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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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Charge de Mauro Iasi
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O quarto país de nossa série #ContrapoderNaCopa é o primeiro latino-americano eliminado desta Copa, o Equador. Estava no grupo A, de Qatar (vitória), Holanda (empate amargo, pois jogou muito melhor) e Senegal (uma derrota). A jovem seleção (3ª com menor média de idade) jogou bem e representou nosso continente com muita força! Promessa para 2026 Geografia e economia: Equador (Ecuador) é um dos únicos países sulamericanos que não fazem fronteira com o Brasil. É um país andino, de grande tradição indígena e com boa parte de suas terras ocupadas pela floresta amazônica. É um Rio Grande do Sul em território, com uma população carioca, concentrada em densas áreas metropolitanas. Sua economia é, como quase todas as economias de nosso continente, extrativista mineral e vegetal. Os principais produtos são o petróleo bruto, a exportação de banana e de crustáceos. A moeda oficial é o dólar americano o que é terrível, pois isso faz sua economia ser muito frágil e dependente, incapaz de criar uma política monetária própria, ficando suscetível às pressões externas. A língua oficial é o espanhol, porém vale destacar que o quíchua e mais 12 línguas também são oficiais no país, todas elas originárias. É um país incrivelmente lindo, com belezas naturais únicas, sem contar Galápagos, mas que vive em uma eterna crise política e econômica. História: Os povos pré-incas da região eram organizados em grandes confederações que se ajudavam militarmente e faziam trocas de mercadorias entre si. No começo do século XV, os Incas dominaram boa parte da região e criaram relações de muita animosidade com os povos locais. No começo do séc. XVI, os incas entraram em uma enorme guerra civil pela sucessão do império, o que fez o trabalho dos espanhóis, liderados na região por Francisco Pizarro, ser um pouco mais fácil. Dominaram uma nação em guerra. Após o domínio espanhol veio a desgraça, exploração, escravidão, estupro em massa, exterminio… todo o projeto dos donos do progresso, os europeus. A independência é dividida em duas etapas, a primeira é com a Grã-Colômbia, extenso país que abarcou territórios do que hoje é Colômbia, Venezuela, Equador, Brasil, Panamá, Guiana, Nicarágua e Peru, este cinco últimos coadjuvantes nessa história. A segunda parte foi mais restrita aos interesses da burguesia cacaueira local, que tinha interesse em mais autonomia para seus negócios. Isso se juntou a algumas diferenças culturais e a muitas diferenças políticas, em especial com a força da igreja católica na região, que apoiou a separação, e, em 13 de maio de 1830, o Equador ganha sua autonomia e é proclamado como nação. No século XX houve alguns conflitos com o Peru, que resultaram em uma considerável perda territorial. A guerra iniciou-se oficialmente em 1941 (na verdade, o início desses conflitos por território datam de 1857) e acabou somente em 1998. O país passou por um golpe militar nos anos 70 e teve uma tentativa de resolver um pouco de sua história em 2008, com uma nova constituição, liderada por Alberto Acosta. Entretanto, as forças políticas se movimentaram e a constituição é muito melhor no papel que na vida real. O grande movimento no país é por soberania e autodeterminação dos povos. Há uma modelo organizativo dos povos originários muito forte. A última grande demonstração de força foi em 2019, quando o país explodiu em manifestações populares contra os pacotes de austeridade do FMI e contra os abusivos preços dos combustíveis, muito por conta da dolarização da economia. No futebol: O Equador não é um time de muitas tradições históricas no esporte - está em sua quarta copa do mundo, a primeira foi em 2002. Em 2006 a seleção equatoriana conseguiu seu melhor resultado, o 12º lugar. O grande herói do futebol é Álex Aguinaga, que foi o grande responsável em campo pela ida da seleção para disputar sua primeira Copa. Na Copa, contou com Enner Valencia, artilheiro da seleção, um craque que estará entre os maiores da história do país. Amanhã tem mais

#Coluna Mario Maestri Transcrição da Live de lançamento do romance Carcaça de Negro, de Mário Maestri, no programa Fronteira Vermelha, em 19 de novembro de 2022. O entrevistador é o dr. Wagner Jardim, historiador. Leia: https://bit.ly/cmaestri_1122

Hoje é Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. É dia de pedir Palestina Livre e soberana! Torcida tunisiana
Hoje é Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. É dia de pedir Palestina Livre e soberana! Torcida tunisiana deu o recado na Copa 2022!

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#ContrapoderNaCopa Gana No terceiro texto da nossa série Contrapoder na Copa vamos falar de Gana. País que ganhou hoje heroicamente de 3x2 da República da Coreia. Está no grupo H, com Coreia, Portugal e Uruguai. Na terceira rodada disputará diretamente a chance de uma vaga nas oitavas de final. Geografia e economia: República do Gana, ou Gana, é um país oficialmente de língua Inglesa, mas com com mais de 86 idiomas falados atualmente no país. O país é um pouco menor que o estado de São Paulo e sua população é de, aproximadamente, 31 milhões de habitantes. Sua economia é centrada na exploração de ouro, madeiras, petróleo, cacau e diamantes. O país é o 7º maior produtor de ouro do mundo e o 12º na produção de diamantes. Contudo, suas riquezas não ficam em seu território, ainda são levadas para o centro do capitalismo, deixando o ônus de todo o processo em solo ganês. O país vive uma grave crise ambiental. A monocultura e a exploração mineral fizeram a devastação caminhar a passos largos, em especial a monocultura de cacau, que destruiu milhões de hectares de florestas úmidas nas últimas décadas. A história de Gana é extensa. Os primeiros povos que habitaram o local, que temos conhecimento, são datados da Era do Bronze. Porém a maior parte do território foi desabitada até, aproximadamente, meados do século XIII, quando o Império do Gana, fugindo da colonização Moura, se deslocou de onde hoje é a Mauritânia e Mali, para o sul. Lá encontrou diversos outros povos como: Acã, Axante, Reino Bono e etc. Muitos dos nomes das subdivisões atuais de Gana são antigos povos que viveram naquela região específica. O território também já foi governado por povos que hoje vivem na Costa do Marfim, em Burkina Faso, Togo e Benin. Eram muitos povos que tinham algum tipo de unificação, às vezes pacífica, às vezes mais repressiva. A chegada dos Europeus é datada do final do século XV e a exploração de ouro foi intensa. Primeiro com os portugueses, depois holandeses, franceses e ingleses. Os ingleses, a partir de guerras e subornos, conquistaram a região. Na época da exploração da escravidão os ingleses já eram os dominantes na região, mesmo havendo a participação de outros países colonizadores, além dos supracitados, a Alemanha, Dinamarca, Noruega e Suécia estabeleceram colônias de exploração na região. Liderados por Kwame Nkrumah, a independência de Gana foi um processo que teve início em junho de 1946, com a eleição do parlamento da colônia, conhecida como Costa do Ouro Britânica, e terminou com 6 de março de 1957, com a unificação dos territórios do norte e oeste. Kwame Nkrumah é um dos criadores do Panafricanismo e foi um dos líderes comunistas mais fortes de sua época. Seu governo foi derrotado em um golpe patrocinado pela CIA e executado por militares corruptos. O golpe de estado durou 35 anos e instaurou um regime burguês pró-imperialismo no país. Gana tem certa tradição no futebol, sendo uma vez campeão mundial sub 20 (2009, em cima da seleção brasileira) e duas vezes no sub 17 (1991 e 1995), além de um bronze olímpico em 1992 e o 7º lugar na copa de 2010, com um envolvente time que caiu para o Uruguai nos pênaltis. Seus dois maiores jogadores na história são: Asamoah Gyan, herói em 2010, e Abedi Pelé, esse último sendo considerado o melhor jogador de todo o continente africano na década de 80. Na copa de 2022 busca superar a fase de grupos e conta com o volante Thomas Partey, sensação do time que fez uma obra prima contra o Zimbábue, garantindo a seleção de Gana na copa do Qatar.

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#Coluna Modesto Neto Uma análise sobre os últimos embates no Movimento Estudantil na UERN e a luta pela autonomia das entidades de representação discente. Leia: https://bit.ly/cmodesto_1122

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#ContrapoderNaCopa Argentina Segundo dia de Contrapoder na Copa e vamos de Argentina, time sensação que virou a grande zebra da Copa, perdendo para a Arábia Saudita, de virada, na primeira rodada. O grupo C conta com Argentina, Arábia Saudita, México e Polônia, e é um dos grupos mais difíceis desta Copa. Geografia e economia: A Argentina é o 8º maior país em território e o 32º mais populoso. Sua economia é baseada no extrativismo mineral (petróleo e ouro), no agronegócio (soja, milho e trigo) e na produção de carne bovina. É, centralmente, uma economia dependente e subdesenvolvida, muito parecida com a nossa. É governada hoje por Alberto Fernández e Cristina Kirchner, herdeiros do que um dia foi o Peronismo, “pero” há muito pouco de nacionalismo e desenvolvimentismo em seus governos. Sobra rentismo e benefícios aos grandes capitais. Muito parecido com o que somos também. Entretanto, a história da Argentina é muito interessante. Diferente de nós, não foram os acórdãos que geriram as grandes decisões de sua história. A independência foi uma conquista popular; o golpe de estado da segunda metade do século passado foi brutal (uma diferença para o nosso é que eles prestaram contas minimamente), com o famoso caso das Madres y abuelas de la Plaza de Mayo (Praça de Maio em homenagem à independência do país), que se organizaram na praça pelo direito do corpo de seus filhos e netos (sim, crianças eram torturadas ou entregues aos torturadores de seus pais para serem criados como filhos dos repressores). Foi na Argentina que, após a maior crise moderna (tanto política quanto econômica), o presidente Néstor Kirchner, em uma das cenas mais famosas da política latino-americana, mandou retirar os quadros dos presidentes golpistas do país e abriu um grande processo de prestação de contas com o período ditatorial. Por conta de seu passado, o povo tem uma grande consciência política, é berço de grandes pensadores do marxismo mundial, e os ataques aos direitos da população nunca saem barato. Recentemente, a grande luta popular foi pelo direito ao Aborto legal, seguro e gratuito, mas a luta dos povos originários e tradicionais sempre é uma luta latente, em especial contra a mineração e invasão de territórios tradicionais para cultivos monucultores. É a terra de Ernesto Che Guevara, Hebe de Bonafini, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Evita Perón, Mercedes Sosa, Astor Piazzolla, Carlos Gardel (ou será que é Uruguaio?), Quino e Mafalda. No futebol, a Argentina está em sua 18º Copa do Mundo, sendo campeã de duas edições, e tem em seu currículo dois dos maiores jogadores da história do Futebol, Diego Armando Maradona e Lionel Messi. Tem também diversos outros títulos e jogadores históricos: Alfredo Di Stéfano, Mario Kempes, Daniel Passarella e Gabriel Batistuta. No futebol feminino ainda não tem tanta tradição. Todos esperam que, em sua última Copa, Messi deslanche e recoloque a Argentina no pódio.

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#ContrapoderNaCopa Qatar: قطر Para começar nosso Raio-X da copa, vejamos um pouquinho sobre o país-sede -- o saco de pancadas do grupo A (Equador, Holanda, Qatar e Senegal), que jogou hoje e surpreendentemente fez um gol: o Qatar (Quatar, Catar). Geografia e economia: O Catar é um pequeno país peninsular do Oriente Médio, poucos metros quadrados maior que Manaus - AM, que ganhou destaque recentemente por conta da Copa do Mundo. Sua economia baseia-se no extrativismo mineral (gás natural e petróleo; muito antigamente eram as pérolas e a pesca). Vive, pelo menos desde 1825, sob o comando da família Al Thani, consolidada de fato pelo império Inglês. Na política não tem história: tem quem manda e quem obedece. O país é governado a ferro e fogo pela família Al Thani, que, por sinal, já se autogolpeou algumas vezes. Toda a política é regida pelos interesses econômicos imediatos do Emir: ele é, literalmente, dono daquele pedaço de terra. Importante destacar que são sunitas e que, mesmo com todas as denúncias de o país ser antidemocrático, escravista, contra os direitos humanos, etc., esbanjam a estima da burguesia internacional e compõem o G8. É no Catar que os Estados Unidos têm sua maior base militar no Oriente Médio. Resumo da história do Catar: O Catar foi, durante muitos séculos, uma "cidade” portuária, que tinha uma extensa criação de cavalos, camelos, pérolas e a pesca. Nunca teve papel muito decisivo na geopolítica do Oriente Médio, até, talvez, a primeira guerra do Golfo (quando foi base para o Canadá e os Estados Unidos). Foi dominado por vários impérios que, mais tempo, menos tempo, ocuparam a região (Sassânida, Abássida, Otomano e Britânico pós-primeira guerra). Conquistou sua independência em um acordão em 1971, mas nunca deixou de ser marionete do Imperialismo -- joga o jogo conforme os chefes. No futebol, o Qatar não tem quase nenhuma tradição. Seu título relevante é a Copa da Ásia de 2019. Joga oficialmente como seleção desde 27 de março de 1970 e está em sua primeira copa do mundo. O craque do time é o Sudanense naturalizado Almoez Ali Zainalabedeen Mohamed Abdulla. Ao todo são 10 jogadores que não nasceram no país, quase todos de famílias do Islã. Atualmente, o país vive talvez sua grande luta social histórica, contra as péssimas condições de trabalho dos migrantes que foram para lá construir a Copa do Mundo. Além disso, a escravidão (que não é legalmente autorizada, mas que na prática existe) é tema de conflitos sociais constantes. Vale destacar que não há imprensa livre e, para quem crítica o governo, é possível a pena de Morte. Amanhã tem mais!

2 anos sem Maradona! "Bush é um assassino, prefiro ser amigo de Fidel" 6 anos sem Fidel! "Uma revolução não é um mar de rosas
2 anos sem Maradona! "Bush é um assassino, prefiro ser amigo de Fidel" 6 anos sem Fidel! "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." Dois gigantes contra os poderosos e contra o sistema! Venceremos!

Charge de Mauro Iasi
Charge de Mauro Iasi

#Artigo Henrique Roberto Figueiredo "Neste domingo começou a Copa do Mundo no Qatar, com o jogo entre a seleção anfitriã e o Equador. Ao longo dos dias veremos jogos da Inglaterra, da França e da Espanha, mas não da Itália. Por que a Itália não foi pra Copa? Parece que o futebol importado decretou a morte da Azzurra! Essa situação acompanha o movimento geral do futebol no mundo. Estamos apenas no início da terceira década do século XXI e pudemos ver a transição da centralidade mundial do futebol italiano para o futebol espanhol. Observamos agora a decadência do futebol espanhol e a ascensão das ligas inglesas. Veremos abaixo uma possível explicação para esse fenômeno: a relação do futebol com a dinâmica política e econômica que divide o mundo há pelo menos 400 anos." Leia: https://bit.ly/ahenriquecopa_1122

A Copa do Mundo Fifa 2022 começou. "15.000 mortes por 5.760 minutos de futebol! Vergonha!" Faixa da torcido do Hertha Berlin.
A Copa do Mundo Fifa 2022 começou. "15.000 mortes por 5.760 minutos de futebol! Vergonha!" Faixa da torcido do Hertha Berlin.

#Coluna Silvia Adoue A coluna da Silvia Adoue é no clima da copa e do jogo que acabou agora. Um debate sobre o novo papel que está sendo implementado nas forças armadas mexicanas e a proliferação desse modelo para todo nosso continente. Leia: https://bit.ly/csilvia_1122

Viva el fútbol!
Viva el fútbol!

#Coluna Luiz Carlos Checchia "Recém encerrado o pleito eleitoral de 2022, a esquerda brasileira comemora o que tem chamado de vitória sobre o fascismo. No entanto, a histórica militante comunista Clara Zetkin já havia alertado, em documento à Internacional Comunista, publicado em 1923, que o fascismo não se vence apenas militarmente – é preciso vencê-lo também política e ideologicamente. Nos dias de hoje, atualizamos o alerta da camarada Clara Zetkin, dizendo que tão insuficiente quanto a vitória militar é também a eleitoral. Jair Bolsonaro foi derrocado da cadeira presidencial, mas o bolsonarismo saiu vitorioso deste pleito, na mesma medida em que o lulismo foi derrotado, ainda que Lula tenha sido eleito o novo presidente da República." Leia: https://bit.ly/cluichecchia1_1122