10 5 6 5
Kanalga Telegram’da o‘tish
4 622
Obunachilar
Ma'lumot yo'q24 soatlar
-77 kun
-4030 kun
Postlar arxiv
4 622
RNA-guia (Single guide RNA).
Para que Cas9 possa executar sua função, ela precisa ser ativada e direcionada ao seu
alvo. No processo de imunidade natural em bactérias, estas etapas são mediadas por duas
moléculas de RNA que atuam cooperativamente: o crRNA (CRISPR-derived RNA) e tracrRNA
(trans-activating RNA).
4 622
Com base nesse mecanismo natural foi desenvolvida a técnica de CRISPR.
Para o entendimento do papel das moléculas envolvidas nessa tecnologia, deve-se levar em consideração a plasticidade dos ácidos nucleicos em se dobrarem, formando estruturas secundárias, e interagirem entre si, nas seguintes formas:
(i) DNA:DNA,
(ii) RNA:RNA e
(iii) DNA:RNA.
Adicionalmente, o DNA e (ou) RNA podem se associar com outras classes de moléculas, como as proteínas.
Basicamente, a técnica de CRISPR envolve três moléculas: uma nuclease (geralmente a Cas9 tipo selvagem de Streptococcus pyogenes), um RNA-guia (conhecido como single guideRNA) e o alvo (frequentemente o DNA).
4 622
Na natureza, CRISPR-Cas é um sistema procariótico de imunidade baseado na captura e inserção de pequenos pedaços de DNA advindos da invasão por vírus ou plasmídeos, que são incorporados ao genoma da bactéria e contra os quais ela então adquire resistência (Horvath e Barrangou 2010).
4 622
Quando avançarmos um pouco mais, vc terá o suficiente para que a verdade faça o seu trabalho. Apenas tenha calma.
4 622
Ninguém imaginava que a modesta descoberta do loco CRISPR poderia desencadear uma revolucão na genética molecular décadas mais tarde. Nos últimos anos, pesquisas mostraram que Cas9 é a principal nuclease envolvida no processo de clivagem de DNA invasor, resultando na utilização do sistema CRISPR como uma ferramenta fantástica de engenharia genética.
Isto tornou possível editar com sucesso o genoma de células de mamíferos, assim como de inúmeros outros sistemas modelos (Hatoum-Aslan A e Marraffini LA, 2014; Jiang e Marraffini, 2015).
4 622
Frequentemente CRISPR é referida como uma técnica de edição genética, isto é, capaz
de alterar a sequência nucleotídica. Esta alteração pode ser de diversos tipos:
(i) deleção, inserção ou substituição de um ou poucos nucleotídeos,
(ii) deleção de elementos genéticos, ou
(iii) integração de elementos genéticos (e.g., transgenes), dentre outros.
Contudo, é importante ressaltar que CRISPR pode ser usada para outros fins que não
de edição genética, por exemplo:
(i) marcação de DNA,
(ii) regulação da expressão gênica,
(iii) clivagem de RNA,
(iv) mapeamento de genes ou
(v) rastreamento de RNA.
4 622
O elemento central da técnica é uma endonuclease direcionada até o seu alvo específico por meio de um pequeno RNA-guia. Devido a isto, Cas9 é classificada como uma RGEN (RNA-guided endonuclease) (Kanchiswamy, 2016).
Endonucleases são enzimas que clivagem (cortam) o ácido nucleico na parte interna da molécula, ao contrário das exonucleases, que cortam a partir das extremidades livres 5´ ou 3´.
4 622
De maneira integrada, CRISPR-Cas estão envolvidos no processo de imunidade antiviral adquirida.
Baseados nesse processo biológico natural, pesquisadores desenvolveram a técnica de CRISPR-Cas9, que se utiliza de um RNA-guia (referindo-se assim a CRISPR) e apenas uma das proteínas Cas (a endonuclease Cas9).
Para simplificação, muitos pesquisadores referem-se à técnica simplesmente como CRISPR. Contudo, note que recentemente sistemas alternativos têm se utilizado de outras endonucleases que não a Cas9, como a Cpf1 (CRISPR-Cpf1; Yamano et al., 2016).
4 622
O processo biológico da técnica.
CRISPR é um loco bacteriano codificador de pequenos RNAs-guias de origem viral.
A este loco estão associadas proteínas denominadas conjuntamente de Cas (CRISPR associated).
4 622
Assim, moléculas de RNA geradas a partir desses espaçadores seriam complementares ao patógeno (re)invasor, permitindo combatê-lo de maneira sequência-específica. Uma série de estudos subsequentes revelou ser esta hipótese verdadeira.
4 622
Baseado nesses achados, em 2005 foi postulada a hipótese de que CRISPR-Cas seria um sistema imune adaptativo de procariotos, no qual os espaçadores serviriam como “memória de invasões anteriores” (Mojica et al., 2015).
4 622
Adicionalmente, foi também descrito que vírus são incapazes de infectar com sucesso bactérias que possuem espaçadores cujas sequências são correspondentes a trechos de seus genomas (Bolotin et al., 2005).
4 622
Em 2005, três grupos independentes de pesquisadores mostraram que as sequências
espaçadoras (ou simplesmente espaçadores) têm origem extracromossômica, isto é, são
derivadas de plasmídeos ou de vírus.
4 622
Ao longo dos anos, um conjunto de genes fisicamente muito próximo ao loco CRISPR foi identificado e nomeado de genes Cas (CRISPR associated genes) (Jansen et al., 2002), exemplificados por nucleases, polimerases e helicases que viriam a se mostrar futuramente como elementos centrais no funcionamento do loco como um todo.
4 622
Guarde bem esta sigla (CRISPR) pois é o termo que se refere a técnica de edição do DNA.
