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San’s Anthology

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Uma coleção de citações selecionadas ou textos, obras de arte, simbolismo e afins. Nossa biblioteca: https://t.me/beyondlibrary Nosso Substack: https://san55.substack.com Nosso canal de filmes: https://t.me/+z-1Py5K6vSo1MTYx

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Tudo o que a forma da Terra sustenta, entre as Seis Direções e dentro dos Quatro Extremos, é iluminado pelo Sol e pela Lua, ordenado pelas estrelas, marcado pelas quatro estações e regulado pelo Grande Ano. Entre o Céu e a Terra há as Nove Regiões e os Oito Extremos. A terra tem nove montanhas; as montanhas, nove passagens; os pântanos, nove grandes zonas alagadiças; os ventos, oito classes; as águas, seis categorias. — Huainanzi

“Algumas pessoas estavam conversando sobre a vida porvir, alguns dizendo que aqueles que comem peixe nascerão na Terra Pura, outros dizendo que não. Hōnen, ouvindo-os, disse: ‘Se fosse questão de comer peixe, os corvos-marinhos nasceriam na Terra Pura; e, se fosse questão de não comê-los, os macacos nasceriam lá. Mas tenho certeza de que, quer um homem coma peixe, quer não coma, se ele apenas invocar o Nome Sagrado, ele nascerá na Terra Pura’” (Hōnen, the Buddhist Saint).

“[...] Por certo, Deus não pode se contradizer no fundamental, mas Ele pode se contradizer aparentemente nas formas e nos níveis; o fenômeno da subjetividade múltipla é contraditório, mas a subjetividade em si mesma não poderia sê-lo, e assim é também com certas passagens escriturárias ou com as próprias religiões. A pluralidade das religiões não é mais contraditória do que a dos indivíduos: na Revelação, Deus faz-se de certo modo indivíduo para se dirigir ao indivíduo; a homogeneidade em relação a outras Revelações é interior e não exterior. Se a humanidade não fosse diversificada, uma só individualização divina poderia bastar; mas o homem é diversificado não somente do ponto de vista dos temperamentos étnicos, mas também do das possibilidades espirituais; as diversas combinações das duas coisas tornam possível e necessária a diversidade das Revelações.” (Do Divino ao Humano, “Recusar ou Aceitar a Revelação”, Frithjof Schuon)

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HIPERGAMIA, DIVÓRCIO E ADULTÉRIO "A mulher casada - especialmente se for jovem - que convive diariamente em ambientes em que
HIPERGAMIA, DIVÓRCIO E ADULTÉRIO "A mulher casada - especialmente se for jovem - que convive diariamente em ambientes em que há homens que são figuras de poder/autoridade para ela e para outros homens e mulheres (emprego, faculdade, academia etc.), INEVITAVELMENTE se sentirá tentada ao divórcio ou ao adultério em algum momento. A mistura de: hipergamia natural feminina + ausência de valores religiosos na sociedade + mistura constante de sexos, é a causa dos 80% de divórcios antes de três anos de casamento na Gração Z, 90% iniciados pelas mulheres..." — Umm Khalid Nota: "Hipergamia natural feminina" = Instinto de buscar o melhor protetor e procriador. Nos animais de sexo feminino esse instinto funciona direitinho. No ser humano de sexo feminino, sem valores, restrições e comportamento adequado, esse instinto vira "desejo desenfreado de dar para quem parece ter mais poder, mesmo às custas do casamento e da família".

Sobre o Vinho Frithjof Schuon Mas não há somente a expressão elíptica com aparência paradoxal, há também a expressão simbolista, analógica e alusiva: citaremos a este respeito as seguintes palavras, atribuídas ao khalifa Alî: “Se mesmo uma só gota de vinho caísse num poço e ele fosse aterrado e se construísse nesse local um minarete, eu não subiria nele para fazer o chamado à oração. Se uma gota de vinho cai num rio, e o rio seca e a vegetação cresce em seu leito, eu não faria um animal pastar ali.” Tomadas em seu sentido literal, estas palavras são propriamente absurdas porque contrárias à natureza das coisas, sob o duplo aspecto do vinho e de sua interdição: na realidade, o vinho é nobre em si – como o provam as núpcias de Caná e o rito eucarístico –, e o Alcorão só o proíbe por causa do perigo de embriaguez, portanto de irresponsabilidade, de rixas e de homicídio, e por nenhuma outra razão; contrariamente à natureza do vinho e à intenção da Lei, as palavras citadas significam em boa lógica, por um lado, que o vinho é intrinsecamente mau, e, por outro lado, que é por isso que a Lei o proíbe. Diz-se tradicionalmente que, no Paraíso, o vinho será permitido, e ninguém ignora que Cristo, Moisés, Abraão e Noé bebiam vinho, em suma, que todos os antigos Semitas o faziam, como Judeus e Cristãos ainda o fazem, e honrosamente; sabe-se também o papel positivo que exerce no Sufismo o simbolismo do vinho. A absurdidade da palavra citada é tão flagrante que é essa própria dissonância que permite supor – ou que obriga a admitir – que há aí uma intenção alusiva a analógica, que se trata por consequência não do vinho em si, mas do princípio negativo e maléfico da embriaguez psíquica; embriaguez natural e individualista, não sobrenatural e libertadora. É este aspecto da embriaguez que intervém em algum grau na música profana, ou na música assimilada de maneira profana; ela amplifica o ego em vez de superá-lo. Daí resulta um narcisismo refratário à disciplina espiritual, uma adoração de si que está nos antípodas da extinção beatífica, da qual a arte sacra quer dar um pressentimento; ao escutar uma música bela, o culpado se sentirá inocente. Mas o contemplativo, ao contrário, ao escutar a mesma música, esquecer-se-á de si mesmo pressentindo as essências; metaforicamente falando, ele encontrará a vida perdendo-a, ou ele a perderá encontrando-a. O que quer dizer que, para o contemplativo, a música evoca todo o mistério do retorno dos acidentes à Substância. Mas voltemos ao hadîth de Alî: em suma, o encarniçamento do quarto khalifa contra o vinho se explica quando admite-se que o vinho é na prática o orgulho; o inchaço narcísico que a embriaguez produz não é senão, de fato, o “pecado original” considerado sob seu aspecto luciferino. Da mesma forma, compreende-se o encarniçamento do hadîth contra os mercadores – que citamos em primeiro lugar –, se se levam em conta as equações “avidez igual a concupiscência” e “concupiscência igual a queda”; é ainda o pecado original que é visado, mas desta vez sob seu aspecto de egoísmo ávido e avaro. A vitória sobre o “dinheiro” e o “vinho” torna-se a vitória sobre o “velho Adão”: a vitória pura e simples, aquela que personificam os santos e os Profetas; e a natureza destes não é senão a Fitrah, a “Natureza primordial”; a dos eleitos ao Paraíso.

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Prefácio ao Livro da Cerimônia do Chá Conta-se que a origem dessa cerimônia remonta aos monges que, reunidos diante da imagem de Bodhidharma, beberam chá de uma única tigela, com a mesma solenidade profunda de um Santo Sacramento. Leia o artigo completo →

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“Um dos sinais de que a pessoa se apoia em suas ações é a diminuição da esperança quando se comete um lapso.” — Aḥmad Ibn ʿAjība (1747-1809), Īqāẓ al-Himam fī Sharḥ al-Hikam – comentário às Sentenças de Sabedoria de Ibn Aṭā’illāh al-Iskandarī (1259-1310)

O sábio não escraviza o corpo às coisas nem permite que o desejo perturbe a harmonia. Quando está contente, não se exalta; quando está triste, não se consome. Em dez mil situações e cem transformações, vagueia livremente sem se fixar em parte alguma: “Só eu permaneço desprendido; abandono as coisas e saio junto com o Tao.” Por isso, quando dispõe daquilo com que se realizar, a sombra de árvores altas e o interior de uma caverna bastam para acomodar sua condição autêntica. Quando não dispõe daquilo com que se realizar, ainda que tome o mundo por casa e os dez mil povos por servos e servas, isso não basta para nutrir a vida. Quem consegue chegar à ausência de um prazer determinado encontra prazer em tudo; encontrando prazer em tudo, alcança o contentamento extremo. — Huainanzi

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“O psiquismo é substancialmente desejo. As coisas do paraíso se aproximam e se afastam da alma; e é assim na vida espiritual aqui mesmo, porque a alma é desejo e satisfação do desejo, — esse é o limite dela, é a forma máxima de assimilação” (Luiz Gonzaga de Carvalho Neto).