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Charge soviética do anos 1950, durante a Guerra Fria. Generais americanos conjurando o espírito de Adolf Hitler, que carrega
Charge soviética do anos 1950, durante a Guerra Fria. Generais americanos conjurando o espírito de Adolf Hitler, que carrega uma bandeira escrita "anticomunismo". Já era lugar-comum da propaganda soviética do Comintern associar a oposição ao comunismo com o fascismo italiano desde 1922, e apenas adicionaram o nacional-socialismo no início dos anos 30. Até setembro de 1939, quando Stálin e Hitler dividiram o Leste Europeu, a propaganda soviética gostava de tachar seus inimigos capitalistas, notadamente a Inglaterra e os EUA, como nazistas ou simpáticos ao nazismo. O mais irônico nisso, contudo, é que foram as potências capitalistas, Inglaterra e EUA, que nunca aceitaram qualquer apoio ou aliança com a Alemanha nazi. O plano original de Hitler era tentar garantir uma aliança ou acordo de paz com a Inglaterra para invadir o Leste sem problemas, mas nunca conseguiu. Ambos EUA e Inglaterra foram os dois países que mais militaram contra o nazismo na década de 1930 e acabaram criando o pior cenário que Hitler sempre tentou evitar: uma guerra aberta contra a Inglaterra e os EUA. Aliás, os EUA era o país que Hitler mais temia e sabia que dominaria a geopolítica na segunda metade do século, tanto que sua desesperada tentativa de construir uma Autarquia no Leste Europeu era, em grande parte, uma medida para preparar os nórdicos-alemães para uma competição contra os EUA. Para Hitler, os EUA era uma Autarquia natural e abençoada, algo que ele queria criar para a Alemanha com os recursos do Leste. Falhou, justamente, porque a Inglaterra e os EUA nunca lhe deram carta-branca. E a União Soviética? Dentro todos os Aliados que derrotaram Hitler, Stálin foi o que mais cooperou e financiou a máquina de guerra nazi, que acabou se voltando contra ele. De todos os vencedores, foi Stálin quem mais fez, em um período específico, para ajudar as ambições bélicas nazistas. E mesmo assim... a propaganda comunista, pródiga em distorcer o sentido da história, transformou os EUA no novo simpatizante do nazismo. O critério sempre foi a oposição ao comunismo, independente, e até mesmo prescindindo, de qualquer coerência e lógica.

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A teoria mais estúpida e sem sentido já avançada sobre o "fascismo" - aqui incluso, erroneamente, o nacional-socialismo - vei
A teoria mais estúpida e sem sentido já avançada sobre o "fascismo" - aqui incluso, erroneamente, o nacional-socialismo - veio de psicanalistas como Peter Nathan e Wilhelm Reich, nos anos 1930. Fascistas seriam "homossexuais enrustidos". Explico. Reich, Nathan e outros, ao se depararem com os fenômenos de massa fascista e nacional-socialista, não conseguiram entendê-los e, no desespero da ignorância, partiram para as radicais especulações do "subconsciente": a "moléstia fascista" se origina na infância do sujeito... reprimido por uma moral conservadora hipócrita, ele cresce enrustido e se aproveita desses movimentos para dar vazão a seu ódio. O fascista é um conservador ressentido com a sua própria civilização que lhe reprimiu a sexualidade e, agora, volta-se contra ela através dessas ideologias como fachada. A teoria é completamente irracional, especulativa e anti-intelectual porque não há qualquer prova empírica relevante. O próprio Benito Mussolini cresceu com um pai extremamente progressista e "mente aberta": Alessandro Mussolini, um revolucionário socialista e anarquista que lhe ensinou como a modernidade burguesa era opressora, injusta e deletéria. E nunca sequer houve um estudo de campo para coletar dados empíricos sobre a infância de um número relevante de fascistas, nacional-socialistas e militantes da época para fundamentar a tese. Esses teóricos prescindem de base empírica e nem sequer se debruçaram sobre as ideias e princípios dessas ideologias; apenas, na sua húbris anti-intelectual, acharam que podiam entendê-las especulando sobre repressão sexual infantil no conforto de seus escritórios. Até hoje essa ladainha estúpida é estudada e repassada adiante nas universidades como se fosse "ciência social" digna de respeito quando, na verdade, é puro chorume ad-hoc ideologicamente enviesado que não apenas não nos ensina absolutamente nada sobre os fenômenos totalitários do século XX, como dificultam o seu entendimento ao torná-los instrumentos de militância ideológica. Para entender o fascismo e o nazismo, esqueçam psicanálise, esqueçam Reich, Adorno, Nathan, Erich Fromm etc., todos - com exceção de Fromm que possui algo de salvável - absolutamente inúteis e obsoletos. Estudem, pasmem!, os próprios fascistas: leiam seus textos, livros, diários, jornais, discussões, objetivos, táticas etc., ou seja, vocês tem que literalmente ler MUITA literatura fascista e nazista primária para SOMENTE AÍ começar a especular qualquer coisa sobre o contexto social, emocional, familiar e sexual deles - e ainda sim com muita cautela metodológica.
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O problema dessa esquerda moderna, "woke" e histérica é que é impossível levá-la à sério. Não apenas por não ter aura, mas po
O problema dessa esquerda moderna, "woke" e histérica é que é impossível levá-la à sério. Não apenas por não ter aura, mas porque são burros demais para sequer entender ironia e o sentido das palavras. Como que "betinha" é um termo misógino, isto é, de que supostamente serve para odiar mulheres, se é usado exclusivamente para fazer chacota de homens? É que nem saiu uma notícia esses dias falando que os "incels estão abusando de mulheres em festas sexuais". Homens celibatários participando de festas sexuais... Isso tudo é ridículo, mas essa burrice é usada como uma estratégia cultural eficiente. É, ironicamente, similar ao que fizeram com o termo "fascista", como esse tonto do Guilherme acabou de fazê-lo com a expressão "Barbie fascista". Ele sabe o que é fascismo? Não. Quer sabê-lo? Não. Apenas rotular é suficiente. O mesmo está sendo feito com "betinha", "incel", "MGTOW" etc.. Eles desvirtuam esses termos todos, transformando-os em armas de rotulação infamante para atacar e censurar inimigos políticos. Quando o analfabetismo funcional se torna arma da histeria ideológica você tem pessoas como o Guilherme Cortez.
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Lembrei daquele clássico livro do Étienne de La Boétie, sobre a Servidão Voluntária, que intenciona responder como milhões se
Lembrei daquele clássico livro do Étienne de La Boétie, sobre a Servidão Voluntária, que intenciona responder como milhões se submetem passivamente perante o poder de poucos que os exploram. Parte da resposta está nesse tweet aí. A ideia da República, do bem público e da democracia como todos sendo detentores e, ao mesmo tempo, beneficiários dos rendimentos estatais é a origem de muita confusão moral. Não somos "contribuintes", mas pagadores de impostos, ou seja, pagamos algo que nos foi imposto à força e, portanto, temos que duvidar de qualquer boa intenção provinda da burocracia tributária - não há qualquer presunção ou benefício da dúvida. Funcionários da Receita, a própria Receita e os altos burocratas que a controlam NÃO MERECEM RESPEITO, merecem escrutínio contínuo. O imposto tem que ser sempre mantido em rédea curta e, se ultrapassado um mínimo existencialmente necessário, recusado com desobediência civil intransigente. Deixem dessa subserviência pusilânime.
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O Hugo está certíssimo em apontar essa aparente loucura histérica do pessoal que comanda, representa e vive do sistema em relação aos redpills, a "machoesfera" etc.. Mas não é loucura, eles não são loucos ou burros, mas bem atinados às ameaças. O Brasil pode sobreviver como país violento, subdesenvolvido e miserável perfeitamente bem, como de fato tem existido há muito tempo e, como vocês podem observar mundo à fora, é algo até que bem comum. Em verdade, um país de semianalfabetos degenerados e brutalizados pelo Estado e facções criminosas é até bem lucrativo para quem comanda a máquina e a mídia. Os líderes autoritários de países africanos pobríssimos e famélicos são todos multimilionários... até mesmo um Estado fiscalmente falido e pobre é um mina de ouro - afinal, é um monopólio capaz de extrair renda à força. Por isso que aqui, no Brasil, O PT, o estamento burocrático, a Globo e o centrão toleram facções criminosas, crime urbano e doméstico, cassinos online, aumentam impostos absurdamente, propagam misoginia cultural através do Funk etc., porque isso tudo ajuda a manter o curral eleitoral e financeiro degenerado e brutalizado o suficiente para extrair um bom lucro sem muitos problemas. Não há qualquer interesse ou incentivo em mudar isso; o dinheiro e os votos entrando, tudo certo. O problema, o VERDADEIRO PROBLEMA, é a internet o que pode ser veiculado livremente. Por que vocês acham que um ditador como Josef Stálin delegava quase tudo para seus subordinados EXCETO o papel de juiz cultural sobre o que poderia ser publicado e veiculado na União Soviética? Ele, um marxista, percebeu que o que muda realmente a sociedade não são as "bases econômicas", mas a cultura, as ideias, a filosofia, o pensamento crítico etc.. Eis o verdadeiro inimigo e por que querem tanto censurar grupelhos inócuos na internet, para fazê-los de exemplos e preparar precedentes legais e judiciais para censurar QUAISQUER opiniões consideradas "odiosas" para quem, justamente, já detém o monopólio do senso comum e não quer perdê-lo. https://x.com/hugofreitas_r/status/2076755122382618651
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Texto da justificativa do PL 896/2023 - o "PL da Misoginia" encabeçado pela Tabata Amaral. É um projeto muito ruim, mas nos s
Texto da justificativa do PL 896/2023 - o "PL da Misoginia" encabeçado pela Tabata Amaral. É um projeto muito ruim, mas nos serve para algumas lições. Primeiro que a ideia de julgar um parlamentar pelo número de projetos de lei é imbecil: um parlamentar pode ser extremamente deletério para a sociedade ao tentar passar diversos projetos de leis mal feitos e cujas consequências são imprevisíveis. Eu até acho que um dos trabalhos mais importantes de um parlamentar é fiscalizar, criticar e derrubar projetos de leis daninhos, e isso é muito mais importante do que confeccionar projetos de leis. A própria justificativa do PL da Misoginia é horrível porque nem sequer fundamenta legalmente o que é "misoginia" ou "discurso misógino"... ok, é "ódio, repulsa ou aversão às mulheres" e que pode "manifestar-se de diversos modos"... Tá.. mas há uma pergunta fundamental que, pelo jeito, nunca passou pelas mentes iluminadas desses legisladores: por que deveria ser proibido expressar repulsa ou aversão a qualquer coisa? Sim, exatamente isso: por que deveria ser proibido expressar publicamente repulsa ou aversão às mulheres? Acaso não é direito de um ser humano sentir ódio, repulsa ou aversão a qualquer coisa que seja e, se o quiser, expressá-lo? Ou somos obrigados a expressar coisas positivas publicamente, para não, sabe-se lá, incitar alguém, em algum momento, em algum lugar, a fazer algo? Para driblar isso, a justificativa do PL coloca ao final que os "discursos misóginos contribuem para o aumento das violências físicas praticadas contra as mulheres". É? E cadê a prova? O estudo científico peer-reviewed? Não há. É tudo baseado em achismo e sentimentalismo querendo forçar uma possível correlação como se fosse uma causação. Observem como nossos legisladores são, num geral, muito ruins e confeccionam leis sem base empírica nenhuma, e tratam a prática legislativa como mero joguinho para angariar capital político, poder e verbas. São projetos como esse que inundam o judiciário de processos para silenciar e censurar as pessoas ao tentar forçar diversas definições do que é um discurso misógino - e isso tudo sem qualquer prova real de que irá, de fato, diminuir a violência contra a mulher. É loucura. Estamos terceirizando e transformando o judiciário no árbitro dos sentimentos e pensamentos dos indivíduos, de modo que somente expressá-los pode se tornar crime. É orwelliano e estúpido. Só consigo me lembrar da frase do jurisconsulto romano Tácito: "Quanto mais corrupto o Estado, mais numerosas as leis".
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Este, à direita e de bigode, é o futuro Duce do fascismo, Benito Mussolini, ao lado de seu menos conhecido rival, à esquerda,
Este, à direita e de bigode, é o futuro Duce do fascismo, Benito Mussolini, ao lado de seu menos conhecido rival, à esquerda, Filippo Corridoni. Naquela época, Corridoni era o favorito do campo sindicalista e nacionalista a se tornar o Duce do movimento, e não Mussolini, que acabara de ser expulso do Partido Socialista Italiano (PSI). Corridoni, um líder sindical que ficou famoso por suas atividades terroristas contra o "Estado burguês" italiano, estava crescendo tremendamente em popularidade durante a guerra, transformando-se no vórtice da força centrípeta do nacionalismo revolucionário. Corridoni era o maior rival de Mussolini porque possuía tremendo carisma e capacidade oratória, além de ser considerado, para a época, alto e bonito. Apelidado de o "arcanjo do sindicalismo", Corridoni era a mais promissora personalidade política do momento, e Mussolini, cioso de assegurar uma nova posição longe do socialismo oficial, invejava-o e o respeitava igualmente. Ambos, contudo, tinham que provar para a população que eram corajosos: tinham que prestar o serviço militar nas trincheiras da guerra. Corridoni e Mussolini partiram, respectivamente, em julho e setembro de 1915 para a guerra, mas apenas um deles retornou. Mussolini foi ferido e se recuperou rapidamente; Corridoni, contudo, morreu 23 de outubro de 1915 com um tiro na cabeça. Corridoni foi homenageado a mando do então Duce Mussolini em 1927, com uma gigantesca estátua de bronze na cidade de Parma, na praça que passou a ter seu nome: Piazza Filippo Corridoni. Está lá até hoje. É difícil especular sobre o que teria ocorrido com a carreira de Mussolini se Corridoni tivesse sobrevivido a guerra, mas é válido dizer que sem o poderoso rival em seu caminho, o futuro Duce do fascismo conseguiu dominar o movimento nacionalista revolucionário muito mais facilmente. Foto tirada em Milão em 1915, meses antes da morte de Corridoni.
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Muita gente já notou e é por isso que o discurso esquerdista médio não cola mais: não há fundamentação nenhuma nos termos e d
Muita gente já notou e é por isso que o discurso esquerdista médio não cola mais: não há fundamentação nenhuma nos termos e definições utilizados. O que é o "capitalismo"? Engana-se quem pensou que é a capacidade produtiva dos meios de produção modernos oriundos da revolução industrial que Marx responsabilizou pela geração do proletariado. Engana-se quem pensou que é o colonialismo que se iniciou por volta do século XV - 300 anos antes do capitalismo industrial surgir -, e, seguindo a deixa e o apoio das invasões islâmicas na África, dominou-a durante séculos. Engana-se quem pensou que é o fascismo e o nacional-socialismo da primeira metade do século XX que, supostamente, surgiram das "crises do capitalismo" para protegê-lo das revoluções populares. Engana-se quem pensou que é, antes de mais nada, o monopólio estatal da emissão de moeda sem lastro e sua centralização em agências pouco controladas pelo eleitor moderno. E poder-se-ia enumarar mais exemplos de definições de "capitalismo"... e o mais curioso: todos estariam "corretas"! Corretas no sentido de que se tornam úteis para o discurso sendo propagado no momento, não importando quaisquer contradições com outros usos recorrentes do mesmo termo. É tudo um questão de conveniência ideológica e sentimental, porque "capitalismo" já é um termo parido na confusão e justamente para esse fim, como se pode ver nesse post. Seria até melhor prescindirmos desse termo ambíguo e exaurido e passassemos a cunhar novos termos para realidade específicas, mas isso tiraria o poder de confusão semântica do discurso esquerdista. Nunca levem a sério discurso esquerdista; eles não querem entender a realidade, apenas mudá-la, e confundir as pessoas é uma estratégia para mudá-la, e não entendê-la.
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Vladimir Lênin, quando a Primeira Guerra eclodiu em 1914, estava em seu exílio na Suíça quando foi perguntado o que fazer. Co
Vladimir Lênin, quando a Primeira Guerra eclodiu em 1914, estava em seu exílio na Suíça quando foi perguntado o que fazer. Como aproveitar a guerra para a revolução? Ele simplesmente respondeu: "Leiamos Hegel". Pode parece estranho, bizarro e "baixa testo" para um "homem de ação" sequer imaginar enfurnar a cara em livros de filosofia idealista enquanto o mundo explodia numa das guerras mais sanguinárias da história. Sabe quem, nesse momento, também decidiu empreender leituras filosóficas? Mussolini, que, após uma breve passagem pelas trincheiras, começou um diário de suas impressões das leituras de Mazzini, Garibaldi, Corradini, Gentile e outros revolucionários italianos. Hitler também, durante a guerra, carregava uma versão pocket de Schopenhauer e a lia vorazmente enquanto seus colegas temiam a queda de morteiros inimigos. A maioria dos "homens de ação" do século XX que alcançaram o ápice do hierarquia do poder não foram puramente soldados e guerreiros cuja força e valentia automaticamente os levaram lá, claro que não. Foram "homens ideológicos" provindos de um novo paradigma: o "ditador filósofo". A época do senhor da guerra transformado em líder automaticamente por sua força já havia se tornado história; o novo líder, embora não pudesse prescindir de coragem e atitude, tinha que encarnar uma Weltanschauung - uma ideologia - e, através de sua presença, tornar-se ele mesmo o "novo Estado". Mussolini, Hitler, Stálin, Lênin, Mao, Ho, Castro, Pol Pot etc., todos eles se tornaram versões modernas e ideológicas do antigo Rei Sol Luís XIV - "O Estado sou eu" - não devido exclusivamente à sua pessoa ou posição de nascimento, mas pela transmutação da ideologia em carne e osso ideologizando a hierarquia estatal. Não é à toa que todos eles foram leitores vorazes que davam importância extrema às batalhas escritas e à proteção da pureza ideológica de seus movimentos, como se fossem Papas sempre ciosos de expurgar heresias do corpo cristão. O iluminismo e o racionalismo destruíram a autoridade automática provinda da tradição e do passado e transformaram as sociedades em corpos moldáveis que necessitam de novos fundamentos intelectuais - sendo esse o novo critério de ascensão e dominação política. Os "ditadores filósofos" das ideologias modernas do século XX representam isso sobremaneira e, não se enganem, ainda vivemos nessa era.
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Isso não está, naturalmente, sendo veiculado na mídia brasileira e há um silêncio revelador na esquerda: mas esse é Graham Pl
Isso não está, naturalmente, sendo veiculado na mídia brasileira e há um silêncio revelador na esquerda: mas esse é Graham Platner, candidato democrata ao Senado americano. Ele chamou a atenção, principalmente, por ser um ex-neonazi que havia tatuado a Totenkpof - a "caveira nazista" - em seu peito. Hoje, ele a encobriu, como mostram as imagens. E não, não é porque ele era fã do Regimento Hussardo de cavalaria do Rei Frederico do século XVIII que a popularizou nos meios militares. É porque ele gostava de sua simbologia nazista, como mostra ele fazendo a saudação romana e tudo o mais. Ao que pude encontrar, ele não professa mais sua adesão à ideologia nazi; pessoas cometem erros e podem querer deixar seu passado para trás e não cometê-los novamente, e tudo bem, mas a curiosidade é a seguinte: lembram-se quando o policial Gregory Bovino foi achincalhado nas redes sendo associado à SS nazista por usar um casacão verde-oliva? Ou quando, mais uma vez, chamaram Trump de Hitler porque ele usou o substantivo "sangue" em alguns discursos? Pois é... Qualquer semiótica relacionada ao nazismo e forçada ao extremo do ridículo passa a ter validade a ponto de ser regurgitada nonstop pela mídia quando os alvos são republicanos ou policiais... mas quando, literalmente, descobrem que um candidato democrata professava a ideologia nazi com tatuagens de símbolos da SS em seu peito absolutamente nada é dito. Nem um pio, nem mesmo uma nota de rodapé sugerindo seu cancelamento ou uma analogiazinha mequetrefe que o seja. De praxe: imagem se fosse um candidato republicano etc. etc.
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Benito Mussolini foi, das figuras mais conhecidas do século XX, a que melhor incorporou a crise do marxismo e sua transmutaçã
Benito Mussolini foi, das figuras mais conhecidas do século XX, a que melhor incorporou a crise do marxismo e sua transmutação em novos movimentos revolucionários. Mussolini começou sua carreira de militante e jornalista como um marxista ortodoxo devido a influência de seu pai, Alessandro, um ferreiro autodidata e militante socialista e anarquista da Romagna. Mussolini, de 1900 a 1905, considerava-se um materialista econômico e, dentro todos os autores citados em seus escritos dessa época, Marx e Engels são os que mais figuram, seguidos por Proudhon. Sua ida à Suiça, fugindo da conscrição militar italiana, contudo, o jogou de cabeça na teoria revolucionária dos sindicalistas italianos como Arturo Labriola, que começaram a misturar a teoria das elites com a necessidade de guiar as massas proletárias à revolução - uma síntese iniciada por Georges Sorel e depois aperfeiçoada por Vladimir Lênin; Embora seu marxismo estivesse sofrendo essa mutação, foi apenas em 1909, já de volta à Itália, que o jornalista Mussolini foi, a pedido do jornal do Avanti!, o jornal do Partido Socialista Italiano, conhecer o Tirol, um território então disputado pela Itália e a Áustria. Lá, ele achou que encontraria seus camaradas socialistas mas presenciou, com assombro, uma briga intestina de socialistas austríacos e italianos pela posse do território. A partir daí, a questão da nação começou a influenciá-lo paulatinamente. Em 1912, Mussolini foi eleito o líder do Partido Socialista Italiano no Congresso de Reggio Emilia - Antonio Gramsci votou nele. Nessa condição, continuou a formular seu socialismo sincrético sem, contudo, evoluir diretamente para um socialismo nacional, porque ainda se recusava a abandonar o internacionalismo. A 1º Guerra Mundial mostrou ao mundo e à Mussolini a verdade: os proletários lutavam, matavam outros proletários e morriam por suas nações. O internacionalismo estava morto... e Mussolini, ajustando-se à realidade, exortou seus camaradas a defenderem e lutarem pela Itália na guerra. Foi expulso por heresia ideológica. Quando Mussolini voltou ferido das trincheiras, algo havia definitivamente mudado. Ele lera, ao invés de Marx, Giuseppe Mazzini e Enrico Corradini; "o socialismo", disse Mussolini, "pertence à nação e deve ser feito para as classes nacionais". O seu sincretismo, iniciado há mais de uma década, desembocou enfim num novo movimento que almejava uma revolução modernizadora e violenta para equalizar as classes sociais, trazer-lhes a "justiça social" e transformar a nação num ente de poder para competir na geopolítica do século XX. Essas posições o levaram a ser tachado por Lênin de "chauvinista" e "extrema-direita", porque Mussolini ousou abandonar o dogma do internacionalismo em prol de sua nação. Era o início do fascismo.
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Honestamente, por mais que as teorias do direito internacional endeusem a soberania e a autodeterminação dos povos, a verdade
Honestamente, por mais que as teorias do direito internacional endeusem a soberania e a autodeterminação dos povos, a verdade é que soberania é um luxo somente para queles Estados que conseguem se manter fortes e unidos - e o Brasil não é um deles. É um vexame histórico para o Brasil ser achincalhado e intimidado dessa forma por uma potência estrangeira. E é um vexame em parte nosso porque a elite política, militar e jurídica desde de 1988 negligenciou de maneira atroz a segurança pública e a luta contra o narcotráfico. É óbvio que os EUA, querendo estender sua influência no Sul, usaria o respingar de drogas e dinheiro lavado para forçar seus planos políticos, e ele o faz porque sabe que somos fracos e irresolutos. Não interessa e é inútil brandir a bandeira da soberania ou xingar os EUA agora: é um player mais forte usando de sua força para oprimir um player mais fraco que não conseguiu nem mesmo defender seu próprio território de cédulas criminosas que, em alguns locais, já até tomou cidades inteiras e transformou cidadãos brasileiros em reféns de um narcofeudalismo brutal. É óbvio que os EUA olharia isso e concluiria, muito logicamente, que o Brasil é uma piada e está se esfacelando lentamente... porque é o que está acontecendo. Se quiséssemos mesmo ser levados a sério e nos proteger de players mais fortes, já teríamos exterminado todas as facções, passado legislação draconiana contra o crime e criado um sistema de incentivos penais tão poderoso que um bandido preferiria passar o resto da vida sob o regime mais opressivo da CLT do que tentar pegar em armas. Mas não, porque provavelmente o partido mais bunda-mole, corrupto e fraco, o PT do Lula, será reeleito e, naturalmente, nada fará para recuperar a jurisdição e o respeito do Estado brasileiro. Teorias jurídicas morais não sustentam um Estado que praticamente se desincumbiu de proteger a si mesmo e a sua população, e, na natureza hobbesiana da anarquia internacional, o mais forte come o mais fraco.
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Por mais que o campo progressista insista em ressuscitar o otimismo ingênuo rousseauniano de acreditar que "o homem é bom; a
Por mais que o campo progressista insista em ressuscitar o otimismo ingênuo rousseauniano de acreditar que "o homem é bom; a sociedade o corrompe", o senso comum sempre aponta para a realidade da malograda natureza humana como transformada em visão bíblica do pecado original. A bíblia não é necessária para comprovar esse fato, basta um experimento lógico: quem veio primeiro, o homem ou a sociedade? Se a "sociedade" é nada mais que um termo abstrato para significar um punhado de indivíduos atuando uns com os outros, então é lógico que o indivíduo veio primeiro e construiu a "sociedade" dentro de seus incentivos naturais. Se a sociedade corrompe o homem, é porque o homem já é, naturalmente, corrompido. O clássico livro "A Guerra antes da Civilização", do antropólogo Lawrence Keeley, comprova esse fato: antes de sequer existir o Estado e a agricultura, os nossos ancestrais nômades viviam num estado de natureza hobbesiano, da guerra do "todos contra todos", onde tribos inteiras eram dizimadas por outras tribos, amiúde apenas pela satisfação sádica de colecionar orelhas, dedos e outras partes do corpo dos derrotados como símbolo de status. Estatisticamente falando, concluiu Keeley, mesmo com o sangrento século XX e duas guerras mundiais, o homem antes da civilização era muito mais violento e tendia a morrer muito mais cedo. Os dados antropológicos são claros. Até mesmo nas hierarquias de chimpanzés e de outros símios que compartilhamos ancestralidade genética, a disputa por fêmeas, recursos e status é brutal, desigual e "injusta" - para nossos padrões. Sem mencionar o fato que grupos de chimpanzés se unem para massacrar outros grupos e formam até mesmo pseudo cartéis e gangues cujos líderes, mais aptos ao que parece sadismo, são extremamente violentos e patriarcais. Todas as evidências biológicas, antropológicas e históricas apontam para um visão pessimista da "natureza humana", e que, na verdade, foi a civilização, as condutas morais e os sistemas religiosos que regularam e domesticaram a violência latente no gênero humano, possibilitando uma vida mais civilizada. A sociedade edificou o homem, e não a corrompeu. Quem ainda acredita nisso é profundamente idiota e/ou ingênuo. Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
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Há uma engenhosa citação do economista austríaco Murray Rothbard sobre a dívida pública: "O slogan engenhoso de que a dívida
Há uma engenhosa citação do economista austríaco Murray Rothbard sobre a dívida pública: "O slogan engenhoso de que a dívida pública não importa porque ‘nós devemos a nós mesmos’ é claramente absurdo. A pergunta crucial é: Quem é o ‘nós’ e quem são os ‘nós mesmos’?" Quando você para e analisa o que se esconde por trás de jogos e artimanhas linguísticas percebe como tudo seria diferente se a linguagem fosse clara e realmente refletisse a realidade. Como que, nessa head jornalística do Estadão, está-se discutindo a possibilidade de PAGAR MENOS para algo GRATUITO? A confusão sempre se inicia com a linguagem ambígua e obscura. Assim como nós não somos credores da dívida pública que foi feita em nosso nome, mas somos seus pagadores, também não somos usuários de serviços gratuitos, mas seus financiadores. Tudo depende quem paga e quem recebe: por ser público e provindo do Estado, não há como saber a porcentagem de pessoas que paga e aquelas que recebem; quem paga mais e quem consome mais? Não há lucro sendo perseguido; o dinheiro já foi arrecadado à força via impostos, dívida pública e inflação, então é necessário esconder essa impossibilidade e injustiça contábil atrás de termos ambíguos. O serviço público, supostamente gratuito, é, ironicamente, o mais caro e ineficiente serviço sob a ótica custo-benefício para a maioria das pessoas e até mesmo PARA AQUELAS QUE OS USAM MAIS, porque, para sustentá-lo, o nível de impostos, dívida pública e inflação é tão grande que desvia muitos recursos do setor privado que poderia criar mais riqueza e oportunidades para todos. Por ser algo difuso, coletivo e abstrato demais, a sua compreensão é difícil e, fatalmente, a maioria da população prefere acreditar nos slogans da linguagem ambígua porque é mais cognitivamente barato do que se esforçar para compreender o que se esconde atrás deles. O quão caro é o custo de corromper a linguagem? Uns R$ 4 TRILHÕES de reais por ano que, para fechar a conta, precisa ainda de mais alguma centenas de bilhões em dívida que você pagará futuramente. A incapacidade de leitura e pensamento abstrato numa população pode ter um custo trilionário. Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
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Minha live com o prof Marcelo saiu, sobre Stálin, sua vida e mitos. Conversa excelente, como sempre é com o prof Marcelo. (Pr
Minha live com o prof Marcelo saiu, sobre Stálin, sua vida e mitos. Conversa excelente, como sempre é com o prof Marcelo. (Primeira vez que me vejo bem-feito de IA). Link da Live: https://m.youtube.com/live/HV8oXEo99qc?is=juoSj16tUq51cjcS
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Uma curiosidade do mundo acadêmico de humanas é a liberdade de meter freestyles e criar conceitos baseados em outros conceito
Uma curiosidade do mundo acadêmico de humanas é a liberdade de meter freestyles e criar conceitos baseados em outros conceitos que não precisam, a rigor, ter relação com a realidade. Como assim? Vejamos o "cristofascismo bolsonarista". Que tese pomposa: "O trabalho surdo da destruição: o pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista". Realmente, deveras intelectus. Mas o que isso significa? A ideia do "cristofascismo" como base conceitual para o trabalho já começa problemática porque não é um conceito histórico acertado, e é bem contestado, porque provém da Dorothee Sölle, uma teóloga luterana alemã adepta da teologia da libertação e militante feminista radical. Ela, apesar de usar "fascismo" no nome do conceito, limitou-se ao nacional-socialismo e sua relação com as igrejas cristãs durante os anos 1930, mas de maneira bem recortada e peculiar: a autora não explica como o nazismo era, essencialmente, anticristão e inimigo da Igreja Católica e almejava controlar as igrejas alemãs para futuramente destruí-las após a guerra, como a liderança planejava, e nem mesmo tentou explica como seria possível conciliar as vertentes da ideologia nazi com o catolicismo, o protestantismo e nem sequer analisou a "arianização" do cristianismo. A partir disso, o teólogo brasileiro Fábio Py decidiu, em 2020, pegar toda esse arcabouço contestado e problemático de Dorothee Sölle e aplica-lo ao bolsonarismo e sua relação com as igrejas evangélicas. Um conceito enviesado, recortado, incompleto e contestado foi, sem muita consciência crítica, transportado para um fenômeno brasileiro no século XXI porque sua popularidade com os evangélicos parecia, para o autor, algo de... "cristofascismo". E agora esse novo professor decidiu adicionar uma analogia literária machadiana à maçaroca maluca. E isso é chamado, atualmente, de "trabalho acadêmico". Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
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Há alguns meses atrás, essa página de "história" do webcomunista Ian Neves tentou contestar que Stálin, então com 37-38 anos,
Há alguns meses atrás, essa página de "história" do webcomunista Ian Neves tentou contestar que Stálin, então com 37-38 anos, supostamente se relacionou e engravidou duas vezes Lídia Pereprygina, então com 13 a 15 anos de idade, durante o relacionamento. Eu, nessa minha resposta, elenquei uma série de argumentos, a cronologia e os fatos comprovados... mas mês passado, em 11 de junho, uma nova fonte sobre a data de nascimento da criança, Alexandre Davydov, foi encontrada na Rússia. Primeiro, vamos lembrar o problema cronológico, como escrevi: "Primeiramente, vamos checar a cronologia dos fatos. Stálin chegou na Sibéria em agosto de 1913, e o caso com Lídia teve início a partir do início de 1914 e durou pelo menos até dezembro de 1916, quando ele foi transferido para Achinsk e depois libertado pela Revolução de Fevereiro. Lídia nasceu em 1900, e não sabemos o mês, mas é legítimo especular que há uma chance razoável de que ela tinha 13 anos quando o relacionamento começou. Stálin se afastou de vez da vila em que morava com a família de Lídia em dezembro de 1916, e o suposto filho ilegítimo de ambos se chamava Alexander Davydov, e sua data de nascimento é confusa. A maioria das fontes a apontam para abril de 1917, enquanto uma minoria de origem russa aponta para dezembro de 1917. Se for abril, então a chance de ter sido filho ilegítimo de Stálin é bem real; se for dezembro, então é extremamente improvável que tenha sido filho de Stálin. Como não há uma prova cabal que possa resolver essa questão, jogamos a data de abril como a mais provável porque é o que a maioria das fontes apontam". Pois bem, agora temos uma prova cabal. Não é nem abril nem dezembro de 1917, mas 21 de agosto de 1917. O registro é proveniente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk, no seu livro de nascimentos do ano de 1917, que foi encontrado no Arquivo de Estado do Território de Krasnoyarsk por historiadores russos. Tradução de IA desse trecho da matéria (não entendo russo): "No livro métrico sobrevivente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk para o ano de 1917, foi identificada a entrada nº 17, segundo a qual Alexander Pereprygin nasceu em 21 de agosto de 1917, e não em 6 de novembro de 1917. Na coluna “Pais” está escrito: “Da população de Turukhansk, a donzela cossaca Lidiya Platonova Pereprygina, de fé ortodoxa". Então, se Alexander nasceu em agosto de 1917, e Stálin ainda estava com Lídia em dezembro de 1916, a sua paternidade é perfeitamente possível dentro da cronologia esperada de uma gravidez normal - cerca de 8 meses de gestação. A celeuma acerca da correta data de nascimento de Alexander Davydov era o último obstáculo para o fim da presunção de inocência de Stálin. O conjunto probatório atual claramente aponta para que Stálin realmente teve um filho com a jovem Lídia, fruto de um relacionamento que se iniciou quando ela tinha 13 anos. (Foto anexada é do livro de nascimento onde costa o nome do filho de Stálin; e o link da matéria original está no comentário deste post, abaixo):
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Vi esta postagem no Instagram e, ao abrir os comentários, fiquei surpreso: o problema eleitoral brasileiro apresentado de man
Vi esta postagem no Instagram e, ao abrir os comentários, fiquei surpreso: o problema eleitoral brasileiro apresentado de maneira clara. Percebam uma coisa: o Brasil não está dividido entre projetos de país ou diferenças técnicas, mas entre uma parte que entende o histórico da política brasileira e outro que é cego por ideologia e acredita em palavras sem respaldo na realidade. O Alexandre, que, vamos dizer, representa o eleitorado antipetista, entende o que aconteceu no país pelo menos desde 2003: um partido político, o Partido dos Trabalhadores, governou vários mandatos com o exercício do poder mais desimpedido desde 1988. Chegou até mesmo a tentar corromper o Poder Legislativo e dar um golpe na funcionalidade do sistema dos Três Poderes, além de ter gerado a pior crise econômica desde a hiperinflação dos anos 80. O PT poderia, a rigor, ter encabeçado e emplacado vários projetos que alegam hoje ser importantes "para salvar a democracia", além de ter lutado contra a metástase do narcotráfico, mas não fez nada disso. Não havia, nesse período de 2003-2016, nenhuma "extrema-direita" eleitoral e politicamente relevante; a "oposição" era o lado frouxo da esquerda, o PSDB, que sempre esteve mais simpatia pelo PT do que qualquer direita ou extrema-direita. A Maria, por sua vez, representa aquela parte do eleitorado sonâmbula e ideologicamente cega, que acredita que o PT, desde 2003, sempre foi limitado de fazer o necessário porque "a extrema-direita" o impediu... ela, provavelmente, deve acreditar que o PSDB, partido de esquerda gramscista, era "extrema-direita" porque fazia oposição eleitoral ao PT... e que o PT e a democracia somente teriam sido salvas se o Lula tivesse tido todo o poder para fazer o que quisesse. É uma visão autoritária e historicamente errada, chancelada na cabeça dela pelo seu amor ideológico à causa lulopetista. Qualquer oposição se torna, até mesmo através de um revisionismo histórico grotesco, a "extrema-direita", esse inimigo histórico, onipotente que ronda o Brasil como um espectro, impedindo o pobre Lula... Não há conciliação entre as duas partes. Uma está tentando entender o presente através do histórico político e econômico do passado; a outra está distorcendo o presente e o passado para justificar uma visão ideológica e um projeto de poder independente do respaldo na realidade. Pelo menos o Lula e o PT já estão condenados à lata de lixo da história brasileira como o grupo político mais incompetente, perdulário e inútil até agora no século XXI, que nos condenou a duas décadas perdidas - com a possibilidade de emendar uma terceira caso ganhe esse ano.
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Esta é uma rara foto de Adolf Hitler, então Chanceler-ditador nazista, e a Rainha Elena da Itália, esposa do então Rei Vítor
Esta é uma rara foto de Adolf Hitler, então Chanceler-ditador nazista, e a Rainha Elena da Itália, esposa do então Rei Vítor Emanuel III, alcunhada de "Elena de Montenegro" porque era filha Nicolau I, rei de Montenegro. A foto captura um momento bizarro e cômico que envergonhou Hitler. No dia 06 de maio de 1938, Hitler e seu séquito de ministros e diplomatas visitavam a Itália fascista após o Anschluss que anexou a Áustria ao Reich germânico. Naquela tarde, o príncipe Colonna, governante da cidade de Roma, deu uma recepção de pompa no capitólio para os alemães e toda a corte monárquica a aristorática italiana compareceu. Sem sabê-lo, à Hitler foi incumbido a tarefa de iniciar a dança polonaise pela fileira de convidados, e seu par era a própria Rinha, que estava ao seu lado. Todo sem jeito e pego de surpresa, o Führer teve que conduzir a velha rainha nesse ritual aristocrático de dança típica perante todos e, quando passaram perto do grupo maior de espectadores, alguns até se ajoelharam para beijar o vestido da rainha. Nesse momento, o piloto pessoal de Hitler que também atendeu a cerimônia, Hans Baur, relatou o seguinte: "Quando Hitler percebeu isso [os súditos tentando beijar o vestido da rainha], ficou vermelho. Com alguma formalidade, puxou a rainha para longe das pessoas e tentou atravessar o corredor o mais rápido possível. Ao vê-lo no final do ritual, achamos que fosse ter um infarto". Mais tarde naquela noite, Hitler se queixou para seu séquito que havia se sentido um animal exótico num zoológico sendo fitado por todos aqueles aristocratas arrogantes e estranhos. De fato, Hitler notoriamente odiava as antigas classes aristocráticas e monárquicas, e chegou até mesmo a elogiar os "velhos soicial-democratas [marxistas]" por terem derrubado a antiga monarquia, mesmo que ao custo de instaurar a República de Weimar, que ele também odiava. Sua impressão pessoal da Rainha Elena também não foi muito boa. Antes da gafe da dança, ele havia sentado ao seu lado no jantar de recepção e, segundo outro membro do séquito nazi, ambos não trocaram sequer uma palavra durante todo o evento. Hitler ainda chamou Elena de "idiota" e "essa ladra de carneiros vinda de Montenegro" - porque seu pai, o Rei Nicolau, havia sido apelidado de "ladrão de carneiros" por Guilherme II. O que salvou a viagem toda para Hitler foi o pouco tempo que passou com Mussolini, um "homem como eu, vindo das classes baixas e em sintonia com o povo". Nessa ocasião, ambos os ditadores discutiram o futuro da Tchecoslováquia e Mussolini deu a entender que não se importava com seu futuro, o que Hitler aceitou de bom grado. Foi o passo decisivo para o infame "acordo de Munique" que aconteceria alguns meses depois.
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Como sou conhecido por ser um professor, permitam-me ensinar algo básico que muitos tontos por aí se esquecem: mensagens em c
Como sou conhecido por ser um professor, permitam-me ensinar algo básico que muitos tontos por aí se esquecem: mensagens em comentários no Instagram, em vídeos de YouTube ou em grupos de Telegram NÃO SÃO REFUTAÇÕES. Eu sei, pareço estar falando com crianças, mas tem que ser dito: se você quer ser levado a sério em seus argumentos que intencionam refutar algum trabalho formal de outrem, seja livro, artigo ou vídeo, então formalize seu argumento da maneira adequada. De alguma forma, torne-o autônomo para que seja perfeitamente lido, compreendido e aberto à réplicas. Pode até ser via E-mail, mas o formalize de acordo com a seriedade que você deseja receber. Não amigo, você não me refutou coisa alguma, porque eu nem sequer lembro da sua poderosa mensagem refutadora em algum grupo do Telegram. Eu recebo "mensagens me refutando" aos montes, todo dia, e são todas elas apenas barulho aleatório na internet como qualquer outro comentário. O meio pelo qual você formaliza seu argumento é a medida em que ele será levado a sério. Se quiser refutar algo meu, seja meu livro, meus artigos, meus vídeos etc., então o faça através de livros, artigos, vídeos... senão eu nem sequer te respeito. Abraços.
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