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A família e seus direitos

A família e seus direitos

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Grupo para divulgar conteúdo e tirar dúvidas sobre os direitos e poderes dos pais e mães, inclusive sobre educação

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📈 Аналитический обзор Telegram-канала A família e seus direitos

Канал A família e seus direitos языкового сегмента Португальский является активным участником. Сейчас сообщество объединяет 11 315 подписчиков, занимая 1 310 место в категории Семья и дети и 256 место в регионе Португалия.

📊 Показатели аудитории и динамика

С момента создания невідомо проект демонстрирует стремительный рост, собрав аудиторию из 11 315 подписчиков.

Согласно последним данным от 02 декабря, 2024, канал показывает стабильную активность. За последние 30 дней изменение числа участников составило 0, а за последние 24 часа — 0, при этом общий охват остаётся высоким.

  • Статус верификации: Не верифицирован
  • Уровень вовлечённости (ER): Средний показатель вовлечённости аудитории составляет 0%. В первые 24 часа после публикации контент обычно набирает N/A% реакций от общего числа подписчиков.
  • Охват публикаций: В среднем каждый пост получает 0 просмотров. В течение первых суток публикация набирает 0 просмотров.
  • Реакции и взаимодействия: Аудитория активно поддерживает контент: среднее количество реакций на один пост — 0.

📝 Описание и контентная политика

Автор описывает ресурс как площадку для выражения субъективного мнения:
Grupo para divulgar conteúdo e tirar dúvidas sobre os direitos e poderes dos pais e mães, inclusive sobre educação

Благодаря высокой частоте обновлений (последние данные получены 03 декабря, 2024) канал поддерживает актуальность и высокий уровень охвата публикаций. Аналитика показывает, что аудитория активно взаимодействует с контентом, что делает его важной точкой влияния в категории Семья и дети.

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  https://ghex.world/uk-group-attacks-homeschooling-in-brazil/ Grupo do Reino Unido ataca educação domiciliar no Brasil Por Michael Donnelly, Secretário da GHEX O Brasil está à beira de dar a seus filhos acesso ao tipo de educação que tem se mostrado imensamente bem-sucedida em outras partes do mundo. Infelizmente, uma série de relatórios de motivação política busca impedir que este importante passo avante aconteça. Seguindo o exemplo de um artigo enganoso e errôneo publicado pelo grupo britânico openDemocracy, vários veículos de comunicação de língua portuguesa publicaram artigos voltados para a educação domiciliar - aparentemente na tentativa de descarrilar a legislação que legalizaria o método educacional no Brasil. Pesquisas mostram que a educação domiciliar atende bem as crianças. O Dr. Joseph Murphy da Universidade de Vanderbilt pesquisou toda a pesquisa sobre educação domiciliar e concluiu que essa abordagem educacional produz indivíduos que são pelo menos tão bem-educados e socializados quanto seus homólogos que frequentam a escola pública ou privada. Algumas pesquisas mostram resultados ainda melhores. A revisão da Dra. Lindsey Burke mostra que a maioria dos estudos revisados por pares aponta para resultados acadêmicos superiores para a educação domiciliar. No que diz respeito à socialização, as pesquisas do Dr. Brian Ray sobre graduados em educação domiciliar indicam que os educadores domésticos se integram à sociedade como produtivos e engajados, enquanto o Dr. Albert Cheng, da Universidade do Arkansas, sugere que os graduados em educação domiciliar são mais politicamente tolerantes do que os alunos não educados em casa. O Brasil vem enfrentando grandes desafios educacionais. De acordo com um relatório da Todos Pela Educacao em 2021, o Brasil teve um aumento de 20 por cento no número de crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e escrever. De acordo com um artigo de junho de 2022 do The Washington Post, “O Conselho Nacional da Juventude encontrou . . . mais de cinco milhões de crianças de 6 a 17 anos em todo o país estavam fora da escola ou incapazes de acessar a educação.” É um desejo de ajudar as crianças do Brasil que motiva os defensores da educação domiciliar naquela nação, e esses fatos mostram que a legalização da educação domiciliar poderia realmente beneficiar as crianças.   Apesar disso, a openDemocracy tenta desacreditar grupos que estão trabalhando para capacitar os pais brasileiros para que possam fornecer a melhor educação possível para seus filhos - organizações como a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) e a Global Home Educatino Exchange (GHEX). A OpenDemocracy também ataca Alexandre Moreira, membro fundador do GHEX e um brilhante advogado brasileiro que serviu ao governo nacional como secretário de Proteção Global dos Direitos Humanos. Moreira é um pai que acredita que as famílias precisam de apoio e incentivo, e que devem ter escolhas significativas sobre como educar seus filhos. Quanto ao GHEX, é uma rede global que inclui uma grande diversidade de indivíduos de todos os continentes que apoiam a educação domiciliar. O GHEX afirma que a educação domiciliar como um direito humano, independentemente do método ou metodologia de uma família. As conferências globais organizadas pela GHEX estão abertas e contam com a presença de pais de uma ampla gama de origens e permitem que todos falem livremente sem qualquer apoio de qualquer ideologia política. Compare isso com o artigo do openDemocracy, que caracteriza os pais da educação domiciliar como fanáticos religiosos que se preocupam mais em avançar suas próprias agendas do que em prover seus filhos. São estereótipos de ódio baseados no medo. Na verdade, só nos Estados Unidos, a educação domiciliar triplicou de 2,6 milhões de alunos em 2016 para 11 milhões de famílias. E os dados do Census Bureau mostram que o movimento cresceu mais diversificado, aumentando em toda a demografia - da etnia à religião ao status econômico.

Está começando tudo de novo. Agora que o assunto Covid se desgastou, surge imediatamente outra "pandemia". Em breve, as escol
Está começando tudo de novo. Agora que o assunto Covid se desgastou, surge imediatamente outra "pandemia". Em breve, as escolas estarão cobrando vacinas contra a "varíola dos macacos". O objetivo é o conseguir o controle total por meio da política do pânico. Pessoas que se veem constantemente em perigo são capazes de aceitar qualquer forma de controle que venda uma ilusão de segurança.

Esqueçam as bobagens que a esquerda fala sobre justiça social. Muito mais do que a pobreza e a desigualdade, a crescente ausência do pai na criação e educação dos filhos é a causa da maior parte dos problemas sociais. Pergunte aos adolescentes internados no sistema socioeducativo quantos cresceram com o pai em casa. Moral da história: se você, pai, quer contribuir para um País melhor, ame e eduque seus filhos. PS: existe a ausência física (pais que estão longe ou até perderam o contato com os filhos), mas também é muito comum a ausência psicológica (pais que não se importam/nunca têm tempo para os filhos).

As exigências de vacinas contra a Covid continuam nas escolas em vários Estados. São, porém, exigências apenas no nome. Ninguém é impedido de se matricular ou de assistir às aulas. Apenas acontece, às vezes, a comunicação ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. E não sei de ninguém que tenha sido processado por não vacinar os filhos contra a Covid.

O que é educação? (O mais importante vídeo do ano)

Em um trecho de uma aula, eu consegui despertar a ira de um bilionário patrocinador das mais variadas causas progressistas e globalistas. Eu nunca poderia imaginar isso e até agora não entendo bem porque aconteceu. Porém, como disse Winston Churchill, conquistar inimigos é sinal de que você está fazendo algo de relevante. Continuarei em frente. Não tenho opção além de falar o que ninguém mais está falando, seja por ignorância, seja por medo. Agradeço o carinho de todos e conto com as orações de vocês.

CARTA ABERTA ÀS FAMÍLIAS Eu confesso: sou homem de pouca fé, longe de ser um exemplo de cristão. Porém, desde cedo eu percebi que tinha uma missão: ensinar, seja escrevendo, seja dando aula. A educação se tornou a minha forma de amar ao próximo. Minha primeira aula foi aos 11 anos de idade, ensinando Geografia para alunos cinco anos mais velhos que eu. Durante a faculdade de Direito, eu cheguei a fundar um "cursinho" junto com um amigo (na verdade, era uma sala em que eu ensinava Geografia e ele, História). Depois de formado, lecionei várias matérias de Direito: Administrativo, Penal, Constitucional, etc. Eu cheguei a escrever manuais de Direito Administrativo e de Direito Penal. Tudo muito interessante, mas não era nada de novo. Porém, minha vida mudou totalmente há 14 anos. Em 2008, eu escrevi um despretensioso artigo em defesa da educação domiciliar. Eu nem tinha filhos à época, mas eu senti que precisava escrever. Desde então, escrevi muito sobre educação domiciliar e dei incontáveis entrevistas e palestras sobre o assunto. Minha vida tinha ganho um novo sentido. 🙏🏼 O tempo foi passando e eu percebi que precisava fazer mais. Não havia ninguém falando sobre Direito Educacional no Brasil e as famílias estavam sendo muito prejudicadas por essa ignorância (haviam cursos com esse nome, mas eram sempre comentários à LDB). Em 2017, começaram os cursos de Direito Educacional na OAB, que acabaram gerando o livro publicado em 2022 (Direito Educacional: fundamento e prática). No final de 2020, eu fui procurado pelo Brasil Paralelo para ministrar um curso sobre educação domiciliar. Porém, eu fiz uma contra-proposta: um curso sobre Direitos dos Pais, assunto bem reconhecido nos EUA, mas ainda ignorado no Brasil. E assim foi gravado, em janeiro de 2021, o curso "A família e seus Direitos" (o nome é familiar para vocês? 😉). No curso, eu falei de forma totalmente inédita sobre os mais variados assuntos relativos aos direitos dos pais. Sim, eu falei também da Lei da Palmada (durante uns dez minutos em oito horas de aulas). Obviamente, não incentivei ninguém a dar palmadas nos filhos, mas apenas analisei a situação jurídica do castigo corporal no Brasil (dica: a situação é bem mais complexa do que parece à primeira vista). Comecei este grupo no Telegram por inspiração do curso no Brasil Paralelo. Eu esperava ter uns 200 inscritos, já que o tema era muito novo. Para minha total surpresa, o grupo chegou a mais de 6.000 inscritos em apenas 3 dias! Entre 2021 e 2022, eu me dediquei seriamente à formação profissional. Foram duas turmas da Mentoria em Direitos dos Pais. Pela primeira vez, tínhamos advogados e educadores qualificados para defender as famílias. Ao mesmo tempo, eu tive a surpresa e a alegria de ser convidado para pesquisar sobre Direito Educacional na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Quase ninguém a conhece no Brasil, mas é a 5° melhor da Europa e a 30° melhor do mundo, muito, muito a frente de qualquer universidade brasileira. Eu e minha família estamos na Bélgica há pouco mais de três meses. Enfim, nesta semana eu fui surpreendido por uma sórdida campanha de difamação movida por uma ONG (Open Democracy), baseada na Inglaterra e patrocinada por George Soros. Eu fiquei desnorteado e angustiado, sem entender a razão de tanto ódio contra mim e o movimento da educação domiciliar. Toda a minha família sofreu com isso. Foi um verdadeiro assassinato de reputação. Eu sou um professor. Sempre fui um professor e sempre serei. Minha missão não é apenas ensinar, mas preencher as lacunas, suprir as necessidades, falar do que mais ninguém está falando. Eu sempre quis ser útil e creio que pude fazer a diferença para muitas pessoas. Porém, ser original e independente tem seus custos, que às vezes podem ficar altos demais.

EDUCAÇÃO NO BRASIL, NA EUROPA E NOS ESTADOS UNIDOS No último post, incomodou a muitos meu comentário de que não consigo explicar a situação brasileira aos europeus, por ser totalmente absurda. Pessoal, há muita coisa errada na Europa e nos EUA, mas nesses lugares ainda é possível um debate público racional. Isso se tornou impossível no Brasil. Todo assunto é agora hiperpolitizado. Nosso País se tornou especialista em falsas polêmicas, que dramatizam os assuntos mais cotidianos e banais. Um desses assuntos é exatamente a educação domiciliar. O que há de mais natural e cotidiano que pai e mãe educando seus próprios filhos? Nos EUA e em quase toda Europa não há polêmica alguma quanto à educação domiciliar. Enfim, para ser ponderado, vou mencionar duas questões educacionais que o Brasil leva vantagem. Primeiro, com relação aos EUA: a doutrinação lá alcançou níveis inimagináveis - o objetivo é simplesmente destruir toda herança cultural do Ocidente (pesquisem sobre teoria crítica da raça). Perto disso, propaganda política em sala de aula é fichinha. Na Europa, a neutralidade da escola é levada bem mais a sério e os casos de doutrinação são bem raros. O problema porém é mais profundo: as sociedades europeias (com raras exceções, como a Polônia) já estão profundamente secularizadas. Então, fica quase impossível conseguir uma escola realmente confessional: algumas ainda são assim chamadas, mas na prática são como quaisquer outras escolas.

Duas atitudes fundamentais para viver no Brasil de hoje: 1) Admitir que a situação do Brasil já deixou de ser simplesmente errada e maléfica. Hoje o Brasil é um lugar surreal, em que as opiniões e as ações perderam o contato com a realidade e não fazem o menor sentido. É o País do absurdo. Já desisti de explicar a situação brasileira para os europeus, pois não faz o menor sentido para pessoas racionais. O que fazer? Procure manter a sua sanidade mental e ajudar as pessoas mais próximas. A única salvação está no amor à verdade. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Não tenha medo de fazer parte de uma minoria: a alternativa é aderir à alienação e à maldade. 2) Perder toda a fé e esperança em soluções políticas, especialmente a nível nacional. É hora da micropolítica, de ajudar e orientar sua família, seus amigos e sua comunidade. Um dia esse trabalho vai influenciar a macropolítica, mas isso leva tempo e tem resultados incertos. Lembrem-se que a política é o resultado, não o início de tudo. Enfim, ame o próximo. Você não vai conseguir salvar o Brasil, mas pelo menos fará toda a diferença na vida de várias pessoas. PS: É ridículo perder tempo com a eleição para Presidente. Nós, mero cidadãos, não temos mais o menor controle sobre isso. É preciso investir nossas energias naquilo que efetivamente podemos mudar.

Não é curioso? Todas as pessoas que querem proibir a educação domiciliar em nome dos direitos das crianças também são a favor do aborto.

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A matéria mais caluniosa já feita contra a educação domiciliar não foi feita pelo UOL, mas pela Open Democracy, uma ONG patrocinada por George Soros. Aqui está a matéria original: 0https://www.opendemocracy.net/en/5050/homeschooling-brazil-corporal-punishment-spank-aned-hslda/. Duas conclusões são inevitáveis: 1) estamos incomodando interesses extremamente poderosos; 2) o que for feito aqui terá repercussão mundial. Sim, são os principados e potestades agindo contra nós. É hora, como sempre, de ação e oração. E fica a pergunta: por que nós odeiam tanto?

A dica mais importante para a família que está sendo questionada pelo Conselho Tutelar, Ministério Público ou Judiciário: explique tudo, principalmente o óbvio. Não parta do pressuposto que essas "autoridades" conhecem a lei, elas deveriam, mais não conhecem. Não pense que tal coisa é óbvia e não precisa ser dita. No fundo do poço em que está a justiça brasileira, o óbvio ficou estranho, a lei é desconhecida e até o mero bom-senso é raro de se ver. Enfim, tenham o respeito cerimonial para com essas "autoridades", mas saibam no seu íntimo que são quase sempre ignorantes orgulhosos e no limite podem ser pessoas más, dispostas a prejudicar os outros para não se incomodar.

Na foto, a vice-governadora de Santa Catarina recebe um exemplar do meu último livro (obrigado, Daiana!). Nosso maior inimigo
Na foto, a vice-governadora de Santa Catarina recebe um exemplar do meu último livro (obrigado, Daiana!). Nosso maior inimigo é, e sempre foi, a ignorância. Temos uma das melhores legislações do mundo sobre educação, que é desconhecida e portanto fica sem aplicação. Sim, nossos direitos à liberdade educacional e à autonomia das famílias já são garantidos pela Constituição, falta agora conhecer e aplicar esses direitos.

O projeto de lei da educação domiciliar seria aprovado pelo Senado se fosse votado hoje? Provavelmente sim, como aconteceu na Câmara. Poucos senadores são expressamente contra a educação domiciliar. O projeto de lei será votado logo no Senado? Provavelmente não. O projeto não é prioridade para o governo e corre o sério risco de ser esquecido no Senado.

12. Em educação, os métodos devem se adaptar às necessidades da pessoa em cada fase da sua vida. Existem incontáveis caminhos para se chegar ao mesmo destino, o desenvolvimento humano. Por isso, é preciso dar a maior autonomia possível às famílias e às escolas para a escolha da forma de ensinar. 13. Os adolescentes não devem ser pressionados para ingressar no ensino superior. Primeiro, porque nem todos precisam dessa formação para ingressar na profissão desejada; segundo, porque geralmente as pessoas ingressam na universidade ainda muito imaturas. 14. Aprender não é absorver informação (isso é cada vez menos necessário da era do Google). A real aprendizagem acontece quando a pessoa é capaz de selecionar, analisar, sintetizar e utilizar essa informação na vida real. 15. Educação não se confunde com escolarização. Pessoas muito bem-educadas, que desenvolveram plenamente seu potencial, muitas vezes têm pouca ou nenhuma experiência escolar. Por outro lado, nada impede que pessoas mal-educadas se tornem doutores apenas porque souberam se submeter às regras acadêmicas. 16. O que traz bem-estar e felicidade (as reais finalidades da educação) para as pessoas não é o acúmulo de informações, a erudição, ou o bom desempenho escolar, nem mesmo títulos acadêmicos. É a internalização dos valores (como honestidade e generosidade) e das atitudes (como disciplina e resiliência) necessários para uma vida plena. 17. Toda aprendizagem real é voluntária. Se o aluno não for convencido da necessidade de aprender algo, ele não vai aprendê-lo, mas apenas memorizar, por curto prazo, as respostas requeridas. 18. O educando, especialmente a criança, deve ter sua dignidade respeitada, ou seja, deve ser tratado como um ser racional (mesmo que a sua racionalidade não esteja completamente formada). Por isso, a importância e a necessidade de todos os conteúdos devem ser devidamente explicadas a ele. Essa fundamentação é importante também para estimular o educando a aprender (tudo começa com o “porque”), o que torna a aprendizagem muito mais eficiente. 19. Os pais têm o dever de ensinar às crianças uma visão de mundo coerente e completa. Não transmitir as crenças familiares ou transmiti-las de forma incompleta é uma grave lesão à integridade psíquica da criança, que ficará sem as definições e orientações fundamentais para se identificar no mundo e para tomar decisões no dia a dia. 20. A liberdade educacional não apenas um direito garantido na Constituição, mas uma condição para que a educação de fato aconteça. Sem liberdade, não há educação.

Manifesto pela educação real: 20 teses sobre educação 1. Pesquise sempre. Anote sempre. Aprenda onde e como procurar as respostas. Não se preocupe em decorar. No final das contas, você se lembrará apenas das coisas que você se interessou e depois praticou. 2. Tenha a liberdade de escolher quaisquer conteúdos, cursos ou metodologias. É uma ilusão vendida pela escola a ideia de que tudo deve acontecer em uma ordem pré-determinada. 3. Para todas as pessoas, os únicos conteúdos que devem ser ensinados em profundidade são: as habilidades comunicativas: falar (oratória), ouvir (a arte de escutar o outro com atenção), ler e escrever; e o raciocínio lógico, o que inclui a Aritmética e exercícios específicos. Tudo o que a pessoa quiser fazer da vida vai depender dessas habilidades, comunicativas e lógicas: trata-se afinal de absorver, processar e criar conhecimento. Os demais conteúdos devem ser apresentados de forma introdutória e aprofundados apenas se houver um interesse específico do aluno. Para o estudante em geral, não faz o menor sentido, por exemplo, decorar fórmulas de Química Orgânica, o ciclo de Krebs ou aprender geometria analítica. 4. O aprendizado real obedece a uma sequência: primeiro um problema a ser resolvido (o “dever de casa”), depois aulas palestras online e enfim uma sessão de perguntas e respostas com o professor. É assim que as pessoas devem resolver as questões do dia a dia: apresentação e análise de um problema, busca de informações, sugestão de uma solução e checagem dessa solução com alguém mais experiente. 5. A educação real é individualizada e dinâmica. Não existe uma “educação”, mas tantas educações possíveis quanto existem pessoas. No final das contas, tudo vai depender das condições específicas da família e da criança. 6. As provas e avaliações não medem o nível de desenvolvimento educacional de ninguém, mas apenas a capacidade de memorização de curto prazo. Até hoje não foi desenvolvido, e provavelmente nunca o será, um sistema de avaliação que meça o grau de desenvolvimento humano do aluno (seja moral, mental, emocional, social, físico ou espiritual). Essa verificação cabe sempre aos pais, que podem contar com a ajuda de um profissional qualificado (ouvidos os filhos, sempre que possível). 7. No mundo real, precisamos de um equilíbrio entre cooperação e individualismo: muitas vezes precisamos trabalhar sozinhos, mas as grandes obras quase sempre são feitas em conjunto. A educação deve refletir isso, pois as crianças precisam aprender a resolver seus próprios problemas e também a colaborar com os outros na solução de problemas. 8. Com o passar do tempo, crianças e adolescentes vão precisar muito mais de tutores do que de professores. Uma das principais funções da educação é criar pessoas autônomas, capazes de decidir racionalmente por si mesmas, com autocontrole, sem a necessidade de coação. No final das contas, os pais devem se tornar mentores, aconselhando os filhos e orientando-os sempre que preciso, ou seja, até o fim da vida. 9. A educação não termina com maioridade ou mesmo com a colação de grau em curso superior. A educação pode e deve continuar por toda vida toda: sempre é possível aprender mais, se desenvolver mais. Na verdade, a educação funciona essencialmente por meio dos mesmos princípios a vida toda. 10. Não é preciso haver diferença entre educação e trabalho. As crianças devem sempre assumir funções domésticas de acordo com sua capacidade, não apenas para ajudar em casa, mas principalmente para aprenderem valores essenciais da vida adulta. Os adultos, por sua vez, devem estar continuamente aprendendo em seu trabalho, do contrário precisarão encarar o tédio e a ameaça de desemprego. 11. A educação não é um fim em si mesmo. Também não é finalidade da educação alcançar níveis mais elevados na escolarização formal (“passar de ano” ou “entrar na faculdade). A pessoa é educada para ser alguém melhor, para se desenvolver rumo à plena realização do seu potencial.