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#Coluna Plínio de Arruda Sampaio Junior "O desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo constituiu uma economia mundial que articula formações sociais com grandes disparidades no grau de desenvolvimento das forças produtivas e na capacidade de consumo da sociedade." Leia: https://contrapoder.net/colunas/da-dependencia-a-reversao-neocolonial/

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Posfácio ao dossier de entrevistas sobre Venezuela As perguntas sobre Venezuela que os companheiros e companheiras responderam nas entrevistas são aquelas que muitos militantes latino-americanos temem pronunciar, ainda que as formulem para si mesmos secretamente. A polarização que tomou conta das práticas políticas no continente inibe essa indagação tão necessária. Necessária, ainda quando as respostas resultem na “queda funda dos cristos da alma”, como dizia César Vallejo. Tudo que acreditávamos saber sobre Venezuela é posto em xeque. A leitura destas entrevistas faz com que voltemos os olhos “como quando por sobre o ombro nos chama uma palmada” e já não possamos aludir ignorância. Não se trata apenas de Venezuela. Encarar a deriva do processo bolivariano, em contraste com as expectativas que se criaram anos atrás, oferece-nos um espelho para olhar muitas das práticas políticas e projetos que empurraram a esquerda latino-americana a eludir os desafios de superar a dependência, de organizar-se autonomamente em relação ao Estado e de defesa dos territórios e suas gentes em face da destruição das cadeias extrativistas. A omissão diante de tais desafios não pode ser mascarada com retórica anti-imperialista.

#dossiêvenezuela Na sexta parte do dossiê "As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano", Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Juan Carlos La Rosa Velazco, Kekisai, militante, educador, comunicador, investigador. Povo Kaketí, Organização Kainjirawa-UAIN. Experiência Territorial El agua nos une, Bacia de Tuy. Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-juan-carlos-la-rosa-velazco/

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Hoje é dia de Gauchito Gil: o santo popular da Argentina No dia 8 de janeiro, celebra-se o Gauchito Gil, figura central da religiosidade popular na Argentina. Segundo uma das versões da lenda, Antonio Mamerto Gil Núñez foi um gaúcho que viveu no século XIX, perseguido como desertor das guerras civis argentinas (ou talvez da Guerra da Tríplice Aliança). Condenado por deserção, ao recusar-se a matar outros iguais, foi capturado por um sargento que o executou. Antes de sua morte, Gil teria dito ao carrasco: "Agora, sua filha, em sua casa, está agonizando. Não se preocupe, porque eu vou interceder por ela e ela vai viver." Após decapitarem Gil, seu corpo foi deixado para apodrecer. Porém, ao retornar para casa, o sargento encontrou sua filha milagrosamente curada. Tocada pela promessa cumprida, a família reconheceu a santidade de Gil, e o próprio sargento voltou para dar a ele os devidos ritos funerários. Assim nasceu a devoção ao Gauchito Gil, o santo popular do povo. Gauchito Gil não é reconhecido pela Igreja Católica, mas ganhou altares por toda a Argentina. Para seus devotos, ele é protetor e intercessor das causas impossíveis, especialmente entre os mais pobres e trabalhadores. Seus altares, decorados com bandeiras vermelhas, simbolizam não apenas a fé, mas também a solidariedade e a resistência popular. Hoje, celebrar o Gauchito Gil é lembrar dessa tradição profundamente enraizada nas histórias e esperanças do povo argentino. ¡Viva el Gauchito Gil! 🚩 Viva a cultura da classe trabalhadora!

📢 Está no ar o compilado dos textos mais lidos, publicados no site do Contrapoder em 2024! Reunimos as análises e debates que mais movimentaram nosso espaço neste ano. Aproveite para reler ou conhecer os artigos que marcaram 2024 com reflexões sobre luta de classes, resistência popular e os desafios do nosso tempo. Confira no site: https://contrapoder.net/editorial/mais-lidos-2024/ Seguimos firmes para 2025! 🚩

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190 anos da Cabanagem: A maior revolta popular da história do Brasil. Entre 1835 e 1840, o povo pobre, formado majoritariamente por indígenas e negros, se insurgiu contra as elites e o domínio do Império brasileiro. Sob condições de extrema exploração, as populações marginalizadas da província do Grão-Pará se organizaram, tomaram o poder e buscaram, inspirados pela Revolução Francesa, construir um novo modelo de sociedade: mais justo e governado pelos setores populares — um verdadeiro contrapoder. Mais do que uma revolta, a Cabanagem foi uma experiência de poder popular, ainda que breve, que desafiou as estruturas de dominação em um dos períodos mais violentos e repressivos da nossa história. Mesmo derrotados militarmente, os cabanos deixaram um legado de resistência, mostrando que a luta pela emancipação nunca foi uma concessão das elites, mas fruto do sangue e do esforço dos povos oprimidos. Lembrar a Cabanagem não é apenas revisitar o passado, mas reconhecer a força e a centralidade do povo amazônico na construção de um novo futuro. É trazer para o presente a urgência de lutar contra a opressão, o abandono e a exploração que ainda hoje assolam o Brasil, especialmente o Norte. A memória dos cabanos nos convoca a continuar sua obra: construir um país justo, soberano, e governado pelos trabalhadores.

#Coluna Silvia Adoue "Saindo da sala de cinema, depois de assistir a Ainda estou aqui (Salles, 2024), o amigo Renato Mendes disse: “Tenho a sensação de que faz mais de 40 anos que assistimos ao mesmo filme sobre a ditadura”. " Leia: https://contrapoder.net/colunas/ainda-estou-aqui-faz-40-anos-que-a-gente-vem-assistindo-ao-mesmo-filme-sobre-a-ditadura/

#dossiêvenezuela "Na quinta parte do dossiê “As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano“, Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Las Comadres Púrpuras, grupo popular de contra-cultural, despatriarcal de feministas insurgentes e autônomas, que atua política e artísticamente na Venezuela, tendo relações com diferentes realidades e lutas do mundo." Leia https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-las-comadres-purpuras/

#Coluna Cassiano Rodrigues "Uma contradição que não embota o pensamento e que não se releva facilmente. A todo momento esse filme megalômano parece querer nos afastar da história que conta pelo exagero dos próprios meios cinematográficos. Se fosse um romance, é como se o narrador nos contasse: essa história não vai oferecer alívio, exemplo ou redenção, desista." Leia: https://contrapoder.net/colunas/a-grande-e-fabulosa-distopia-da-falta-de-utopias-megalopolis-de-francis-ford-coppola/

#dossiêvenezuela "Na quarta parte do dossiê "As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano", Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Luis Bonilla-Molina, Professor universitário venezuelano. Integrante do Comitê Diretivo da CLACSO e pesquisador do Centro Internacional de Investigação Outras Vozes em Educação." Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-luiz-bonilla-molina/

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Neste dia, em 1898, nasceu Luiz Carlos Prestes, figura central da luta comunista no Brasil ao longo do século XX. Conhecido como o "Cavaleiro da Esperança", Prestes dedicou sua vida à causa do socialismo e à organização da classe trabalhadora brasileira. De líder da Coluna Prestes à sua atuação no PCB, no qual foi eleito senador da República, ele se destacou como uma das vozes mais importantes contra a exploração capitalista e a opressão das classes dominantes no Brasil. Prestes foi, ao mesmo tempo, símbolo de resistência e figura de grandes contradições. Sua trajetória reflete os dilemas e desafios de lutar por uma transformação radical em um país profundamente desigual e marcado pela violência do Estado contra os trabalhadores. Apesar das críticas às suas estratégias e decisões, é inegável sua relevância histórica e o impacto de sua luta na construção de uma tradição comunista no Brasil. Lembrar Prestes é revisitar um capítulo crucial da luta política no Brasil. Sua vida testemunha a persistência e a complexidade de batalhar por um país soberano e mais justo. Mais do que uma idealização, ele foi um protagonista de sua época cujas ações contribuíram para consolidar a tradição comunista e fortalecer a organização política da classe trabalhadora brasileira.

#Coluna Plinio Sampaio Junior "Ainda que os organismos internacionais apostem na possibilidade de um “pouso suave” para a economia mundial, após a crise provocada pela epidemia de coronavírus, as contradições que bloqueiam a acumulação de capital em escala global não foram superadas." Leia: https://contrapoder.net/colunas/a-economia-brasileira-na-corda-bamba-da-economia-mundial/

No dia 1º de janeiro, celebramos três grandes levantes que mudaram a história: a vitória Revolução Haitiana, em 1804, que der
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No dia 1º de janeiro, celebramos três grandes levantes que mudaram a história: a vitória Revolução Haitiana, em 1804, que derrotou o colonialismo e a escravidão; a vitória da Revolução Cubana, em 1959, que desafiou o imperialismo na América Latina; e o Levante Zapatista, em 1994, que ergueu a bandeira da luta indígena e anticapitalista, renovando a chama em todo o continente. Três marcos da luta pela liberdade, dignidade e justiça para o povo! Viva a luta popular Feliz 2025

Neste dia, em 1918, teve início o congresso de fundação do KPD, o Partido Comunista da Alemanha. O congresso marcou a unificação da Liga Spartacus com os Comunistas Internacionais da Alemanha (IKD). Sob a liderança de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht – ambos brutalmente assassinados dias depois, por ordem do governo alemão, em uma repressão que já carregava traços do futuro avanço do fascismo – o KPD nasceu em meio ao caos e às esperanças da Revolução Alemã. Foi um momento em que os trabalhadores e trabalhadoras vislumbraram, ainda que brevemente, a possibilidade de mudar radicalmente o curso da história. A história do KPD é marcada por tragédias: o sangue derramado de seus líderes, a repressão brutal e o avanço do fascismo, que perseguiu e exterminou tantos comunistas. Mas ao lembrar o partido, conectamo-nos também com aquilo que há de mais humano: a luta por dignidade, a busca por justiça e o sonho de um novo mundo. É uma história que transcende fronteiras, pertencendo não apenas aos trabalhadores alemães, mas a todos os que sonham, resistem e lutam pelo futuro. Esta história é, antes de tudo, a história da nossa classe! Feliz ano novo e viva o comunismo!

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