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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!
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#Coluna Modesto Neto
Uma análise sobre os últimos embates no Movimento Estudantil na UERN e a luta pela autonomia das entidades de representação discente.
Leia: https://bit.ly/cmodesto_1122
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#ContrapoderNaCopa
Argentina
Segundo dia de Contrapoder na Copa e vamos de Argentina, time sensação que virou a grande zebra da Copa, perdendo para a Arábia Saudita, de virada, na primeira rodada. O grupo C conta com Argentina, Arábia Saudita, México e Polônia, e é um dos grupos mais difíceis desta Copa.
Geografia e economia:
A Argentina é o 8º maior país em território e o 32º mais populoso. Sua economia é baseada no extrativismo mineral (petróleo e ouro), no agronegócio (soja, milho e trigo) e na produção de carne bovina. É, centralmente, uma economia dependente e subdesenvolvida, muito parecida com a nossa. É governada hoje por Alberto Fernández e Cristina Kirchner, herdeiros do que um dia foi o Peronismo, “pero” há muito pouco de nacionalismo e desenvolvimentismo em seus governos. Sobra rentismo e benefícios aos grandes capitais. Muito parecido com o que somos também.
Entretanto, a história da Argentina é muito interessante. Diferente de nós, não foram os acórdãos que geriram as grandes decisões de sua história. A independência foi uma conquista popular; o golpe de estado da segunda metade do século passado foi brutal (uma diferença para o nosso é que eles prestaram contas minimamente), com o famoso caso das Madres y abuelas de la Plaza de Mayo (Praça de Maio em homenagem à independência do país), que se organizaram na praça pelo direito do corpo de seus filhos e netos (sim, crianças eram torturadas ou entregues aos torturadores de seus pais para serem criados como filhos dos repressores). Foi na Argentina que, após a maior crise moderna (tanto política quanto econômica), o presidente Néstor Kirchner, em uma das cenas mais famosas da política latino-americana, mandou retirar os quadros dos presidentes golpistas do país e abriu um grande processo de prestação de contas com o período ditatorial.
Por conta de seu passado, o povo tem uma grande consciência política, é berço de grandes pensadores do marxismo mundial, e os ataques aos direitos da população nunca saem barato. Recentemente, a grande luta popular foi pelo direito ao Aborto legal, seguro e gratuito, mas a luta dos povos originários e tradicionais sempre é uma luta latente, em especial contra a mineração e invasão de territórios tradicionais para cultivos monucultores. É a terra de Ernesto Che Guevara, Hebe de Bonafini, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Evita Perón, Mercedes Sosa, Astor Piazzolla, Carlos Gardel (ou será que é Uruguaio?), Quino e Mafalda.
No futebol, a Argentina está em sua 18º Copa do Mundo, sendo campeã de duas edições, e tem em seu currículo dois dos maiores jogadores da história do Futebol, Diego Armando Maradona e Lionel Messi. Tem também diversos outros títulos e jogadores históricos: Alfredo Di Stéfano, Mario Kempes, Daniel Passarella e Gabriel Batistuta. No futebol feminino ainda não tem tanta tradição. Todos esperam que, em sua última Copa, Messi deslanche e recoloque a Argentina no pódio.
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#ContrapoderNaCopa
Qatar: قطر
Para começar nosso Raio-X da copa, vejamos um pouquinho sobre o país-sede -- o saco de pancadas do grupo A (Equador, Holanda, Qatar e Senegal), que jogou hoje e surpreendentemente fez um gol: o Qatar (Quatar, Catar).
Geografia e economia:
O Catar é um pequeno país peninsular do Oriente Médio, poucos metros quadrados maior que Manaus - AM, que ganhou destaque recentemente por conta da Copa do Mundo. Sua economia baseia-se no extrativismo mineral (gás natural e petróleo; muito antigamente eram as pérolas e a pesca). Vive, pelo menos desde 1825, sob o comando da família Al Thani, consolidada de fato pelo império Inglês.
Na política não tem história: tem quem manda e quem obedece. O país é governado a ferro e fogo pela família Al Thani, que, por sinal, já se autogolpeou algumas vezes. Toda a política é regida pelos interesses econômicos imediatos do Emir: ele é, literalmente, dono daquele pedaço de terra. Importante destacar que são sunitas e que, mesmo com todas as denúncias de o país ser antidemocrático, escravista, contra os direitos humanos, etc., esbanjam a estima da burguesia internacional e compõem o G8. É no Catar que os Estados Unidos têm sua maior base militar no Oriente Médio.
Resumo da história do Catar:
O Catar foi, durante muitos séculos, uma "cidade” portuária, que tinha uma extensa criação de cavalos, camelos, pérolas e a pesca. Nunca teve papel muito decisivo na geopolítica do Oriente Médio, até, talvez, a primeira guerra do Golfo (quando foi base para o Canadá e os Estados Unidos). Foi dominado por vários impérios que, mais tempo, menos tempo, ocuparam a região (Sassânida, Abássida, Otomano e Britânico pós-primeira guerra). Conquistou sua independência em um acordão em 1971, mas nunca deixou de ser marionete do Imperialismo -- joga o jogo conforme os chefes.
No futebol, o Qatar não tem quase nenhuma tradição. Seu título relevante é a Copa da Ásia de 2019. Joga oficialmente como seleção desde 27 de março de 1970 e está em sua primeira copa do mundo.
O craque do time é o Sudanense naturalizado Almoez Ali Zainalabedeen Mohamed Abdulla. Ao todo são 10 jogadores que não nasceram no país, quase todos de famílias do Islã.
Atualmente, o país vive talvez sua grande luta social histórica, contra as péssimas condições de trabalho dos migrantes que foram para lá construir a Copa do Mundo. Além disso, a escravidão (que não é legalmente autorizada, mas que na prática existe) é tema de conflitos sociais constantes. Vale destacar que não há imprensa livre e, para quem crítica o governo, é possível a pena de Morte.
Amanhã tem mais!
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2 anos sem Maradona!
"Bush é um assassino, prefiro ser amigo de Fidel"
6 anos sem Fidel!
"Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado."
Dois gigantes contra os poderosos e contra o sistema!
Venceremos!
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#Artigo Henrique Roberto Figueiredo
"Neste domingo começou a Copa do Mundo no Qatar, com o jogo entre a seleção anfitriã e o Equador. Ao longo dos dias veremos jogos da Inglaterra, da França e da Espanha, mas não da Itália. Por que a Itália não foi pra Copa? Parece que o futebol importado decretou a morte da Azzurra! Essa situação acompanha o movimento geral do futebol no mundo. Estamos apenas no início da terceira década do século XXI e pudemos ver a transição da centralidade mundial do futebol italiano para o futebol espanhol. Observamos agora a decadência do futebol espanhol e a ascensão das ligas inglesas. Veremos abaixo uma possível explicação para esse fenômeno: a relação do futebol com a dinâmica política e econômica que divide o mundo há pelo menos 400 anos."
Leia: https://bit.ly/ahenriquecopa_1122
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A Copa do Mundo Fifa 2022 começou.
"15.000 mortes por 5.760 minutos de futebol! Vergonha!"
Faixa da torcido do Hertha Berlin.
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#Coluna Silvia Adoue
A coluna da Silvia Adoue é no clima da copa e do jogo que acabou agora. Um debate sobre o novo papel que está sendo implementado nas forças armadas mexicanas e a proliferação desse modelo para todo nosso continente.
Leia: https://bit.ly/csilvia_1122
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#Coluna Luiz Carlos Checchia
"Recém encerrado o pleito eleitoral de 2022, a esquerda brasileira comemora o que tem chamado de vitória sobre o fascismo. No entanto, a histórica militante comunista Clara Zetkin já havia alertado, em documento à Internacional Comunista, publicado em 1923, que o fascismo não se vence apenas militarmente – é preciso vencê-lo também política e ideologicamente. Nos dias de hoje, atualizamos o alerta da camarada Clara Zetkin, dizendo que tão insuficiente quanto a vitória militar é também a eleitoral. Jair Bolsonaro foi derrocado da cadeira presidencial, mas o bolsonarismo saiu vitorioso deste pleito, na mesma medida em que o lulismo foi derrotado, ainda que Lula tenha sido eleito o novo presidente da República."
Leia: https://bit.ly/cluichecchia1_1122
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#Coluna Luiz Carlos Checchia
"Recém encerrado o pleito eleitoral de 2022, a esquerda brasileira comemora o que tem chamado de vitória sobre o fascismo. No entanto, a histórica militante comunista Clara Zetkin já havia alertado, em documento à Internacional Comunista, publicado em 1923, que o fascismo não se vence apenas militarmente – é preciso vencê-lo também política e ideologicamente. Nos dias de hoje, atualizamos o alerta da camarada Clara Zetkin, dizendo que tão insuficiente quanto a vitória militar é também a eleitoral. Jair Bolsonaro foi derrocado da cadeira presidencial, mas o bolsonarismo saiu vitorioso deste pleito, na mesma medida em que o lulismo foi derrotado, ainda que Lula tenha sido eleito o novo presidente da República."
Leia: https://bit.ly/cluizch1_1122
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Assim, nós, caiçaras, exigimos do órgão gestor da unidade de conservação:
- Suspensão imediata do edital para que haja um diálogo amplo com a sociedade;
- Realização de audiência pública com a sociedade civil e as organizações de comunidades tradicionais representativas, para que estas sejam ouvidas;
- Realização de consulta prévia, livre, informada e de boa-fé junto às comunidades caiçaras da região.
Pedimos às instituições de direito e defesa dos povos e comunidades tradicionais, ONGs socioambientais e advogadas e advogados populares para nos apoiar e orientar na defesa de nossos direitos!
A Cultura Caiçara resiste e pede socorro!
Apoie nossos povos tradicionais e seus territórios ancestrais de uso coletivo!
Nesta luta, diga NÃO À PERMISSÃO DE USO DO NÚCLEO ARPOADOR.
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CARTA DE REPÚDIO AO TERMO DE PERMISSÃO DE USO DO NÚCLEO ARPOADOR-PARQUE ESTADUAL ITINGUÇU - PERUÍBE-SP SEM CONSULTA ÀS COMUNIDADES CAIÇARAS DA REGIÃO
Nós, moradores e moradoras caiçaras que vivemos entre as praias Brava, de Parnapuã,
Guarauzinho e Guaraú, vimos por meio desta carta declarar nosso repúdio ao EDITAL nº 03/2022/GS DE DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS DE APOIO AO USO PÚBLICO NO PARQUE ESTADUAL ITINGUÇU – NÚCLEO ARPOADOR – PERUÍBE-SP
POR MEIO DE PERMISSÃO DE USO QUALIFICADA, que concede o Núcleo Arpoador à iniciativa privada POR 10 ANOS.
O Parque é consequência da luta dos moradores pela recategorização da lei da Estação Ecológica, que permitiu o uso público da área, mas ainda afeta diversas comunidades que vivem nesta localidade e/ou foram expulsas dela.
Atualmente, os moradores CAIÇARAS têm diversas dificuldades na obtenção de autorização para reforma das casas, dos ranchos de pesca, e muitas vezes são notificados e multados por isso. O Edital fala em valorização da cultura caiçara, mas em momento algum a Fundação Florestal dialogou com os moradores sobre este projeto e também não os incluiu em sua construção.
O edital fere gravemente nosso direito à consulta livre, prévia e informada prevista na Convenção 169 da OIT, já que não fomos sequer informados sobre esta permissão na época em que ela estava sendo planejada, tampouco sabíamos do edital quando este foi lançado. O “Estado”, através da Fundação Florestal, órgão gestor da área, que transfere à iniciativa privada a prerrogativa de apoiar iniciativas e associações de turismo de base comunitária sobre maricultura, é o mesmo que multa moradores locais por fazerem pequenas adequações e benfeitorias em suas casas ou em seus portos, a exemplo do que aconteceu recentemente com um morador da praia Brava quando na melhoria de seu rancho de pesca.
Cada vez mais, os povos originários da região, os Caiçaras, têm seus direitos cerceados e ceifados e se veem com as mãos atadas, impedidos de exercer seus modos de vida desde a sobreposição da unidade de conservação em seus territórios ancestrais.
Vivemos aqui há pelo menos 8 gerações e sempre preservamos e lutamos para manter a natureza conservada, manejando nossas terras e nutrindo nossas famílias a partir da pesca e da agricultura tradicional, tudo com muito respeito aos ciclos de vida, garantindo assim nossa segurança alimentar. Mesmo assim, sempre acabamos cerceados em nosso próprio território, enquanto nossas terras são entregues para a exploração econômica com atividades que sempre fomos impedidos de desenvolver aqui, e principalmente por grupos/empresas sem conhecimento da realidade local e sem compromisso com nosso território.
A prática que a Fundação Florestal adota para com os territórios de comunidades tradicionais fere nossos direitos, tratando nosso povo como invasor e clandestino, como se não fôssemos detentores de direitos, direitos estes garantidos na Constituição Federal, mais especificamente nos artigos 215º e 216º; no Decreto 6040/2007; na Convenção 169 da OIT; na Lei da Mata Atlântica; e na própria Lei do Mosaico de Unidades de Conservação Jureia Itatins, nos artigos 6º e 7º. A Fundação Florestal fere ainda as práticas de organização e o tempo da comunidade para realizar as consultas sobre projetos que impactam a região, o modo de vida e os ecossistemas do Bioma Mata Atlântica. A título de exemplo, isso ocorreu no final de 2020, quando foi gravado um Reality Show nas praias Juquiazinho e Brava, próximo das moradias de caiçaras, sem que estes fossem ao menos consultados. Desta vez, a situação é infinitamente mais grave, pois prevê a permissão de uso do nosso território por 10 anos pela iniciativa privada.
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Neste dia, em 1910, inicia o período conhecido como Revolução Mexicana. Mas o que houve naquele 20 de novembro de 1910?
Foi neste dia que estouraram 13 levantes populares em vários estados mexicanos. Todos com uma pauta em comum, a derrota de Porfírio Díaz e o fim da política econômica que colocava no lombo dos trabalhadores o ônus de toda "estabilidade" econômica do país.
Dessas 13 revoltas, os principais líderes foram Pancho Villa, com a División del Norte, e Emiliano Zapata, com o Ejército Libertador del Sur. A história da revolução mexicana é complexa, a luta contra um ditador se transformou no maior embate anticapitalista da primeira metade do século XX na América Latina. Após a Revolução Mexicana, as consignas terra, justiça e paz nunca mais foram as mesmas em todo o mundo. A revolução triunfou e os povos do mundo todo olharam para aquele país "insignificante" com ar de esperança e alento!
Reforma agrária, liberdade política e individual, justiça social e igualdade foram as grandes vitórias até a traição patrocinada pelo imperialismo estadunidense e britânico.
A revolução entrou na ordem capitalista após o assassinato de seus líderes populares, e o sonho de um México livre foi derrotado pela burguesia mexicana e estadunidense, junto com os militares fiéis aos interesses alheios, não ao seu povo.
A experiência mexicana nos ensina muito, em especial que somos nós os sujeitos da revolução. Só o povo em luta muda algo, o resto é lorota!
"Quero morrer sendo escravo dos princípios, não dos homens."
Zapata
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Neste dia, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, convidamos todos/as a assistir os dois cursos que produzimos sobre a temática:
Racismo Estrutural e Capitalismo
https://bit.ly/cracismocompleto
Raça na luta de classes: Da teoria à práxis
https://bit.ly/cursocompletoracismo2021
اکنون در دسترس! پژوهش تلگرام ۲۰۲۵ — مهمترین بینشهای سال 
