Contrapoder
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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!
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Entre 1947 e 1948 cerca de 750 mil e 1 milhão de palestinos foram expulsos de suas terras. Este processo de expulsão e massacre continua até hoje.
No dia 15 de maio, um dia após as comemorações da independência e criação do estado de Israel, é lembrado, por palestinos e simpatizantes do mundo todo, o Nakba (desastre) que marca a memória dos refugiados palestinos.
Em 2019 estima-se que 150 palestinos foram mortos pelo estado de Israel, 33 eram crianças.
Há poucos dias fizemos uma dica de cultura sobre o tema:
https://contrapoder.net/cultura/a-terra-nos-e-estreita/
#Nakba #Nakba72
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Há um ano acontecia a maior manifestação contra o governo Bolsonaro até agora. Fortes mobilizações contra os cortes na educação fizeram o país todo ir as ruas.
Conquistamos vitórias parciais, mas o ataque à educação e a ciência continuou e continua.
Este é nosso primeiro #TBT e tentaremos trazer um pouco mais de história e imagens da luta dos trabalhadores nas quintas-feiras.
Foto de Marino Mondek.
#TsunamiDaEducação #ForaBolsonaro #ForaMourão #15M
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Realizamos, no final de março e começo de abril, o curso "Hegel e Marx: Introdução à dialética dos modernos". Foi um intenso exercício para introduzir dois dos principais teóricos da história. Temos o prazer de apresentar o curso completo. A compilação de materiais e aulas já estão disponíveis em nosso site.
Agradecemos imensamente o professor Hélio Oliveira pela dedicação.
https://contrapoder.net/curso/curso-completo-hegel-e-marx-introducao-a-dialetica-dos-modernos/
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Há 139 anos, na data de hoje, veio ao mundo Afonso Henriques de Lima Barreto. Escritor e jornalista, nasceu em um país ainda escravocrata, acompanhou o surgimento da primeira república, mas faleceu antes mesmo de seu fim. Foi um duro crítico deste velho período, da desigualdade social e do racismo. Escritor hábil, conseguiu transpor, em suas 19 obras, muito da realidade brasileira para o universo da literatura. Por sua origem, negro e proletário, fez pouco sucesso quando vivo e continua renegado pelo cânone literário, mas nada que apague o brilho daquele que escreveu com estilo próprio e ousou criticar o sistema com tamanha personalidade. Lima Barreto é peça-chave na literatura e cultura brasileira. É um importante ícone para entendermos nossa realidade e trilharmos os rumos para a revolução brasileira!
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. Nesses dias sombrios, sob o céu cinza da escravidão moderna, cansados de pesadas correntes da terceirização, do genocídio, do encarceramento em massa etc. ainda podemos ver, se olharmos com cuidado, um flash de luz, que se mantem aberto pela força dos ecos de nossos antepassados que nunca se calou por ser revivida em toda luta dos oprimidos e explorados que ousaram se levantar contra seus algozes.
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O fim da escravidão ficou longe de ser um processo de real libertação para os negros, não só no Brasil, com seu 13 de maio, mas no mundo inteiro. Vivemos ainda em uma sociedade de classes, onde a maioria de nós é oprimida e explorada para garantir os lucros da classe dominante. A parti do momento em que afirmamos que o racismo é estrutural, entendemos que o capitalismo é racista em sua essência, ou seja, em nenhum lugar do mundo, em nenhuma posição social, em nenhum período dentro do capitalismo moderno, podemos nós, negros e negras sermos livres.
No nascente desse novo sistema, quando as revoluções burguesas pareciam soprar ares subversivos e libertários, do Haiti ecoava em alto e bom som as vozes dos negros, abençoados por Ogum, evocando sua própria liberdade, arrancando-a, tomando o céu de assalto, fazendo com um feixe de luz se abrisse no céu escuro da escravidão que assombra os negros do mundo inteiro. Mas logo, o poderoso Deus ex machina Capital, dá seu golpe final e decreta que todos os negros serão livres! Para vender são mão de obra! É claro, muito mais barato.
O que vivemos cotidianamente é a miséria que o capitalismo nos impôs. A realidade de uma colônia que se tornou, o país que contem o maior “exército” de empregadas domésticas do mundo e que em sua maioria são negras; uma das maiores populações carcerárias do mundo que também em sua maioria é negra; trabalhos altamente precarizados ocupados em sua maioria pelos negros, terceirização; morte por abortos clandestinos; estupros; condições insalubres de moradia; transporte, saúde e educação altamente precarizados; violência policial; genocídio e mais milhões de outras coisas que poderia levantar aqui. Mas não só as condições objetivas de vida. O racismo também causa inúmeros impactos subjetivos em muitas de nós. Fanon, ao estudas a subjetividade dos negros nos países colonizados consegue expressar a miséria subjetiva que também é imposta aos negros.
E assim como já nos avisara Césaire, fica mais do que comprovado: “No fim do capitalismo, desejoso de se sobreviver, há Hitler”. A nossa realidade, negra, é verdadeira face da modernidade, é em nossa pele que se marca a tal “CIVILIZAÇÃO” de que tanto falam os homens branco. A concepção de humanidade moderna não nos serve, pois nos desumaniza. Essa modernidade, civilidade desenvolvida, ou qualquer nome que seja dado, na verdade é o Imperialismo que através das ações da burguesia evoca a voz e a ação de seus avós, os gigantes da escravidão. Nós sabemos de onde vem a fortuna da burguesia mundial, mas também sabemos de onde veio, todos os setores da burguesia do mundo inteiro construíram as fortunas que permitiram o desenvolvimento do capitalismo em cima de sengue negro, ou seja, o capitalismo nasce como um parasita que se alimentando do sangue negro que jorra das colônias direto pro mercado mundial.
Velhas histórias, falsas verdades, e no fim do dia, a mesma luta. Em toda América Latina e Caribe, a tradição de evocar nossos ancestrais foi mantida, apesar de perseguida, sempre. Para além das questões do campo espiritual, essa prática traz uma importante lição, deixada por nossos ancestrais: é preciso aprender com os que lutaram antes de nós, ainda vivemos a mesma luta! Passar por esse 13 de maio deve nos lembrar, que a história se repete, Marx disse, a primeira vez como tragédia, depois como farsa, eu diria que hoje já virou pornochanchada rs.
Os grandes senhores burgueses já pegam seus chicotes do armário, preparam seus cães de guarda. É dada a hora de construirmos nosso 20 de novembro! Não a data, mas o espírito, é hora de fazermos palmares de novo, ou melhor, é hora de fazermos do Brasil Palmares. Não é uma jornada fácil, se trata de uma luta altamente desigual, mas o Haiti nos mostrou que é possível. Para organizar a reunião que deu início ao processo de Revolução no Haiti, Cecíle Fatiman -uma Sacerdotisa Mambo- percorreu durante 4 anos a ilha do Haiti, sem essa organização não haveria essa revolução, foram anos de luta, batalhas contra os maiores e mais fortes exércitos da época, e, finalmente, eles conseguiram
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Afinado: Capitalismo, felicidade e suicídio
No Afinado desta semana, a historiadora do trabalho Raquel Varela e o doutor em Psicologia do Trabalho Duarte Rolo falam sobre a exploração neoliberal e seu efeito sobre a saúde mental dos trabalhadores.
🎙️ Ouça aqui:
https://bit.ly/afinado10-site
https://bit.ly/afinado10-spt
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Parabéns aos enfermeiros que marcaram esse dia internacional da enfermagem com um forte ato em Brasília.
A manifestação denunciou as mortes dos enfermeiros em trabalho, a política genocida do governo Bolsonaro e marca a luta de uma categoria super precarizada mas que faz o possível para salvar vidas, em especial neste momento de pandemia.
#Lutecomoumaenfermeira #SOSTrabalhadoresdaSaúde #diainternacionaldaenfermagem
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
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Ao Vivo A luta das mulheres e o Coronavírus
Nesta quarta, 14/05, às 11h, estaremos ao vivo com Sâmia Bomfim, deputada do PSOL/SP, e Bárbara Sinedino, professora e coordenadora do SEPE-RJ, para debatermos a luta das mulheres e o coronavírus.
O debate será em nossa página no facebook e em nosso canal no youtube
Programe-se.
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#Editorial "E daí?"
Bolsonaro brinca com a vida dos brasileiros, mas não brinca sozinho. Judiciário, situação e oposição jogam o desumano jogo da ordem burguesa. O custo pode ser centenas de milhares de vitimas.
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Aniversário de Karl Marx
No dia 5 de maio de 1818 nasceu na cidade de Trier, na Renânia (Reino da Prússia), Karl Heinrich Marx. Terceiro filho de uma família de origem judaica e de classe média, estudou nas universidades de Bonn e de Berlim, aproximando-se dos jovens hegelianos – adeptos de “esquerda” do pensamento de Hegel.
Formado em filosofia, tentou seguir carreira acadêmica. Todavia, foi rejeitado por conta de suas posições políticas. Partiu então para o jornalismo, tornando-se redator-chefe da “Gazeta Renana”. Conheceu Friedrich Engels, que seria seu grande amigo e parceiro nas lutas teóricas e políticas, durante uma visita deste à redação do jornal.
Em 1843, com o fechamento da Gazeta Renana, proibida pelo governo prussiano, Karl mudou-se para Paris, assumindo a direção da publicação “Anais Franco-Alemães”. Travou contato com diversos movimentos socialistas. Defensor da revolução social e do protagonismo da classe trabalhadora na batalha pela superação da ordem do capital, aproximou-se especialmente da Liga dos Justos, que decidiu alterar seu nome para Liga dos Comunistas e solicitou que Marx e Engels escrevessem seu novo documento programático, o “Manifesto Comunista”.
Em 1845, foi expulso da França, a pedido do governo prussiano. Migrou para Bruxelas. Expulso pelo governo belga, mudou-se para Colônia. Lá, fundou o jornal “Nova Gazeta Renana”. Após ataques às autoridades locais publicados no periódico, foi expulso de Colônia. Voltou para Paris. Proibido pelo governo francês de fixar residência em seu território, foi finalmente para Londres.
Em 1864, foi fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores, também conhecida como I Internacional. Marx logo assumiu um papel de liderança no movimento, redigindo o Estatuto da nova organização.
Deprimido por conta da morte de sua esposa, faleceu em 1883. Foi enterrado como apátrida, no Cemitério de Highgate, em Londres.
Deixou uma vasta obra. Para além do já citado “Manifesto Comunista”, vale destacar “O Capital”. Em seus escritos, estabeleceu as bases do materialismo histórico, método de interpretação da realidade social; desvelou as leis fundamentais de desenvolvimento do capitalismo; e assentou os alicerces do socialismo moderno (ou científico).
Passados 202 anos desde seu nascimento, o legado de Marx – tanto político quanto teórico - continua a inspirar lutas emancipatórias em todo o mundo.
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O país perde um dos seus maiores compositores... vítima da Covid-19, morreu nesta manhã, no Hospital Universitário Pedro Ernesto/UERJ, Aldir Blanc, aos 73 anos.
Foi compositor, escritor, cronista... Com seu senso crítico, humor agudo, ironia afiada, escreveu verdadeiras pérolas que definem o país. Retratou o país em momentos decisivos e a vida dos debaixo com uma sensibilidade sem igual.
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