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Neste dia, em 1898, em Augsburg, Alemanha, nasceu Bertolt Brecht. Brescht emergiu de um mundo em ebulição. Filho de uma burguesia industrial, cedo rejeitou os valores de sua classe, trocando o conforto pelo luta política. A carnificina da Primeira Guerra Mundial, testemunhada como enfermeiro, moldou sua visão: a arte não poderia ser mero entretenimento, mas arma de transformação. Estudou Marx, abraçou o materialismo dialético e tornou-se um dos pilares do teatro épico, gênero que desnudava as contradições do capitalismo com ironia cortante e poesia insurgente.
Exilado em 1933, perseguido pelos nazistas, Brecht percorreu Europa e EUA como um “homem sem pátria”, mas jamais sem causa. Escreveu obras-primas como “Mãe Coragem e Seus Filhos” e “A Vida de Galileu”, onde questionava a neutralidade da ciência e a ética em tempos de barbárie. Seu teatro não queria plateias passivas: o efeito de distanciamento quebrava a ilusão cênica para provocar a reflexão crítica. “Não aceitem o mundo como ele é!”, bradava. Após a guerra, fundou o Berliner Ensemble na Alemanha Oriental, defendendo uma cultura socialista que não se vendesse ao pragmatismo nem ao dogmatismo.
Brecht morreu em 1956, mas a potência de seus versos e ideias permanece. “Nada deve parecer impossível de mudar” resume seu legado: a arte revolucionária não decora a realidade — incendeia-a.
Honrar Brecht é manter viva a chama da rebeldia que transforma palcos em trincheiras e espectadores em combatentes.
"Nada deve parecer impossível de mudar"
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Neste dia, em 1932, nascia em Havana Camilo Cienfuegos, filho de uma costureira e de um alfaiate anarquista. A Cuba pré-revolucionária, marcada pelo imperialismo e pela desigualdade, roubou-lhe o sonho de ser escultor, obrigando-o a trabalhar desde jovem para sobreviver. Nos anos 1950, migrou aos EUA, onde testemunhou a exploração dos migrantes e fortaleceu sua revolta anticapitalista.
Encontrou Fidel Castro em 1955, integrando-se ao grupo que preparava a expedição do Granma. Com coragem estratégica e carisma popular, tornou-se um dos líderes militares mais queridos da Revolução. Sua atuação em batalhas como Yaguajay e Santa Clara foi decisiva, sempre ao lado dos soldados, recusando hierarquias. Após 1959, assumiu a chefia do Exército Rebelde e defendeu a Reforma Agrária com mão firme, combatendo traições e articulando justiça social.
Morreu aos 27 anos, em um acidente aéreo, mas seu legado resiste: “Vas bien, Fidel” sintetiza sua lealdade ao projeto socialista. Hoje, seu chapéu alado e sorriso estão estampados em murais e bandeiras, lembrando que a verdadeira liderança emerge das lutas coletivas. Camilo não foi um herói por acaso — foi fruto de um povo que o escolheu para simbolizar esperança e o socialismo.
#CamiloCienfuegos
#CamiloVive
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#Artigo Milton Temer
"Vem nos impor apoio incondicional a um governo que marcha célere para um social-liberalismo, num transformismo regressivo incessante, em nome de um anódino combate à ameaça fascista."
Leia: https://contrapoder.net/artigo/a-crise-do-psol
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Neste dia, em 1944, nascia Henrique de Souza Filho, o Henfil, cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro cuja trajetória se confunde com a luta por justiça social, democracia e emancipação popular. Mineiro de Ribeirão das Neves, Henfil faria 81 anos hoje, mas seu legado permanece vivo nas trincheiras da arte revolucionária e na memória de quem luta.
Com traços afiados e humor ácido, Henfil desenhou o Brasil das contradições: dos porões da ditadura à fome nas periferias, da hipocrisia das elites ao sangue derramado nos campos. Seus personagens — como os Fradinhos Bacilão e Cumprido, a Graúna e o Bode Orelana — não eram apenas caricaturas, mas denúncias políticas. Cada tira, cada charge, era um golpe contra a censura, um grito por Diretas Já e um manifesto anticapitalista. Ligado à esquerda radical, Henfil não temia nomear inimigos: denunciava a opressão de classe, o imperialismo estadunidense e a cumplicidade de governos com a violência do latifúndio.
Henfil foi um militante da utopia, não riscou apenas papéis, mas sim a história. Integrou o Pasquim, enfrentou a perseguição da repressão, apoiou as Ligas Camponesas e, até seu último suspiro, em 1988, recusou-se a calar. Morreu vítima da AIDS, em um país que negligenciava os doentes como negligencia os pobres. Sua morte, como sua vida, ecoa a urgência de combater não apenas o vírus, mas estruturas de exclusão e exploração.
"Viver é uma tarefa urgente, porque amanhã é uma coisa que não dá pra pensar, não dá pra fazer planos, hoje é urgente, amanhã é a morte, ontem, graças a Deus, teve ontem!"
Henfil, presente!
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Neste dia, em 1913, nascia Rosa Parks, ícone da luta antirracista e anticapitalista nos EUA. Mais do que uma figura simbólica, Parks era uma militante comprometida com a justiça social. Sua recusa em ceder o assento no ônibus, em 1955, não foi um ato isolado, mas parte de uma estratégia coletiva de enfrentamento ao sistema segregacionista, articulado organizações negras, militantes socialistas e organizações sindicais.
O Boicote aos Ônibus de Montgomery, que durou mais de um ano, só venceu graças à mobilização massiva da comunidade negra trabalhadora, que sustentou a resistência com caronas solidárias, doações e greves. Rosa Parks, assim como Claudette Colvin e outras militantes, entendia que a segregação racial era indissociável da exploração de classe. Sua luta não era por "igualdade" abstrata, mas por transformação radical: contra um Estado que oprimia corpos negros e um capitalismo que lucrava com sua exclusão.
Rosa nos ensina que a mudança não surge de gestos individuais ou da "tolerância" dos opressores, mas da consciência coletiva e da ação organizada das ruas.
"As pessoas sempre dizem que eu não desisti do meu lugar porque estava cansada, mas isso não é verdade. Não, o meu único cansaço era estar cansada de ceder."
#RosaParks
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Recesso do Contrapoder
Tio Lenin sabia bem a importância de tirar um momento para contemplar, recarregar as energias e refletir sobre os próximos passos da luta. Por isso, faremos uma breve pausa nas nossas atividades nos próximos dias. Mas não se preocupe: voltaremos logo, firmes e fortes, porque, como sempre, a luta não para. 🚩
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Afinal, todo trabalhador merece uma folga remunerada, certo? 😉
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Muito obrigado por estar conosco nessa caminhada e por construir esse espaço ao nosso lado. Voltamos logo, porque a luta não para!
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"Gaza... Triunfa sobre o extermínio
Viva a resistência... Vivam os braços firmes do nosso povo!"
Viva o povo palestino.
Morte ao sionismo!
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Hoje, 15 de janeiro de 2025, completam-se 106 anos do covarde e brutal assassinato de Rosa Luxemburgo e seu camarada Karl Liebknecht, a mando das forças social-democratas em aliança com a burguesia alemã. Rosa foi baleada e jogada ainda viva em um rio; Karl foi executado com tiros pelas costas e enterrado como indigente.
Lembrar suas mortes é rememorar e enaltecer o legado de luta que deixaram. Rosa Luxemburgo é, até hoje, uma das principais teóricas e dirigentes políticas da história, destacando-se por seu papel central na revolução alemã e por sua contribuição inestimável à teoria e ação revolucionária no início do século XX. Seus escritos e análises permanecem atuais, enquanto seus algozes caíram na irrelevância e repousam na lata de lixo da história.
"A sociedade capitalista está na encruzilhada, seja a transição para o socialismo ou a regressão à barbárie."
— Rosa Luxemburgo
"Para o capitalismo, guerra e paz são negócios e nada além de negócios."
— Karl Liebknecht
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#Coluna Silvia Adoue
"Os zapatistas vêm longe. Sabem do colapso em cujo cone de sombra já entramos. Eles o chamam de “tormenta”. Então, querem projetar o que fazer “o dia depois da tormenta”. Para alguns, a tormenta já arrasou com todos os planos, como aconteceu com esses que perderam a terra."
Leia: https://contrapoder.net/colunas/o-comum-e-a-nao-propriedade-que-propoem-os-zapatistas/
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#Coluna Michel Goulart da Silva
"Passados dois anos desde o 8 de janeiro, é possível fazer uma avaliação mais precisa sobre o ataque bolsonarista e sua relação com as instituições. Desde os ataques que levaram à depredação de prédios públicos em Brasília, foi possível, por meio das investigações, provar inclusive as intenções golpistas do próprio Jair Bolsonaro, ainda que não tenha conseguido o apoio necessário para essa empreita."
Leia: https://contrapoder.net/colunas/o-8-de-janeiro-dois-anos-depois/
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#Coluna Silvia Adoue
"Colonizam as subjetividades de muitos dos nossos. Como dizem na Argentina: “les comen la cabeza”. Ao perderem as bases materiais para uma vida humana, são reduzidos em sua condição de sujeitos e se tornam inimigos de si próprios."
Leia: https://contrapoder.net/colunas/como-evitar-que-nos-colonizem-a-cabeca/
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#Entrevista Renato Cinco
Brasil encerrou 2024 em meio a dilemas: golpismo, controle do central, crise estrutural do capital e colapso ambiental. Para Renato Cinco, a conciliação está no limite, e a polarização real é entre capital e trabalho. Sem um programa anticapitalista claro, a extrema-direita avança financiada pelo grande capital.
Leia: https://contrapoder.net/entrevista/o-seculo-21-sera-revolucionario-para-bem-ou-mal-diz-renato-cinco/
