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Cristian Derosa

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"Deus invictae virtutis auctor, et insuperabilis imperii rex, ac semper magnificus triumphator"

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O tema da educação sexual hoje virou uma batalha devido à introdução violenta e aparentemente repentina da ideologia de gênero. Muitos católicos, porém, opõem-se a ela devido o óbvio incômodo que causa pela total destruição que acarreta nas almas. Mas poucos se dão conta de que ela começou muito antes, com a introdução de elementos de educação biológica e sexual na educação em épocas em que uma radicalização como a de hoje era ainda impossível e impensável. Quem deseja praticar uma verdadeira educação católica em nossos dias não pode considerar neutros certos conteúdos, especialmente em determinadas idades como na adolescência. O mal entra sempre por uma pequena fenda e só muito mais tarde arromba a porta e invade alardeando suas intenções. Se hoje vemos claramente a intenção da destruição da família, é porque décadas atrás houve uma fenda que não defendia uma destruição total ainda, mas propunha uma degradação individual através da introdução da mentalidade naturalista. O tema pode assustar alguns atualmente, razão pela qual prefiro aprofundar em ambiente mais específico como o Observatório e a série de áudios sobre educação que tenho feito. Colocarei à disposição dos assinantes um documento elaborado após aprofundada pesquisa sobre a doutrina, documentos magisteriais, palavras de santos doutores e educadores católicos. Ele pode ser especialmente útil para a fundamentação diante de famílias que desejam uma educação católica mas não compreendem o que realmente defende a Igreja fora da pressão mundana e intelectualista de psicólogos modernos sobre a educação moral de crianças e adolescentes. Há quem reduza essas questões, por exemplo, dizendo que "sexualidade é tema para a família tratar". Em nossos dias, essa frase isolada que tem uma perigosa premissa liberal pode ser ainda mais danosa, já que a mestra de toda a educação que visa o céu é e sempre será a Santa Igreja, tarefa para a qual conta com a colaboração da família.

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7 ou 8 de setembro? O Brasil que comemora o 7 de setembro mas fica indiferente no dia seguinte é o Brasil infiel, pagão e indiferente que construiu o país atual. Vivemos o feriado nacional como se ele estivesse perdido no meio de datas comuns, sem lembrar que o 8 de setembro é ainda mais importante e solene do que qualquer outro dia do mês de setembro. O Dia da Natividade de Nossa Senhora devia ser, depois do Natal, um dos mais comemorados. Foi o dia em que Deus iniciou uma etapa indispensável para o seu projeto de redenção da humanidade. A primeira pessoa a nascer imaculada é limpa do pecado original para realizar a missão mais bela e grandiosa da criação. Deus fez o céu para habitarem os anjos, o paraíso terrestre para ser habitado pela humanidade. Mas fez Maria para ser habitada por Ele. Hoje não é dia de ressaca do 7 de setembro, como é para o mundano. É o dia em que vejo ao mundo o Paraíso de Deus.
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Embora muito se diga que a criação do corpo humano pode ser de livre especulação científica enquanto mantém-se resguardada a ortodoxia quanto à criação da alma por Deus, a verdade é que a Igreja já definiu alguns pontos sobre isso no Concílio de Trento: Adão foi constituído em santidade e justiça e, depois de sua transgressão, o homem inteiro foi alterado para pior quanto ao corpo e à alma; essa condição afetou sua posteridade. Isso também indica um processo de degradação contínua e permanente, que só pode ser restituído pela ação da graça, ou seja, por ação do próprio Criador. O cardeal Guillaume-René Meignan, em 1869, relaciona expressamente a Queda de Adão, à degradação da condição humana e ao aparecimento posterior de um homem “selvagem”, e no mesmo capítulo trata dos habitantes das cavernas e do homem quaternário. Depois da desobediência, houve uma degradação moral e a família de Adão passou a enfrentar a necessidade de conseguir alimento, abrigo e vestimenta, e a inteligência humana permaneceu, porém obscurecida. Portanto, o selvagem não é, como pregaram os gnósticos e depois os evolucionistas, o ponto de partida da humanidade. É uma condição em que o homem se tornou depois de uma perda. Posteriormente, auxiliado pela Providência e pela inteligência que ainda conservava, pôde recuperar progressivamente conhecimentos, artes e civilização, culminando na civilização cristã, ou seja, católica. A Idade Média é descrita por muitos historiadores católicos como o ápice da união entre civilização e Igreja, ou seja, entre sociedade temporal e sociedade espiritual. Essa harmonia é análoga ao pedido de Cristo no Pai Nosso: "venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu". Não por acaso, o período medieval tem sido desde séculos a época mais atacada, vilipendiada e distorcida, alvo de todas as desconstruções, seja para eliminar todos os resquícios da união entre sociedade e Igreja, seja para distorcer seu significado criando monstros políticos ou bestialidades histórico-teológicas.
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História, Pré-História e evolucionismo Adão, isto é, o homem, não começa a existência neste mundo como um ser intelectual rudimentar e uma religiosidade supersticiosa, animista, como querem os evolucionistas modernos. O primeiro homem possuía uma perfeição de conhecimento apropriada à sua finalidade última como princípio e mestre do gênero humano. Com a Queda, porém, perde-se a justiça original e toda a criação fica “ferida”: perde-se a integridade, dando início ao processo de corrupção. Razão, vontade e paixões deixam de possuir a harmonia original. Os homens da pré-história, tradicionalmente chamados "homens das cavernas" nada mais são que o produto desta primeira queda que conduziu à formação das civilizações humanas até o início da Revelação com os hebreus. A ideia de um homem rudimentar, simiesco, que teria evoluído seu corpo de forma natural e, posteriormente, recebido a alma humana por Deus, é uma ideia perigosa para se dizer o mínimo, pois fundamenta a separação naturalista entre corpo e alma. A criação do corpo separada da criação da alma é evolucionista e conduz, por meio do naturalismo,, a diversos tipos de heresia tendencial do espírito.
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Mudança de critérios Durante a vida toda há uma busca por adequação dos critérios à verdade superior, aos princípios mais elementares. No entanto, há um movimento oposto que nos puxa para baixo a todo instante, que é o da adequação oposta: acomodação desses critérios à praticidade e à redução das nossas possibilidades a condicionamentos sociais, culturais, psicológicos etc. Este último grupo de critérios é exatamente aquele "si mesmo" que o Cristo nos pede para lutar e negar. "Negue-se a si mesmo e Me siga" é precisamente deixar diariamente os critérios cômodos oferecidos pelo mundo para abraçarmos o mais difícil. Quanto mais trilhamos o caminho do mundo, mais difícil fica o caminho do céu. O que nos facilita o bom caminho é que, se nos acostumamos a essa luta, vamos adquirindo capacidades por meio de esforço aperfeiçoado pela graça para compreender esses critérios e a natureza de cada impulso que nos move. O demônio oferece comodidades o tempo inteiro, racionais, psicológicas, física etc. A nós cabe dizer não a cada instante e direcionarmos nosso esforço e nossa mente para o que é mais elevado ainda que seja incrivelmente mais difícil. Um dos elementos dessa mudança de critérios é justamente a de que não somos nós que carregamos a cruz, mas Cristo por nós e conosco. O tamanho do nosso purgatório será precisamente o quanto nos agarramos aos nossos próprios critérios formulados pela experiência, conhecimentos mundanos etc — estes serão queimados pelo fogo, pois não valem de nada, enquanto só nos elevarão aqueles crítérios a que tivermos aderido contra todas as experiências e promessa do mundo e em favor da promessa de Cristo. "Se alguém quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e o que perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma? (Mt, 16)
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Uma das causas mais perniciosas da direita é o tal combate à "doutrinação nas escolas". Afinal, só o direitista sabe o que quer realmente combater, que é a doutrinação revolucionária. Mas essa não é a concepção do STF e dificilmente será. O óbvio, alertado pelo professor Olavo, já está ocorrendo, que é a perseguição aos cristãos. Mas não apenas nas escolas e até mesmo no ensino domiciliar. O alvo é o mesmo: a doutrinação.
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Todo mundo sabe ser contra a ideologia de gênero hoje. Não há muito o que dizer sobre isso, pois a obscenidade e imoralidade já se transformou em loucura. Mas há quem seja contra essa expressão extremada e, por conveniência e naturalismo ou ignorância, aceite tudo o que fez com que essa ideologia chegasse aonde chegou. Isso porque é duro e difícil contrapor-se ao que é aceito até por espíritos conservadores e católicos. Mas mais duro ainda será o castigo pela negligência com a alma dos pequenos, aqueles de que Nosso Senhor defendeu que fossem jogados no rio com uma pedra amarrada aos pés aqueles que os escandalizassem.
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Acabo de postar no Observatório da Educação Católica (grupo interno do Observatório) um trecho da enciclica do Papa Pio XI sobre a Educação Cristã. Para muitos acostumados à linguagem igualitária e modernista esse texto pode parecer bastante assustador e "fora do seu tempo". Os temas sexuais na educação começaram em 1910 e avançaram muito produzindo problemas imensos até a publicação daquela encíclica, em 1929. Desde então, a coisa só piorou e há ainda muita gente que pensa de maneira naturalista, ignorando ou fingindo ignorar os perigos morais a que expõem seus filhos, alunos e a todos os que os rodeiam. O assunto é seríssimo!
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Próximo áudio da série sobre a Educação Católica tratará da questão do comportamento moral, exemplos como forma de educação da vontade etc. Por trás da má vontade de alguns com relação a essas coisas vistas como menores, está um erro filosófico grave que conduz até mesmo a uma heresia existencial típica da modernidade.
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Eleições decisivas! Por toda a parte dizem que essa eleição é decisiva. Ora, toda eleição é decisiva na vida de um candidato assim como na de seus cabos eleitorais. Afinal, muda-se a vida: deixa a casa dos pais, larga um trabalho, abandona um estudo, para dedicar-se a um trabalho burocrático em Brasília ou na capital do seu estado. Então, vista de maneira geral, a frase "esta eleição é decisiva" não diz absolutamente nada de anormal. Ademais, toda eleição carrega consigo uma potencial mudança para o país, ainda que na prática a vida cotidiana não mude em quase nada, exceto nas expectativas positivas ou negativas a depender da posição do indivíduo na eleição ou simpatia para com o candidato vencedor ou perdedor. Portanto, há um dever de participar da democracia? Talvez sim, já que este é o contexto social existente e seria utópico viver como se fosse outra coisa. No entanto, a gravidade do momento não é assim tão radical quanto dizem, pois o destino das nações está muito menos nas decisões particulares do povo (e mesmo das elites) do que na vontade de Deus. Essa Vontade, porém, é influenciada pelas preces dos justos, dos santos. Da mesma forma, é claro que a falta de ação também traz efeitos, mas principalmente a falta da ação justa e perfeita, que a cada um está reservada e bem prevista no seu estado de vida. Há para todas as almas um Ordo, uma prioridade atenção diante da qual muitas vezes é preciso sacrificar interesses, preferências ou slogans autoelogiosos do tipo "o futuro do país está nas nossas mãos". O futuro está nas mãos de Deus, que concretizará com ou sem a nossa cooperação. Devemos cooperar com Ele para o nosso bem e não para o bem do país, que irá bem conforme estiver alinhado à vontade de Deus e não contra ela ou indiferente a ela. Portanto, antes das eleições há infindáveis prioridades. Mas o tempo que se emprega na preocupação política nessas épocas é desproporcional se considerarmos a infinidade de pecados cometidos pela omissão daquilo que nos é devido. A começar pela oração. O trabalho é um dos meios devidos da nossa vida: quem trabalha com política se vê obrigado a empregar nela o seu tempo e atenção. No entanto, há nos últimos anos uma valorização injustificada de militâncias e dedicação gratuita à "causa do país", como se isso realmente estivesse em nossas mãos. Somos chamados a defender a Santa Igreja, Nossa Senhora e os interesses de Deus, bem certos de que os nossos interesses particulares serão cuidados por Ele na medida do que Ele deseja nos conceder ou fazer sacrificar em nome da Sua vontade. Se Deus age por causas segundas e somos muitas vezes chamados a desempenhar este papel, que seja para a sacralização dessas ações e não a mundanização. Se Deus pode agir pela circunstância social, psicológica, material, façamos da nossa um recinto sagrado em que Ele possa habitar sem ser ofendido como na maioria dos cantos deste mundo decaído.
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23 de Agosto Santa Rosa de Lima Isabel Flores de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de abril de 1586. Por causa da beleza recebeu o apelido de Rosa. Seus pais eram ricos espanhóis, que se mudaram para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria. Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação. Na adolescência decidiu entregar sua vida somente a Cristo e ingressou na Terceira Ordem Dominicana, tomando como exemplo de vida Santa Catarina de Sena. Dedicou-se então ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa. Aos vinte anos pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento e mudou o nome para Rosa de Santa Maria. Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística. Aos trinta e um anos de idade foi acometida por uma grave doença que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Morreu no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima.
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Como tento mostrar nas primeiras aulas da série sobre educação católica, o grande erro moderno que fisgou até mesmo muitos católicos conservadores de hoje é o humanismo, a filosofia personalista, que a pretexto de retroceder ao ser humano para rejeitar as ideologias transumanistas, acaba tornando a tradição católica ainda mais incompreensível. Eles apostam, como já dissemos, na fase anterior da revolução, aquela que inspirou e impulsionou o transumanismo que procuram em vão rejeitar.
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21 de Agosto São Pio X José Melquior Sarto foi o nome de batismo. Nasceu em1835, em Riese, diocese de Treviso, Itália, no seio de uma família humilde e numerosa. Os estudos não foram fáceis. Caminhava com pés descalços por vários quilómetros apenas com um pedaço de pão para o almoço. Aos vinte e três anos recebeu a ordenação sacerdotal e teve uma rápida ascensão na Igreja. Depois de ser cardeal de Veneza foi eleito Papa após a morte de Leão XIII, em 1903. José Sarto escolheu o nome de Pio X. No Vaticano, continuou a sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se numa vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. A sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família. No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 foi oficialmente canonizado.
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Como tratamos nos últimos áudios sobre a educação católica, todo sistema educacional pressupõe uma visão de homem, de ser humano. Os sistemas atuais se pautam pelo homem como um cidadão, membro da sociedade apenas. No entanto, para a doutrina católica, o homem é uma alma imortal, feita à imagem e semelhança do Criador, cuja finalidade última é, como nos diz Santo Inácio de Loyola, "louvar, honrar e glorificar a Deus, e mediante isto salvar sua alma". Ora, se o aprendizado do homem, seja em qual área for, não tiver isso em conta, ele fatalmente inverte a sua finalidade, reduzindo-o a um gestor material da Criação, quando não a um mero operário de um conjunto coletivo organizado e conduzido pelo homem. O homem-máquina moderno nada mais é que um resultado dessa visão de mundo, iniciada no Renascimento com o humanismo, que inseriu o homem no centro da Criação, não como criatura mas como criador onipotente por meio da sua racionalidade. Ao destronar Deus do Seu sacratíssimo papel de Criador e verdadeiro mantenedor da existência, a modernidade infundiu na sociedade uma nova finalidade que passou a ser submetida às inúmeras tendências da matéria, isto é, do mero materialismo. Até mesmo os novos espiritualismos que de tempos em tempos retornam propondo um "respeito à espiritualidade", não fazem outra coisa senão encarar a divindade e o Absoluto como meros conceitos necessários e úteis à sociedade ou á saúde mental humana. O individualismo se manifesta também como coletivismo e os projetos educacionais são um produto dessas utopias. Mas, por trás de toda essa degradação educacional, há uma verdadeira educação católica emergindo, que rejeita tanto o materialismo transumanista por trás de propostas como "inclusão digital" e outras "inclusões", quanto o indiferentismo religioso e pseudo-tradicionalista que faz uso da alma como peça de uma engrenagem mecânico-espiritualista. A série de áudios sobre a educação católica traz detalhes sobre essa distinção importante e propõe dicas práticas para o melhor tratamento de conteúdos, mesmo aqueles propostos pelos sistemas atuais de educação.
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Nova série de áudios aborda raízes da verdadeira educação católica Em uma nova série de áudios apresentada aos assinantes do
Nova série de áudios aborda raízes da verdadeira educação católica Em uma nova série de áudios apresentada aos assinantes do Observatório, o Instituto EN traz reflexões decorrentes da história da educação tratada no curso A Educação Católica, agora sob a forma de propostas práticas sobre questões sempre polêmicas ou difíceis no que diz respeito a crianças e adolescentes. A série já está disponível e terá novos episódios. Os assinantes podem acompanhar pelo canal do Telegram oficial do Observatório, acessível pela plataforma, e também terão a oportunidade de fazer perguntas sobre questões específicas no próprio canal. Assine>
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A linguagem natural do Instagram é a do marketing. No Brasil especialmente, essa rede se tornou fenômeno de vendas. É impossível que isso não influencie fortemente todo tipo de conteúdo da rede social, mesmo os que aparentemente ou por natureza não se destinem às vendas. Quem não vende produto está vendendo uma imagem, uma figura, um estereótipo, um personagem portanto. Ainda que isso tenha uma boa intenção por trás, uma necessidade de informação ou orientação. Mas se for apenas uma informação, o algoritmo não irá entregar o suficiente, necessitando de tipos de conteúdo que obrigam a pessoa a expor familiares, vida cotidiana ou hábitos. Isso facilmente converte o perfil ou a página numa ferramenta de engenharia comportamental mesmo que involuntária.
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https://estudosnacionais.substack.com/p/a-pandemia-espiritual-do-instagram
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