Contrapoder
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50 anos do Massacre de Wiriyamu
Neste dia, em 1972, ocorreu um dos maiores massacres da história. Os portugueses, em retaliação à guerra da independência de Moçambique, assassinaram 450 pessoas de cinco etnias em um episódio conhecido como Massacre de Wiriyamu. A justificativa foi a caça, no auge da guerra, a membros da FRELIMO. Ao menos 380 pessoas não tinham nenhuma relação com a Frente.
Os crimes cometidos pelos europeus nas colônias tanto africanas quanto asiáticas e americanas ainda carecem de reparação.
O desenrolar da guerra em Moçambique, como na maioria das colônias portuguesas na África, deu-se em meio a revoluções violentas, muitas de caráter socialista. A FRELIMO, sob comando de Samora Machel, triunfou. A memória dos nossos, que tombaram em combate ou não, sempre deve ser lembrada!
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#Artigo Rafael Padial
"Hector Benoit começou sua militância com cerca de 16 anos, entre 1968 e 1969, na Rua Maria Antônia, no centro da cidade de São Paulo, onde se localizava a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo. Ele era estudante secundarista, mas em sua escola não havia ativismo político."
Leia: https://bit.ly/arafaelp_1222
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#Artigo Raúl Zibechi
"O breve governo de Pedro Castillo, com um ano e quatro meses, terminou tão mal quanto sua própria e desvairada gestão. Chegou à Casa de Pizarro nas costas de uma potente mobilização andina. Os excluídos do Peru acreditaram ser o professor rural e dirigente sindical, que protagonizou uma grande e exitosa greve em 2017, um dos seus."
Leia: https://bit.ly/azibechi_1222
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#Coluna Silvia Beatriz Adoue
"Novela da Globo forjou um “agro” consciente e sustentável, reencenando consenso modernizador entre direita e esquerda. Analisar a trama ajuda a entender os desafios pós-eleitorais num país onde a reprimarização é vendida como “pop”."
Leia: https://bit.ly/csilvia_1222
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No séc. XV, os portugueses e os espanhóis expulsaram os Mouros da Europa e, anos depois, conquistaram Ceuta, inaugurando um período de idas e vindas no domínio da região. Franceses, portugueses, espanhóis e até ingleses já dominaram alguma parte da região, mas sempre com muita resistência. Três destaques para esse período, que acabou, em definitivo, em 2 de março de 1956: 1- A escravidão acabou somente em 1925. Os marroquinos foram obrigados a lutar pelos franceses na primeira e na segunda guerra e lutaram pelos franquistas na guerra civil espanhola, mas não de forma linear, em especial neste último conflito.
A independência foi um acordo. Os franceses, que dominavam a maior parte do território na época, não queriam uma segunda guerra, como na Argélia, e concordaram em passar o poder da região para alguém mais próximo, Mohammed ibne Arafa; porém, diversas insurreições começaram e Mohammed V, o “herdeiro legitimo”, menos ligado aos franceses, foi colocado no poder. A mesma família segue no poder em uma monarquia constitucional, mas com poderes bem grandes do rei.
Dois últimos destaques históricos:
1 - Em 1974 e 1975 iniciou-se um processo de domínio do Reino do Marrocos sobre a República Árabe Saaraui Democrática. O conflito segue em cessar fogo. Quase metade do território da Saaraui tem controle parcial dos marroquinos.
2 - A Espanha mantém dois enclaves no território marroquino, Ceuta e Melilla, cidades muradas que têm como objetivo impedir os africanos de chegarem à Espanha de forma fácil.
No futebol:
A seleção marroquina está em sua sexta Copa do Mundo. Mas está, definitivamente, em sua melhor participação. Em 1986 caiu nas oitavas para a Alemanha Ocidental, vice-campeã daquele ano. Seu grande jogador histórico é Mustapha Hadji, lider da seleção nos anos 90. Seu craque e a esperança dessa Copa é o lateral, Achraf Hakimi, do PSG. Hakimi nasceu na Espanha e é um dos 14 jogadores marroquinos que nasceram em outros países. Seus maiores títulos são: 1 Campeonato Africano das Nações (1976) e Copa das Nações Árabes (2012). Vale destacar que em 1998 a seleção marroquina estava em 10º lugar no Ranking mundial da FIFA, única participação de uma seleção africana no TOP 10. A copa de 2023 será a primeira participação da seleção feminina marroquina em uma copa do mundo.
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Hoje, no nosso #ContrapojderNaCopa, vamos de Marrocos, o último país africano na Copa de 2022 e nosso queridinho atual. A seleção marroquina teve a segunda melhor campanha de toda a fase de grupos da Copa, com 7 pontos e 3 de saldo (atrás apenas da Holanda, que teve os mesmos 7 e 4 de saldo), e esteve no grupo F, junto com Croácia (empate), Bélgica (vitória marroquina) e Canadá (vitória marroquina). Nas oitavas, ganhou da Espanha nos pênaltis (sem tomar nenhum gol). Enfrentará Portugal nas quartas e, se ganhar, terá a melhor campanha da história de um time do continente africano em copas, superando Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010), todos caindo nas quartas.
Geografia e economia:
Marrocos (árabe: المغرب; ou amazighs: Amerruk / Murakuc; em francês: Maroc), ou Reino de Marrocos, é uma monarquia constitucional que ocupa uma área um pouco maior que o Paraguai, ou algo como os estados do Goiás e Pernambuco juntos, com uma população aproximada de 36.910.560 habitantes.
Os idiomas oficiais são o Árabe (um árabe marroquino, com algumas normas próprias) e o tamazigue ou berbere (que na verdade é um termo bem pejorativo, pois vem de Bárbaro. A tradução correta de berberes seria amazighs, porém o Árabe marroquino também é conhecido como Amazighs), com três dialetos grandes. Extraoficialmente, as línguas mais faladas são o Francês (matéria obrigatória nas escolas) e o espanhol (mais no litoral norte).
Sua economia é um misto de exploração agrícola e mineral, fertilizantes químicos, roupas de tecidos nobres e venda de maquinários industrializados, centralmente carros e itens para a exploração petrolífera. Vale destacar que nos anos 90 o país passou por um grande processo de privatizações, o que faz com que, mesmo que haja um grande polo industrial, as empresas privadas estrangeiras ainda sejam muito fortes e as riquezas do país, drenadas para o centro do capitalismo. O que fica no país é fortemente centralizado na família real e seus amigos.
História:
O nome Marrocos vem, muito provavelmente, de Marraquexe, que em português não tem tanta semelhança, mas é como a região era conhecida e as palavras soam próximas em diversas línguas. É lá, mais precisamente, em Jebel Ighoud, que se encontra o fóssil de homo sapiens mais antigo de que se tem notícias. A região é habitada há centenas de milhares de anos; ali surgiram as primeiras civilizações de língua escrita; como os fenícios, tinham interpostos comerciais na região e faziam comércio com os povos que ali habitavam, isso no século VI A.C. A região foi parte do império romano, parte conquistada na metade do primeiro século.
O país foi consolidado de uma forma mais organizada no séc. VIII, muito antes dos europeus, com a conquista muçulmana do Magrebe (norte da África). Marrocos fazia parte do Império Islâmico, mas tinha muita independência política e cultura. Havia muitos líderes políticos e de povos que tinham força, mas prestavam apoio ao Estado (de forma muito mais organizada e legislada que o feudalismo europeu). Parte desse povo conquistou consideráveis áreas ao norte do mediterrâneo, tendo territórios onde hoje conhecemos como Portugal, Espanha e França. Durante um bom tempo, essa convivência dos mouros e amazighs na Europa ocorreu num clima pacífico. É de responsabilidade desses povos a chegada de diversas tecnologias aos europeus.Talvez a mais importante delas historicamente seja a vela latina, responsável pelas grandes navegações que fizeram os europeus dominarem boa parte do globo.
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Marrocos comemora sua vitória com a bandeira da Palestina!
#PalestinaLivre #FreePalestine
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#ContrapoderNaCopa
Bélgica
O quinto país do #ContrapoderNaCopa é o nosso carrasco de 2018, a Bélgica, eliminada hoje no grupo F, que classificou Marrocos (um dos nossos queridinhos) e Croácia, e eliminou Canadá e a própria Bélgica. Era uma das favoritas da Copa e queridinha pelos telespectadores do futebol europeu, com estrelas entre as mais bem pagas do futebol mundial, maaaas, morreu na praia.
Geografia e economia:
Bélgica, ou Reino da Bélgica, é uma Monarquia (sim, em 2022 eles ainda têm Rei e família real!) que ocupa uma área um pouco maior que o estado de Alagoas, uma parte considerável dela abaixo da linha do mar, com uma população aproximada de 11,5 mi de pessoas. Suas línguas oficiais são o francês, o neerlandês e o alemão. Sua economia é baseada na compra de matéria-prima (como petróleo, diamante, minério de ferro) de países periféricos do capitalismo e industrializá-la, vendendo diamantes lapidados, automóveis, ferro, aço, plástico etc. Seu desenvolvimento e crescimento econômico deu-se no período colonial e ocupa muito bem seu papel nesse capitalismo vulgarmente globalizado, que na verdade globaliza a pobreza e concentra a renda. Os burgueses belgas também souberam matar para concentrar.
História:
História:
O nome Bélgica vem da Gália Bélgica, região controlada e “descoberta” pelos Romanos em 100 a.C. O nome indica um lugar dividido entre Celtas e Germanos. Com o fim do Império Romano, a região foi dominada pelos merovíngios e depois pelo Império Carolíngio. A partir do século IX, até o século XV, foram vassalos do império Sacro Imperador Romano-Germânico, momento em que já haviam disputas na região, levaram parte do território aos austríacos, depois aos franceses. É importante salientar que o conceito de Estado Moderno não existia na época e que a região era maior que o Estado belga, abrangendo também os Países Baixos e Luxemburgo. Foi o primeiro país continental a entrar na revolução industrial, logo após o colapso da França napoleônica. É nesse momento também que há a independência da Bélgica do Reino dos Países Baixos. Em um século, talvez o grande século da ascensão capitalista, a Bélgica passa de um território feudal para um país soberano e industrial.
Em 1895 o então rei da Bélgica, Leopoldo II, ganhou o Estado Livre do Congo. Não foi o país, mas sim o rei, o país já era uma monarquia parlamentar. E o Congo foi território Real até 1908, quando as atrocidades do rei foram consideradas demasiadas e o território foi transferido ao Estado. O Congo Belga conquistou sua independência em 1960 e não é errado falar que foi um dos lugares explorados de forma mais desumana pelos europeus. O trabalho escravo e análogo à escravidão, a amputação de membros, o castigo físico, o genocídio…, eram cotidianos, tudo em nome da exploração de marfim, de diamante, de ouro e de petróleo. As mãos da família real e da burguesia belga nunca ficarão limpas. Vale destacar que Ruanda-Burundi também foi colônia Belga e que teve a mesma brutalidade no tratamento.
Na primeira e na segunda guerra foi invadida pela Alemanha, sendo o Rei, Leopoldo III, um nazista enrustido. Após a guerra, a Bélgica entrou para a OTAN e ajudou a fundar a
União Europeia, dando continuidade ao seu lugar privilegiado no capitalismo mundial. Muitas empresas belgas ainda exploram a região central da África, ajudando a colapsar as economias locais.
No futebol:
A seleção Belga já tem 14 copas do mundo nas costas, mas nunca participou de uma final. Seu melhor resultado foi o terceiro lugar em 2018, ganhando da Inglaterra na disputa pelo 3º lugar. Seu grande jogador histórico foi Jan Ceulemans, líder da seleção nos anos 80, e hoje conta com dois astros: Romelu Lukaku e Kevin De Bruyne, este último considerado por muitos o maior jogador da história recente do país. Vale destacar que em 1920 a seleção belga ganhou as olimpíadas de Antuérpia, na própria Bélgica.
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#Coluna Sergio Granja
"“Roda Viva” evoca, talvez, a roda da fortuna ao sabor das moiras que tecem, dobam e podam o fio do destino, pontuando o nascimento, o crescimento, o azar, o amor, o êxito, a frustração, a doença, a morte de cada um de nós."
Leia: https://bit.ly/cgranja_1122
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O quarto país de nossa série #ContrapoderNaCopa é o primeiro latino-americano eliminado desta Copa, o Equador. Estava no grupo A, de Qatar (vitória), Holanda (empate amargo, pois jogou muito melhor) e Senegal (uma derrota). A jovem seleção (3ª com menor média de idade) jogou bem e representou nosso continente com muita força! Promessa para 2026
Geografia e economia:
Equador (Ecuador) é um dos únicos países sulamericanos que não fazem fronteira com o Brasil. É um país andino, de grande tradição indígena e com boa parte de suas terras ocupadas pela floresta amazônica. É um Rio Grande do Sul em território, com uma população carioca, concentrada em densas áreas metropolitanas. Sua economia é, como quase todas as economias de nosso continente, extrativista mineral e vegetal. Os principais produtos são o petróleo bruto, a exportação de banana e de crustáceos. A moeda oficial é o dólar americano o que é terrível, pois isso faz sua economia ser muito frágil e dependente, incapaz de criar uma política monetária própria, ficando suscetível às pressões externas.
A língua oficial é o espanhol, porém vale destacar que o quíchua e mais 12 línguas também são oficiais no país, todas elas originárias. É um país incrivelmente lindo, com belezas naturais únicas, sem contar Galápagos, mas que vive em uma eterna crise política e econômica.
História:
Os povos pré-incas da região eram organizados em grandes confederações que se ajudavam militarmente e faziam trocas de mercadorias entre si. No começo do século XV, os Incas dominaram boa parte da região e criaram relações de muita animosidade com os povos locais. No começo do séc. XVI, os incas entraram em uma enorme guerra civil pela sucessão do império, o que fez o trabalho dos espanhóis, liderados na região por Francisco Pizarro, ser um pouco mais fácil. Dominaram uma nação em guerra. Após o domínio espanhol veio a desgraça, exploração, escravidão, estupro em massa, exterminio… todo o projeto dos donos do progresso, os europeus.
A independência é dividida em duas etapas, a primeira é com a Grã-Colômbia, extenso país que abarcou territórios do que hoje é Colômbia, Venezuela, Equador, Brasil, Panamá, Guiana, Nicarágua e Peru, este cinco últimos coadjuvantes nessa história. A segunda parte foi mais restrita aos interesses da burguesia cacaueira local, que tinha interesse em mais autonomia para seus negócios. Isso se juntou a algumas diferenças culturais e a muitas diferenças políticas, em especial com a força da igreja católica na região, que apoiou a separação, e, em 13 de maio de 1830, o Equador ganha sua autonomia e é proclamado como nação.
No século XX houve alguns conflitos com o Peru, que resultaram em uma considerável perda territorial. A guerra iniciou-se oficialmente em 1941 (na verdade, o início desses conflitos por território datam de 1857) e acabou somente em 1998. O país passou por um golpe militar nos anos 70 e teve uma tentativa de resolver um pouco de sua história em 2008, com uma nova constituição, liderada por Alberto Acosta. Entretanto, as forças políticas se movimentaram e a constituição é muito melhor no papel que na vida real.
O grande movimento no país é por soberania e autodeterminação dos povos. Há uma modelo organizativo dos povos originários muito forte. A última grande demonstração de força foi em 2019, quando o país explodiu em manifestações populares contra os pacotes de austeridade do FMI e contra os abusivos preços dos combustíveis, muito por conta da dolarização da economia.
No futebol:
O Equador não é um time de muitas tradições históricas no esporte - está em sua quarta copa do mundo, a primeira foi em 2002. Em 2006 a seleção equatoriana conseguiu seu melhor resultado, o 12º lugar. O grande herói do futebol é Álex Aguinaga, que foi o grande responsável em campo pela ida da seleção para disputar sua primeira Copa. Na Copa, contou com Enner Valencia, artilheiro da seleção, um craque que estará entre os maiores da história do país.
Amanhã tem mais
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#Coluna Mario Maestri
Transcrição da Live de lançamento do romance Carcaça de Negro, de Mário Maestri, no programa Fronteira Vermelha, em 19 de novembro de 2022. O entrevistador é o dr. Wagner Jardim, historiador.
Leia: https://bit.ly/cmaestri_1122
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Hoje é Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino.
É dia de pedir Palestina Livre e soberana!
Torcida tunisiana deu o recado na Copa 2022!
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#ContrapoderNaCopa
Gana
No terceiro texto da nossa série Contrapoder na Copa vamos falar de Gana. País que ganhou hoje heroicamente de 3x2 da República da Coreia. Está no grupo H, com Coreia, Portugal e Uruguai. Na terceira rodada disputará diretamente a chance de uma vaga nas oitavas de final.
Geografia e economia:
República do Gana, ou Gana, é um país oficialmente de língua Inglesa, mas com com mais de 86 idiomas falados atualmente no país. O país é um pouco menor que o estado de São Paulo e sua população é de, aproximadamente, 31 milhões de habitantes. Sua economia é centrada na exploração de ouro, madeiras, petróleo, cacau e diamantes. O país é o 7º maior produtor de ouro do mundo e o 12º na produção de diamantes. Contudo, suas riquezas não ficam em seu território, ainda são levadas para o centro do capitalismo, deixando o ônus de todo o processo em solo ganês.
O país vive uma grave crise ambiental. A monocultura e a exploração mineral fizeram a devastação caminhar a passos largos, em especial a monocultura de cacau, que destruiu milhões de hectares de florestas úmidas nas últimas décadas.
A história de Gana é extensa. Os primeiros povos que habitaram o local, que temos conhecimento, são datados da Era do Bronze. Porém a maior parte do território foi desabitada até, aproximadamente, meados do século XIII, quando o Império do Gana, fugindo da colonização Moura, se deslocou de onde hoje é a Mauritânia e Mali, para o sul. Lá encontrou diversos outros povos como: Acã, Axante, Reino Bono e etc. Muitos dos nomes das subdivisões atuais de Gana são antigos povos que viveram naquela região específica. O território também já foi governado por povos que hoje vivem na Costa do Marfim, em Burkina Faso, Togo e Benin. Eram muitos povos que tinham algum tipo de unificação, às vezes pacífica, às vezes mais repressiva.
A chegada dos Europeus é datada do final do século XV e a exploração de ouro foi intensa. Primeiro com os portugueses, depois holandeses, franceses e ingleses. Os ingleses, a partir de guerras e subornos, conquistaram a região. Na época da exploração da escravidão os ingleses já eram os dominantes na região, mesmo havendo a participação de outros países colonizadores, além dos supracitados, a Alemanha, Dinamarca, Noruega e Suécia estabeleceram colônias de exploração na região.
Liderados por Kwame Nkrumah, a independência de Gana foi um processo que teve início em junho de 1946, com a eleição do parlamento da colônia, conhecida como Costa do Ouro Britânica, e terminou com 6 de março de 1957, com a unificação dos territórios do norte e oeste. Kwame Nkrumah é um dos criadores do Panafricanismo e foi um dos líderes comunistas mais fortes de sua época. Seu governo foi derrotado em um golpe patrocinado pela CIA e executado por militares corruptos. O golpe de estado durou 35 anos e instaurou um regime burguês pró-imperialismo no país.
Gana tem certa tradição no futebol, sendo uma vez campeão mundial sub 20 (2009, em cima da seleção brasileira) e duas vezes no sub 17 (1991 e 1995), além de um bronze olímpico em 1992 e o 7º lugar na copa de 2010, com um envolvente time que caiu para o Uruguai nos pênaltis. Seus dois maiores jogadores na história são: Asamoah Gyan, herói em 2010, e Abedi Pelé, esse último sendo considerado o melhor jogador de todo o continente africano na década de 80.
Na copa de 2022 busca superar a fase de grupos e conta com o volante Thomas Partey, sensação do time que fez uma obra prima contra o Zimbábue, garantindo a seleção de Gana na copa do Qatar.
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