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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!
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Neste dia, em 1820, nascia em Barmen (Alemanha) um dos fundadores do Comunismo Internacional, Friedrich Engels. Nascido em uma família de comerciantes e industriais burgueses, Engels traiu sua classe de origem e dedicou sua vida ao proletariado e à revolução. Frequentou o Ginásio Elberfeld e a escola de comércio de Bremen, mas foi, sobretudo, um autodidata. Durante o serviço militar em Berlim (1841), assistiu como ouvinte às aulas na universidade, então dominada pelo debate em torno de Hegel, e conheceu os “Jovens Hegelianos de esquerda”. Sua amizade com Marx, a partir de 1842, foi fundamental para o destino do movimento comunista. Juntos, publicaram diversas obras, como "A Sagrada Família" (em oposição aos Irmãos Bauer) e o "Manifesto Comunista" (1848).
A emblemática expressão “Crítica da Economia Política”, espécie de escudo do movimento comunista, apareceu pela primeira vez em seu "Esboço para uma Crítica da Economia Política" (1844). Marx desenvolveria essa ideia até o limite em sua obra maior, "O Capital", cuja edição Engels ajudou a organizar e publicar após a morte do amigo. Em 1848, junto com Marx, Engels participou da insurreição alemã e, em 1849, atuou militarmente na resistência ao governo reacionário de Colônia, comandando um batalhão de operários que entrou em Elberfeld. Desde então, manteve um destacado interesse por assuntos militares e estratégicos. Publicou dezenas de artigos em jornais do movimento comunista e diversos livros sobre os mais variados temas, desde a história do cristianismo até as ciências da natureza. No entanto, foi, sobretudo, um líder que, partindo da Liga dos Justos, a Liga Comunista, ajudou a fundar a Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional) em 1864 e o Partido Social-Democrata Alemão.
Engels teve um romance (e depois casamento) com Mary Burns, uma jovem trabalhadora irlandesa, e viveu intensamente até o fim de sua vida em Londres, em 1895. Atendendo ao seu pedido, suas cinzas foram lançadas ao mar em Eastbourne.
Erroneamente, Engels é tratado como um mero coadjuvante nos rumos do movimento comunista e no entendimento do movimento sobre a crítica ao capitalismo e a construção do comunismo. A contribuição de Engels é gigantesca e, com certeza, seu legado e contribuição são centrais para não só compreendermos o mundo em que vivemos, mas também transformá-lo em um mundo melhor.
Viva Engels!
Viva o movimento comunista internacional!
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Imaginem se fosse a Rússia, China, Irã ou qualquer outro país árabe?
Detalhe: lançaram essas bombas contra uma população civil em que 50% são crianças!
Dia 417 do Holocausto Palestino.
Quase 50 mil assassinados, sendo 30 mil mulheres e crianças.
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#Coluna Milton Pinheiro
"O Brasil no pós-segundo turno das eleições municipais de 2024 inspira uma profunda análise do cenário político realmente existente. Algo que seja empiricamente consistente, mas que encontre, no desvelamento da interpretação política, um sentido para compreender o impacto eleitoral ocorrido nos dois turnos dessas eleições."
Leia: https://x.gd/noFFJ
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8 anos sem Fidel!
"Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado."
4 anos sem Maradona!
"Bush é um assassino, prefiro ser amigo de Fidel."
Dois gigantes que desafiaram os poderosos e lutaram contra o sistema!
Venceremos!
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Neste dia, em 1861, nasceu João da Cruz e Souza. Intelectual, abolicionista, jornalista, escritor, poeta fundador e maior expoente do simbolismo no Brasil, Cruz e Souza era um homem negro em uma província que, até hoje, se orgulha de seu lastro europeu. Filho de um mestre pedreiro e uma lavadeira, Cruz e Souza nasceu em Desterro, atual Florianópolis, e foi uma inteligência aguda e sensível, um garoto prodígio que escreveu seus primeiros versos aos sete anos de idade e permaneceu poeta até o fim de sua vida.
A ousadia de ser preto e poeta — filho de dois ex-escravizados — em um país ainda sob regime escravista era, por si só, imensa. Mas Cruz e Souza foi além. Em uma nação que até hoje nega voz às pessoas negras, que silencia suas palavras e fecha os olhos para sua história, ele se tornou o principal representante do simbolismo no Brasil, um movimento literário que tinha poucos adeptos por estas bandas do Atlântico. E não apenas isso: tornou-se o maior de todos.
Em seu poema Emparedado, Cruz e Souza compartilha a angústia de sua posição, de sua condição de poeta negro em um país que o relegava à exclusão. Em versos arrebatadores, reflete sobre a contradição de sua arte e suas origens:
*"Como se viesses do Oriente, rei!, em galeras, dentre opulências,
ou tivesses a aventura magna de ficar perdido em Tebas,
desoladamente cismando através de ruínas;
ou a iriada, peregrina e fidalga fantasia dos Medievos,
ou a lenda colorida e bizarra por haveres adormecido e sonhado,
sob o ritmo claro dos astros, junto às priscas margens venerandas do Mar Vermelho!
Artista! Pode lá isso ser se tu és d’África, tórrida e bárbara,
devorada insaciavelmente pelo deserto,
tumultuando de matas bravias,
arrastada sangrando no lodo das Civilizações despóticas,
torvamente amamentada com o leite amargo e venenoso da Angústia!
A África arrebatada nos ciclones torvelinhantes das Impiedades supremas,
das Blasfêmias absolutas, gemendo, rugindo, bramando
no caos feroz, hórrido, das profundas selvas brutas,
a sua formidável Dilaceração humana!
A África laocoôntica, alma de trevas e de chamas,
fecundada no Sol e na Noite,
errantemente tempestuosa como a alma espiritualizada e tantálica da Rússia,
gerada no Degredo e na Neve — pólo branco e pólo negro da Dor!
Artista?! Loucura! Loucura!
Pode lá isso ser se tu vens dessa longínqua região desolada,
lá do fundo exótico dessa África sugestiva, gemente,
Criação dolorosa e sanguinolenta de Satãs rebelados,
dessa flagelada África, grotesca e triste, melancólica,
gênese assombrosa de gemidos, tetricamente fulminada pelo banzo mortal [...].”*
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Começamos:
📖 Lançamento do livro: Trabalho Reprodutivo e Forma Jurídica: como o direito permite a exploração das mulheres no capitalismo, de Marianna Haug
💬 Debate com: Marianna Haug e Betânia Pironeli
Assista:
Youtube: https://x.gd/X3qgf
Facebook: https://x.gd/mALwg
Não perca!
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É hoje!
📖 Lançamento do livro: Trabalho Reprodutivo e Forma Jurídica: como o direito permite a exploração das mulheres no capitalismo, de Marianna Haug
💬 Debate com: Marianna Haug e Betânia Pironeli
Assista:
Youtube: https://x.gd/X3qgf
Facebook: https://x.gd/mALwg
Não perca!
Sobre o livro: Marianna Haug analisa como o direito reforça a opressão de gênero no capitalismo, articulando a forma familiar e os papéis de gênero na divisão entre trabalho produtivo e reprodutivo. A autora vai além das questões identitárias, conectando as relações de gênero à luta de classes e apresentando uma visão crítica e essencial sobre a exploração do trabalho reprodutivo no neoliberalismo.
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#Coluna Antonio Julio
"Este artigo procura desfazer equívocos, como os que procuram colocar a pecha nos marxistas de só se fixar em “classes e trabalho”, não se importando, ou até combatendo, as lutas das identidades oprimidas. É claro que isto é totalmente falso e qualquer conhecimento, mesmo superficial do marxismo, comprova que esta luta emancipatória humana se move dentro de uma totalidade histórica e dialética e, quase nenhuma luta dos explorados e oprimidos, deixa de ser combatida."
Leia: https://x.gd/ag5GR
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📅 Salvem a data: 18/11, às 19h
📖 Lançamento do livro: Trabalho Reprodutivo e Forma Jurídica: como o direito permite a exploração das mulheres no capitalismo, de Marianna Haug
💬 Debate com: Marianna Haug e Betânia Pironeli
Sobre o Livro: A autora explora como o direito reforça a opressão de gênero no capitalismo, utilizando a forma familiar e os papéis de gênero para dividir trabalho produtivo e reprodutivo. Em vez de uma análise limitada a questões identitárias, Haug conecta as relações de gênero à luta de classes, oferecendo uma perspectiva crítica sobre a exploração do trabalho reprodutivo no contexto neoliberal.
Em breve publicaremos os links do facebook e youtube.
#LutaAnticapital #Patriarcado #TrabalhoReprodutivo
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145 anos do nascimento de Leon Trotsky
Neste dia, em 1879, nasceu na Ucrânia Leon Trotsky, um dos principais dirigentes da Revolução Russa de 1917 e um dos maiores quadros políticos da história do pensamento comunista. Após a derrubada do capitalismo na Rússia, Trotsky desempenhou importantes tarefas no Partido Bolchevique, na Internacional Comunista e no governo soviético. Como Comissário da Guerra, organizou o Exército Vermelho, desempenhando um papel decisivo na vitória das forças revolucionárias na Guerra Civil.
Ao combater a degeneração da Revolução Russa e do Movimento Comunista Internacional, simbolizada pela ascensão de Stálin ao poder, tornou-se o inimigo número um do regime burocrático. Expulso da URSS em 1929, passou por vários países até se estabelecer como exilado no México, em janeiro de 1937. Seus partidários e familiares foram perseguidos, confinados em campos de concentração e assassinados, como foi o caso de seu filho mais velho e colaborador, Leon Sedov.
Em agosto de 1940, Trotsky foi atacado com um golpe mortal na cabeça por Ramón Mercader, agente do serviço secreto soviético infiltrado no círculo próximo do comunista russo. Seu assassinato foi um duro golpe para a IV Internacional, fundada em setembro de 1938, da qual Trotsky era o principal dirigente. Apesar das inúmeras dificuldades, seus partidários conseguiram manter viva sua memória e seu legado. Ainda hoje, ele inspira milhares de comunistas ao redor do globo.
"Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra!"
— Leon Trotsky
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#Coluna Rodolfo Salm
"A nova onda da alta burguesia brasileira é se reunir no que eles chamam de think tank para fazer lobby com nomes importantes da política nacional. É uma oportunidade para vomitar seus discursos mais baixos e ouvir outros ainda mais deploráveis. Mas isso é só o que se vê na superfície; a trama política nos bastidores é ainda mais profunda. É ali que se planejam os próximos golpes contra a natureza e o povo brasileiro, em favor do mercado financeiro e das velhas famílias que mandam em tudo."
Assista: https://x.gd/dKhRW
