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Coração de Urtiga 🌿

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Reflexões vivas sobre Terra Corpo como Medicina: eco-filosofia, eco-mitologia, espiritualidade da Terra, herbalismo, movimento, arte e terapia eco-somáticos.

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🌿Este é um convite muito muito especial. É um fim de semana intensivo que é exclusivo para alunas e alunos da nossa formação de Herbalismo mas abriremos quatro vagas externas para quem se quiser juntar a nós. Somos quatro Herbalistas que partilham um grande Amor pela Natureza e uma bonita amizade entre si. 🍀Ana David, Florbela Graça, Iris Garcia e Lila Moreira PROGRAMA: - Sexta: caminhada no Bosque nocturno das 18h30 às 21h com Iris Garcia e Lila Moreira na Serra de Sintra (é possível participar somente na caminhada) - Sábado: limpeza energética cerimonial destilação de hidrolatos em alambique propriedades e usos medicinais de hidrolatos preparação e usos cerimoniais das Águas Floridas das 10h às 17h30 com Ana David, Iris Garcia e Lila Moreira - Domingo: preparação de cremes, unguentos e pomadas medicinais para diversos sistemas e condições Preparação de misturas medicinais para fumar Preparação de incensos medicinais e cerimoniais das 10h às 17h30 Com Florbela Graça, Iris Garcia e Lila Moreira 🌲Na Senhora d'Azenha, Sintra 💌 Informações e inscrições senhoradazenha@gmail.com

THEIA Celebrar o Solstício de Verão 23 e 24 de Junho Senhora dos grandes olhos que brilham, Senhora do Sol e da Lua Do poente e do nascente Do orvalho, do rio, do cio, do fogo, da maturação. É tempo de celebrar o Solstício de Verão. Quatro mulheres dedicadas à Espiritualidade da Terra: Ana David, Carla Mourão, Íris Garcia e Lila Moreira tecem juntas um encontro que celebra e traz de volta ao corpo e ao coração os ritmos da Natureza Sagrada, a passagem do tempo, a jornada iniciática da vida na descida que inicia no Solstício. Programa: Cerimónia nocturna da descida do sol Invocação das divindades celtibéricas Círculo de plantas sagradas da Iberia Medicina dos Sonhos Cerimónia de elementos e tambor Cantos ancestrais tradicionais Caminhada de Noite no Bosque Sintra, Senhora d'Azenha VAGAS MUITO LIMITADAS INFO/ INSCRIÇÕES: senhoradazenha@gmail.com

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Trago-vos um convite, para vós, Senhoras que escutam nos ossos o chamado do Bosque e cujo sussurro dos Ancestrais encanta. Dia 20 de Maio abriremos os círculos de Volva: Terra Ventre Voz Círculos de Natureza, corpo, canto e xamanismo Ibérico Volva é Aquela que Vê: profetisa, poetisa, curandeira, a que encanta o mundo e vê através do tempo, em todas as direcções. É uma figura nórdica que teve presença também no nosso território, tendo-se mesclado na cultura celtibérica. Volva chama a voz, a visão e a vulva enquanto portais. estes são círculos de exploração que unem fios de xamanismo celtibérico, educação eco-somática, movimento, dança, voz, adufe, tambor, cantos devocionais e tradicionais, herbalismo e ecologia espiritual. Um convite a estar em presença no retorno do Corpo à Terra e da alma ao Bosque Selvagem, que é a casa infinita do coração. Das 18h às 21h, em Sintra. 🌿Informações : https://earthbodymedicine.com/events/volva-terra-ventre-voz/ 🌿 Inscrições: senhoradazenha@gmail.com

🍀Na segunda foto o convento das Comendadeiras, da ordem de Santiago de Espada, actualmente Santos o Novo. Na zona ribeirinha entre Alfama e Madredeus. Tem tantas janelas como dias tem o ano. Uma história interessantíssima que um dia contarei, uma igreja belíssima quase ao abandono.

Celeste. Nascida a 5 de Maio de 1925 em Moimenta da Beira, Santa Comba Dão. Filha, neta, bisneta, trineta e por aí fora de parteiras e curandeiras. Minha Avó, na foto com 22 anos e minha Mãe ao colo. Nascida em casa. A Mulher mais livre e além do seu tempo que conheci e tenho a benção de chamar Avó. No dia da parteira é o seu aniversário, honro- a a ela e a todas as minhas ancestrais. Ela foi a primeira a quebrar a tradição. Por força da partida do Pai para França, quando tinha dois anos ( e que como tantos outros nunca mais voltou), aos 5 anos foi servir numa casa distante da Mãe. Tinha 5 Irmãos. Aos 17 teve o primeiro filho, sem estar casada. Aos 20 veio para Lisboa e conheceu o meu Avô José, na foto e aos 22 teve a minha Mãe. Varina. Não sabia ler nem escrever mas sempre foi financeiramente independente. Lidou com o estigma de ser Mãe solteira e de escolher deixar o filho com o Pai, porque o Pai tinha capacidade financeira e ela não. (Numa época em que ser casado era partilhar casa maritalmente porque a maioria da população não tinha dinheiro para o casamento nem na igreja nem no registo). Acordava de madrugada e seguia ainda de noite até à Ribeira Nova (actual Cais do Sodré, na primeira foto) para receber a lota. Tinha olhos azuis cor do céu e sangue africano de bisavós. Mais um estigma que carregava porque as suas amigas mais próximas eram negras. Vendia peixe e dava peixe a quem não tinha pão para dar aos filhos. Ela passou fome e sabia bem o que era. Ganhou tanto como doou. Foi a primeira da sua rua a ter uma cama e um guarda fato, uma televisão e um frigorífico, uma casa inteira em vez de um quarto. A vida tirou-lhe muito mas tinha uma gargalhada fácil. Fazia o que queria, sem concessões. Chamavam-na egoísta porque nunca compactou com submissão. Tinha 1.50mt e a dimensão de uma Mulher sem tempo. Nunca domou a sua raiva nem a sua voz, que podiam ser terríveis mas também protegeram muitas vizinhas dos maus tratos dos maridos, que tinham medo dela. Talvez por isso eu nunca tenha tido medo da luta. Morava no primeiro andar do mesmo prédio da minha Avó Aninhas. Não cuidou de mim em criança porque não quis. E eu também não queria. Dela recebi a devoção a Santa Marinha, acendia velas aos cavalos marinhos que tinha na mesa de cabeceira e na algibeira do avental sempre gasto. Era totalmente dual, uma força selvagem imprevisível. Aprendi a falar com plantas, como ela fazia a cada manhã logo ao acordar e ninguém tinha plantas viçosas como as dela. Herdei algumas, resistentes ao tempo como ela. O nosso afecto foi construído muito devagar e na infância foi só desamor. Mas foi a primeira que me abriu a sensibilidade espiritual e me deu a saber que tínhamos caminhos devocionais e que o mundo invisível está sempre a sussurrar ao nosso ouvido. Ele cuidava  os mortos, como quem conversa com os vivos. Foi a única pessoa que me disse, quando crescia, que o meu corpo ia mudar e que me devia ver ao espelho e tocar-me, porque era bom e bonito. Só mais tarde percebi estas palavras. Foi no seu leito de morte que de facto nos encontramos como Avó e neta, num vínculo forte como a pedra da montanha, que até aí não era visível. Fui eu quem a ajudou a partir, dia após dia, de uma convalescença lenta e dolorosa. No seu coma, conversamos tudo e tanto, apertava-me a mão com força, despedimo-nos e em sonhos visita-me muito e continuamos ligadas. O meu filho é a sua réplica: os mesmos olhos tão claros e cabelo cor de sol. Só não partilham o nariz africano que a caracterizava. Ela que nunca teve ninguém parecido com ela na família, recebeu um ano depois de partir um bisneto idêntico. Bem hajas e abençoada sejas Avó Celeste, como te quero tanto. Bem hajam todas as parteiras desde a noite dos tempos, que das suas mãos foi possível a continuidade da vida geração após geração.

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Vou contar uma história, já sabem como eu sou. Uma das importantes, das vividas na pele e nos ossos, com todo o coração. Ana do Carmo, Avó Aninhas, nascida na aldeia de Moreira, Trás -os -Montes, 29 de Abril de 1925. Na foto tinha 18 anos, e o olhar de quem já viveu uma vida inteira (e mais seis meses, como ela adorava dizer). Aos cinco anos caminhava vinte km diários para fazer a lavoura, cuidou a sua fome e dos irmãos, apoiou a Mãe porque o Pai partiu para o Brasil e não voltou mais. Vivia no rés do chão de um prédio simples e bonito, com vista para o rio, no extremo de Alfama e Madredeus. Criou-me dos seis meses aos sete anos. Começou por ser minha Ama, tornou-se minha madrinha e será para sempre minha Avó. Tive três Avós, e foi com ela que mais vinculei. Lembro de me mudar as fraldas de pano em cima da tábua de engomar de madeira, aquecida, para meu aconchego. Com ela aprendi a preparar compotas e filhoses, curar azeitonas no pote, fazer alheiras e fuma-las. Poupar e pensar no amanhã. Cuidar sempre, de tudo e todos. Lembro de rezar o Rosário contando feijões vermelhos enquanto cuidava as tantas tarefas do dia. Ensinou -me a candeia e o cuidado de manter sempre acesa a chama da fé, mesmo se sempre chamamos outro nome ao nosso Deus. Com ela aprendi que um ser humano pode ser terrível e ao mesmo tempo extraordinário e trago tanto dela em mim. A sua tenacidade e impecabilidade tiveram por preço a solidão. Se estivesse viva faria 98 anos. Partiu depois de limpar com brio toda a casa, pousou o pano, cortou um kiwi ao meio e o seu coração parou. Caiu no chão como um passarinho, e ela sempre disse que morreria assim. Caiu a noite e amanheceu, sei que os raios do sol nascente brilharam sobre ela pelas portadas da cozinha. E as vizinhas souberam e avisaram a família. Guardo o seu missal, os seus brincos e o seu anel. E guardo-a em mim. Bem hajas e abençoada sejas Avó Aninhas.

Vou contar uma história, já sabem como eu sou. Uma das importantes, das vividas na pele e nos ossos, com todo o coração. Ana do Carmo, Avó Aninhas, nascida na aldeia de Moreira, Trás -os -Montes, 29 de Abril de 1925. Na foto tinha 18 anos, e o olhar de quem já viveu uma vida inteira (e mais seis meses, como ela adorava dizer). Aos cinco anos caminhava vinte km diários para fazer a lavoura, cuidou a sua fome e dos irmãos, apoiou a Mãe porque o Pai partiu para o Brasil e não voltou mais. Vivia no rés do chão de um prédio simples e bonito, com vista para o rio, no extremo de Alfama e Madredeus. Criou-me dos seis meses aos sete anos. Começou por ser minha Ama, tornou-se minha madrinha e será para sempre minha Avó. Tive três Avós, e foi com ela que mais vinculei. Lembro de me mudar as fraldas de pano em cima da tábua de engomar de madeira, aquecida, para meu aconchego. Com ela aprendi a preparar compotas e filhoses, curar azeitonas no pote, fazer alheiras e fuma-las. Poupar e pensar no amanhã. Cuidar sempre, de tudo e todos. Lembro de rezar o Rosário contando feijões vermelhos enquanto cuidava as tantas tarefas do dia. Ensinou -me a candeia e o cuidado de manter sempre acesa a chama da fé, mesmo se sempre chamamos outro nome ao nosso Deus. Com ela aprendi que um ser humano pode ser terrível e ao mesmo tempo extraordinário e trago tanto dela em mim. A sua tenacidade e impecabilidade tiveram por preço a solidão. Se estivesse viva faria 98 anos. Partiu depois de limpar com brio toda a casa, pousou o pano, cortou um kiwi ao meio e o seu coração parou. Caiu no chão como um passarinho, e ela sempre disse que morreria assim. Caiu a noite e amanheceu, sei que os raios do sol nascente brilharam sobre ela pelas portadas da cozinha. E as vizinhas souberam e avisaram a família. Guardo o seu missal, os seus brincos e o seu anel. E guardo-a em mim. Bem hajas e abençoada sejas Avó Aninhas.

🌿Novo vídeo, para sentir, refletir e celebrar. Contem-me como vos toca. https://vimeo.com/823103222

Endovélico olha Belenus O sol poente e o Sol nascente O sombrio e o luminoso O velho e o jovem O visceral e o belo A roda gira Ataegina sobe de dentro do rio debaixo do rio Torna-se corça e força Senhora da Murta madura Maia Almurtão Depois do Inverno virá sempre o verão Depois do calor dias frios retornarão Tempo de primeiras colheitas Compromisso com o cuidado, partilha e Gratidão Assim Nos ossos vivos Do tempo, da memória Da cura, sonho e medicina Terra Sol Águas Coração eterno

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Saudações carinhosas, Estamos a caminho do meio da Primavera: toda a Terra se cobre de verde e nos permite agradecer o valor do frio que regenera e germina, do Sol que beija o solo, da compostagem que renovou o chão desde o Outono e das Águas que regam e nutrem tudo o que vive. Estamos de coração a transbordar pela profunda beleza da nossa Peregrinação Ella: por Inglaterra neolítica e Arturiana. Abaixo encontram fotos desta viagem maravilhosa e já estamos a receber inscrições para o ano que vem. Este domingo, Dia 30, pela tarde e noite convidamos-vos para nos acompanharem numa caminhada de Celebração da Maia, ou Maio Maduro (Beltane), com Herbalismo, ecosofia e xamanismo celtibérico. Resgate primordial da Sabedoria Ancestral das pedras, plantas e caminhos silvestres das 15h30 às 21h, na Serra de Sintra Ela caminha por todas as partes, descalça e só. Livre como o vento, traz sementes, plantas medicinais, cantos, contos e preces de lugar em lugar. Porque ela cuida a disseminação de alimento, de cuidado, de cura, de esperança para a Terra e para os corações. Quem é a Senhora dos Caminhos Verdes? Informações e inscrições: senhoradazenha@gmail.com Ler mais aqui: 🦉https://mailchi.mp/fb2d05fc0cac/peregrinar-e-celebrar-a-senhora-dos-verdes

Corria o ano de 74. Abril 24 Ele estava no exército, mas tinha-se escapado depois do recolhimento obrigatório. É que fazia precisamente um ano, um mês e um dia que o primeiro e até então único filho dos dois tinha nascido e partido, no mesmo instante. A causa? Negligência médica por extrema violência obstétrica. Ela, que vinha de uma família de parteiras, tinha perdido os sentidos logo depois do expulsivo e quando acordou, sozinha e em hipotermia, estava certa de que o seu menino não estava vivo. Ele cuidou-o, deu-lhe o nome decidido e colocou o seu corpo tão jovem no caixão. Queriam ter gritado, ter feito queixa, ter alguma justiça. Foram ameaçados de que o Sr Doutor tinha proteção da PIDE e era melhor que aceitassem que ela tinha ancas de Parideira mas não servia sequer para parir. Ele era bravio e quase não se calou, mas por ela engoliu a raiva e a vida seguiu, mesmo se com o coração arrancado do peito. Naquela noite de 24, o pai dela ouvia rádio e entre sonos escutou Zeca Afonso e a chamada de todos os militares para os quartéis. Ele despediu-se e correu, sem saber se voltava. A manhã trouxe o heroísmo de Salgueiro Maia e todos os desejos de liberdade se misturaram com o medo de que também esta insurgência pudesse falhar e a vida continuasse punida, proibida e pequena até fazer definhar a esperança. Naquele dia, foi diferente. Um homem deu por todas as pessoas o peito às balas, mas recebeu cravos, cooperação, gratidão. Naquele dia, abriu-se Abril. Paz, Pão, Trabalho, Liberdade, Dignidade. E nós, herdeiros de Abril, temos a responsabilidade de o eternizar e de cultivar os seus valores sem nos cegarmos nos nossos tantos privilégios actuais e sem deixar que a vida seja somente uma busca infantil de prazer e alegria, porque Liberdade é tão mais do que isso e tão maior. Não ouço vez nenhuma sem chorar a Terra da Fraternidade, que ainda está por cumprir mas que se faz pele arada da qual a semente urge brotar. Não há dia em que não agradeça. Não há dia em que não renove o compromisso, de ser o povo quem mais ordena. Abril segue aberto no peito. Ele e Ela, são os meus Pais. Nasci 7 anos depois, cuido que cada história não se perca para nos orientar.

4- passiflora, astragalus, casca de limão, canela ( primeiro deixamos ferver a água com pau de canela e 1 colher de sopa de astragalus dez minutos, retiramos do lume e acrescentamos casca de limão e 1 colher de sopa de passiflora, repousa como acima) 5- camomila, alecrim, baga de junípero e gengibre (Ferver água, retirar do lume e colocar uma colher de sopa de camomila, meia de alecrim, uma colher de café de baga de junípero e gengibre fresco ralado a gosto. Repousa tapado dez minutos, coar, guardar no termo e ir bebendo.) Para grávidas e mães a amamentar: Alfazema, equinacea, camomila, calêndula e framboeseiro  (Ferver água, retirar do lume e colocar uma colher de sopa de camomila outra de framboeseiro, meia de alfazema, meia de equinacea e meia de calêndula. Repousa tapado dez minutos, coar, guardar no termo e ir bebendo.)