Daniel Ferraz
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Pessoal,
Estou afim de fazer uma transmissão no canal no domingão, umas 13h, para comentar esses pormenores da metafísica de Sto Tomás. A minha intenção é mais uma vez tentar demonstrá-la com simplicidade aos que estão interessados em iniciar.
O que acham?!
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Acabo de ler uma ótima síntese do prof. Sidney Silveira corroborando com os pontos levantados em meu mais recente artigo.
Reproduzo na íntegra:
SIDNEY SILVEIRA
SANTO TOMÁS DE AQUINO X IMANENTISMO UNIVOCISTA E TRANSCENDENTALISMO EQUIVOCISTA
(apontamentos para uma aula na Plataforma C. I.)
👇👇👇
Com relação à prova da existência (ou do ser) de Deus, a teologia católica muitas vezes oscilou entre duas tendências extremas e contrapostas: exagerar ou a diferença ou a semelhança entre Criador e criaturas. No primeiro caso, acabou-se por cair em teologias “negativas”, equivocistas, para as quais não se pode atribuir a Deus a noção de ente, sendo Ele uma espécie de Não-Ente hipertranscendental. No segundo caso, acabou-se por cair em teologias demasiado “positivas”, univocistas, nas quais Deus é contemplado como o Ente predicável de todos os entes, caminho que leva a algumas espécies de imanentismo panteísta.
O instrumento da analogia corrige os excessos tanto da univocidade como da equivocidade, e é no caminho da “analogia entis” que o tomismo alcança ver Deus como transcendente a todos os entes, porque é o necessário e infinito Ser cuja essência “é” ser em sentido absoluto; e as coisas, por sua vez, são entes contingentes e finitos por participação no Próprio Ser Subsistente – numa gradação intensiva que vai da “materia prima” aos entes em cuja forma não há matéria, ou seja, as criaturas espirituais. Nesta perspectiva metafísica, mantém-se Deus como absolutamente transcendente às criaturas e virtualmente presente em todas elas.
Em síntese, Deus transcende às coisas porém está nas coisas “per potentiam”, per præsentiam” e “per essentiam”.
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Repost from Cristian Derosa
Primeiro texto de Daniel Ferraz no site do Instituto Estudos Nacionais.
https://www.estudosnacionais.com/39386/cristianismo-e-realidade-breves-notas-sobre-os-erros-fundamentais-do-modernismo-filosofico/
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Artigo também publicado nos Estudos Nacionais do prof. Derosa.
https://www.estudosnacionais.com/39386/cristianismo-e-realidade-breves-notas-sobre-os-erros-fundamentais-do-modernismo-filosofico/
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A cada dia que passa o canal está sendo cada vez mais esvaziado pelo youtube. O que já era esperado…
Todos os conteúdos mais antigos do meu canal estão no Rumble (também não é nenhuma brastemp, mas até que serve).
Link: https://rumble.com/user/danielferraz30
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Novo artigo no portal PHVox:
https://phvox.com.br/cristianismo-e-realidade-breves-notas-sobre-os-erros-fundamentais-do-modernismo-filosofico/
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Para quem está com interesse em obras introdutórias sobre a Teologia e Filosofia de Santo Tomás, indico uma obra que recebi hoje da editora do Centro Dom Bosco. O historiador português e tomista João Ameal escreveu este trabalho importante sobre às principais teses do nosso Doutor Comum. Aproveitem!
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Breve demonstração da absurdidade moderna:
I
Perdendo a unidade simbólica da existência humana NO Cosmos (com toda a sua gradação e graus de perfeição), a modernidade filosófica ascendente (Bacon, Descartes, Galileu etc.) propõe uma separação absurda entre "qualidades primárias" e "qualidades secundárias" (res extensae e res cogitans, como achamos em Descartes). Tudo o que se conhece da realidade são os aspectos matematizáveis; enquanto, os outros, são frutos apenas do juízo particular, sem quaisquer abstrações ou interconexões com o mundo extramental (que, é claro, EXISTE objetivamente). Seguindo disso, as verdades qualitativas seriam criações do nosso mero arbítrio (sem nenhuma predicação aos universais ou aos transcendentais) ou da nossa vontade de ser. Isto é, o ser não seria a ordem pré-estabelecida da qual transitaríamos entre nossa percepção da realidade existencial das criaturas (como demonstrado acima) e a presença real das coisas-em-si. Das coisas-em-si nada conheceríamos, pois elas não são um composto, mas são duas substâncias separadas e incomunicáveis. É como se em Deus não participassem suas essências e d'Ele nada recebessem (daí o renascimento do paganismo antigo). O cosmos seria fruto do acaso e da junção arbitrária de fenômenos materialistas e sensíveis.
II
No sentido moderno, tudo o que se pode indicar ou sugerir de um simbolismo natural, uma intencionalidade cósmica, a unidade profunda da alma humana com toda a proporcionalidade cósmica em seu entorno, um sentido da existência que repousa em sua Causa Primeira, foi cada vez mais sendo expulso do mundo real e foi sendo reduzido a um recinto fechadíssimo da subjetividade e dos achismos humanos. Logo, o discurso católico, nesse panorama maldito, vai para muito além da proporcionalidade, razoabilidade, doutrina e existência real. Como estamos tratando de duas substâncias (res extensae e res cogitans) separadas, o corpo, alma, essência e ato de ser tornam-se como água e óleo num copo. A fé, em vez de ser a continuidade e o repouso da razão (ao modo de Santo Agostinho), torna-se apenas um fruto do voluntarismo e do sentimentalismo.
III
De que adianta, neste caso, o próprio Salmo 19 "os Céus proclamam a glória de Deus", se o único céu que nos restou foi o domínio das medições sensíveis realizadas pelo establishment cientificista do Estado laico? Um céu que não proclama, não canta e nem mesmo fala?
O Verbo não é mais o Verbo (se é que em alguma vez o foi) e sequer encarnou-se.
Vivemos milênios apartados de verdadeira ordem até chegar os Iluminados divinos das ciências empíricas para nos dar boas notícias de suas engenhosas invenções.
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A modernidade filosófica e metafísica REDUZ nossa inteligência ao mero acaso atomístico e, após fazê-lo, defende que nunca fomos tão avançados na medição sensível da realidade. Besteiraiada da moléstia! Demonstra-se que é o CLARO CONTRÁRIO.
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Vejam que maravilha:
- O Pe. Álvaro Calderón em sua magna obra (El orden sobrenatural), ajudando-nos na compreensão da Suma Teológica de Santo Tomás, DEMOLE toda concepção moderna (racionalista, criticista e subjetivista) de que conhecemos APENAS os aspectos (acidentes ou fenômenos) da realidade. Vai além: afirma, com realismo, que não só os acidentes são capazes de fazer MAIS ou MENOS perfeitas suas substâncias, mas que as MESMAS SUBSTÂNCIAS têm mais entidade segundo a maior ou menor separação de sua forma com respeito à matéria.
- Trocando em miúdos, o ente que mais separa-se da matéria (mesmo sendo um composto indissolúvel) é mais perfeito do que outro. Isto é, o ser humano é mais perfeito que um cavalo ou uma formiga, apesar de o cavalo, na escala de perfeição, representar mais perfeitamente a animalidade do que à formiga. Dando melhor efeito, a distinção real entre essência e ser também revela os GRAUS DE PERFEIÇÃO da realidade (diferindo e refutando o igualitarismo modernista).
- Contudo, nessa ordem, é preciso reiterar: a referida maior ou menor participação dos entes no ser (ou ato de ser) segundo suas respectivas essências (humanidade, cavalidade etc.) não pode se dar senão nos entes que não têm o ser por essência, ou, cuja essência não é ser. Só o Ente por Essência (Deus mesmo) também É SER plenamente, perfeitamente e por si mesmo, ou seja, sem passividade e participação, incausado. Portanto, somos capazes de predicar os graus de perfeição das criaturas pois DEUS é perfeitíssimo por Si mesmo.
- Toda tragédia moderna foi perder, antes mesmo de todas as revoluções imperiais e políticas, o senso simbólico, analógico e gradativo do Cosmos. Se quisermos manter a sanidade neste mundo é preciso, na medida de nossos esforços vocacionais e intelectuais, resgatar, ao menos em nossas próprias vidas, essas grandes e belas verdades.
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- Mais uma notinha que considero importante:
Alguém poderia dizer: mas o processo de santificação (ou divinização como diziam os ortodoxos gregos) na Gnose não seria mais direta, como eles mesmos propõe?
R: Não! Pois a concepção gnóstica não defende que o Ente por Essência (Deus mesmo) seja Puro Ato. Logo, a divindade teria uma espécie de passividade, assim como temos nós, criaturas compostas. Logo, a ligação (entre muitas aspas) PERFEITÍSSIMA entre Deus e as criaturas é a GRAÇA SANTIFICANTE. Pois a Graça santificante não reduz o Ato Puro de Deus à passividade e também não identifica às criaturas ao Ato Puro (o que é um absurdo metafísico); a Graça santificante ELEVA a natureza analógica a partir do momento em que esta abre-se com racionalidade, amor e docilidade àquela. É a ordem cósmica perfeita, pois, neste sentido, nada lhe falta.
- O papel da Revolução é o de ENCOBRIR (ou privar) esse maravilhoso processo dado por Deus deste toda a eternidade.
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Parei nesta sexta-feira para dar mais algumas repaginadas na síntese metafísica de Santo Tomás. Meu Deus, como pôde alguém ser tão realista e erudito ao mesmo tempo em que foi tão caridoso a ponto de pegar em nossas mãozinhas com toda santa paciência para nos ensinar?
A síntese metafísica de Santo Tomás inclui, com efeito, matéria e forma, ser, essência e existência. Conceitos dificílimos que perpassam toda a história da filosofia, não é mesmo?
Santo Tomás "brinca" conosco da seguinte maneira:
- Tudo, absolutamente tudo que tenha ALGO ou é ALGO em seu composto que NÃO lhe pertença por essência (pois o ÚNICO Ente por Essência é DEUS: isto é, o único SER em que existência, essência e Ser confundem-se é n'Ele), o tem por participação naquilo que o tem por essência simplesmente. [ATENÇÃO!] MAS O QUE SE TEM POR PARTICIPAÇÃO DISTINGUE-SE REAMENTE DO QUE SE TEM POR ESSÊNCIA (a criatura que recebe do ATO DE SER o seu ato NÃO PODE JAMAIS CONFUNDIR-SE DIRETAMENTE AO ENTE POR ESSÊNCIA QUE É SUBSTÂNCIA SIMPLÍSSIMA).
- Um cachorro é ESSE ou AQUELE cachorro justamente pela matéria assinalada pela quantidade (princípio de individuação deste ou daquele ente composto); é cachorro justamente pela sua forma substancial ou alma canina; é um animal canino pela sua essência que recebe sua existência atual pelo ato de ser. O ser (ou ato de ser) é o ato pelo qual a essência o recebe e o limita na determinada espécie inteligível. A essência canina distingue-se REALMENTE (não apenas em nosso pensamento) do Ser, pois recebe a essência por participação (e não identificação direta).
- A inteligibilidade que temos desta verdade tão complexa (ao mesmo tempo em que é tão clara quando repousa em nosso entendimento) se dá pelo fato de podermos ABSTRAIR dos nossos sentidos (que não são maus ou equívocos — como propõe os gnósticos) internos a espécie inteligível dos entes compostos. E pelo processo de intelecção e abstração entendemos a verdade, a bondade e a unidade da criação de Deus. Ou seja, as 5 vias propostas por Santo Tomás para demonstrar que Deus É, circula, também, sua distinção REAL entre Ente por Essência (Deus mesmo) e o ente por participação (tudo o mais).
- Os cristãos que ainda não tomaram consciência da riqueza de sua própria Igreja e de sua Doutrina devem fazê-lo com toda abertura de intelecto e coração, pois nada mais pode ser tão verdadeiro ao intelecto e apetecível pela vontade.
- Toda subcultura moderna insistirá — através de uma má compreensão ou completa ignorância da metafísica católica — na malfadada dialética de que ou somos como deuses imanentes ou temos de fugir de Deus para salvar-nos numa segunda realidade (paraíso terrestre). Absurdo dos absurdos! É preciso se ter muita fé nesse esquema para defendê-lo como superior à racionalidade e proporcionalidade intelectual cristã.
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Pessoal,
A transmissão de hoje com o Alexandre foi cancelada. Assim que tiver uma nova data aviso a vocês!
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Repost from Cristian Derosa
https://www.estudosnacionais.com/39363/guenon-e-sua-simpatia-por-lucifer/
Segue o texto mencionado na live
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Pessoal,
Muito obrigado pela presença de vocês na excelente transmissão de hoje!
Amanhã, às 20h, estarei no canal do Alexandre Costa. Aguardo vocês!
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Link da transmissão de hoje com o prof. Cristian Derosa. Iniciaremos às 19h!
https://www.youtube.com/live/iOTTXBnVHTk?si=YoPEOB2-dvk13QaP
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Olá, pessoal! Uma ótima semana!
Amanhã, dia 7, às 19h, teremos transmissão no canal com participação do prof. Cristian Derosa. Falaremos mais sobre a Revolução Gnóstica contemporânea.
Aguardo vocês!
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Pessoal,
Retorno ao youtube dia 8 numa transmissão que participarei no canal do Alexandre Costa. Em breve informo o horário.
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Acabo de receber a magnânima obra do prof. Leandro Bezerra:
Do Verbo Encarnado - Cristologia segundo o Tomismo Escolástico.
Link para adquirir a quem interessar: https://gbdevsites.com/editoraclypeus/
