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Segue a comparação dos comunicados do COPOM de Maio e Junho.
Tivemos mudanças em relação no cenário visto pelo COPOM. Primeiro, o COPOM reduz a incerteza sobre os impactos da política comercial (tarifas) dos USA (Slide I, 1ª. bullet). Segundo, reconhece que há perda de ritmo da atividade econômica no Brasil (Slide I, 3ª bullet). Finalmente, reconhece que as expectativas de inflação no Brasil caíram (Slide I, últimas bullets), embora reconheça que a inflação continue alta (Slide II, 1ª. Bullets).
As análises dos impactos do risco fiscal no Brasil continuam, mas é reduzida a importância do cenário externo. Não há mudanças no balanço de riscos (Slide II).
Diante deste cenário, com inflação e expectativas altas, mas em queda, O COPOM aumenta os juros em 0.25% e sinaliza a interrupção das altas (Slide III) para aguardar os efeitos defasados do aperto monetário recente.
Arilton Teixeira
Segue a comparação dos comunicados do FOMC/Fed de maio e junho.
Primeiro, o Fed continua reconhecendo que o desemprego está baixo e a inflação elevada (Slide I, 1º. Bullets). Reconhece que os riscos de maior inflação e desemprego caíram, embora continuem elevados e demandem atenção (Slide I, 2º. Bullets). Finalmente, mantem a redução do ritmo do QT (Slide II, 2º e 3º. Bullets).
O ponto a destacar é a expectativa dos FOMC membros (SEP) de menor crescimento e maior inflação e desemprego nos próximos anos. Estas expectativas são condizentes com os riscos de maior inflação e desemprego advindos das tarifas (enfatizadas ainda mais na entrevista de Powell).
A manutenção dos juros hoje é condizente com o cenário que os FOMC membros estão esperando. Mas, resta dúvida de quanto tempo será necessário esperar para ver os efeitos das tarifas na elevação da inflação (que vem caindo mesmo após abril). Uma alternativa seria analisar se a queda do crescimento seria suficiente para manter a inflação em queda, a despeito das tarifas.
Arilton Teixeira
👀 EM BREVE, farei uma seleção de conteúdos dele e vou disponibilizar os links dos vídeos no BOT da NOSSA COMUNIDADE… 🪖
🫵 Porém, recomendo fortemente esse playlist pra quem está começando agora e pros traders mais experientes também!!!
🔜 Até lá…
📚 Bons estudos aí! ✍️📒
Meus caros,
Segue a comparação dos últimos dois comunicados do COPOM. Primeiro, em maio, o COPOM realça os efeitos do aumento da incerteza advinda das idas e vindas da política tarifária americana: sobre o crescimento, sobre os preços dos ativos (Slide I, 1º “bullets”) e sobre a inflação (Slide II, 1º bullets”). Segundo, é mantida a percepção de queda do ritmo do crescimento neste ano (Slide I, 3º “bullets”) e apontada a queda das expectativa de inflação do Focus (Slide I, 4º “bullets”).
Terceiro, o comunicado de maio divide a responsabilidade entre a política fiscal e a política comercial dos USA pelos impactos nas expectativas e nos preços dos ativos. Ou seja, reduz a importância do risco fiscal neste momento.
Quarto, o comunicado altera a matriz de riscos para queda da inflação, apontando os impactos da incerteza avindo dos USA sobre o crescimento e a queda das commodiies (Slide II, 4º bullets”).
Finalmente, o COPOM abandona a sinalização de aumentos para os próximos encontros, indicando que vai tomar decisão a cada reunião, devido a incerteza do cenário atual.
Em síntese, o comunicado, embora tenha reduzido a importância do risco fiscal, deixa aberta a possibilidade de ajustes dos juros (para cima ou para baixo), caso seja necessário.
Arilton Teixeira
