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#Boletim Assembleias contra as rotas do saqueio Nº 7
Nesta edição:
Argentina
A luta contra a criminalização dos movimentos sociais
Contra a extração de petróleo em alto mar
Chile
Contra as mineradoras e destruição ambiental
Leia: https://bit.ly/cassembleias_1222
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#Coluna Mário Maestri
"Em fins dos anos 1970, denunciava-se a penetração imperialista estadunidense no mundo das ideias e nas instituições acadêmicas no Brasil, apontando-se a Fundação Ford como a ponta de lança da operação."
Leia: https://bit.ly/cmaestri_1222
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Boa noite! 👋🏼
🖥 *Estamos ao vivo:* lançamento on-line do livro “Consciência e ideologia”, de Mauro Iasi. O evento contará com a presença do autor e de Maria Lídia da Silveira, apresentadora do livro.
*Facebook:* https://www.facebook.com/watch/live/?ref=watch_permalink&v=2084181158444086
*Youtube:* https://www.youtube.com/watch?v=7Ftv9wrECnk
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Ao vivo: Nesta quarta-feira, 21/12, às 19h, faremos o lançamento do livro “Consciência e ideologia”, de Mauro Iasi. O evento contará com a presença do autor e de Maria Lídia da Silveira, apresentadora do livro.
Acompanhe ao vivo em nosso youtube e facebook.
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#Coluna Silvia Beatriz Adoue
"Convenção Nacional Camponesa da Colômbia: Reforma Agrária ou integração dos territórios às cadeias de exportação de alimentos?"
Leia: https://bit.ly/csilcolom_1222
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50 anos do Massacre de Wiriyamu
Neste dia, em 1972, ocorreu um dos maiores massacres da história. Os portugueses, em retaliação à guerra da independência de Moçambique, assassinaram 450 pessoas de cinco etnias em um episódio conhecido como Massacre de Wiriyamu. A justificativa foi a caça, no auge da guerra, a membros da FRELIMO. Ao menos 380 pessoas não tinham nenhuma relação com a Frente.
Os crimes cometidos pelos europeus nas colônias tanto africanas quanto asiáticas e americanas ainda carecem de reparação.
O desenrolar da guerra em Moçambique, como na maioria das colônias portuguesas na África, deu-se em meio a revoluções violentas, muitas de caráter socialista. A FRELIMO, sob comando de Samora Machel, triunfou. A memória dos nossos, que tombaram em combate ou não, sempre deve ser lembrada!
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#Artigo Rafael Padial
"Hector Benoit começou sua militância com cerca de 16 anos, entre 1968 e 1969, na Rua Maria Antônia, no centro da cidade de São Paulo, onde se localizava a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo. Ele era estudante secundarista, mas em sua escola não havia ativismo político."
Leia: https://bit.ly/arafaelp_1222
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#Artigo Raúl Zibechi
"O breve governo de Pedro Castillo, com um ano e quatro meses, terminou tão mal quanto sua própria e desvairada gestão. Chegou à Casa de Pizarro nas costas de uma potente mobilização andina. Os excluídos do Peru acreditaram ser o professor rural e dirigente sindical, que protagonizou uma grande e exitosa greve em 2017, um dos seus."
Leia: https://bit.ly/azibechi_1222
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#Coluna Silvia Beatriz Adoue
"Novela da Globo forjou um “agro” consciente e sustentável, reencenando consenso modernizador entre direita e esquerda. Analisar a trama ajuda a entender os desafios pós-eleitorais num país onde a reprimarização é vendida como “pop”."
Leia: https://bit.ly/csilvia_1222
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No séc. XV, os portugueses e os espanhóis expulsaram os Mouros da Europa e, anos depois, conquistaram Ceuta, inaugurando um período de idas e vindas no domínio da região. Franceses, portugueses, espanhóis e até ingleses já dominaram alguma parte da região, mas sempre com muita resistência. Três destaques para esse período, que acabou, em definitivo, em 2 de março de 1956: 1- A escravidão acabou somente em 1925. Os marroquinos foram obrigados a lutar pelos franceses na primeira e na segunda guerra e lutaram pelos franquistas na guerra civil espanhola, mas não de forma linear, em especial neste último conflito.
A independência foi um acordo. Os franceses, que dominavam a maior parte do território na época, não queriam uma segunda guerra, como na Argélia, e concordaram em passar o poder da região para alguém mais próximo, Mohammed ibne Arafa; porém, diversas insurreições começaram e Mohammed V, o “herdeiro legitimo”, menos ligado aos franceses, foi colocado no poder. A mesma família segue no poder em uma monarquia constitucional, mas com poderes bem grandes do rei.
Dois últimos destaques históricos:
1 - Em 1974 e 1975 iniciou-se um processo de domínio do Reino do Marrocos sobre a República Árabe Saaraui Democrática. O conflito segue em cessar fogo. Quase metade do território da Saaraui tem controle parcial dos marroquinos.
2 - A Espanha mantém dois enclaves no território marroquino, Ceuta e Melilla, cidades muradas que têm como objetivo impedir os africanos de chegarem à Espanha de forma fácil.
No futebol:
A seleção marroquina está em sua sexta Copa do Mundo. Mas está, definitivamente, em sua melhor participação. Em 1986 caiu nas oitavas para a Alemanha Ocidental, vice-campeã daquele ano. Seu grande jogador histórico é Mustapha Hadji, lider da seleção nos anos 90. Seu craque e a esperança dessa Copa é o lateral, Achraf Hakimi, do PSG. Hakimi nasceu na Espanha e é um dos 14 jogadores marroquinos que nasceram em outros países. Seus maiores títulos são: 1 Campeonato Africano das Nações (1976) e Copa das Nações Árabes (2012). Vale destacar que em 1998 a seleção marroquina estava em 10º lugar no Ranking mundial da FIFA, única participação de uma seleção africana no TOP 10. A copa de 2023 será a primeira participação da seleção feminina marroquina em uma copa do mundo.
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Hoje, no nosso #ContrapojderNaCopa, vamos de Marrocos, o último país africano na Copa de 2022 e nosso queridinho atual. A seleção marroquina teve a segunda melhor campanha de toda a fase de grupos da Copa, com 7 pontos e 3 de saldo (atrás apenas da Holanda, que teve os mesmos 7 e 4 de saldo), e esteve no grupo F, junto com Croácia (empate), Bélgica (vitória marroquina) e Canadá (vitória marroquina). Nas oitavas, ganhou da Espanha nos pênaltis (sem tomar nenhum gol). Enfrentará Portugal nas quartas e, se ganhar, terá a melhor campanha da história de um time do continente africano em copas, superando Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010), todos caindo nas quartas.
Geografia e economia:
Marrocos (árabe: المغرب; ou amazighs: Amerruk / Murakuc; em francês: Maroc), ou Reino de Marrocos, é uma monarquia constitucional que ocupa uma área um pouco maior que o Paraguai, ou algo como os estados do Goiás e Pernambuco juntos, com uma população aproximada de 36.910.560 habitantes.
Os idiomas oficiais são o Árabe (um árabe marroquino, com algumas normas próprias) e o tamazigue ou berbere (que na verdade é um termo bem pejorativo, pois vem de Bárbaro. A tradução correta de berberes seria amazighs, porém o Árabe marroquino também é conhecido como Amazighs), com três dialetos grandes. Extraoficialmente, as línguas mais faladas são o Francês (matéria obrigatória nas escolas) e o espanhol (mais no litoral norte).
Sua economia é um misto de exploração agrícola e mineral, fertilizantes químicos, roupas de tecidos nobres e venda de maquinários industrializados, centralmente carros e itens para a exploração petrolífera. Vale destacar que nos anos 90 o país passou por um grande processo de privatizações, o que faz com que, mesmo que haja um grande polo industrial, as empresas privadas estrangeiras ainda sejam muito fortes e as riquezas do país, drenadas para o centro do capitalismo. O que fica no país é fortemente centralizado na família real e seus amigos.
História:
O nome Marrocos vem, muito provavelmente, de Marraquexe, que em português não tem tanta semelhança, mas é como a região era conhecida e as palavras soam próximas em diversas línguas. É lá, mais precisamente, em Jebel Ighoud, que se encontra o fóssil de homo sapiens mais antigo de que se tem notícias. A região é habitada há centenas de milhares de anos; ali surgiram as primeiras civilizações de língua escrita; como os fenícios, tinham interpostos comerciais na região e faziam comércio com os povos que ali habitavam, isso no século VI A.C. A região foi parte do império romano, parte conquistada na metade do primeiro século.
O país foi consolidado de uma forma mais organizada no séc. VIII, muito antes dos europeus, com a conquista muçulmana do Magrebe (norte da África). Marrocos fazia parte do Império Islâmico, mas tinha muita independência política e cultura. Havia muitos líderes políticos e de povos que tinham força, mas prestavam apoio ao Estado (de forma muito mais organizada e legislada que o feudalismo europeu). Parte desse povo conquistou consideráveis áreas ao norte do mediterrâneo, tendo territórios onde hoje conhecemos como Portugal, Espanha e França. Durante um bom tempo, essa convivência dos mouros e amazighs na Europa ocorreu num clima pacífico. É de responsabilidade desses povos a chegada de diversas tecnologias aos europeus.Talvez a mais importante delas historicamente seja a vela latina, responsável pelas grandes navegações que fizeram os europeus dominarem boa parte do globo.
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Marrocos comemora sua vitória com a bandeira da Palestina!
#PalestinaLivre #FreePalestine
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#ContrapoderNaCopa
Bélgica
O quinto país do #ContrapoderNaCopa é o nosso carrasco de 2018, a Bélgica, eliminada hoje no grupo F, que classificou Marrocos (um dos nossos queridinhos) e Croácia, e eliminou Canadá e a própria Bélgica. Era uma das favoritas da Copa e queridinha pelos telespectadores do futebol europeu, com estrelas entre as mais bem pagas do futebol mundial, maaaas, morreu na praia.
Geografia e economia:
Bélgica, ou Reino da Bélgica, é uma Monarquia (sim, em 2022 eles ainda têm Rei e família real!) que ocupa uma área um pouco maior que o estado de Alagoas, uma parte considerável dela abaixo da linha do mar, com uma população aproximada de 11,5 mi de pessoas. Suas línguas oficiais são o francês, o neerlandês e o alemão. Sua economia é baseada na compra de matéria-prima (como petróleo, diamante, minério de ferro) de países periféricos do capitalismo e industrializá-la, vendendo diamantes lapidados, automóveis, ferro, aço, plástico etc. Seu desenvolvimento e crescimento econômico deu-se no período colonial e ocupa muito bem seu papel nesse capitalismo vulgarmente globalizado, que na verdade globaliza a pobreza e concentra a renda. Os burgueses belgas também souberam matar para concentrar.
História:
História:
O nome Bélgica vem da Gália Bélgica, região controlada e “descoberta” pelos Romanos em 100 a.C. O nome indica um lugar dividido entre Celtas e Germanos. Com o fim do Império Romano, a região foi dominada pelos merovíngios e depois pelo Império Carolíngio. A partir do século IX, até o século XV, foram vassalos do império Sacro Imperador Romano-Germânico, momento em que já haviam disputas na região, levaram parte do território aos austríacos, depois aos franceses. É importante salientar que o conceito de Estado Moderno não existia na época e que a região era maior que o Estado belga, abrangendo também os Países Baixos e Luxemburgo. Foi o primeiro país continental a entrar na revolução industrial, logo após o colapso da França napoleônica. É nesse momento também que há a independência da Bélgica do Reino dos Países Baixos. Em um século, talvez o grande século da ascensão capitalista, a Bélgica passa de um território feudal para um país soberano e industrial.
Em 1895 o então rei da Bélgica, Leopoldo II, ganhou o Estado Livre do Congo. Não foi o país, mas sim o rei, o país já era uma monarquia parlamentar. E o Congo foi território Real até 1908, quando as atrocidades do rei foram consideradas demasiadas e o território foi transferido ao Estado. O Congo Belga conquistou sua independência em 1960 e não é errado falar que foi um dos lugares explorados de forma mais desumana pelos europeus. O trabalho escravo e análogo à escravidão, a amputação de membros, o castigo físico, o genocídio…, eram cotidianos, tudo em nome da exploração de marfim, de diamante, de ouro e de petróleo. As mãos da família real e da burguesia belga nunca ficarão limpas. Vale destacar que Ruanda-Burundi também foi colônia Belga e que teve a mesma brutalidade no tratamento.
Na primeira e na segunda guerra foi invadida pela Alemanha, sendo o Rei, Leopoldo III, um nazista enrustido. Após a guerra, a Bélgica entrou para a OTAN e ajudou a fundar a
União Europeia, dando continuidade ao seu lugar privilegiado no capitalismo mundial. Muitas empresas belgas ainda exploram a região central da África, ajudando a colapsar as economias locais.
No futebol:
A seleção Belga já tem 14 copas do mundo nas costas, mas nunca participou de uma final. Seu melhor resultado foi o terceiro lugar em 2018, ganhando da Inglaterra na disputa pelo 3º lugar. Seu grande jogador histórico foi Jan Ceulemans, líder da seleção nos anos 80, e hoje conta com dois astros: Romelu Lukaku e Kevin De Bruyne, este último considerado por muitos o maior jogador da história recente do país. Vale destacar que em 1920 a seleção belga ganhou as olimpíadas de Antuérpia, na própria Bélgica.
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#Coluna Sergio Granja
"“Roda Viva” evoca, talvez, a roda da fortuna ao sabor das moiras que tecem, dobam e podam o fio do destino, pontuando o nascimento, o crescimento, o azar, o amor, o êxito, a frustração, a doença, a morte de cada um de nós."
Leia: https://bit.ly/cgranja_1122
