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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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Neste dia, em 1944, nascia Henrique de Souza Filho, o Henfil, cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro cuja trajetória se confunde com a luta por justiça social, democracia e emancipação popular. Mineiro de Ribeirão das Neves, Henfil faria 81 anos hoje, mas seu legado permanece vivo nas trincheiras da arte revolucionária e na memória de quem luta. Com traços afiados e humor ácido, Henfil desenhou o Brasil das contradições: dos porões da ditadura à fome nas periferias, da hipocrisia das elites ao sangue derramado nos campos. Seus personagens — como os Fradinhos Bacilão e Cumprido, a Graúna e o Bode Orelana — não eram apenas caricaturas, mas denúncias políticas. Cada tira, cada charge, era um golpe contra a censura, um grito por Diretas Já e um manifesto anticapitalista. Ligado à esquerda radical, Henfil não temia nomear inimigos: denunciava a opressão de classe, o imperialismo estadunidense e a cumplicidade de governos com a violência do latifúndio. Henfil foi um militante da utopia, não riscou apenas papéis, mas sim a história. Integrou o Pasquim, enfrentou a perseguição da repressão, apoiou as Ligas Camponesas e, até seu último suspiro, em 1988, recusou-se a calar. Morreu vítima da AIDS, em um país que negligenciava os doentes como negligencia os pobres. Sua morte, como sua vida, ecoa a urgência de combater não apenas o vírus, mas estruturas de exclusão e exploração. "Viver é uma tarefa urgente, porque amanhã é uma coisa que não dá pra pensar, não dá pra fazer planos, hoje é urgente, amanhã é a morte, ontem, graças a Deus, teve ontem!" Henfil, presente!

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Neste dia, em 1913, nascia Rosa Parks, ícone da luta antirracista e anticapitalista nos EUA. Mais do que uma figura simbólica, Parks era uma militante comprometida com a justiça social. Sua recusa em ceder o assento no ônibus, em 1955, não foi um ato isolado, mas parte de uma estratégia coletiva de enfrentamento ao sistema segregacionista, articulado organizações negras, militantes socialistas e organizações sindicais. O Boicote aos Ônibus de Montgomery, que durou mais de um ano, só venceu graças à mobilização massiva da comunidade negra trabalhadora, que sustentou a resistência com caronas solidárias, doações e greves. Rosa Parks, assim como Claudette Colvin e outras militantes, entendia que a segregação racial era indissociável da exploração de classe. Sua luta não era por "igualdade" abstrata, mas por transformação radical: contra um Estado que oprimia corpos negros e um capitalismo que lucrava com sua exclusão. Rosa nos ensina que a mudança não surge de gestos individuais ou da "tolerância" dos opressores, mas da consciência coletiva e da ação organizada das ruas. "⁠As pessoas sempre dizem que eu não desisti do meu lugar porque estava cansada, mas isso não é verdade. Não, o meu único cansaço era estar cansada de ceder." #RosaParks

Charge de Mauro Iasi
Charge de Mauro Iasi

Recesso do Contrapoder Tio Lenin sabia bem a importância de tirar um momento para contemplar, recarregar as energias e reflet
Recesso do Contrapoder Tio Lenin sabia bem a importância de tirar um momento para contemplar, recarregar as energias e refletir sobre os próximos passos da luta. Por isso, faremos uma breve pausa nas nossas atividades nos próximos dias. Mas não se preocupe: voltaremos logo, firmes e fortes, porque, como sempre, a luta não para. 🚩 E que tal ajudar a tornar o nosso recesso mais tranquilo – e, quem sabe, até remunerado? Afinal, todo trabalhador merece uma folga remunerada, certo? 😉 💳 Contribua com o nosso recesso! Sua ajuda é fundamental para que possamos continuar trazendo análises críticas, debates e reflexões sobre os desafios do nosso tempo. 📲 Chave Pix: 11 95177-1614 Muito obrigado por estar conosco nessa caminhada e por construir esse espaço ao nosso lado. Voltamos logo, porque a luta não para!

"Gaza... Triunfa sobre o extermínio Viva a resistência... Vivam os braços firmes do nosso povo!" Viva o povo palestino. Morte
"Gaza... Triunfa sobre o extermínio Viva a resistência... Vivam os braços firmes do nosso povo!" Viva o povo palestino. Morte ao sionismo!

Hoje, 15 de janeiro de 2025, completam-se 106 anos do covarde e brutal assassinato de Rosa Luxemburgo e seu camarada Karl Lie
Hoje, 15 de janeiro de 2025, completam-se 106 anos do covarde e brutal assassinato de Rosa Luxemburgo e seu camarada Karl Liebknecht, a mando das forças social-democratas em aliança com a burguesia alemã. Rosa foi baleada e jogada ainda viva em um rio; Karl foi executado com tiros pelas costas e enterrado como indigente. Lembrar suas mortes é rememorar e enaltecer o legado de luta que deixaram. Rosa Luxemburgo é, até hoje, uma das principais teóricas e dirigentes políticas da história, destacando-se por seu papel central na revolução alemã e por sua contribuição inestimável à teoria e ação revolucionária no início do século XX. Seus escritos e análises permanecem atuais, enquanto seus algozes caíram na irrelevância e repousam na lata de lixo da história. "A sociedade capitalista está na encruzilhada, seja a transição para o socialismo ou a regressão à barbárie." — Rosa Luxemburgo "Para o capitalismo, guerra e paz são negócios e nada além de negócios." — Karl Liebknecht

#Coluna Silvia Adoue "Os zapatistas vêm longe. Sabem do colapso em cujo cone de sombra já entramos. Eles o chamam de “tormenta”. Então, querem projetar o que fazer “o dia depois da tormenta”. Para alguns, a tormenta já arrasou com todos os planos, como aconteceu com esses que perderam a terra." Leia: https://contrapoder.net/colunas/o-comum-e-a-nao-propriedade-que-propoem-os-zapatistas/

📢 Nosso recesso está chegando! Vai ser curto, mas queremos que seja tranquilo. A luta não para, mas até o trabalhador precis
📢 Nosso recesso está chegando! Vai ser curto, mas queremos que seja tranquilo. A luta não para, mas até o trabalhador precisa de uma folga remunerada. Ajude o Contrapoder a seguir firme em 2024: contribua no Dia do PIX! 💸 Chave PIX: 11 95177-1614 (conta do nosso editor Marino Mondek) 🚩 Todo apoio faz diferença. A luta é coletiva

#Coluna Michel Goulart da Silva "Passados dois anos desde o 8 de janeiro, é possível fazer uma avaliação mais precisa sobre o ataque bolsonarista e sua relação com as instituições. Desde os ataques que levaram à depredação de prédios públicos em Brasília, foi possível, por meio das investigações, provar inclusive as intenções golpistas do próprio Jair Bolsonaro, ainda que não tenha conseguido o apoio necessário para essa empreita." Leia: https://contrapoder.net/colunas/o-8-de-janeiro-dois-anos-depois/

#Coluna Silvia Adoue "Colonizam as subjetividades de muitos dos nossos. Como dizem na Argentina: “les comen la cabeza”. Ao perderem as bases materiais para uma vida humana, são reduzidos em sua condição de sujeitos e se tornam inimigos de si próprios." Leia: https://contrapoder.net/colunas/como-evitar-que-nos-colonizem-a-cabeca/

#Entrevista Renato Cinco Brasil encerrou 2024 em meio a dilemas: golpismo, controle do central, crise estrutural do capital e colapso ambiental. Para Renato Cinco, a conciliação está no limite, e a polarização real é entre capital e trabalho. Sem um programa anticapitalista claro, a extrema-direita avança financiada pelo grande capital. Leia: https://contrapoder.net/entrevista/o-seculo-21-sera-revolucionario-para-bem-ou-mal-diz-renato-cinco/

#Coluna Plínio de Arruda Sampaio Junior "O desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo constituiu uma economia mundial que articula formações sociais com grandes disparidades no grau de desenvolvimento das forças produtivas e na capacidade de consumo da sociedade." Leia: https://contrapoder.net/colunas/da-dependencia-a-reversao-neocolonial/

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Posfácio ao dossier de entrevistas sobre Venezuela As perguntas sobre Venezuela que os companheiros e companheiras responderam nas entrevistas são aquelas que muitos militantes latino-americanos temem pronunciar, ainda que as formulem para si mesmos secretamente. A polarização que tomou conta das práticas políticas no continente inibe essa indagação tão necessária. Necessária, ainda quando as respostas resultem na “queda funda dos cristos da alma”, como dizia César Vallejo. Tudo que acreditávamos saber sobre Venezuela é posto em xeque. A leitura destas entrevistas faz com que voltemos os olhos “como quando por sobre o ombro nos chama uma palmada” e já não possamos aludir ignorância. Não se trata apenas de Venezuela. Encarar a deriva do processo bolivariano, em contraste com as expectativas que se criaram anos atrás, oferece-nos um espelho para olhar muitas das práticas políticas e projetos que empurraram a esquerda latino-americana a eludir os desafios de superar a dependência, de organizar-se autonomamente em relação ao Estado e de defesa dos territórios e suas gentes em face da destruição das cadeias extrativistas. A omissão diante de tais desafios não pode ser mascarada com retórica anti-imperialista.

#dossiêvenezuela Na sexta parte do dossiê "As derivas da Venezuela: deterioração do processo bolivariano", Raúl Zibechi e Silvia Adoue entrevistaram Juan Carlos La Rosa Velazco, Kekisai, militante, educador, comunicador, investigador. Povo Kaketí, Organização Kainjirawa-UAIN. Experiência Territorial El agua nos une, Bacia de Tuy. Leia: https://contrapoder.net/entrevista/entrevista-com-juan-carlos-la-rosa-velazco/

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Hoje é dia de Gauchito Gil: o santo popular da Argentina No dia 8 de janeiro, celebra-se o Gauchito Gil, figura central da religiosidade popular na Argentina. Segundo uma das versões da lenda, Antonio Mamerto Gil Núñez foi um gaúcho que viveu no século XIX, perseguido como desertor das guerras civis argentinas (ou talvez da Guerra da Tríplice Aliança). Condenado por deserção, ao recusar-se a matar outros iguais, foi capturado por um sargento que o executou. Antes de sua morte, Gil teria dito ao carrasco: "Agora, sua filha, em sua casa, está agonizando. Não se preocupe, porque eu vou interceder por ela e ela vai viver." Após decapitarem Gil, seu corpo foi deixado para apodrecer. Porém, ao retornar para casa, o sargento encontrou sua filha milagrosamente curada. Tocada pela promessa cumprida, a família reconheceu a santidade de Gil, e o próprio sargento voltou para dar a ele os devidos ritos funerários. Assim nasceu a devoção ao Gauchito Gil, o santo popular do povo. Gauchito Gil não é reconhecido pela Igreja Católica, mas ganhou altares por toda a Argentina. Para seus devotos, ele é protetor e intercessor das causas impossíveis, especialmente entre os mais pobres e trabalhadores. Seus altares, decorados com bandeiras vermelhas, simbolizam não apenas a fé, mas também a solidariedade e a resistência popular. Hoje, celebrar o Gauchito Gil é lembrar dessa tradição profundamente enraizada nas histórias e esperanças do povo argentino. ¡Viva el Gauchito Gil! 🚩 Viva a cultura da classe trabalhadora!

📢 Está no ar o compilado dos textos mais lidos, publicados no site do Contrapoder em 2024! Reunimos as análises e debates que mais movimentaram nosso espaço neste ano. Aproveite para reler ou conhecer os artigos que marcaram 2024 com reflexões sobre luta de classes, resistência popular e os desafios do nosso tempo. Confira no site: https://contrapoder.net/editorial/mais-lidos-2024/ Seguimos firmes para 2025! 🚩