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Coração de Urtiga 🌿

Coração de Urtiga 🌿

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Reflexões vivas sobre Terra Corpo como Medicina: eco-filosofia, eco-mitologia, espiritualidade da Terra, herbalismo, movimento, arte e terapia eco-somáticos.

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Senhora da Estrela: Trazes o manto da noite sobre ti, ponteado a prata estelar e a noite negra terra. Trazes a morte que é a maior fecundidade e portanto o início da vida. És Boa Morte, Bom Parto, Bom Caminho, Guia.  Trazes a consciência total e que nunca deixa de se expandir, renovar, transformar. Trazes o tempo do céu que foi, o Sol que ilumina as estrelas que já partiram e ainda assim são mapa de ancestralidade e berço das estrelas que não vemos ainda mas que já existem em ti e nos observam. Seguir o teu caminho é subir a serra no crepúsculo durante a noite de olhos abertos. Seguir o teu caminho é descer a serra na alvorada de olhos fechados durante o dia. É encontrar a luz na treva e a sombra no dia, para abraçar a complementaridade natural a quem sabe que a inteireza é assimétrica, irregular, relevante em cada relevo e reentrância. Senhora da Estrela o teu seio é a Via láctea que ao beijar a aurora se torna Rio que das águas fluídas nutre tudo o que vive e a todos se dá a beber. Tu és quem serena todas as fomes e alentas todas as sedes.  És Senhora do Leite, da fonte de estrelas d'Água da montanha. Quando a noite beija a Terra lá bem no cume da serra a estrela faz - se pedra e pedras são ossos do chão. Nada de finda tudo é continuação de uma memória criando permanentemente e recíproca relação.  A água por nós bebida é sangue. O alimento vindo do chão que é pó fecundo do osso da Terra que a nossa boca adoça e corpo nutre será osso dentro de nós. Nem dentro estamos sós ou separados.  Não há separação, tudo é continuidade cíclica e portanto necessariamente heterogénea, diversa, múltipla, similar mas irrepetível, constantemente evolutiva até no retorno.  Antes do Solstício da natalidade chega a Estrela, que é Mãe e parteira da Alma, ao mesmo tempo. Na candelária a Senhora é Mãe que amamenta e Avó que cuida. Onde se cai há sempre amparo do chão, tudo o que quebra também abre e ensina a cura e a compaixão, é quando no chão que mais ampla é a visão. Se faz caminho, caminhando. Trazemo-la na palma da mão, linha da vida a sementes e estrelas parida. Pouco importa a tua crença. A pertença é intrínseca e intrincada. És aqui, vista e parte da Teia Terra Constelação. 🌿A novena de Turibriga, que é também a Senhora da Estrela inicia quarta-feira. Restam duas vagas para quem queira Peregrinar no tempo das Candeias, meio do Inverno. Saber mais: senhoradazenha@gmail.com

Sê Gentil e Sê Feroz 🐐 Neste abençoado amanhecer após uma noite de trovoada, trago-vos um convite, para vós, Senhoras que escutam nos ossos o chamado do Bosque e cujo sussurro dos Ancestrais encanta. 🍂 De dia 31 de Janeiro a dia 8 de Fevereiro teremos 9 dias de Novena, dedicados a Brigid, Turibriga, Trebaruna Senhoras do Fogo que jamais esmorece (tão pouco incendeia).  Atravessamos os caminhos da Senhora das Candeias, Senhora da Estrela, Senhora da Guia, Senhora das Neves, Calaica a velha Avó do Inverno, no meio da estação fria e da arcaica celebração da Candelária. 🕯️ Mergulhando na tecelagem viva do xamanismo celtibérico e nas formas sincréticas com que ainda ecoa nestas terras vivas e ressoa em nós. Desde a candelária à travessia do bosque gelado e nocturno em que assustamos o próprio medo e tomamos em nós o rosto dos chifres, à queima da velha e ao suster da chama diante da bruma, recolhemos pedaços de sabedoria cujo resgate nos torna inteiras e devolve ao caminho do Sagrado imanente e transcendente. Numa jornada misteriosa, profunda e fecunda abraçamos a Senhora nos seus nomes e aspectos mais primordiais,  frios e ao mesmo tempo, na sua incandescência maior. Acolhendo  paradoxos fundamentais à vida selvagem da Alma, do Corpo e da Terra. 🪨Todos os dias temos encontro das 17h30 às 18h30, online, com práticas eco-mitológicas, somáticas, animismo e ritual. ~ ☉ O que é esta imersão? Esta é uma jornada vivencial. Não é um curso, nem uma formação, mas uma experiência subjectiva, íntima, sensível e partilhada num grupo seguro. 🤲 Olharemos mitos orgânicos ancestrais que nos orientam na vivência dos ciclos e daremos atenção a como a relação entre sol e solo também conversa com o nosso sistema nervoso, tão de perto. Desceremos ao lugar da pedra, do osso que se fez pó, das águas subterrâneas, das raízes que sustentam a montanha e da neve, que tudo pára e tudo desperta. Despindo o que outrora foi pele fértil, no encontro com a Alma que é fio no tear das relações que nos tecem e que tecemos. 🌟 ↓Para mais Informações: 🍁Link https://earthbodymedicine.com/events/turibriga-9-dias-de-incandescencia/ ✉️ ou por e-mail: senhoradazenha@gmail.com

🌿DEVOÇÃO: DO DEVORAR DO CORAÇÃO Quantas vezes renunciamos à forma única em que a Vida nos fala? Quantas vezes fazemos da revelação repressão? O que de transformador te diz a mais forte imagem interior que hoje te acompanha? Não sobre os outros, mas sobre ti, de forma íntima e total. Ouves? Deixa-me contar-te a história viva em mim, do dia em que um demónio me devorou o coração. Chovia. Chuva forte e névoa densa na serra, onde os caminhos conhecidos se enleiam e nos perdemos nos próprios passos. Tempo sem tempo de um lugar aberto ao tremor de caminhar só no mau tempo. Chovia por dentro de mim, silvos de vento atravessando a pele, cabelo escorrendo, como as teias de aranha contendo água em contemplação. Sentei-me sobre a Terra molhada olhando o vale denso, o medo da tempestade, da solidão, da imprevisibilidade que é vulnerabilidade perante o selvagem. Foi então que o vi. Improvável, táctil, certeiro e concreto como a pele, o osso, a Alma. Agachado junto a uma velha raiz, forma disforme, sem sequer me tocar, arrancou-me do peito o coração. Comia-o lentamente, eu observava de longe. Podia fugir da visão, da imaginação, da revelação. Podia, mas depois, não veria e eu não vim para estar cega mas antes para ampliar o olhar. Senti o frémito entre a loucura, a profundidade e o medo cru. Então, decidi ficar. Sem fugir, sem lutar. Propus-me sentir toda a incongruência e realidade atroz, feroz. Ofereci o meu coração ao bosque selvagem no seu aspecto mais demoníaco, cru, cortante. Devorou-o a tragos lentos, enquanto me olhava nos olhos e a penumbra adensava. E devagarinho, veio um Amor que não teme Amar a diferença, a incongruência, a estranheza e os lugares inóspitos e tenebrosos. Veio o peito aberto de tão vazio, veio o beijar-lhe os pés e as mãos disformes e antigas como a própria Vida, tão maior que eu. O dia em que um demónio me devorou o coração, a noite densa tomou-me e ante a mais dilacerante dor de parto da Alma, fui acolhida e cuidada num colo de estrelas a céu aberto. A noite caiu sobre mim, as violetas das feiticeiras pautando o caminho. Ele desapareceu, sorrindo. Olhei novamente, onde claramente estava só havia o trilho estreito. Mas agora, o caminho, era Eu, já feita Chão Coração.

🍂Este é o tempo do frio profundo, Que nos lembra que o gelo por vezes cobre todo chão e no silêncio e na ventania ouvimos as vozes que atravessam o tempo e nos orientam de volta ao senso de quem somos. Talvez, depois de desligar écrans e luzes ao anoitecer, ainda nos chegue um vislumbre do que seria, morar no coração da serra ou na falésia que beija o mar, em noites de frio e claridade estrelar. Talvez ainda sintamos o mistério roçando a nossa pele no lusco fusco, a Natureza Selvagem que é a memória mais franca, pura e poderosa erguendo-se do lugar dos ossos tal como as plantas emergem do solo. Diante do frio há também o germinar e o brotar. Assim possamos escutar tudo o que conversa connosco além da palavra. Para que possamos testemunhar e caminhar com a Velha Mulher dentro da Caverna que se torna um Pássaro. 🌿https://on.soundcloud.com/jouyt

Saudações calorosas, do coração da Bruma da serra de Sintra. Para os povos celtibéricos a vida está dividida por um rio: numa das margens está a vida mundana que vivemos e na outra está quem partiu na morte e quem há-de chegar no nascimento. Estamos na estação da águas, olhando e sendo olhadas por quem está na outra margem, segurando o fio delicado, fino e inquebŕável que une ancestrais, presentes e descendentes. Assim, o nosso primeiro convite é justamente para uma jornada na Ancestralidade e identidade, de 12 de janeiro a 16 de Fevereiro. Temos disponíveis as últimas vagas para esta jornada que fazemos uma vez a cada ano. Serão 6 encontros semanais de resgate da linhagem ancestral para remembrar memória, recuperar dons e reparar feridas como mapeamento da jornada pessoal. Muitas vezes, é-nos baço o horizonte atrás de nós e isso também impede que tenhamos capacidade de ver, agir e discernir com clareza acerca do nosso caminho. Estes encontros são online, por zoom, todas as sextas das 17h30 às 18h45. As sessões ficam gravadas para quem não possa participar ao vivo. A cada semana será dado acesso a materiais de estudo e prática na nossa academia online. Mais informações senhoradazenha@gmail.com E no link abaixo: https://feminineconsciousness.com/events/ancestralidade-e-identidade-23/

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🌿 Devagar, vou regressando de uma pausa tão profunda como intensa. Às vezes, preciso de adentrar a escuta de outros lugares. Desde a novena de Luzia ao Solstício de Inverno, precisei de render solene homenagem ao silêncio. Cuidar a família doente, abrir as gavetas e armários, limpar tudo em detalhe, entregar ao fogo e a outras mãos o que já não tem lugar para morar no mesmo lar de outrora. A farmácia herbal reorganizada, os escritos de há décadas revistos, o quarto do meu filho aberto à iniciação que tece o espaço da infância à adolescência com respeito e carinho, decidindo de mãos dadas o que fica e o que vai, e a quem serão entregues os tesouros de crescer e brincar que nos acarinharão a memória para sempre. Foi tempo de partilhar mesa e olhar desafios, honrando quem já não se senta connosco à ceia mas jamais será esquecido. E será sempre sempre tempo de agradecer pela benção de poder tocar tantas vidas, guardar tantas histórias e receber tanta confiança. Tenho feito a escolha de tecer mais trabalhos vivenciais, encontros terapêuticos, artísticos e rituais. Tem sido o que mais me nutre e dá sentido e por vezes implica menos capacidade de presença nas redes, para estar atenta e inteira para quem acompanho. Agradeço profundamente a quem deu e dá as mãos às minhas para caminhar no seu caminho com mais inteireza. Refletia há alguns dias numa conversa em família sobre uma perspectiva de JRR Tolkien no Silmarillion: até Morgoth ensinar a humanidade a temer a escuridão, ninguém sentia medo da morte. Lembrámos que os povos animistas e pagãos não temiam a morte, e em muitas circunstâncias a desejavam. Vikings e Samurais preferiam morrer a perder a dignidade. A dignidade tece a nossa presença e propósito junto dos outros e lembra-nos que a Alma é colectiva, parte dos Ancestrais, presentes, descendentes bem como de toda a Terra viva e Universo. Percebo isto claramente: não temo a morte, nunca temi. Temo é morrer sem ter vivido e sem ter servido a teia da Vida. Agradeço a oportunidade de o fazer a cada dia o melhor que posso, com humildade e resiliência. Não é preciso saber o caminho inteiro para o caminhar passo a passo. Tecemos e somos tecelagem, em Amor.

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Ela senta-se num banco de ossos baixinho No cruzamento de cada caminho Na noite do seu olhar cerrado Que tudo vê em todo o lado Ela ouve a água, o choro, o cio O silêncio amplo cantando o vazio Luzia que aguarda no leito de morte Luzia que alumbra até a má sorte Luzia que faz da treva passagem Que abençoa os passos na boa viagem Luzia que recebe quem vem da outra margem Que agurda sentanda em oração Que cada broto desperte do frio do chão Que cada mãe possa parir com tempo Luzia que és quem traz o advento Oh Mãe oh Senhora de todo o alento Só sabe teu nome quem já se perdeu Quem já se partiu, quem já se morreu Quem esqueceu o nome e depois nasceu Na bênção de fazer caminho do bréu Luzia que traz o Solstício ancestral Tecido nas mãos, a linha de sal Fiando, tecendo, cortando, afinal A linha da vida da água do negro caudal Luzia Ela senta-se num banco de ossos baixinho No cruzamento de cada caminho Na noite do seu olhar cerrado Que tudo vê em todo o lado Ela ouve a água, o choro, o cio O silêncio amplo cantando o vazio Luzia que aguarda no leito de morte Luzia que alumbra até a má sorte Luzia que faz da treva passagem Que abençoa os passos na boa viagem Luzia que recebe quem vem da outra margem Que agurda sentanda em oração Que cada broto desperte do frio do chão Que cada mãe possa parir com tempo Luzia que és quem traz o advento Oh Mãe oh Senhora de todo o alento Só sabe teu nome quem já se perdeu Quem já se partiu, quem já se morreu Quem esqueceu o nome e depois nasceu Na bênção de fazer caminho do bréu Luzia que traz o Solstício ancestral Tecido nas mãos, a linha de sal Fiando, tecendo, cortando, afinal A linha da vida da água do negro caudal Luzia Senhora primeira e derradeira Cegueira lúcida que nos guia Afinal a estrada é luzidia No seu banco de ossos conversa Com quem partiu Quem está partindo Com quem está chegando Com quem está parindo Com quem se perdeu E quem se transforma Mãe das curandeiras Senhora das Magas Cuida das mulheres e cuida das fragas Pássaro negro da vastidão Faz de cada passo uma oração Pertence-te todo o meu coração Caminho enlaçada na tua Mão Foto: leito negro e seco de Lucefecit, Alandroal

🌿De 5 de Janeiro a 23 de Fevereiro, às sextas, das 19h às 20h15 temos o primeiro ciclo de educação somática, dança e eco-mitologia Volva: Terra Ventre Voz Círculos de Natureza, corpo, canto e animismo Ibérico 🌿Volva é Aquela que Vê: profetisa, poetisa, curandeira, a que encanta o mundo e vê através do tempo, em todas as direcções. É uma figura nórdica que teve presença também no nosso território, tendo-se mesclado na cultura celtibérica. Volva chama a voz, a visão e a vulva enquanto portais. Estes são círculos de exploração que unem fios de xamanismo celtibérico, educação eco-somática, anatomia experiencial, movimento, dança, voz, adufe, tambor, cantos devocionais e tradicionais, herbalismo e eco-mitologia. 🌿O primeiro ciclo é dedicado à fisiologia dos ossos e natureza da Pedra. Um mergulho profundo e transformador no nosso corpo mamífero, na psyche e na natureza pela primeira linguagem que temos: o movimento. Este é um trabalho transformador, que complementa práticas terapêuticas, artísticas, de desenvolvimento humano e de corpo. Uma abordagem única e extraordinariamente rica. 🌿Será de 5 de Janeiro a 23 de Fevereiro, todas as sextas das 19h às 20h30. Acontece presencialmente e online em simultâneo. No Hearth, o nosso espaço no coração de Colares, Sintra e por Zoom. 🦉Informações no link abaixo e em senhoradazenha@gmail.com https://drive.google.com/file/d/1_QJes04j_OE3rZOWO7Idjths0lHD1EkS/view?usp=drivesdk

🕯🪔 A novena de Luzia está quase a iniciar. Restam duas vagas para esta jornada. De dia 13 a dia 21 mergulhamos de corpo e coração no chão negro e fértil dos seus mistérios. Luzia. Brigid. Ataegina. Lucefecit. Turibriga. Os meus olhos são teus, tal como as minhas mãos, a minha voz e sobretudo: cada pedaço do meu coração costurado a remendos tão partidos como preciosos e precisos. A ti, desde o primeiro suspiro até à Eternidade. CEGUEIRA LÚCIDA Ela é a Mãe de todas as Bruxas, Magas, e como parteira é invisível mas de presença essencial. Ela é a Mãe da Mãe. Ela não tem outro credo ou religião que não a cura e o fazer melhor como oração maior. Que não se ilumina porque a luz que traz dentro basta e a cegueira não só não lhe é impedimento como é mestria, para não se iludir e manter focada no essencial. Ela relembra agora: Chegou a hora de caminhar, nesta cegueira de não saber se ou onde chegaremos, nem quando, nem como: Mas de levar nas mãos a vontade de criar o bem maior, mesmo se a morte nos levar enquanto o fazemos, e isso, é o presente de cada dia. Neste Solstício convido(-me) perguntar : Somos capazes de nos comprometer em honrar o que não podemos controlar? Somos capazes de aguardar sem interromper e sem tentar melhorar, confiando que a nossa presença já é suficiente para que o processo aconteça naturalmente da melhor forma? Somos capazes de nos despir da pressa, da concretização, para abraçar a mestria da incerteza? Somos capazes de esperar até por nós mesmas quando ainda não estamos prontas, porque a Vida não encurta caminhos para ser confortável mas estimula resiliência? Que seja então, uma travessia e não uma noite. Um processo de transformação e não uma pressa de receber e um descartar sem integrar: haja a coragem de permanecer o tempo necessário, de chorar de medo por este futuro incerto, de rever posicionamentos e escolhas. 🦉 senhoradazenha@gmail.com

✨️Trago-vos um convite, para vós, Senhoras que escutam nos ossos o chamado do Bosque e cujo sussurro dos Ancestrais encanta. De dia 13 a dia 21 de Dezembro teremos 9 dias de Novena, dedicados a Luzia, Mãe das Magas e parteira da Alma. Todos os dias temos encontro das 17h30 às 18h30, online, com práticas eco-somáticas e rituais que despertam as Senhoras que abrem as portas do Inverno: Santa Bárbara das tempestades, Imaculada Conceição, Guadalupe a negra, Luzia a que tudo vê, Senhora do Ó e do Bom Parto. Numa jornada misteriosa, profunda e fecunda abraçamos a Senhora Negra nos seus nomes e aspectos mais frios, paradoxais e fundamentais à vida selvagem da Alma, do Corpo e da Terra. O que é esta imersão? Esta é uma jornada vivencial. Não é um curso, nem uma formação, mas uma experiência subjectiva, íntima, sensível e partilhada num grupo seguro. É uma reflexão experiencial activa e comprometida sobre a nossa relação com a Terra, o corpo, a psyche e o Sagrado como forças dinâmicas estruturais. Aprendendo a reconhecer o nosso sistema nervoso, psyche e a nossa fisiologia na relação com a nossa natureza profunda, a Natureza da Terra e sua teia de relações dinâmicas e com as diferentes relações humanas. Nesta jornada, focaremos a descida solar, a chegada da estação fria e das noites longas. Observaremos com curiosidade e muitas perguntas vivas que ampliam a percepção e sensação a natureza da Terra e do corpo. Olharemos mitos orgânicos ancestrais que nos orientam na vivência dos ciclos e daremos atenção a como a relação entre sol e solo também conversa com o nosso sistema nervoso, tão de perto. Desceremos ao lugar da pedra, do osso que se fez pó, das águas subterrâneas, das raízes que sustentam a montanha e da neve, que tudo pára e tudo desperta. Despindo o que outrora foi pele fértil, no encontro com a Alma que é fio no tear das relações que nos tecem e que tecemos. 🍁Vagas muito limitadas. Informações aqui: https://earthbodymedicine.com/events/volva-terra-ventre-voz-24-450/ e em senhoradazenha@gmail.com

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🌿ÚLTIMAS DUAS VAGAS Há viagens transformadoras e depois há esta viagem. Num grupo íntimo de Mulheres, que convida à Irmandade, à reverência, à sacralidade de sentir, ser, contemplar e ritualizar em cada passo que damos nos caminhos ancestrais do xamanismo neolítico celta. Adentramos Águas profundas, da Cornualha, a Avebury e Glastonbury. Deixando que a Terra Viva nos toque e nos desenlace e teça, como tapeçaria viva diante das suas Mãos feitas de xhaoe coração ancestral. Se sentes este chamado vem connosco. Será inesquecível. Uma Peregrinação ao coração dos lugares sagrados das Terras de Brigid, num círculo de mulheres íntimo. Caminharemos pelos trilhos Ancestrais neolíticos, visitando e cerimonializando com reverência e amorosidade em círculos de pedras, monumentos fúnebres, cascatas, nascentes, montanhas. Adentrando o saber das plantas do herbalismo medicinal e mágico Celta e druidíco. Recolhendo sementes selvagens, como Ellen dos Caminhos: para semear resiliência, foco, esperança activa, paz de espírito e a capacidade de cuidar incondicionalmente vulnerabilidade nos nossos corações em generosa reciprocidade com o chão coração fértil da Terra Viva. Resgatando a mitologia orgânica proto-Celta, arturiana e druidíca nos seus aspectos mais primordiais, telúricos e transformadores. Entre Tintagel, Avebury e Glastonbury, com paragens em locais de beleza profunda. Caminhos, cantos, contos e cerimónias em templos Naturais. Informações aqui: https://feminineconsciousness.com/events/viagem-a-inglaterra-ellen-of-the-ways/?occurrence=2024-03-30 E em senhoradazenha@gmail.com