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Contrapoder

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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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190 anos da Cabanagem: A maior revolta popular da história do Brasil. Entre 1835 e 1840, o povo pobre, formado majoritariamente por indígenas e negros, se insurgiu contra as elites e o domínio do Império brasileiro. Sob condições de extrema exploração, as populações marginalizadas da província do Grão-Pará se organizaram, tomaram o poder e buscaram, inspirados pela Revolução Francesa, construir um novo modelo de sociedade: mais justo e governado pelos setores populares — um verdadeiro contrapoder. Mais do que uma revolta, a Cabanagem foi uma experiência de poder popular, ainda que breve, que desafiou as estruturas de dominação em um dos períodos mais violentos e repressivos da nossa história. Mesmo derrotados militarmente, os cabanos deixaram um legado de resistência, mostrando que a luta pela emancipação nunca foi uma concessão das elites, mas fruto do sangue e do esforço dos povos oprimidos. Lembrar a Cabanagem não é apenas revisitar o passado, mas reconhecer a força e a centralidade do povo amazônico na construção de um novo futuro. É trazer para o presente a urgência de lutar contra a opressão, o abandono e a exploração que ainda hoje assolam o Brasil, especialmente o Norte. A memória dos cabanos nos convoca a continuar sua obra: construir um país justo, soberano, e governado pelos trabalhadores.

#Coluna Silvia Adoue "Saindo da sala de cinema, depois de assistir a Ainda estou aqui (Salles, 2024), o amigo Renato Mendes disse: “Tenho a sensação de que faz mais de 40 anos que assistimos ao mesmo filme sobre a ditadura”. " Leia: https://contrapoder.net/colunas/ainda-estou-aqui-faz-40-anos-que-a-gente-vem-assistindo-ao-mesmo-filme-sobre-a-ditadura/

#dossiêvenezuela "Na quinta parte do dossiê “As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano“, Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Las Comadres Púrpuras, grupo popular de contra-cultural, despatriarcal de feministas insurgentes e autônomas, que atua política e artísticamente na Venezuela, tendo relações com diferentes realidades e lutas do mundo." Leia https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-las-comadres-purpuras/

#Coluna Cassiano Rodrigues "Uma contradição que não embota o pensamento e que não se releva facilmente. A todo momento esse filme megalômano parece querer nos afastar da história que conta pelo exagero dos próprios meios cinematográficos. Se fosse um romance, é como se o narrador nos contasse: essa história não vai oferecer alívio, exemplo ou redenção, desista." Leia: https://contrapoder.net/colunas/a-grande-e-fabulosa-distopia-da-falta-de-utopias-megalopolis-de-francis-ford-coppola/

#dossiêvenezuela "Na quarta parte do dossiê "As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano", Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Luis Bonilla-Molina, Professor universitário venezuelano. Integrante do Comitê Diretivo da CLACSO e pesquisador do Centro Internacional de Investigação Outras Vozes em Educação." Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-luiz-bonilla-molina/

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Neste dia, em 1898, nasceu Luiz Carlos Prestes, figura central da luta comunista no Brasil ao longo do século XX. Conhecido como o "Cavaleiro da Esperança", Prestes dedicou sua vida à causa do socialismo e à organização da classe trabalhadora brasileira. De líder da Coluna Prestes à sua atuação no PCB, no qual foi eleito senador da República, ele se destacou como uma das vozes mais importantes contra a exploração capitalista e a opressão das classes dominantes no Brasil. Prestes foi, ao mesmo tempo, símbolo de resistência e figura de grandes contradições. Sua trajetória reflete os dilemas e desafios de lutar por uma transformação radical em um país profundamente desigual e marcado pela violência do Estado contra os trabalhadores. Apesar das críticas às suas estratégias e decisões, é inegável sua relevância histórica e o impacto de sua luta na construção de uma tradição comunista no Brasil. Lembrar Prestes é revisitar um capítulo crucial da luta política no Brasil. Sua vida testemunha a persistência e a complexidade de batalhar por um país soberano e mais justo. Mais do que uma idealização, ele foi um protagonista de sua época cujas ações contribuíram para consolidar a tradição comunista e fortalecer a organização política da classe trabalhadora brasileira.

#Coluna Plinio Sampaio Junior "Ainda que os organismos internacionais apostem na possibilidade de um “pouso suave” para a economia mundial, após a crise provocada pela epidemia de coronavírus, as contradições que bloqueiam a acumulação de capital em escala global não foram superadas." Leia: https://contrapoder.net/colunas/a-economia-brasileira-na-corda-bamba-da-economia-mundial/

No dia 1º de janeiro, celebramos três grandes levantes que mudaram a história: a vitória Revolução Haitiana, em 1804, que der
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No dia 1º de janeiro, celebramos três grandes levantes que mudaram a história: a vitória Revolução Haitiana, em 1804, que derrotou o colonialismo e a escravidão; a vitória da Revolução Cubana, em 1959, que desafiou o imperialismo na América Latina; e o Levante Zapatista, em 1994, que ergueu a bandeira da luta indígena e anticapitalista, renovando a chama em todo o continente. Três marcos da luta pela liberdade, dignidade e justiça para o povo! Viva a luta popular Feliz 2025

Neste dia, em 1918, teve início o congresso de fundação do KPD, o Partido Comunista da Alemanha. O congresso marcou a unificação da Liga Spartacus com os Comunistas Internacionais da Alemanha (IKD). Sob a liderança de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht – ambos brutalmente assassinados dias depois, por ordem do governo alemão, em uma repressão que já carregava traços do futuro avanço do fascismo – o KPD nasceu em meio ao caos e às esperanças da Revolução Alemã. Foi um momento em que os trabalhadores e trabalhadoras vislumbraram, ainda que brevemente, a possibilidade de mudar radicalmente o curso da história. A história do KPD é marcada por tragédias: o sangue derramado de seus líderes, a repressão brutal e o avanço do fascismo, que perseguiu e exterminou tantos comunistas. Mas ao lembrar o partido, conectamo-nos também com aquilo que há de mais humano: a luta por dignidade, a busca por justiça e o sonho de um novo mundo. É uma história que transcende fronteiras, pertencendo não apenas aos trabalhadores alemães, mas a todos os que sonham, resistem e lutam pelo futuro. Esta história é, antes de tudo, a história da nossa classe! Feliz ano novo e viva o comunismo!

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#Coluna Silvia Beatriz Adoue Mulher, natureza e patriarcado Entre alguns povos amazônicos permanece a memória de um tempo em que todos os seres, humanos e não humanos, falavam uma mesma língua e podiam pôr-se de acordo. Em algum momento, os homens começaram a ver-se, em relação a outros seres, com superioridade e arrogância, e deixaram de escutar. Logo depois, não viram necessidade de entender os outros. Deixaram de se enxergar como natureza e supuseram que poderiam impor a todos sua perspectiva, sua vontade e o que entendiam como sua necessidade. Esqueceram-se daquela língua antiga com que conversavam com as árvores, a chuva, os pássaros e outros seres, muitos dos quais invisíveis. Essas maneiras não eram compartilhadas pelas mulheres, que continuaram entendendo os outros seres como parte da vida comum a todos que compartilhavam o território. Se os homens se sentiam superiores à natureza e queriam submetê-la à sua vontade, as mulheres pareciam estar mais próximas dela. Cheios de ideias hierárquicas sobre o mundo, puseram as mulheres dentro dessa pirâmide que idealizavam, bem abaixo deles. Enquanto eles alimentavam sua compulsão de poder sobre a vida em todas suas formas, ainda a custo de matar, elas seguiam se dedicando à defesa e reprodução de tudo que é vivo. Com astúcia, esquivavam as fanfarronadas dos homens, às vezes pedindo desculpas aos outros seres pela petulância grosseira de seus companheiros. A violência sobre os corpos cria uma memória de terror que antecipa na imaginação o castigo, que, então, não precisa sequer ser anunciado. Os homens também queriam controlar esses corpos poéticos, capazes de gerar vida. Cortaram-nos as asas, que, porém, nos crescem quase sem querer. A violência contra as mulheres se expande nestes tempos em que as formas mais funestas e intensas de poder e de morte sobre os territórios projetam sua sombra sobre áreas do cotidiano dos humanos impensadas até alguns anos atrás. Parece que é assim mesmo. Sem motivo. Como um esporte ou um treinamento que fortalece a hierarquia e faz os homens subirem na escada da pirâmide. Um exercício suicida em que se mata, também, a fonte que permite às pessoas seguirem vivendo. Seguimos desdobrando nossas astúcias, plantando sem fazer muito barulho. Reaprendendo as línguas esquecidas para falar com os outros seres e, quem sabe, preservar para o futuro a espécie humana.

#dossiêvenezuela Na terceira parte do dossiê “As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano“, Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Omar Vázquez Heredia, Doutor em Ciências Sociais pela Universidad de Buenos Aires. Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-omar-vazquez-heredia/

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Neste dia, em 1987, ocorreu em Marabá - PA o Massacre de São Bonifácio, também conhecido como "Massacre da Ponte" ou "Chacina da Ponte". Setenta e nove trabalhadores, expulsos de Serra Pelada, foram brutalmente assassinados pela Polícia Militar do Pará (então governado por Hélio Gueiros, do PMDB, a falsa oposição à ditadura) e pelo Exército Brasileiro, ao protestarem contra o fechamento do garimpo. Os números oficiais, no entanto, relatam apenas três mortos e mais de 70 desaparecidos. A manifestação, que inicialmente era pacífica, tinha como objetivo chamar a atenção das autoridades nacionais para as condições degradantes de trabalho e a desativação de Serra Pelada. No entanto, as raízes do conflito remontam ao ano anterior, quando o garimpeiro João Edson Borges foi espancado e morto por um policial. Em resposta, um policial foi assassinado, e a Polícia Militar acabou sendo expulsa da área pelos garimpeiros, que passaram a receber constantes ameaças de vingança. Esses eventos desencadearam a repressão brutal que culminou no massacre. O massacre também revelou uma nova técnica de repressão a protestos, o ataque em pinça: enquanto o Exército atacava de um lado da ponte, a PM atirava do outro, encurralando os trabalhadores. A maioria dos desaparecidos foi forçada a se jogar da ponte de mais de 70 metros, caindo sobre os pedregulhos do Rio Tocantins, que estava na baixa nesta época do ano. Dias depois, um sobrevivente que conseguiu denunciar o massacre na TV foi sumariamente executado, reforçando o padrão histórico de silenciamento violento na região. A violência em Serra Pelada é parte de um projeto maior de extermínio e repressão contínua contra populações indígenas, tradicionais e lideranças populares na região Norte do Brasil. A total ausência de reparação pelo projeto burguês da ditadura em relação a Serra Pelada reflete o descaso com os trabalhadores e povos originários. O garimpo foi um instrumento de colonização e extermínio de populações indígenas e tradicionais, intensificado após a repressão à Guerrilha do Araguaia. O contínuo projeto de extermínio de lideranças políticas na região Norte do Brasil não é algo novo, tendo início com a colonização e persistindo ininterruptamente até os dias atuais. O garimpo, que inicialmente simbolizava esperança para milhares, transformou-se em palco de exploração, violência e abandono, expressão de um sistema que explora vidas em nome do lucro e do poder.

#Artigo Milton Temer "O VÍDEO DE LULA, apresentando Galípolo ao grande público, é o epílogo perfeito de uma pantomima anunciada na forma como se aprovou o Pacote do “Corte de Gastos” do governo. Cena típica de ventríloquo e seu boneco, Lula trata Galípolo como um pupilo a quem destina tarefa “autônoma”, mas prevenindo-o de que é produto de um processo com cara e voz de um dono." Leia: https://contrapoder.net/artigo/o-video-de-lula/

#DossiêVenezuela Na segunda parte do dossiê “As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano“, Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Emiliano Teran Mantovani, professor e pesquisador da Universidad Central de Venezuela, além de militante ecologista engajado nas lutas contra o extrativismo e na construção de alternativas ecossociais para a América Latina. Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-emiliano-teran-mantovani/