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Sombra do Louco

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Os vaedemna se recusavam a entrar na política de controle social, dedicando-se em vez disso à preservação da linhagem dos Reveladores e ao trabalho de orientação espiritual autêntica. Do outro lado havia os zoatar, sacerdotes públicos que assumiram um caminho radicalmente diferente. Eles passaram a aconselhar governantes em questões religiosas, políticas, morais e agrícolas. A palavra zoatar daria origem ao termo grego soter, "salvador" ou "redentor". Esses sacerdotes se tornaram instrumentos de poder estatal, transformando o conhecimento espiritual em ferramenta de administração social e controle político. Os zoatar legitimavam reis através de rituais de investidura, apresentando os governantes como escolhidos ou representantes dos deuses na Terra. Lash enfatiza que a divisão dentro da Ordem dos Magi ocorreu principalmente após 4400 a.C., quando o ponto vernal começou a se deslocar do Touro para Áries. Esse período marca a emergência do modelo teocrático: uma ordem na qual o poder político se revestia de autoridade divina para dirigir a sociedade.
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Segundo John Lamb Lash, o movimento gnóstico tem suas raízes remotas nos Magi de Úrmia, uma ordem antiga de sacerdotes, astrô
Segundo John Lamb Lash, o movimento gnóstico tem suas raízes remotas nos Magi de Úrmia, uma ordem antiga de sacerdotes, astrônomos e visionários que se originou no planalto de Úrmia, no noroeste do atual Irã. Lash situa o surgimento dessa ordem durante a Era de Gêmeos, por volta de 5500 a.C., período que Mary Settegast data entre 6200 e 4300 a.C. Conforme essa tradição se expandiu pelo Oriente Próximo, ela se dividiu gradualmente em duas correntes com objetivos e métodos completamente distintos. De um lado estava o ramo dedicado ao conhecimento esotérico e ao desenvolvimento interior. Seus membros recebiam o título de vaedemna, termo que significa "vidente" ou "sábio". Lash os relaciona aos telestai, homens e mulheres que se dedicavam à iniciação, ao ensino e à transmissão de um método sagrado de instrução pela Luz Divina. Seu propósito era formar indivíduos conscientes, autônomos e iluminados.
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Em minha última visita à Torre de Jung, em Bollingen, o santuário que ele construiu como símbolo de sua concepção da vida, co+1
Em minha última visita à Torre de Jung, em Bollingen, o santuário que ele construiu como símbolo de sua concepção da vida, com suas teorias sobre a Individuação e o Selbst, quis conhecer o sanctum sanctorum, o aposento separado onde ele meditava entre paredes cobertas de símbolos pintados por suas próprias mãos. Seu neto, também psicanalista, não permitiu que eu entrasse. Talvez fosse desejo de Jung não autorizar minha entrada, para que ninguém descobrisse sua verdadeira filiação. Na Suíça, entendia-se que Jung pertencia à Maçonaria. Assim, ele também era um ‘Traidor Branco’. Minha lealdade incondicional ao Avatar Supremo, a quem pertenço de corpo e alma, e ao meu Führer obriga-me agora a dar este passo doloroso, definitivo no Eterno Retorno, eu sei, e que significa o rompimento com um amigo venerado por mais de quarenta anos. Traduzido de MANU: For the Man to Come, de Miguel Serrano.
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Texto que já publiquei aqui, agora também no Substack: O Ódio Moderno à Vida 📖 Leia agora no Substack
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O puritanismo não venceu o desejo. Apenas o tornou doente. Ao tratar o corpo como suspeito, o prazer como culpa e o instinto
O puritanismo não venceu o desejo. Apenas o tornou doente. Ao tratar o corpo como suspeito, o prazer como culpa e o instinto como inimigo, não criou pessoas mais elevadas, mas indivíduos rachados entre aparência e impulso. Por fora, pureza. Por dentro, obsessão. A Revolução Sexual foi o retorno de tudo aquilo que essa moral tentou sufocar. E, como costuma acontecer com tudo que é reprimido por tempo demais, voltou sem medida. Primeiro, exigia-se que o homem provasse sua virtude negando o desejo. Depois, passou-se a exigir que provasse sua liberdade obedecendo a ele. Mudou o sermão, mas a escravidão permaneceu. O puritanismo acreditava estar enterrando a sexualidade. Na verdade, apenas cavava o lugar de onde ela voltaria mais feroz.
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"Eu vivo, eu queimo com a vida, eu amo, eu mato e estou contente." Eis a suprema sabedoria dionisíaca. Enquanto os decadentes amaldiçoam a Terra e suplicam por fuga, o cimério transforma cada grilheta em degrau para sua ascensão. Seu contentamento não é resignação, mas o êxtase do guerreiro solar que fez da própria vida uma obra de arte sangrenta. O que importa se os Arcontes sussurram suas mentiras? O verdadeiro übermensch escuta apenas o rugido de sua própria vontade, mais antiga que as estrelas. Esta é a lição eterna que ecoa das estepes hiperbóreas às ruínas de Atlântida: o mundo pertence aos que ousam tomá-lo. Não com petições ou discursos, mas com o aço frio e o coração em chamas. Conan não pede permissão para existir. Ele impõe sua existência como um fato cósmico, como o relâmpago que rasga o céu sem pedir licença aos deuses. Aos fracos, a compaixão. Aos escravos, as correntes. Ao bárbaro, o mundo inteiro. Não como herança, mas como troféu arrancado das garras do caos com força e astúcia. Pois no final, quando as últimas civilizações desmoronarem em seu próprio vazio, só restarão os que viveram como Conan: de pé, com a espada na mão e o sol nos olhos, rindo da morte e dançando sobre as ruínas dos impérios efêmeros. "Prefiro ser abatido em batalha do que viver sob o jugo de um arrogante despotismo estrangeiro." 👉 Texto completo
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Se o conflito é uma condição inerente da existência, então a paz absoluta só pode existir na inexistência. A guerra, entendid
Se o conflito é uma condição inerente da existência, então a paz absoluta só pode existir na inexistência. A guerra, entendida como tensão e confronto entre forças, é o que gera movimento, transformação e hierarquia. Por isso, toda utopia que promete eliminar definitivamente os conflitos esbarra em um limite fundamental: enquanto houver vida e diferença, haverá disputa. A paz perfeita só seria possível com o fim do próprio universo. Talvez seja justamente isso que certas religiões, ideologias ou correntes filosóficas buscam, ainda que nem sempre o expressem dessa forma: um estado final onde toda tensão, toda diferença e todo conflito sejam dissolvidos.
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Se o conflito é uma condição inerente da existência, então a paz absoluta só pode existir na inexistência. A guerra, entendida como tensão e confronto entre forças, é o que gera movimento, transformação e hierarquia. Por isso, toda utopia que promete eliminar definitivamente os conflitos esbarra em um limite fundamental: enquanto houver vida e diferença, haverá disputa. A paz perfeita só seria possível com o fim do próprio universo. Talvez seja justamente isso que certas religiões, ideologias ou correntes filosóficas buscam, ainda que nem sempre o expressem dessa forma: um estado final onde toda tensão, toda diferença e todo conflito sejam dissolvidos.
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"Wotan é uma característica básica da psique alemã, um 'fator' psíquico de natureza irracional, um ciclone que devasta e nivela a zona de alta pressão cultural. Parece que os seguidores de Wotan, apesar de toda a sua extravagância, mostraram-se mais certeiros do que os adoradores da razão. Wotan, e isso, evidentemente, foi completamente esquecido, é um dado germânico de primeira importância, a expressão mais genuína e a personificação jamais superada de uma característica fundamental e particular do povo alemão. Houston Stewart Chamberlain é um sintoma que faz suspeitar que, em outros lugares, possam existir deuses clandestinos adormecidos. A raça germânica (popularmente chamada de "ariana"), a essência nacional germânica, o sangue e o solo, os cantos "Wagalaweia", a cavalgada das Valquírias, Jesus transformado em um herói loiro de olhos azuis, a suposta mãe grega do apóstolo Paulo, o diabo representado como um Alberich internacional de aparência judaica e maçônica, a aurora boreal nórdica como símbolo de civilização, a inferioridade das raças mediterrâneas... Esse é o cenário indispensável no qual, em última instância, tudo possui o mesmo significado: a possibilidade de que os alemães tenham sido "tomados", possuídos por um deus, razão pela qual sua casa "está cheia de um vento selvagem". Pouco depois da chegada de Hitler ao poder, se não me engano, a famosa revista Punch publicou uma caricatura representando um Berserker enfurecido libertando-se de suas correntes. Na Alemanha, desencadeou-se um furacão, enquanto nós ainda acreditávamos que o tempo estava bom. — Carl Jung, "Wotan"
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Na mitologia grega, Hiperbórea era uma região situada nas terras do norte europeu. Seu nome significa “além do vento do norte”, do deus Bóreas. Esse nome evocou por séculos o mistério e a imaginação. Para os antigos gregos, denotava um lugar geográfico concreto cuja capital era Thule. Para Nietzsche, significou uma evocação dos homens que se estabeleciam além dos limites conhecidos. James Joyce também o tomou como símbolo de altivez e nobreza de caráter. Serrano fazia, em muitas ocasiões, referência a certa localização setentrional de Hiperbórea, embora em outras afirmasse que era mais uma possível condição humana. Essa condição “dupla” foi uma constante em sua cosmovisão. Na cosmovisão serranista, devido ao seu caráter antidualista, todos os arquétipos mantinham uma condição espiritual e física conjunta. Era uma condição descrita por Serrano como a superação do dualismo e do monismo. Às vezes também era chamada de “sincronismo”, a conexão essencial entre o mundo arquetípico e o mundo físico. Na cosmovisão serranista há muitas Hiperbóreas; a primeira era uma condição primordial, o estado natural dos deuses, uma espécie de paraíso perdido, anterior inclusive a alguma Idade de Ouro dos homens. Segundo Serrano, a Primeira Hiperbórea era percebida cercada por uma espécie de “Raio Verde”, analogia comumente utilizada em sua obra. Atravessar o “Raio Verde” era um sinal da chegada a esse território mítico.
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Embora a alquimia tenha sido conhecida como a arte de transformar chumbo em ouro, sob a perspectiva de Carl Jung esse processo passou a ser entendido como algo análogo à transmutação da personalidade, de estados psíquicos inferiores para estados superiores de consciência. No entanto, essa interpretação psicológica tendia a compreender a primeira fase desse processo como a morte do Ego, uma espécie de crucificação do Eu, daí a cor negra. Mas, para Miguel Serrano, a nigredo tinha outro objetivo: mais do que matar o Eu, durante essa fase buscava-se reforçá-lo ou aperfeiçoá-lo. Sem pretender “psicologizar” e adotar os trajes próprios da psicologia moderna, o Hitlerismo Esotérico dedicou-se a fazer com que o Ego fosse capaz de integrar os arquétipos do inconsciente coletivo hiperbóreo, permitindo que a consciência fosse modificada por meio de sua própria ampliação. Serrano foi claro ao afirmar que isso não significava anular o Eu, como muitas escolas místicas ainda pretendem, mas que o propósito último era alcançar a união sem fusão dos opostos, a fim de reafirmar o Eu e a consciência. O Hitlerismo Esotérico via, consequentemente, o Eu como a grande arma estratégica do Herói semidivino contra o Demiurgo, um poder que nem mesmo os deuses possuíam, daí sua importância e proteção. "O Hitlerismo Esotérico sabe que a solução não se encontra na superação do “eu” por meio de sua aniquilação, mas, ao contrário, em sua exaltação em um Eu Absoluto. Era isso o que se pretendia nas práticas esotéricas e nas disciplinas daquela Yoga nórdica, hiperbórea, ensinada em Wewelsburg e nos laboratórios mágicos e secretos da elite SS " ― Manú. Por el Hombre que Vendrá. Para Serrano, ao entrarem na Terra e se misturarem com “as filhas dos homens”, os deuses hiperbóreos adquiriram a consciência individual, o Eu. Esse acontecimento foi o que lhes permitiu inserir-se na luta, além de terem adquirido consciência de si mesmos. Porém, essa capacidade de consciência divina e terrestre teria se perdido em determinado momento, produzindo-se a fragmentação dualista no homem. Desde então, os indivíduos passaram a deixar-se conduzir apenas por uma dessas duas consciências: o Ego.
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https://youtu.be/vcIlEYYyG48?si=deZtU6rvFUEqkfHa
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"Minha experiência é a seguinte: a astrologia e a alquimia referem-se igualmente a um drama secreto. Elas nos revelam, por meio de símbolos, um grande mistério. As Eras astrológicas são um Dia no Ano das Rondas. E cada um desses Dias nos entrega uma Dispensação arquetípica. Touro: a religião solar do touro. Áries: a do carneiro, de Rama, do Pai como Cordeiro. A de Peixes: o Peixe de Cristo, o Filho Solar. Astrologia e alquimia porque cada planeta representa um determinado metal como símbolo de um processo de transmutação que nos leva ao conhecimento, por meio de ambas, vivenciando a morte e a ressurreição de um Deus. Melhor dizendo: a transmutação de um Herói em algo superior a um Deus. Ainda que desejássemos explicar essas coisas com a maior clareza e em palavras simples, isso não é possível devido à sua própria natureza. São territórios ocultos, muito difíceis de percorrer com a inteligência racional. Os ciclos astrológicos não estão completamente encerrados; os Deuses morrem, mas ressuscitam no ciclo seguinte com vestes diferentes, transmutados. O touro, símbolo da luz em Touro, morre em Áries, sacrificado pelo Herói Mitra, porque passou a transmutar-se em seu oposto, símbolo da sombra e das forças cegas de uma Natureza corrompida, assim como o Dragão foi em seu tempo. Desse modo, Mitra e Siegfried são um só, lutando contra as potências das trevas. Mitra mata o touro; Siegfried mata o dragão. E ambos representam o Sol, Hélio, seu Pai." Traduzido de La Resurrección del Héroe ― Miguel Serrano
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Correspondências: Carl Jung & Miguel Serrano https://youtube.com/watch?v=KIJMNQmJVLU&si=jjmw4jaovW8Cpuaw
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Para Serrano, a grande armadilha do misticismo era a morte do Eu, sua fusão com os deuses, com os arquétipos ou qualquer outra forma de inconsciência. A única coisa válida era encontrar o ponto equidistante: o Si-Mesmo. "As religiões, as práticas esotéricas, as yogas da Índia pós-védica pretenderam encontrar uma solução no aniquilamento do “eu” (...) para voltar a fundir-se na Alma impessoal, universal, no Uno, em Brahma (...) Mas o que o Hitlerismo Esotérico não poderá esquecer é que a encarnação (...) pode ter sido, além de uma derrota, uma estratégia propiciada para vencer no Combate definitivo da Imortalidade e da Ressurreição (...) desde que não se destrua o “eu”. " ― Manú. Por el Hombre que Vendrá. Isso seria a ressurreição do Herói: a reunificação da alma ou corpo astral com a biologia, a ressurreição da carne para a criação de um novo corpo, o filho do homem, o filho do viúvo, isto é, aquele que perdeu seu oposto, sua Ela, sua amada, seu deus hiperbóreo. Isso era importante porque permitia ao herói tornar-se mais do que o deus que fora antes de entrar na luta terrestre, pois agora possuía a experiência do combate. "Um ponto equidistante: eis a chave e sua importância. Equidistante entre o “Eu” e o “Ser”, entre o Filho e o Pai (...) O caminho do eu deverá dirigir-se não à sua anulação ou superação, mas à sua confirmação no Eu Absoluto, no Homem-Absoluto (...)" ― Memorias de Él y Yo. Volumen I. Aparición del “Yo”, Alejamiento de “Él”.
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Quando o poder falta, ele é perseguido como necessidade vital, uma fome silenciosa que move cada gesto, cada ambição. Mas qua
Quando o poder falta, ele é perseguido como necessidade vital, uma fome silenciosa que move cada gesto, cada ambição. Mas quando o poder transborda, já não se busca possuílo, busca-se expressálo, afirmálo, descarregálo sobre o mundo. Pois o poder não quer repouso, ele quer expansão, criação, imposição de forma.
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Somente ao forçar as mais nobres qualidades que possuis ao seu mais alto grau é que descobrirás o que há de mais grandioso no
Somente ao forçar as mais nobres qualidades que possuis ao seu mais alto grau é que descobrirás o que há de mais grandioso no passado, aquilo que mais merece ser conhecido e preservado. Semelhante pelo semelhante! De outro modo, rebaixarás o passado ao teu próprio nível. Friedrich Nietzsche
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