O que é Dinheiro?
Recomendo que leia até o final
O dinheiro é sem dúvida um dos pilares mais importantes da civilização moderna. Por milênios, serviu como uma espécie de linguagem de valor, facilitando o comércio entre indivíduos e permitindo que eles armazenassem o produto de seu trabalho.
De um modo geral, a definição de dinheiro é algo que é aceito como pagamento por bens e serviços. Sociedades em todo o mundo geraram muitos tipos diferentes de dinheiro – tantos, que é difícil categorizar todos eles de maneira organizada.
Antes do dinheiro: escambo
Escambo refere-se ao ato de trocar bens ou serviços por outros bens ou serviços. Suponha que você tenha um casaco e sua vizinha tenha maçãs. Ela está com frio e você está com fome. Você entrega o casaco em troca de vinte maçãs. Vocês dois conseguiram o que queriam através de uma troca.
Infelizmente, nem sempre isso era simples. Eventualmente, você pode querer mais maçãs, mas o novo casaco da sua vizinha vai durar alguns anos. Ela pode não querer negociar novamente. Ao mesmo tempo, ela pode passar por algo parecido. Sua vizinha agora precisa comprar gasolina, mas o dono do posto é alérgico a maçãs e não as aceita como troca.
Esse fenômeno é conhecido, em economia, como coincidência de desejos . O escambo funciona bem quando você tem algo que sua contraparte deseja e vice-versa. Entretanto, ele falha quando as partes não precisam de bens pertencentes à outra.
Moeda-mercadoria (commodity money)
Commodities são matérias-primas úteis de alguma forma (alguns dizem que possuem um valor intrínseco). Essa definição abrange uma grande variedade de coisas – desde metais como ouro, prata e cobre a consumíveis como trigo, café e arroz.
O conceito de moeda-mercadoria (commodity money) envolve o uso de mercadorias como dinheiro. Você provavelmente não conseguiria usar petróleo para comprar algo em uma loja local, mas ao longo da história, tivemos vários exemplos de matérias-primas sendo usadas como moeda de troca.
Por exemplo, o tabaco foi declarado como moeda de troca legal na Virgínia, nos anos 1600. Aparentemente, a negociação de commodities pode não parecer muito diferente das economias de escambo. Afinal, se você tem um livro e o oferece em troca de arroz, não seria essencialmente a mesma coisa?
De forma funcional, sim, mas a moeda-mercadoria atua como um meio de troca. Nesse cenário, você teria a expectativa de que o arroz fosse amplamente aceito como meio de pagamento de bens ou serviços. Portanto, diferentemente das economias de escambo, nas quais você troca bens ou serviços por outros bens ou serviços, o arroz seria um meio de troca aceito em várias outras negociações.
Portanto, você estaria inclinado a calcular o valor do seu livro, com base no que você poderia comprar com arroz. Você aceita arroz, não necessariamente porque vai comê-lo, mas porque pode trocá-lo por outros produtos.
A moeda-mercadoria soluciona o problema de coincidência de desejos que existe no escambo. Isso ocorre porque você pode aceitar o pagamento em moeda-mercadoria e usá-la em outra negociação posterior.
Metais preciosos, como ouro e prata, são talvez as formas mais conhecidas de moeda-mercadoria. Ainda hoje, moedas e barras de ouro são consideradas excelentes reservas de valor.
As commodities não desapareceram totalmente. No entanto, como moedas, elas foram amplamente substituídas por outras formas de dinheiro.
Dinheiro representativo
Depois da moeda-mercadoria, veio o dinheiro representativo – uma alternativa muito mais portátil, atrelada às commodities/mercadorias. O dinheiro representativo surgiu em diferentes lugares do mundo, em diferentes momentos.
Essencialmente, envolve a existência de um emissor central, que produz certificados que podem ser resgatados por uma certa quantidade de uma mercadoria.
Em vez de carregar prata no bolso, você pode levar pedaços de papel que comprovam sua posse de prata. A qualquer momento, você pode ir ao emissor e trocar os papeis por prata real.