de Son Sen, sua esposa Yun Yat, e seus vários filhos. Como a head da matéria da Folha que encontrei, em junho de 1997, já muito idoso, Pol Pot ordenou o expurgo de Son Sen e sua família. Eles foram presos como "espiões do Vietnã", massacrados e jogados em valas públicas. Depois de décadas de militância e apoio incondicional a Pol Pot e sua revolução, Son Sen, sua esposa Yun Yat e seus filhos foram exterminados de maneira similar aos milhões de cambojanos mortos durante o regime que eles encabeçaram. Justiça poética. Pelo menos isso.

Lula, pra variar, promove a desunião nacional e a briga entre brasileiros para avançar sua nauseabunda e falida agenda políti
Lula, pra variar, promove a desunião nacional e a briga entre brasileiros para avançar sua nauseabunda e falida agenda política cujo fracasso as duas últimas décadas já comprovam. Mas Lula ainda por cima é um covarde: fala grosso assim, insinuando crime de nazismo e racismo por parte dos catarinenses, apenas para seu público mais cativo, os pobres nordestinos que se tornaram os mais dependentes do assistencialismo que ele promove. Típico político socialista que joga os necessitados e escravizados no assistencialismo governamental contra um dos Estados que mais contribui financeiramente para manter o sistema tributário que favorece e enriquece políticos como Lula. Lula e o PT são cancerígenos, corruptos e anacrônicos, semeiam a desunião entre as regiões brasileiras para fortalecer, à custas dos mais pobres, o sistema perdulário que os enriquece. Apenas com a completa destruição do lulopetismo o Brasil conseguirá entrar de vez no século XXI, mesmo com duas décadas perdidas.

Foto rara e interessantíssima de dezembro de 1937, durante a eleição do soviete supremo da União Soviética. Josef Stálin, em
Foto rara e interessantíssima de dezembro de 1937, durante a eleição do soviete supremo da União Soviética. Josef Stálin, em destaque, está inserindo seu voto na urna; atrás dele, está Molotov e, quase escondido em sua silhueta, está Vorochilov. Mas é a figura mais à esquerda, também votando, que é relevante e nos revela o que foi essa eleição. Medindo meros 1.51cm de altura, o outro votante é Nikolai Yezhov, o então líder da temida polícia política, NKVD. Apelidado de "anão sanguinário", Yezhov havia há pouco tomado a posição de Genrikh Yagoda e conduzia, a mando de Stálin, a fase mais assombrosa de violência política nos Grandes Expurgos. Poucos meses depois dessa foto, o próprio Yezhov, seguindo a promotoria soviética, enquadrou seu antigo chefe, Yagoda, como criminosos trotskista e o fuzilou. Não surpreendentemente, o Bloco de Comunistas e Sem Partido, o único bloco legalmente permitido a concorrer e conduzido por Stálin, ganhou a eleição com 99% dos votos. Essa foto e esse contexto ilustram bem o que havia se tornado o conceito de "centralismo democrático" avançado por Vladimir Lênin, que intencionava estabelecer um sistema democrático de liderança dentro da estrutura hierárquica do Partido de Vanguarda. Stálin mantinha a fachada democrática com o comício eleitoral, o rito do sufrágio e as assinaturas de seus aliados nos documentos oficiais, justamente para diluir sua responsabilidade formal enquanto exercia seu poder pessoal. Pobre Lênin, a dialética das contradições entre a democracia horizontal e a autoridade vertical não funcionou, porque o velho líder bolchevique, embora extremamente pragmático, também era um idealista ingênuo. Ingenuidade grosseira, para dizer a verdade, porque qualquer um que compreenda incentivos humanos poderia prever o resultado inevitável: a ditadura pessoal de Stálin e seus capangas.

Tenha vergonha na sua cara, Itamaraty, e deixe de sujar a reputação e a história da diplomacia brasileira: "TRAIDORES DA PÁTR
Tenha vergonha na sua cara, Itamaraty, e deixe de sujar a reputação e a história da diplomacia brasileira: "TRAIDORES DA PÁTRIA"?! O Itamaraty, embora subordinado ao Executivo, tem que ter postura, independência de pensamento e linguagem própria, e não se tornar um órgão de propaganda e das ambições politiqueiras do Presidente e seu partideco. QUEM É VOCÊ, ITAMARATY, para dizer quem é traidor da pátria, quem é um "verdadeiro brasileiro", ou não? Ponha-se no seu lugar e atenha-se às suas atribuições; ninguém pediu o seu julgamento quanto a assuntos políticos e judiciais internos do Brasil - principalmente numa redes social. Esse é mais um exemplo do deletério efeito do lulopetismo na administração pública... a nossa diplomacia, já manchada por duas décadas de submissão aos piores e mais autoritários regimes do mundo, agora rebaixou sua linguagem à do militante financiado a pão com mortadela... à do pelego de sindicado brigão de rua. Realmente difícil... serão décadas de trocas de quadros internos para limpar esse bolor ideológico nojento e subserviente que se incrustou na administração do Estado brasileiro na era do petismo. Eu já almejei ser diplomata quando era mais jovem, mas, depois de ver como a diplomacia brasileira que eu admirava já havia se transformado em mero órgão de chancela ideológica do estúpido e retrógrado terceiromundismo petista, desisti. É tudo decadente por aqui.

Por mais que o Jones Manoel e outros webcomunistas ingressos na política eleitoral sejam minúsculos e cômicos, não devem ser
Por mais que o Jones Manoel e outros webcomunistas ingressos na política eleitoral sejam minúsculos e cômicos, não devem ser subestimados. Lembrem-se: em 1910, Vladimir Lênin era um completo desconhecido, marginal e fugitivo nos subsolos do czarismo. Por que digo isso? Há, na geologia e na cosmologia, o conceito da "ilusão de continuidade", onde é normal o estudo de quantidades massivas de tempo, na escala das centenas de milhões de anos. Por causa disso, períodos nessa escala podem parecer quase eternos, gerando essa ilusão de continuidade. Os dinossauros governaram a terra por cerca de 200 milhões de anos, e, depois de tanto tempo, nada indicava, e na verdade apontava, para a sua continuidade... até que em 24 horas tudo acabou. Ilusão de continuidade. O mesmo se aplica, com sua devida proporção, às sociedades e regimes humanos. O czarismo russo, para os observadores até 1914, parecia, em boa parte, robusto o suficiente para conseguir fazer lentas porém necessárias mudanças internas e já dava sinais de um processo de industrialização pronto para a expansão. Superadas as crises contra os revolucionários internos e a impopularidade do czar com a criação da Duma, o império prometia um futuro duradouro, tecnológico e, quiçá, mais aberto à Europa. Vladimir Lênin, nessa época, estava entrando e saindo da Rússia e de suas prisões, um marginal ignorado cujos livros de economia agrária e constantes escaramuças com outros inimigos internos da patota revolucionária eram, para 99% da população do império com mais de 100 milhões de habitantes, irrelevantes. O grupelho de Lênin era ainda mais impopular que a estranha seita dos Skoptsi, famosa por esmagar os testículos de seus membros como expiação pelo pecado da luxúria. No entanto, uma década depois, o império multicentenário dos czares já havia sido varrido para a lata de lixo da história e o desconhecido intelectualzinho marginal, Lênin, havia se entronizado como o ditador de novo regime cujo recém-lançado Terror Vermelho alcançava níveis de violência inéditos desde as guerras napoleônicas. Seu seguidor, um gângster georgiano que, no auge dos seus 45 anos de idade, havia apenas o mérito de roubar bancos e ter casos com meninas siberianas, preparava-se para transformar a Rússia num matadouro industrial que ninguém antes sequer imaginaria possível em seus piores pesadelos. Em 1914, todos estavam sob o efeito da ilusão de continuidade... e o pior é que ninguém sabe quando ela se romperá. Pense você, hoje, brasileiro, vivendo nessa republiqueta falida, instável e sendo corroída internamente pelo tráfico de drogas e a violência urbana. O Jones Manoel, hoje, é uma piada... mas e nos próximos dez anos? O Brasil é um país tão instável, inseguro e cada vez mais insustentável que os prospectos para que um excêntrico e marginal webcomunista acabe tomando o poder não são tão inverossímeis. Talvez estejamos todos vivendo sob a ilusão de continuidade, só esperando, inadvertidamente, que ela se rompa para nos jogar nas voragens imprevisíveis da história.

O Brasil é um país afundado na marginalidade criminosa, no tráfico de drogas e na corrupção, mas o TST agora, ecoando outro i
O Brasil é um país afundado na marginalidade criminosa, no tráfico de drogas e na corrupção, mas o TST agora, ecoando outro infame tribunal superior, decidiu dar sua belíssima contribuição para a erosão dos carcomidos pilares que sustentam essa republiqueta falida. A Constituição, justamente, veda discriminação sexista nos processos seletivos em empresas privadas como um dos limites à liberdade empresarial. Ok. Agora, isso foi provado nesse processo promovido pelo Ministério Público do Trabalho? Não... não houve qualquer prova de que a Ortobom praticasse processos seletivos sexistas privilegiando homens para cargos de gerência. O fundamento da condenação? DISRIMINAÇÃO INDIRETA E ESTRUTURAL. Ah.. sim... esse adjetivo nojento: "estrutural". A Ortobom, uma pessoa jurídica que seguiu a lei e não praticou nenhuma ilegalidade, FOI CONDENADA EM 300 MIL REAIS porque há "sexismo estrutural" na sociedade brasileira e, mais especificamente, na cidade de ARAPONGAS... porque lá há 51% de mulheres e nenhuma em cargo de gerência na empresa. Isso, essa "estrutura" ideológica, opaca e indefinida, gerou todo o contexto sexista que levou apenas homens aos cargos de gerência da empresa... O Estado brasileiro pegou um CNPJ para usar de bode expiatório, no perfeito sentido girardiano da coisa, para expiar o sexismo "estrutural" da sociedade brasileira e, com isso, celebrar, diante do cadáver financeiro da vítima, a sinalização máxima de virtude progressista. Piada. Escárnio. Patético. Ridículo. Esdrúxulo. Lixo. Pelo menos o velho socialismo fazia essas atrocidades em nome de uma, vá lá, suposta justiça pela classe que trabalhava e gerava a riqueza... agora o socialismo bunda mole dos sinalizadores de virtude modernos o faz em nome da "mulher hipotética" que sofre o sexismo estrutural da sociedade. Os cursos de direito brasileiro têm que ser refundados urgentemente.

Só lembrando que os esquerdistas achavam que o Brasil ficaria assim com a implementação do plano Real, com a volta do PSDB -
Só lembrando que os esquerdistas achavam que o Brasil ficaria assim com a implementação do plano Real, com a volta do PSDB - que era um Partido Nazi, segundo eles -, com um congresso independente, com a vitória do Serra, com a vitória do Aécio, com o golpe do Temer etc., etc.. Só quem acompanhou o discurso esquerdista nas últimas décadas se lembra de como toda eleição era enquadrada como uma luta maniqueísta entre a liberdade e a ditadura; a democracia e o fascismo; a fome e a abundância. Nunca acreditem em militantes esquerdistas, são, por natureza, histéricos, e, por isso mesmo, incapazes de analisar e compreender a realidade. Eles tendem a substituí-la por suas paranoias infantis passam a tomá-las como o cenário mais provável. Por isso que é fácil treiná-los como cachorros de Pavlov, e a propaganda petista é pródiga nisso: basta, em época eleitoral, conjurar, em tonalidade imperativa, as palavras de força necessárias que o militante obedece e replica. Bom garotx!