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Natural Magic - Fungicultura aplicada 👨‍🔬🍄

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-Estudos psicodélicos; -Amostras Etnobotânicas; -Genéticas e afins da micologia. **Conteúdo destinado a maiores de idade. #cogumelos #mágicos #psilocybe #cubensis #psilocybin

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*Experiência com LSD:o relato de Paulo Mendes Campos* O presente artigo apresenta uma leitura do relato Experiência com LSD, do poeta, cronista e tradutor brasileiro Paulo Mendes Campos, escrito originalmente em 1962. Para tanto, recorre-se às relações dialógicas encontradas no texto, a exemplo de As portas da percepção: e céu e inferno (1954), de Aldous Huxley, tendo como objetivo compreender não apenas as formulações de Campos sobre a experiência lisérgica e o estar no mundo sob seu efeito, como também como o seu relato se insere e marca uma nova voz sobre a temática. Acesse o artigo do estudo completo: https://textopoetico.emnuvens.com.br/rtp/article/view/549/413
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Essas drogas compartilham a interação com os receptores de serotonina, contribuindo para a resposta reduzida quando consumidas consecutivamente! É crucial destacar que a tolerância à psilocibina difere da dependência. Ao contrário de substâncias como álcool e opioides, estudos apontam um baixo potencial de abuso da psilocibina — e ela não costuma resultar em uso compulsivo ou dependência física. É POSSÍVEL DESENVOLVER TOLERÂNCIA A MICRODOSES? Como as pesquisas são bastante limitadas no campo da microdosagem, ainda não há uma resposta definitiva para essa pergunta. Mas pode ser que indivíduos ingerem uma pequena dose da substância algumas vezes por semana, seguindo um regime específico, desenvolvam uma tolerância leve à psilocibina ao longo do tempo. Um estudo pequeno realizado na Noruega com homens que praticavam a microdosagem de psicodélicos revelou que alguns relataram o desenvolvimento de tolerância aos efeitos dos cogumelos, enquanto outros não apresentaram essa resposta. Devido à escassez de estudos confiáveis sobre a temática, é desafiador fazer afirmações conclusivas sobre a relação entre a microdosagem de psilocibina e a tolerância. Mas é bem válido considerar as evidências anedóticas disponíveis! Alguns pesquisadores têm buscado informações em fóruns online, blogs e outras fontes de dados gerados pelos usuários para obter insights. Uma revisão de testemunhos de microdosagem em redes sociais, por exemplo, observou que alguns usuários recomendavam fazer pausas na prática da microdosagem para evitar o desenvolvimento de tolerância. Ou seja: faça suas próprias anotações e tente comparar de acordo com a sua experiência. Hoje, já existem vários fóruns online sobre microdosagem — inclusive no Reddit. COMO DRIBLAR A TOLERÂNCIA A COGUMELOS? Aparentemente, a melhor maneira de lidar com esse problema é, assim como nos casos da maconha, fazer uma pausa de tolerância (o famoso T-break). Uma pausa de tolerância é precisamente o que sugere: interromper o consumo de uma substância para reajustar o nível de tolerância. Se você perceber que está aumentando a dosagem de uma substância constantemente, pode ser hora de fazer uma pausa. Felizmente, os cogumelos de psilocibina não são associados à dependência física. Isso torna a interrupção do consumo uma escolha sem repercussões físicas negativas ou necessidade de um regime de redução gradual. James Fadiman, renomado pesquisador e criador de um popular regime de microdosagem de psilocibina, sugere que muitas pessoas optam por interromper a microdosagem após aproximadamente um mês, ou escolhem praticá-la esporadicamente. Segundo ele, em 30 dias, o organismo se reorganiza o suficiente. Por isso, fazer uma pausa pode ser uma maneira eficaz de lidar com a tolerância à psilocibina. Ela permitindo que o sistema do corpo se restabeleça. E aí, gostou dessas informações? Esperamos que elas sejam úteis por aí, psiconauta. Caso deseje saber mais sobre psicodélicos, maconha, Redução de Danos, e outras coisas interessantes, siga a gente lá no Instagram @girlsingreen710. Até a próxima! Fonte: https://girlsingreen.net/tolerancia-a-cogumelos-magicos-como-ela-funciona/
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*Como funciona a tolerância a cogumelos mágicos?* O blog Girls in Green explicou que assim como a maconha, o uso frequente de cogumelos mágicos também pode provocar um aumento na sua tolerância! Nosso organismo é algo realmente mágico e cheio de mistérios — que, graças à ciência, estamos finalmente começando a desvendar. Quando o assunto é uso de drogas, no entanto, as descobertas são ainda mais recentes e nos deixam extremamente intrigadas. Por exemplo: você sabia que a gente pode desenvolver uma certa tolerância aos efeitos dos cogumelos mágicos? Pois é isso aí. O uso frequente de cogumelos que contêm psilocibina pode causar um aumento na tolerância. Isso faz com que você sinta menos seus efeitos conforme o tempo passa. Mas, assim como acontece com a maconha, essa resposta do nosso corpo pode ser revertida com algumas atitudes simples. Se você é um psiconauta mais experiente e está sentindo isso na pele, não tema. Estamos aqui para ajudar você a desvendar os motivos por trás da tolerância aos cogumelos mágicos e as melhores maneiras de evitá-la (ou revertê-la). Vem com a gente entender tudo isso! O QUE É TOLERÂNCIA A COGUMELOS? A tolerância a cogumelos mágicos (ou tolerância à psilocibina) é relacionada à intensidade da resposta aos efeitos da substância. Em termos de saúde e medicina, “tolerância” se refere à resposta reduzida do corpo a uma substância quando consumida repetidamente. Com o tempo, o corpo humano pode se tornar menos sensível aos efeitos experiênciais de certas drogas se forem usadas com frequência — como a psilocibina, a maconha e até certos medicamentos. Quando se desenvolve tolerância a uma substância, é necessário aumentar a quantidade consumida para obter os mesmos efeitos experimentados inicialmente. E isso nem sempre é bom (ou possível). A Drug Policy Alliance aponta que a experiência intensa proporcionada pela psilocibina pode levar as pessoas a limitarem a frequência de uso. Além disso, o corpo humano desenvolve rapidamente tolerância à psilocibina. Por isso, exige doses significativamente maiores após apenas alguns dias de uso repetido. Isso torna desafiador obter qualquer efeito após mais de quatro dias consecutivos de consumo! Apesar disso, o estudo da tolerância à psilocibina ainda é limitado. Há muito a ser compreendido sobre o impacto da psilocina (o metabólito da psilocibina que gera efeitos psicodélicos) no cérebro. Em geral, a formação de uma tolerância de longo prazo aos cogumelos é considerada improvável devido à natureza poderosa das experiências que esses fungos proporcionam. Em vez disso, a tolerância aos cogumelos parece depender mais do intervalo de tempo desde a última experiência. COMO (E PORQUE) ELA ACONTECE? Más notícias, viajantes! Se alguém deseja passar vários dias explorando a psilocibina, é possível que não alcance o sucesso desejado, mesmo aumentando a dosagem. Essa falta de resposta, conhecida como taquifilaxia, é uma forma de tolerância temporária. Ela é bem comum quando se tenta repetir a experiência psicodélica muito rapidamente após a última. Estudos sobre a tolerância à psilocibina são limitados, mas a pesquisa sobre LSD oferece insights. Isso porque ambas as substâncias afetam os mesmos receptores no cérebro, os receptores 5-HT2A (ou receptores de serotonina). Pesquisas indicam que esses receptores respondem a essas substâncias até certo ponto, e depois deixam de reagir da mesma maneira. Em termos práticos, quando o cérebro é exposto a uma dose inicial de psilocina (o componente ativo nos cogumelos psilocibinos), a taquifilaxia entra em cena, impedindo que o cérebro responda adicionalmente à substância por um período — normalmente de quatro dias. Os mecanismos exatos por trás desse fenômeno ainda não são completamente compreendidos pelos cientistas. Além disso, a tolerância à psilocibina não é exclusiva a essa substância. Há uma tolerância cruzada entre LSD e psilocibina, bem como entre mescalina e psilocibina.
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*Pesquisa de experiência com a dietilamina do ácido lisérgico (LSD 25), realizada pelo portal scielo* São relatados os resultados de 5 experiências realizadas em 3 pacientes com LSD 25, sendo salientadas as propriedades terapêuticas dêste medicamento como auxiliar da psicoterapia. Entre outras, são ressaltadas como principais qualidades: a) ação regressiva sôbre o ego que facilita o aparecimento, sob forte carga afetiva, dos conflitos internos na transferência; b) ação não uniforme sôbre o ego, poupando umas partes que, assim, não só assistem, mas podem, durante a experiência, analisar o material surgido; c) conservação da memória que permite em dias ulteriores e fora da ação lisérgica, a análise das vivências ocorridas na experiência. O método só terá tôda sua utilidade, na opinião do autor, em mãos de médico psicanalista capacitado a lidar com material derivado do inconsciente. Acesse o documento no link: https://www.scielo.br/j/anp/a/3TvNMsy5xHD79jNLHRgGdLm/
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*Produção de cogumelos em escola vira fonte de renda para atender crianças carentes em Ribeirão Preto* _Notícia do Portal G1_ Projeto com shimejis foi criado por professores e colheita é vendida a bares e restaurantes da região. Alunos também colocam a mão na massa nas estufas e ajudam a produzir de 300kg a 400kg por mês. Nas salas de aula de uma escola da zona Leste de Ribeirão Preto (SP), os alunos aprendem a parte teórica, enquanto o quintal da instituição é um verdadeiro laboratório. É nele que acontecem as aulas práticas que incluem o cultivo do cogumelo tipo shimeji. A escola Sathya Sai, no bairro Ribeirão Verde, faz a produção do alimento como parte de um projeto social que gera renda para atender crianças carentes de graça. A instituição de ensino é totalmente filantrópica e depende de verba pública e doações para poder manter a qualidade no atendimento. Mas os cogumelos cultivados ali são vendidos a restaurantes e bares da cidade e a escola, que atende alunos do infantil até o 5° ano do ensino fundamental, consegue diminuir a dependência destas ajudas, que já tinham sido reduzidas com a pandemia. O projeto foi desenvolvido por meio da iniciativa de professores da escola, que se inscreveram em um edital de empreendedorismo social e, no segundo semestre de 2022, começaram a produção dos shimejis brancos. A auxiliar de produção Michela Maekawa, faz a colheita três vezes ao dia, por conta do crescimento rápido do fungo. "Eu colho, dou uma refrescada e vou fazer o processamento, que nada mais é do que tirar as palhas que ficam, os resíduos. Depois, já empacoto pacotes de 1kg e ponho no frigorífico", explica. Produzido e consumido na escola Atualmente, a escola conta com três estufas que produzem de 300kg a 400kg de cogumelos por mês, que são comercializados e também utilizados no cardápio do lanche das crianças. “A maior parte da produção é comercializada para restaurantes, no atacado. Mas a ideia é que, no futuro, a gente comercialize também no varejo, como forma de divulgar a atividade da escola”, conta Roni Kleber Bonizio, professor e voluntário na escola. As crianças aplicam a teoria do que aprenderam na sala de aula na prática, quando vão até as estufas acompanhar a colheita do shimeji. “A gente aprendeu como colhe, que sempre tem que estar com as mãos limpas e que se jogar água no shimeji, ele vai estragar e fica ruim de comer”, conta a aluna Catarina Oliveira Domenis, de 10 anos. Além de acompanhar a produção, as crianças experimentam as comidas feitas com os cogumelos da instituição e aprovam o sabor. "Quando teve festinha aqui, teve uma torta de shimeji. Eu provei e estava delicioso, ele estava bem cremosinho e com bastante gosto de shimeji. Essa foi a primeira vez que eu provei", diz a aluna Laura Marcato, de 10 anos. Comercializado para restaurantes e bares Gabriel Nogueira, chef de cozinha e dono de uma fábrica de massas, é um dos clientes da escola e fala sobre a importância de uma produção de shimeji bem feita para um ingrediente de qualidade. “A qualidade do ingrediente é muito importante para nossa fabricação e a gente tem que ter muito cuidado com os fornecedores que trabalha. A gente foi lá visitar, viu que era impecável a forma como eles conduziam a separação dos cogumelos e escolheu trabalhar com eles". Com o ingrediente, o chef faz dois produtos: ravióli de cogumelos e lasanha de cogumelo trufado e vê a relevância do projeto ter uma pegada social na hora de escolher um fornecedor. "Uma das nossas preocupações é o uso de produtores e fornecedores locais, então isso já é um ponto positivo, e, quando alia ser um projeto social, é um critério que a gente sempre vai colocar esse fornecedor à frente de qualquer outro, por também estarmos contribuindo nesse projeto social". Veja Mais Em: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2023/11/20/producao-de-cogumelos-em-escola-vira-fonte-de-renda-para-atender-criancas-carentes-em-ribeirao-preto.ghtml
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*A ciência dos cogumelos ✨* PDF introdutório acerca de como crescem e se desenvolvem, de artigo da revista Uniso Ciência. Confira no link: https://uniso.br/unisociencia/r6/cogumelos-shiitake-lentinula-edodes.pdf
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*Pesquisadores estudam cogumelos desconhecidos da Mata Atlântica com potencial de mercado* 5 espécies já passaram por todas as etapas de estudo, feito por um grupo de biólogos do Instituto Federal de São Paulo. Agora, eles analisam como disponibilizar para os consumidores. Você já parou para pensar que todo alimento, um dia, já foi uma planta silvestre que ninguém sabia se era comestível ou não? O processo para domesticar um alimento é longo e desafiador. Durante dois meses, a equipe do Globo Rural acompanhou o trabalho de pesquisadores que estão buscando, na natureza, espécies desconhecidas de cogumelos com potencial de mercado. A pesquisa ocorre em meio à Mata Atlântica, no Parque Estadual da Cantareira, por um grupo de biólogos do Instituto Federal de São Paulo, especialistas em fungos. Cinco espécies de cogumelos já passaram por todas as etapas de estudo. Agora, os pesquisadores estão analisando como disponibilizá-los para os consumidores. No mundo, há cerca de 4 milhões de espécies de fungos, mas apenas 150 mil são conhecidas. É importante destacar que cerca de 1% dos cogumelos desconhecidos são tóxicos e podem até matar. Por isso, nunca coma cogumelos silvestres sem um especialista por perto. Notícia completa do portal Globo Rural. Confira o vídeo de reportagem abaixo: https://g1.globo.com/google/amp/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2023/06/04/pesquisadores-estudam-cogumelos-desconhecidos-da-mata-atlantica-com-potencial-de-mercado.ghtml
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*Jornal da Band noticia o aumento do cultivo de Cogumelos no Brasil ✨* Assista ao documentário completo abaixo: https://www.band.uol.com.br/noticias/jornal-da-band/videos/aumenta-o-cultivo-de-cogumelos-no-brasil-17141054
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A contribuição de Wu San Kwung foi perpetuada com a construção de um templo na província de Zhejiang e é celebrada nos festivais anuais em muitos vilarejos da China. No Ocidente, em Bonnefons na França, iniciou-se a produção de cogumelos em substrato feito com esterco de cavalos e resíduos úmidos. Naquela época, acreditava-se que a “semente” dos cogumelos estava presente no esterco dos cavalos, embora fosse reconhecido que uma pilha de composto pudesse ser inoculada com partes de outras pilhas. A produção comercial de cogumelos foi formalizada aproximadamente em 1700 DC. Nesse período, as cavernas dos arredores de Paris foram alargadas, devido à extração de pedras para construção dos edifícios parisienses. O ambiente úmido e escuro dessas cavernas constituiu o ambiente ideal para o crescimento dos cogumelos sendo que até hoje são utilizadas para este fim. A combinação entre a produtividade e o desenvolvimento da França nas artes culinárias impulsionou o cultivo comercial pelos próximos dois séculos. Nos Estados Unidos, o cultivo comercial de cogumelos teve seu início em Nova Iorque, em meados do século XIX, com esporos importados da Inglaterra, porém, antes disso, a comercialização de cogumelos já prosperava no país. Por volta de 1900, dois eventos distintos contribuíram para tornar a produção mais viável e promover o crescimento rápido dessa cultura. O primeiro foi a produção de esporos por uma empresa de Minnesota e o segundo, a introdução do cultivo de cogumelos em estufas pelos produtores florestais da Pensilvânia, o que aumentou significativamente a produtividade e os lucros. No Brasil, uma pesquisa feita sobre os nomes dados aos fungos entre os povos indígenas mostrou que essas denominações eram carregadas de aspectos negativos. Fungo, nas línguas indígenas, é sinônimo de coisa ruim, imprestável. Só os yanomâmis têm uma lista grande de nomes para fungos sem essas conotações, indicando inclusive o uso que fazem de cogumelos, sobretudo na culinária. De fato, os yanomâmis consomem cogumelos de diferentes tipos, mas não há registro do seu uso como alucinógenos. Há relatos de que, inicialmente no país, o consumo de cogumelos nativos se restringia a algumas tribos indígenas, em especial os Samma-Yanomami e os Awaris, que utilizavam 22 espécies nativas de cogumelos. O consumo de cogumelos no país se expandiu com o crescimento das colônias orientais (de chineses, japoneses e coreanos). O hábito também foi assimilado pelos brasileiros, e hoje é um componente muito utilizado no preparo de pratos do cotidiano, porém, especialmente daqueles mais sofisticados. Atualmente, são conhecidas mais de dez mil espécies de cogumelos, entretanto somente cerca de duas mil, pertencentes a pelo menos 30 gêneros, são consideradas comestíveis. Destas, 20 são cultivadas comercialmente e menos de 10, são industrializadas. _Texto extraído da Tese de Doutorado: PRODUÇÃO, ECONOMICIDADE E PARÂMETROS ENERGÉTICOS DO COGUMELO Agaricus blazei: UM ENFOQUE DE CADEIA PRODUTIVA. Ozana Maria Herrera, Dez/2001._
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*Cogumelos: História do cultivo* As primeiras referências escritas sobre cogumelos estão num epigrama de Eurípides, datado de 450 AC, no qual é relatada a morte de uma mãe e seus três filhos, envenenados por cogumelos. O cogumelo Ganoderma lucidum, conhecido por Ling Zhi na China e Reishi no Japão, tem uma longa história na medicina chinesa. Por conta dessa tradição milenar, a China se tornou o principal responsável pelo desenvolvimento de técnicas de fungicultura, dando origem ao cultivo artificial de mais de dez espécies, que hoje são amplamente difundidas no mundo todo. Em hieróglifos escritos há 4600 anos, foram encontrados registros de que os egípcios utilizavam os cogumelos em suas práticas religiosas e acreditavam que eles asseguravam a imortalidade. Constam desses documentos, que os faraós os proclamaram “comida real” e ao cidadão comum era proibido até mesmo tocá-los. Em outros documentos também foram encontrados vestígios do seu uso por outras civilizações. Há relatos, por exemplo, de que os gregos atribuíam-lhes poderes mágicos e que os romanos os viam como "o alimento dos deuses". O uso “shamânico” do Amanita muscaria ocorreu em muitas culturas, e desde os tempos remotos vem sendo propagado que ele é o “Soma”, uma misteriosa força de vida, cultuada pela antiga religião Hindu. Na América Central, México e Guatemala as civilizações pré-colombianas faziam uso de cogumelos nos seus rituais e, até hoje, no interior desses países, os mercados sempre estão repletos de diversos tipos de cogumelos comestíveis. Persiste, também, o conhecimento tradicional dos cogumelos alucinógenos que apesar de banidos, alguns exemplares desses cogumelos chegaram ao século XX, já que até hoje os “xamãs” consomem o Peioty (Psilocybe mexicam) para fazer previsões. No Império Romano, eram as mulheres quem sabiam distinguir os cogumelos comestíveis dos venenosos. Atribui-se também a elas o primeiro antídoto para os cogumelos venenosos. Consta que, no século XVIII, quando os arqueólogos começaram a trabalhar em Pompéia, a cidade romana destruída em 24 de agosto de 79 DC, por uma inesperada e fortíssima erupção do Vesúvio, encontraram nos afrescos uma receita detalhada de como preparar um antídoto contra o envenenamento por cogumelos. Os romanos consideravam o cogumelo silvestre Fomes officinalis um medicamento universal. Contudo, a maior parte dos escritos romanos sobre fungos, refere-se ao uso dos cogumelos como alimentos, os quais eram considerados uma especiaria na Roma antiga. Em seus escritos gastronômicos, os romanos incluíram o “boleti” (Amanita caesarea), “Suilli” (Boletus edulis), trufas, bem como o vulgar Agaricus campestris. Estima-se que o primeiro cultivo intencional de cogumelos tenha ocorrido na China por volta do século VI, ou seja, há 1400 anos. A primeira espécie cultivada foi Auriculária auricula, aproximadamente no ano de 600 DC, e em seguida foi a espécie Flamulina velutipes, no ano 800 DC e a terceira espécie foi o Lentinula edodes, o shiitake, no ano de 900 DC. A primeira técnica que os chineses empregaram para produzir cogumelos consistia em encontrar os troncos de árvore caídos na floresta e colocá-los próximos aos troncos frutificados, que, por sua vez, eram expostos ao vento, para capturar os esporos. Eventualmente, pedaços de cogumelo eram colocados dentro ou sobre os troncos. Na China, a história do cultivo do shiitake (Lentinula edodes), teve inicio com a história de Wu San Kwung, um lenhador e apanhador de cogumelos. Enquanto trabalhava a madeira, ele descobriu um cogumelo sobre as árvores caídas e observou que quando cortava esses troncos, os cogumelos cresciam maiores e mais vigorosos, e quanto mais ele cortava, mais cogumelos frutificavam. Observou também que, ocasionalmente, depois do corte, não havia mais cogumelos naquele tronco, durante anos. Quando isso acontecia, ele batia nos troncos com raiva. Alguns dias depois, os cogumelos cresciam novamente. Esta pode ser a origem da prática de corte e batida de troncos para a produção de shiitake.
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Alguns pesquisadores sugerem que ele pode estimular o crescimento de células nervosas e promover benefícios a função cognitiva, e afetar positivamente a criatividade, foco, memória, humor e bem-estar neurológico. Em função dessas vantagens, estudos preliminares indicam que ele também pode auxiliar na possível redução do estresse e ansiedade, principalmente devidos aos efeitos positivos no sistema nervoso, que podem promover a redução dessas condições. Estudos recentes indicaram que ele intensifica consideravelmente a aprendizagem e a memória, acelera o pensamento, bem como a compreensão e o desempenho profissional. Além de aprimorar a atividade cerebral, proporciona também proteção ao sistema nervoso contra distúrbios psiquiátricos, tais como depressão, estresse, ansiedade, Alzheimer e demência. Como consumir o Cogumelo Lion’s Mane cogumelo juba de leao beneficios O Lion’s Mane pode ser consumido de diversas formas, incluindo cru, cozido, em pó ou como suplemento. Os Suplementos de Lion’s Mane, como cápsulas ou extratos, são populares para aqueles que buscam aproveitar os benefícios potenciais para a saúde do cogumelo. O Lion’s Mane tem uma textura única e um sabor suave, o que o torna adequado para várias preparações culinárias. Pode ser usado como substituto de carne em receitas vegetarianas ou veganas. É importante destacar que o campo de pesquisa sobre esse assunto ainda está evoluindo, e nem todos os benefícios são totalmente compreendidos. No entanto, alguns tipos específicos de cogumelo, como o Lions Mane, têm se mostrado promissores e aliados em estudos preliminares, e podem se tornar potenciais aliados do desenvolvimento de diversos fármacos que impactam o tratamento das funções cognitivas. Além do Lions Mane, confira também os diferenciais do Cogumelo Chaga, Cogumelo Turkey Tail, Cogumelo Tremella, Cogumelo Yanomami e Cogumelo Cordyceps. Fonte: https://kayamind.com/cogumelo-juba-de-leao-lions-mane/
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*Cogumelo Juba de Leão: os benefícios e efeitos do Lions Mane* Conheça a espécie de cogumelo Juba de Leão, também conhecida como Lions Mane, aliada da nossa saúde mental e neurológica. Os cogumelos são fungos versáteis, que exercem uma série de funções. Algumas espécies são iguarias de diversos pratos e contam com um importante valor nutricional, enquanto outras são ricas em psicilocibina e algumas são fundamentais para o ecossistema, e atuam na decomposição de matéria orgânica. Diante dos diversos benefícios que os cogumelos promovem, o Cogumelo Juba de Leão, ou Cogumelo Lions Mane, é uma espécie que impacta positivamente a saúde mental e neurológica. Vamos entender melhor. O reino dos cogumelos Os cogumelos são organismos que impactam a natureza, as tradições culturais e a saúde humana. Em diversas culturas, são considerados sagrados, e utilizados especialmente em rituais e práticas tradicionais, pois potenciais efeitos curativos eram atribuídos a algumas espécies. Em tradições xamânicas, os cogumelos eram considerados portais para o mundo espiritual. Xamãs frequentemente os utilizam para entrar em estados alterados de consciência, buscando orientação espiritual, cura ou insights. Na região mesoamericana, os astecas empregavam o cogumelo Psilocybe mexicana em cerimônias religiosas e rituais. Este cogumelo continha substâncias psicoativas, como a psilocibina, que eram utilizadas para propósitos espirituais e curativos. cogumelo juba de leão Além dos aspectos espirituais, algumas culturas já defendiam o potencial curativo dos cogumelos. Como já eram associados à saúde e a cura, a comunidade cientifica recentemente tem se empenhado em comprovar os potenciais desses organismos. A exploração contínua desses potenciais destaca a versatilidade dos cogumelos e como eles podem contribuir para diversas áreas, desde a saúde humana até a sustentabilidade ambiental e a inovação tecnológica. Reconhecidos também por sua fonte nutricional, o conjunto de compostos dos cogumelos ainda oferecem impactos positivos para a saúde. Atualmente, já se sabe que os cogumelos são compostos por diversas espécies e que cada uma delas conta com potenciais diferentes. Uma dessas espécies tem recebido crescente atenção devido aos seus potenciais benefícios para a saúde mental e neurológica. Estudos recentes começaram a explorar esses potenciais, e investem também no contexto de transtornos mentais como depressão e ansiedade. Essas pesquisas indicaram que a espécie chamada de Lions Mane, é promissora no ajuste das funções cognitivas e da saúde mental. Cogumelo Juba de Leão, ou Cogumelo Lions Mane O cogumelo Juba de Leão, ou também conhecido como Lions Mane, possui o nome científico Hericium erinaceus e é uma espécie de cogumelo que tem atraído considerável atenção devido às suas propriedades nutricionais e potenciais benefícios para a saúde. O Lion’s Mane recebe esse nome devido à sua aparência única, semelhante a uma juba de um leão, e por isso também é conhecido no Brasil como “Cogumelo Juba de Leão”. Ele tem longas fibras esbranquiçadas que se assemelham a pelos e uma consistência macia. O cogumelo Lions Mane é encontrado em várias partes do mundo, especialmente em regiões de clima temperado, como América do Norte, Europa e Ásia. Ele pode ser encontrado crescendo em troncos de árvores vivas ou mortas, especialmente em espécies de madeira de folha larga. Os benefícios e efeitos do cogumelo juba de leão cogumelo lions mane É uma espécie comestível, repleta de nutrientes, proteínas, fibras, vitaminas (como B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12) e minerais (como potássio, fósforo, zinco, ferro e selênio). É conhecido também por conter compostos bioativos, incluindo polissacarídeos, terpenos e erinacinas, que são considerados responsáveis por muitos dos benefícios à saúde. Os polissacarídeos presentes no cogumelo têm sido associados ao reforço do sistema imunológico. Mas o principal diferencial da espécie envolve suas propriedades neuroprotetoras que promovem a saúde cerebral.
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Repeti para mim que era tudo psicológico. Quando pediram para que levantássemos, num ato inicial já com a direção do pajé, me apoiei sobre os joelhos e percebi que tremia. O círculo estava quase todo tomado. Conforme mais pessoas foram chegando, mais as áreas concêntricas foram sendo ocupadas. Havia espaço apenas ao redor da fogueira e na frente do pequeno altar montado para auxiliar o pajé, em que se encontravam diversos utensílios para o serviço das medicinas e as três garrafas de refrigerante cheias, sem rótulo, que com portavam a ayahuasca. Leia completo em: https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/ayahuasca-a-experiencia/
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Duas pessoas, que conversavam à luz da lareira, nos apontaram o terreno dos fundos. Depois de um pequeno caminho trilhado, avistamos a in confundível estrutura de alvenaria. Era circular, imponente. Para proteger os participantes do frio, ainda mais naquela que seria a noite mais gelada de 2019, foram colocadas várias cor tinas azuis entre as colunas laterais que sustentavam a enorme abóbada de madeira. Entramos. Ainda faltava muito tempo para o início, previsto para as 23 horas, mas a extremidade do círculo já estava quase toda ocupada. O melhor lugar, já que era o único em que era possível encostar as costas para ter o mínimo de conforto. A maioria das pessoas estava acomodada. Alguns deitados e cobertos, a verdadeira expressão do sentir-se em casa, outros encostados na borda da estrutura. Na hora, me senti despreparado. Meu colchonete não era grande o suficiente para que pudesse ficar deitado sem contato com o chão. Tinha pensado que poderia precisar de um maior, mas não achei outro para comprar de última hora e tive de me contentar. “Eu sabia”, lamentei. Achei um lugarzinho, provavelmente o último com encosto, do lado direito do irmão do pajé. Os quatro indígenas ocupavam um espaço de destaque, na reta de quem entra no círculo. Sentavam nas únicas quatro cadeiras disponíveis e suportavam o clima sulista enrolados em mantas coloridas, delicadamente esculpidas com toda sorte de desenhos geométricos — a arte do kene, que eles acreditam ter sido ensinado às mulheres pelo espírito da ayahuasca. O pajé Tadeu Siã Txana Hui Bei levava na cabeça um cocar matizado de vermelhos, la ranjas e amarelos. No peito, carregava a imagem de um tigre. Havia uma meia-lua marcada em relevo no chão, ao centro do espaço. Na cultura de alguns povos indígenas, é utilizada para representar a influência do fogo nos diferentes estágios da vida: origem e fim. Uma fogueira, que perduraria pelo restante da noite, foi acesa na frente do símbolo. Já de madrugada, percebi que um dos guardiões do fogo desenhava uma ave com as cinzas que se acumulavam debaixo da lenha. Provavelmente uma fênix. O último respiro do Eu, que deixaria de existir para depois surgir novamente, revestido de novos conceitos e intenções. “Se sentir que vai morrer”, disse um dos organizadores, Carlos Caruso, que explicava o funcionamento do ritual, “deixa morrer!”. De fato, o contexto e o ambiente davam à cerimônia uma conotação de rito de passagem. Passei a acreditar fielmente que jamais sairia dali como entrei. Estava preparado. As três medicinas foram apresentadas, uma a uma, acompanhadas de curtas instruções de como utilizá-las. A ayahuasca era a mais conhecida. A bebida resultante da mistura do cipó com as folhas. Depois o rapé, um pó muito fino que nada mais é que tabaco moído e cinzas de madeira ou casca de árvore — aplicado também pelo pajé, que o assopra nas narinas de outra pessoa com um longo canudo em V. E, por último, a sananga, um colírio composto por água e pelo sumo de um arbusto natural da Amazônia. As duas últimas eram opcionais. Cada um recebeu um saquinho plástico e um rolo de papel higiênico. O vômito é um dos efeitos mais comuns da bebida. Uma limpeza indispensável: jogar para fora tudo de ruim que existe dentro do corpo e purificar a alma. Não queria ter que passar por aquilo, mas sabia que podia acontecer. Se fosse o caso, estava disposto a encarar como parte necessária do processo. Uma moça levantou a mão. Pense você que espécie de reação teria se ouvisse a seguinte frase, ou algo muito próximo, pouco antes de tomar a primeira das duas doses: “Vai ter algum tipo de ajuda para quem passar mal? Porque eu tive convulsão na primeira vez, e o meu companheiro aqui nunca veio antes.” A resposta foi que sim, que haveria pessoas disponíveis prontas para ajudar sempre que preciso. Não me abalei, ou pensei que não. Sabia que esse tipo de ocorrência era raro e que geralmente só acontecia com quem tinha algum problema de saúde que pudesse entrar em conflito com os efeitos da ayahuasca.
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*Ayahuasca: relato da experiência*, por Jornal Plural Cheguei ao que considerei como meu subconsciente. Fui recebido por mim mesmo. Como quem marca um encontro no café da esquina, tínhamos tempo para conversar sobre o que fosse... Estava completamente absorto. Abri os olhos, turvos pelo impacto do momento, e percebi meu corpo abandonado. Senti como que um veneno oprimindo as veias, um fogo abrasador que não me deixava dúvidas. Depois de muita espera, tinha começado. Fechei os olhos e deslizei. Ouvia os cantos, rezas que invocavam os espíritos da floresta, e me entreguei. Primeiro, vi a cobra. “Venha”, disse, enquanto me acompanhava para o outro lado. “Fique tranquilo”. Lembro que tentei respirar mais fundo, talvez um mecanismo automático para controlar a ansiedade. Tinha a certeza de que aquilo que me acontecia não era um pensamento. Também estava longe de ser simples imaginação. Eu não arquitetava, não criava. Apenas era confrontado por uma verdade sagrada e inviolável cujo acesso só era permitido na outra dimensão. Imagens despencavam como se existissem por conta própria. Eu era insignificante. Um observador dentro de mim mesmo. Agradeci pela oportunidade de estar ali. O caminho começou quando inculquei na cabeça que faria um trabalho sobre a ayahuasca, misteriosa bebida indígena que me despertava interesse há tempos. A decisão foi pouco mais de um ano antes, em 2018, com a necessidade de escolher um tema para o Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo. Depois de meses de enrolação e leitura sobre o assunto, me preparava para tomar a substância pela primeira vez na vida. Seria na terceira semana de maio, a mais fria do ano. Conheci o evento por meio do Eduardo, um talentoso baterista que fazia tratamento com ayahuasca na tentativa de se livrar do vício em álcool e cocaína. Contou que um pajé do povo Huni Kuin (kaxinawá), nativo da Amazônia acreana, esta va em Curitiba para conduzir um ritual xamânico baseado na consagração de três medicinas: ayahuasca — que eles chamam de nixi pae —, rapé e sananga. Cobrava-se um valor de R$ 150. Como custearia a estadia do pajé e de três indígenas que vinham com ele, achei justo. Eu teria contato com a fonte da ancestralidade brasileira sem cruzar o país inteiro. Uma oportunidade irrecusável. Procurei seguir as orientações básicas propostas pelo pessoal da Samaúma Saberes Ancestrais e do Projeto Kumã Isku, grupos que faziam toda a organização. Diminuí a quase zero o consumo de carne, açúcar e alimentos gordurosos nos três dias anteriores à cerimônia, que seria realizada na noite de sábado. Não ingeri álcool e nem utilizei outras substâncias psicoativas. Passei o sábado todo bebendo água. Estava tranquilo. Coloquei blusa e calça de moletom, as roupas mais confortáveis que encontrei, e fui atrás de cobertor, almofada e colchonete. Saí por volta das 21 horas. Minha mãe, evidentemente mais nervosa que eu, tinha oferecido carona até onde aconteceria o ritual — uma chácara localizada no município de Piraquara, a 22 km da Capital. Éramos quatro: eu, ela, o Eduardo e o Vitor, amigo próximo e estudante de Publicidade e Propaganda que também nunca tinha participado do ritual. Imaginei um ambiente completamente rural, intocado pelas luzes da civilização, mas a chácara não era muito afastada da cidade. Não vi o coração verde desenhado na entrada, de talhe ressaltado nas instruções de como chegar, mas não tive dúvidas de que era ali. Quando chegamos, às 22 horas e alguns minutos, o pátio frontal que servia de estacionamento já estava meio cheio. Tentando disfarçar a apreensão, minha mãe se despediu de cada um com um beijo e um desejo de boa experiência. Ela tinha me apoiado desde o início porque sabia que era parte fundamental do trabalho acadêmico, mas presumo que não teria recebido a novidade de bom grado se meus motivos fossem outros. A casa, toda pintada de azul, era típica de chácara. Grande, espaçosa e um tanto rústica, com algumas lamparinas e um jardim diverso. Fomos à porta com cuidado.
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