Senso Incomum ⚓️ by Flavio Morgenstern
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Por que o Oriente Médio não fica no Oriente?
A história da região revela como o mundo hoje foi criado – por poucos poderosos
Abu Bark al-Baghdadi, o então líder do Estado Islâmico e um dos terroristas mais procurados do mundo, declarou, em um discurso de julho de 2014, na Grande Mesquita de al-Nuri, em Mosul, que o avanço do Estado Islâmico “não iria encerrar até colocarmos o último prego no caixão da conspiração Sykes-Picot”, como o principal objetivo do grupo, que pretendia reiniciar um califado islâmico na região. Do que raios este desgraçado estava falando?
A declaração não era nada enigmática para boa parte do Oriente Médio: al-Baghdadi, que ornava uma recompensa de US$ 25 milhões pela sua cabeça, queria reconfigurar, ou destruir, as divisões artificiais do Oriente Médio, impostas pelo Reino Unido e pela França num acordo secreto celebrado no meio da Primeira Guerra Mundial: o tratado Sykes-Picot, celebrado entre os diplomatas Mark Sykes, da Grã-Bretanha, e François Georges-Picot, da França. O Estado Islâmico reforçou a mensagem contra o acordo com o vídeo “The End of Sykes-Picot” em 2014, que mostrava tratores nivelando trechos da fronteira entre o Iraque e a Síria.
Mas o que foi a “conspiração” Sykes-Picot? Para a BBC, é o “acordo secreto que está na raiz de conflitos do Oriente Médio”. Para a DW, o acordo está “na origem do caos”. A New Yorker descreveu “como a maldição de Sykes-Picot ainda assombra o Oriente Médio”. A Al Jazeera explica “por que os árabes se ressentem de Sykes-Picot”. O Independent declara que “a Grã-Bretanha e a França estabeleceram as bases para o reino de terror do Estado Islâmico”. Já o Express o chama apenas de “linhas de sangue na areia”. Talvez seja importante conhecermos o que dois diplomatas na Primeira Guerra Mundial fizeram com uma das regiões mais instáveis do planeta – e onde sempre se pode esperar o risco de uma Terceira Guerra.
Continue lendo o artigo na nova newsletter do Senso Incomum👇
https://sensoincomum.ghost.io/por-que-o-oriente-medio-nao-fica-no-oriente/
O novo site do Senso Incomum está no ar! Inscreva-se e divulgue - para ficar mais inteligente e perder amigos.
https://sensoincomum.ghost.io/
Começando a LivePix com Rafael Nogueira!
https://www.youtube.com/live/wkLSWBvA4Js?feature=share
O site do Senso Incomum volta ao ar amanhã. Fique ligado.
Pedi pro ChatGPT analisar um artigo meu. Estou com sentimentos mistos.
⚓️ Aviso aos navegantes! Nosso novo site estréia ainda nessa semana. "A Odisséia", no Clube de Leitura, se inicia na semana que vem! Já se inscreveu na Cursology?!
A seleção francesa escalada para 2026 é composta pelos goleiros Rice Samba, nascido no Congo, e Mike Maigan, nascido na Guiana Francesa. A mãe do zagueiro Malo Gusto veio de Martinica, no Caribe, tal como a mãe de Warren Zaïre-Emery. O pai de Dayot Upamecano veio de Guinea-Bissau, e sua mãe, do Senegal. Jules Koundé tem cidadania de Benim, enquanto o pai de William Saliba veio do Líbano, e sua mãe, de Camarões – tal como os pais de Aurélien Tchouaméni. Os irmãos Théo Hernadez e Lucas Hernandez, de família espanhola, parecem os mais naturalmente franceses na defesa.}
Maxence Lacroix tem pais de Guadalupe, no Caribe (tal como Marcus Thuram), e de Madagascar. Manu Koné tem nacionalidade da Costa do Marfim, tal como Désiré Doué. Michael Olise nasceu em Londres, de pai nigeriano e mãe argelina, com o maior número de cidadanias da seleção (atua na seleção da França por ter jogado em categorias de base francesas). N'Golo Kanté tem ascendência malinesa, e Maghnes Akliouche, argelina. Adrien Rabiot é francês com ascendência francesa e joga no Paris Saint-Germain – praticamente um estrangeiro no time.
Rayan Cherki também é estranhamente francês. Desses com cara de francês.
Ousmane Dembélé, muçulmano praticante, tem pai do Mali e mãe da Mauritânia, com origens também senegalesas. Dembélé, campeão de multas por disciplina, foi visto em julho de 2021 fazendo comentários racistas contra técnicos japoneses em um hotel. Enquanto os técnicos pareciam tentar consertar a televisão do quarto, Dembélé disparou: “Todas essas caras feias, só para você poder jogar PES; não têm vergonha?”. Ainda emendou com um “Que p… de língua é essa?”, antes de dar um zoom no rosto de um dos técnicos enquanto ria e perguntava: “Vocês são tecnologicamente avançados no seu país ou não?”
Continue lendo o artigo de Flavio Morgenstern na Gazeta do Povo:
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-morgenstern/quantos-franceses-jogam-na-selecao-da-franca/
Vamos falar da Odisséia com Silvio Grimaldo!
https://youtube.com/live/gjYnZa2NbAg?feature=share
A SensoLive de hoje traz ninguém menos do que @silviogrimaldo para falar de... não, nada de burocratas perdidos em Brasília, e sim do maior clássico da literatura ocidental, A Odisseia de Homero! E por que devemos lê-lo antes que o Christopher Nolan chegue e escangalhe tudo até a última ponta!
Mas, claro, também podemos falar da desgraça que foi ignorar a estante e falar de noticiário nos últimos anos...
Mande sua pergunta ou comentário pelo LivePix! livepix.gg/sensoincomum!
Muita gente pergunta o que é um Clube de Leitura. Alguns acreditam que é resumo de livro, "aulinha" chata ou maratona para bater meta de leitura.
Na verdade, um clube de leitura é um lugar para aprender a ler devagar. Extrair o máximo do texto. Voltar aos trechos importantes. Pesquisar. Discutir. Fazer perguntas. Entender o contexto histórico, filosófico, literário e religioso de cada obra.
Porque os grandes livros conversam entre si.
No Clube de Leitura da Formação Senso Incomum, já passamos por Thomas Mann (A Montanha Mágica), Turguêniev (Pais e Filhos), Edgar Allan Poe (O Corvo) e Soljenítsin (Arquipélago Gulag).
Agora começaremos aquela que talvez seja a maior aventura da literatura: A Odisséia.
Inscreva-se e vamos descobrir a métis de Odisseu, compreender seu nostos, redescobrir a xenia e entender por que praticamente toda a literatura ocidental continua dialogando com Homero — de Virgílio e Dante até Tolkien e C. S. Lewis.
Os grandes lêem os grandes.
Formação Senso Incomum:
cursology.com.br
A onda de 2018 ficou marcada pelo fenômeno dos “deputags”: deputados eleitos no esteio de Bolsonaro que, chegando à Câmara, tornaram-se um número, não sabendo exatamente o que fazer. A maioria apelou para um expediente, no mínimo, pouco produtivo: pagar seus assessores para passar o dia inteiro criando “cards” e posts em redes sociais com notícias – não raro, plagiando descaradamente e sem créditos os veículos de jornalismo “de direita”, ou não alinhados ao regime.
Ou seja, os deputados, muito bem pagos, agiram (e muitos seguem agindo) imitando jornalistas – mal e porcamente. Era um festival de “Urgente!” tão repetitivo que destruiu o conceito de “urgente” na língua portuguesa – hoje, significa “deputado tentando chamar a atenção – boceje e pule para o próximo post”.
Quase nunca apontavam o que estavam fazendo em relação ao absurdo que noticiavam. Era uma mensagem esquizofrênica passada ao público: urgências urgentes a serem lidas com toda a urgência, seguidas de festas, encontros, recepções sorridentes. Ninguém parecia mais desconectado do próprio Estado de exceção do que, justamente, os deputados colocados lá para combatê-lo, observando os intestinos do poder de dentro.
Continue lendo o artigo de Flavio Morgenstern na Gazeta do Povo:
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-morgenstern/politicos-de-direita-precisam-ser-mais-cultos/
Todo narrador ainda insiste nesta de “jogo definido nas penalidades máximas!!!!!”. Penalidade é o que gera o pênalti durante o jogo. Pênalti no fim não é penalidade. Ninguém está sendo “punido” por empatar.
Muita gente me pediu uma continuação do meu livro, “Por trás da máscara”. No relançamento do site do Senso Incomum, fiz o longo artigo (já vão cerca de 20 páginas) com o que aconteceu com o Brasil desde então. Principalmente com a tal direita, desde que o professor Olavo de Carvalho nos deixou.
Está a fim de voltar a ler análises detalhadas e aprofundadas, com viés filosófico, e não apenas notas jornalísticas? Fique de olho na página, pois o site do Senso Incomum está voltando.
O "De Leste A Oeste" dessa semana tem a mudança na América Latina, a imigração islâmica na Europa, o PM do Reino Unido Keir Starmer finalmente saindo. Na história, ainda tem o cerco a Berlim e o discurso de Kennedy, "Ich bin ein Berliner". Se liga na Revista Oeste:
https://youtube.com/live/G0Xii2hKhxM?feature=share
Quinta-feira é dia de Senso Live! Vamos aproveitar os comentários do papa Leão XIV depois da encíclica Magnifica Humanitas, abordando a inteligência artificial e a dignidade humana, para comentarmos da formação e reformação do imaginário - um tema tão caro aos alunos de Olavo de Carvalho!
Vamos conversar com Flavio Morgenstern às 20h e pouco em ponto? E não se esqueça: agora as quintas são de Senso Live! Nossa playlist de entrevistas ficará exclusiva como SensoCast! Mande seu LivePix, para evitar nossa falência: livepix.gg/sensoincomum
Quinta-feira é dia de Senso Live! Mande seu LivePix: livepix.gg/sensoincomum
O site do Senso Incomum está voltando. E para incomodar muita gente.
Vamos à conversa semanal com Flavio Morgenstern às 20h e pouco em ponto de toda quinta? Mas agora como SENSO LIVE!
E (re)começamos falando das massas. A massa tão manipulável. A massa sempre escolhendo Barrabás. A massa do cancelamento, da frase pronta, do capeletti in brodo...
