𝘊𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘦 𝘛𝘳𝘢𝘥𝘪𝘤̧𝘰̃𝘦𝘴 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭𝘦𝘪𝘳𝘢𝘴
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“𝘈̀ 𝘗𝘢́𝘵𝘳𝘪𝘢 𝘵𝘶𝘥𝘰 𝘴𝘦 𝘥𝘦𝘷𝘦 𝘥𝘢𝘳, 𝘴𝘦𝘮 𝘯𝘢𝘥𝘢 𝘦𝘹𝘪𝘨𝘪𝘳 𝘦𝘮 𝘵𝘳𝘰𝘤𝘢, 𝘯𝘦𝘮 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘳𝘦𝘦𝘯𝘴𝘢̃𝘰.” ~ 𝐓𝐞𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐒𝐢𝐪𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐂𝐚𝐦𝐩𝐨𝐬 https://www.instagram.com/historia.militar.do.brasil?igsh=b2V0MG
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José Francisco dos Santos, mais conhecido como Zé Alfaiate, teve uma trajetória marcada por deslocamentos entre o Brasil e a África no século XIX. Ex-escravizado na Bahia, conseguiu comprar sua liberdade em 1830 e retornou ao Daomé, sua terra de origem. Foi ali que passou a integrar as redes do tráfico atlântico, atividade à qual se dedicou após se casar com a filha de Francisco Félix de Souza, o mais poderoso traficante da região de Ajudá.
Inserido nesse circuito comercial, Zé Alfaiate manteve relações com portos importantes do Atlântico, negociando com o Rio de Janeiro, Salvador, Havana, Marselha e Bristol. Seus interesses não se limitavam ao tráfico humano: também atuou no comércio de ouro e, posteriormente, no de óleo de palma, conhecido no Brasil como azeite de dendê.
A partir de meados da década de 1840, porém, o cenário começou a mudar. A repressão britânica ao tráfico se intensificou, com a Marinha Real passando a vigiar de perto o porto de Ajudá, de onde partiam milhares de cativos todos os anos. A nova realidade afetou diretamente seus negócios. Em uma carta enviada ao sogro, Zé Alfaiate lamentou as perdas e o risco crescente das operações, relatando a apreensão de uma carga com centenas de escravos.
Com o enfraquecimento do tráfico, ele redirecionou seus investimentos para o comércio de óleo de palma. Em 1849, o capitão inglês Frederick Forbes visitou sua propriedade e deixou um relato detalhado: descreveu Zé Alfaiate como um grande comprador do produto, dono de um estabelecimento movimentado, embora financeiramente instável, marcado por dívidas e pela incerteza do mercado. Forbes também observou o intenso vai-e-vem de comerciantes e escravos, além do uso de cauris como meio de pagamento aos produtores locais.
Mesmo vivendo na África, Zé Alfaiate manteve vínculos constantes com o Brasil até o fim da vida. Acompanhava atentamente os acontecimentos políticos do Império, como demonstra uma carta de 1869 em que comenta a Guerra do Paraguai e elogia as ações das tropas brasileiras contra Solano López.
Seus descendentes integram hoje a comunidade dos Agudás, formada por afro-brasileiros e seus herdeiros que retornaram à África ao longo do século XIX, deixando marcas duradouras na cultura e na história da região.
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| 3 | José Francisco da Silveira Casado (Capitão-mor)
Nasceu em 15 de junho de 1734, filho de Francisco Pires Casado e de Filipa Antónia da Silveira.
Foi irmão da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e exerceu o cargo de tesoureiro da instituição. Realizou doações financeiras para a construção do templo da Misericórdia, sendo considerado o fundador do local.
Casou-se com Bibiana Josefa Bittencourt do Canto, com quem teve onze filhos, entre eles Manuel José Pires da Silveira Casado, que também atuou como Provedor da Santa Casa no período de 1831 a 1832.
José Francisco da Silveira Casado faleceu em 16 de janeiro de 1825, aos 90 anos de idade. Foi sepultado no cemitério que existia ao lado da Capela do Nosso Senhor dos Passos, pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. | 484 |
| 4 | Óleo sobre tela do Capitão-mor José de Souza Breves, trajando a farda da Guarda Nacional.
Primogênito do casal, José de Souza Breves nasceu em 1748, nas Ilhas dos Açores, emigrando ainda jovem com seus pais para o Brasil.
Em 1822, José de Souza Breves tomou posse do cargo de Juiz Almotacé de São João Marcos e, em 28 de fevereiro de 1826, empossou-se solenemente, perante a Câmara Municipal reunida, no cargo de Vereador, já no posto de Capitão-mor da Vila.
Foi ele o chefe dos chamados “Breves Graúdos”. Os descendentes de seus irmãos eram conhecidos como “Breves Miúdos”, assim distinguidos pelo povo. Trata-se de uma nota pitoresca relativa à preponderância do ramo primogênito dos Breves sobre os demais membros da família. Os “Breves Graúdos” destacaram-se por sua notável fortuna, baseada em fazendas formadas por largas sesmarias de terras concedidas pelo governo imperial, além de gozarem de grande prestígio político junto ao Imperador. Daí a distinção entre “graúdos” e “miúdos”, consagrada pelo povo marcense. | 361 |
| 5 | Intervenção militar do Brasil na República Dominicana
A intervenção militar do Brasil na República Dominicana ocorreu entre 1965 e 1966, como parte da Operação Power Pack, uma missão de paz liderada pelos Estados Unidos. O objetivo declarado era restaurar a ordem e a estabilidade política no país.
Contexto
Crise política: A República Dominicana enfrentava instabilidade após a deposição do presidente Juan Bosch, eleito em 1962 e derrubado em 1963.
Golpe militar: Um golpe liderado pelo general Elías Wessin y Wessin impediu o retorno do governo constitucional.
Conflito civil: O país mergulhou em uma guerra civil entre forças constitucionalistas e setores conservadores apoiados pelos militares.
Intervenção brasileira
Participação pela OEA: O Brasil atuou no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), que aprovou uma resolução autorizando a intervenção.
Força Interamericana de Paz: O país contribuiu com cerca de 1.130 soldados para a Força Interamericana de Paz.
Atuação: As tropas brasileiras participaram de operações de manutenção da ordem, patrulhamento e proteção de civis.
Consequências
Restauração da ordem: A intervenção contribuiu para a estabilização política e o encerramento do conflito armado.
Eleições: Em 1966, foram realizadas eleições, vencidas por Joaquín Balaguer.
Relações diplomáticas: A participação brasileira reforçou o alinhamento diplomático e militar entre Brasil e Estados Unidos durante a Guerra Fria. | 453 |
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| 7 | Eliseu Visconti - Hino da Bandeira, 1940 | 469 |
| 8 | Litografia representando João Fernandes Vieira recusando o suborno dos holandeses querendo comprar sua honra na questão brasileira. | 496 |
| 9 | O bandeirismo fluminense.
Em fins de 1590, o Brasil era povoado somente em algumas partes do litoral com largura variável de 50 a 120 quilômetros. A povoação do RJ era um pequeno núcleo. Os núcleos do litoral praticavam expedições para o interior da colônia com o objetivo de encontrar ouro ou pedras preciosas ou para prear índios bravios para o trabalho nas lavouras. As expedições que partiam do RJ exploravam o vale do rio Paraíba, percorriam a costa pelo sul e pelo norte, penetravam nas terras dos pacíficos guaianás e combatiam os tamoios e temiminós. Em Out 1597, uma expedição comandada por Martim de Sá percorreu o litoral chegando até Parati. Indo para o interior, chegou a Itajubá. Em 1599 coube a Gonçalo de Sá expulsar os Goitacazes da região de Macaé. No ano seguinte, Martim de Sá, com reforços que vieram do Espírito Santo, derrotou os temiminós que haviam construído uma aldeia fortificada nas margens do rio Muriaé. | 475 |
| 10 | Bacellar, a quem é atribuída a autoria da Relação Diária do Sítio e Tomada da Forte Praça do Recife.
Está sepultado na capela-mor do Convento de Santa Maria de Xabregas, padroado da sua casa. | 344 |
| 11 | Jerónimo de Ataíde (1610–1665), 6.º conde de Atouguia, foi o 31.º governador-geral do Brasil (1654–1657).
Primogénito de D. Filipa de Vilhena e de D. Luís de Ataíde, 5.º conde de Atouguia, foi um dos dois irmãos a quem a sua célebre mãe armou cavaleiros, enviando-os a combater pela defesa da independência de Portugal face ao domínio espanhol. Tornou-se, assim, um dos fidalgos restauradores que participaram no golpe de Estado de 1.º de Dezembro de 1640, constando mesmo que foi um dos que entraram no Paço da Ribeira e se dirigiram aos aposentos do traidor Miguel de Vasconcelos para o matar.
Foi comendador de Adaúfe e de Vila Velha de Ródão da Ordem de Cristo, senhor de Vinhaez, Lomba, Passó, Sarnache, Peniche e Monforte da Ordem de São Bento, além de mestre de campo-general da província do Alentejo.
Fidalgo da Casa Real, foi governador de Peniche em 1640 e governador das armas da província de Trás-os-Montes em 1649 e 1652, onde repeliu uma invasão espanhola pela fronteira de Chaves.
Foi nomeado governador e capitão-general do Estado do Brasil por carta patente de 21 de fevereiro de 1653, tomando posse do cargo em 14 de dezembro de 1654.
O seu governo foi marcado pelo fim da presença holandesa no Brasil, com a assinatura da Capitulação do Campo do Taborda, bem como pelo combate às tribos tupis ainda leais aos holandeses. Coube-lhe festejar a vitória final das armas portuguesas contra os invasores.
Recebeu também a embaixada dos paulistas que procurava pôr fim à guerra entre as famílias Pires e Camargos, que perturbava a capitania do sul, redigindo a célebre portaria de 24 de novembro de 1655, na qual concedia anistia geral.
A sua atuação na capitania da Bahia insere-se num contexto de reconstrução e reorganização, tanto no plano militar quanto no económico. Uma das principais preocupações de D. Jerónimo foi a defesa contra possíveis novos ataques estrangeiros, especialmente dos holandeses, que poderiam tentar retomar o Brasil. Ordenou a construção de fortificações, sobretudo na Bahia, que manteve a sua posição estratégica como centro administrativo e militar da América Portuguesa.
Foi sucedido no governo do Brasil por Francisco Barreto de Menezes. Ao regressar ao Reino, exerceu os cargos de governador das armas do Alentejo, capitão-general da armada real, presidente da Junta do Comércio, membro dos Conselhos da Guerra e de Estado e gentil-homem da câmara do rei D. Afonso VI.
Casou duas vezes: a primeira, em 1658, com a sua prima D. Maria de Castro, falecida em 1661, filha de Francisco de Sá e Menezes, 2.º conde de Penaguião, e da condessa D. Joana de Castro, da qual nasceu D. Manuel Luís de Ataíde, 7.º conde de Atouguia; e a segunda com D. Leonor de Meneses, viúva do 1.º conde de Serém, filha e herdeira de D. Fernando de Meneses, comendador de Castelo Branco, e de D. Jerónima de Toledo, esta filha de D. Manuel da Câmara, 2.º conde de Vila Franca.
Deste segundo casamento nasceram numerosos filhos, entre eles D. Luís Peregrino de Ataíde, que viria a ser o 8.º conde de Atouguia.
Apaixonado por genealogia, escreveu o «Nobiliário das Famílias d’Este Reino», em quatro tomos, manuscrito que se conservava na livraria do Convento da Graça, em Lisboa.
Teve um parente homónimo que foi donatário da Capitania de Ilhéus e que encomendou, em 1631, um atlas do Brasil elaborado pelo cosmógrafo do Reino de Portugal, João Teixeira Albernaz.
Em sua homenagem foi escrito o livro «Perfeito Soldado e Política Militar», de João Medeiros Correia (1659), obra importante para o estudo do Império Português, contendo um tratado sobre a instrução e a cultura humana e castrense que um chefe militar do século XVII deveria possuir ou adquirir para ser um comandante perfeito.
Esta obra é hoje muito rara e procurada por colecionadores de Brasiliana, sobretudo devido ao retrato de Jerónimo de Ataíde, o único conhecido do famoso soldado. Ao pé da gravura encontra-se a inscrição: «Hieronimus Attaidis […] aetatis suae XXXVII». Entre os poemas dedicados a João Medeiros Correia nas páginas preliminares, encontra-se um soneto de António Barbosa | 377 |
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| 13 | Borges do Canto e a conquista das Missões.
Nascido em Rio Pardo e batizado em 17 de fevereiro de 1775, José Borges do Canto era filho de Francisco do Canto e de D. Eugênia Francisca. Sua trajetória foi marcada por episódios numerosos e controversos, mas nenhum teve maior impacto do que sua atuação na retomada das Missões, feito que lhe rendeu do governador Cabral da Câmara o título de “Restaurador dos Sete Povos”.
No início de sua vida militar, serviu no Regimento dos Dragões de Rio Pardo. Após desertar, passou a viver como contrabandista nas regiões de fronteira. Com o início da Guerra de 1801, viu na mobilização militar a oportunidade de obter perdão oficial e apresentou-se voluntariamente com um pequeno grupo de quinze homens, sendo designado para atuar sob as ordens de Manuel dos Santos Pedroso.
Demonstrando habilidade em arregimentar aliados locais, Borges do Canto obteve o apoio de grupos guaranis no noroeste do atual Rio Grande do Sul. Com suas forças ampliadas, avançou contra as posições espanholas nas Missões. A primeira ação decisiva ocorreu em São Miguel das Missões, que, após breve cerco, capitulou, resultando na libertação de sua guarnição espanhola. Na sequência, São João e Santo Ângelo também se renderam.
O avanço prosseguiu com a ocupação de São Lourenço, São Luís e São Nicolau, localidades já fragilizadas pelo abandono gradual de seus habitantes. Durante essas operações, o comandante espanhol foi capturado enquanto tentava organizar resistência nas proximidades de São Luís, sendo conduzido de volta a São Miguel.
Encerrado o conflito, Borges do Canto controlava, em nome da Coroa Portuguesa, toda a região das Missões situada a leste do rio Uruguai, conhecidas como Missões Orientais.
Sua vida teve fim prematuro em 1805, em território espanhol, quando participava de uma califórnia — incursão irregular típica das zonas de fronteira, geralmente voltada ao saque de gado. | 434 |
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| 15 | O Mentor Oculto da Insurreição Pernambucana contra os Holandeses
Segundo o historiador Evaldo Cabral de Mello, o plano insurrecional dos luso-brasileiros contra os holandeses, concretizado em 1645, foi fruto de um pacto encabeçado por João Rodrigues de Sá e Menezes, conde de Penaguião e camareiro-mor de D. João IV. Penaguião possuía interesses patrimoniais em Pernambuco, decorrentes de uma doação que lhe fizera El-Rei do engenho do Moreno, pertencente a uma família de cristãos-novos que, tendo permanecido na Espanha após a Restauração portuguesa, teve seus bens confiscados pelo monarca.
Deflagrada a insurreição, e ao longo dos nove anos de guerra que se seguiram, o empenho de Penaguião não arrefeceu: em 1646, um protegido seu, Francisco Barreto de Menezes, foi escolhido para o comando militar do exército luso-brasileiro no Nordeste; em 1648, o conde pleiteou a nomeação para o cargo de embaixador nas Províncias Unidas; e, em 1652, deflagrada a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, foi enviado a Londres com a missão de envolver Oliver Cromwell em uma operação conjunta contra os neerlandeses no Recife. Participaram da intriga encabeçada por Penaguião seu parente Antônio Teles da Silva — com quem se envolvera no golpe de Estado que restaurara a independência portuguesa —, Antônio Pais Viegas, secretário particular do monarca, e D. Henrique da Silva, marquês de Gouveia.
Mais tarde, João Fernandes Vieira, em carta de 1671 dirigida ao regente D. Pedro, afirmaria que “Sua Majestade, que está em glória [D. João IV], por secretos avisos que me mandou, ordenou que fizesse a guerra aos holandeses, para que, com a ocasião de eu a fazer, obrigasse os flamengos a alguma conveniência [pela via diplomática] ou, pelas armas, fosse restaurada esta capitania de Pernambuco”. A esse respeito, ressalta Cabral de Mello que “Fernandes Vieira falava, por fim, a verdade, depois de anos estimulando a versão contrária, segundo a qual a iniciativa fora exclusivamente sua — versão que lhe afagava a vaidade e, mais importante, que, à época, mais convinha à Coroa”. | 552 |
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| 17 | Charles Miller: o pai do futebol brasileiro
Charles William Miller nasceu em 24 de novembro de 1874, em São Paulo, na rua Monsenhor Andrade, nº 24, no bairro do Brás. Era filho de John Miller, imigrante escocês, e de Carlota Alexandrina, brasileira filha de ingleses.
Aos dez anos de idade, foi enviado pelos pais à Inglaterra para estudar na Banister Court School, na cidade de Southampton. Durante sua permanência no país, entrou em contato com o futebol e rapidamente se destacou como jogador habilidoso. Atuou por dois clubes: o St. Mary’s (futuro Southampton Football Club) e o Corinthian Football Club, que mais tarde inspiraria a fundação do Sport Club Corinthians Paulista.
Em 1894, ao retornar ao Brasil, desembarcou no Porto de Santos trazendo na bagagem um livro de regras do futebol, duas bolas, uma bomba de ar, um par de chuteiras e duas camisas dos clubes pelos quais havia jogado. A partir desse momento, Charles Miller tornou-se o principal pioneiro do futebol no Brasil, ao introduzir no país as regras oficiais adotadas na Inglaterra.
Foi dele a iniciativa de organizar o primeiro jogo oficial de futebol em solo brasileiro, realizado em 14 de abril de 1895, no campo do São Paulo Athletic Club, na Várzea do Carmo, no Brás. A partida terminou com vitória do São Paulo Railway por 4 a 2, mas o resultado era secundário diante do marco histórico que estava sendo criado.
Charles Miller atuou como jogador entre 1896 e 1912. Posteriormente, seguiu ligado ao esporte como árbitro, além de participar de outras modalidades, como o críquete. Foi também o artilheiro do primeiro campeonato oficial disputado no Brasil, o Campeonato Paulista de 1902, marcando dois gols em nove partidas, além de ter atuado como goleiro em doze jogos.
Após encerrar a carreira como jogador, em 1910, dedicou-se à arbitragem, apitando vinte partidas oficiais. Charles Miller faleceu em 30 de junho de 1953, deixando um legado definitivo na história do esporte brasileiro. | 632 |
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| 19 | José Agostinho Salomão da Rocha nasceu na cidade de Estância, em 1855. Em 1874, assentou praça como voluntário no 12º Batalhão de Infantaria, no Rio Grande do Sul. Já em 1879, matriculou-se no curso preparatório da Escola de Cavalaria e Infantaria de Porto Alegre, onde posteriormente cursou também Artilharia, tornando-se apto a servir como oficial nas três armas do Exército: Infantaria, Cavalaria e Artilharia.
Em 1894, foi promovido ao posto de capitão. Durante a terceira expedição do Exército contra o arraial de Canudos, comandou a divisão de Artilharia. Faleceu em combate no sertão da Bahia, em 4 de março de 1897. Em razão de sua bravura durante o conflito, foi alçado à condição de herói da República.
O escritor Euclides da Cunha, em Os Sertões, descreveu assim seus momentos finais:
> “O capitão Salomão tinha apenas em torno meia dúzia de combatentes leais. Convergiram-lhe em cima os golpes; e ele tombou, retalhado a foiçadas, junto dos canhões que não abandonara.”
A memória do militar é preservada até hoje por meio da denominação de ruas com seu nome nas cidades de Estância e Rio de Janeiro, além do 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, sediado em Curitiba, que recebe o nome de “Grupo Salomão da Rocha”. | 564 |
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