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Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo

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Notícias e artigos que vão abrir sua cabeça e te ajudar a pensar cada vez mais simples! Inovação, empreendedorismo, gráficos, vídeos e muito mais. Www.gustavocaetano.com

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Eu desconfio de toda automação que ganha um relógio antes de ganhar um freio. Um agente rodando sozinho a cada hora pode economizar trabalho. Também pode produzir retrabalho e custo com pontualidade britânica. Eu usaria o Moadim para agendar rotinas de IA na própria máquina, isolar cada execução e encerrar as que travam. Mas só depois de escrever três coisas numa frase: o que é “pronto”, qual é o limite e quem recebe o alerta quando sair do combinado. Agendar é a parte fácil. Difícil é impedir que o erro vire hábito. Qual rotina sua já tem horário, mas ainda não tem freio? https://moadim.io/

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Eu tenho uma implicância com orçamento aprovado para uma coisa que ninguém mediu. Agora tem empresa querendo "aparecer na IA" sem saber se já aparece quando alguém pergunta o que comprar. O Citemark faz um teste simples: você coloca o nome do negócio, explica o que ele faz e escreve uma pergunta real de compra. Eu faria isso com dez perguntas que antecedem uma decisão e guardaria o resultado de hoje. Daqui a um mês, repetiria as mesmas dez. Uma resposta bonita é curiosidade. Uma linha de base repetida já ajuda a decidir onde gastar. Você mede isso hoje ou está aprovando verba no escuro? https://getcitemark.com/checker
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Eu não colocaria uso de IA no mesmo quadrante de resultado. O artigo novo da OpenAI mostra a Basis usando Codex para reduzir o onboarding declarado de duas horas para 30 minutos, enquanto Clay e Exa levam agentes a processos reais. Mesmo assim, uma empresa pode gerar oito vezes mais texto e também oito vezes mais retrabalho. O que importa é se o workflow realmente fecha. Se fosse no meu time, eu escolheria um processo que se repete toda semana e mediria três coisas: qual desfecho encerra o trabalho, que evidência permite conferi-lo e se o agente consegue repetir o resultado sem depender de quem montou a demonstração. Escrevi sobre os casos de Basis, Clay e Exa e o teste DER aqui: https://www.gustavocaetano.com/blog/agentes-ia-workflow-resultado-negocio?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_agentes_workflow_20260904&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu desconfio de ranking em que você pode pagar para parecer desejado. O OutFund me chamou atenção porque deixa o próprio fundador colocar dinheiro no projeto para subir na lista. É crowdfunding com um espelho meio generoso. Eu faria uma conta simples no OutFund antes de chamar aquilo de validação: dinheiro de terceiros de um lado, dinheiro do próprio bolso do outro. Só o primeiro diz algo sobre demanda. A pergunta que eu guardaria é: quantas pessoas pagaram, não apenas quanto entrou? Ranking compra visibilidade. Pagamento de terceiros comprova interesse. https://outfund.me/about/
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Eu não avaliaria um agente de IA apenas pelo que ele responde. Quando ele lê arquivos, chama ferramentas e altera sistemas, uma resposta errada pode virar incidente. A HiddenLayer acaba de captar US$ 100 milhões para proteger exatamente essa passagem da resposta para a ação. Se fosse no meu time, eu faria um teste simples: consigo descobrir tudo a que o agente tem acesso, bloquear uma ação proibida e reconstruir o caminho depois da tentativa? Se uma dessas respostas for não, eu não ampliaria a autonomia ainda. Expliquei os sinais reais, o hype e o teste dos três I aqui: https://www.gustavocaetano.com/blog/hiddenlayer-seguranca-agentes-ia?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_hiddenlayer_20260903&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu tenho uma implicância com agente de IA que ganha acesso de adulto e supervisão de estagiário. Normalmente a conversa começa no ganho de velocidade e termina, tarde demais, no backup. Eu usaria o I Have Been Clawed antes de liberar um agente novo. O índice juntou casos documentados de agentes que apagaram dados, vazaram segredos, gastaram dinheiro e prometeram o que alguém depois precisou cumprir. O risco fica bem menos abstrato ali: escolha um caso parecido com a sua rotina e teste permissão, backup e limite de gasto. Aprender com o prejuízo dos outros costuma ser a automação mais barata. https://ihavebeenclawed.com/
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Eu fiquei pensando numa pergunta simples: como uma IA sabe que acertou? No RLVR, ela tenta uma resposta, recebe uma correção automática e aprende com o resultado. Funciona bem quando existe gabarito, teste de código ou outra prova objetiva. O risco é premiar o atalho. Uma consulta pode rodar sem erro e ainda devolver o número errado. Se fosse no meu time, eu usaria três perguntas: o resultado é verificável, a prova representa o trabalho real e alguém vigia formas de enganar a régua? Expliquei o RLVR e o teste dos três V aqui: https://www.gustavocaetano.com/blog/o-que-e-rlvr-na-ia?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_rlvr_20260902&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu desconfio quando uma empresa mede adoção de IA pelo volume de uso. É um ótimo jeito de premiar quem gasta token e chamar isso de produtividade. Segundo o relato oficial da Sierra, foram 75 mil sessões para mais de 600 pessoas e 70% dos PRs passam pelo Pinecone, seu agente de IA. O detalhe bom é que ela mesma admite: sessão é atividade, não resultado. Eu faria o teste do Pinecone em um processo só e cobraria uma mudança de verdade: venda fechou mais rápido, cliente resolveu na primeira resposta ou revisão terminou antes. Se a IA não muda o desfecho, o gráfico só ficou mais moderno. https://sierra.ai/blog/ai-pilling-our-company-lessons-learned
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Eu gosto da ideia de colocar a IA no servidor da empresa, mas isso não torna o sistema privado por mágica. Se o modelo ou uma ferramenta continua na nuvem, parte dos dados ainda pode sair pela porta. Eu faria um piloto de sete dias com documentos sem informação sensível. Mediria três coisas: onde cada dado fica, o custo por tarefa concluída e se a resposta ajuda alguém a decidir. Minha decisão prática: só ampliar depois de desenhar esse caminho inteiro. Escrevi sobre o AnythingLLM e o teste dos três C: https://www.gustavocaetano.com/blog/anythingllm-ia-privada-open-source?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_anythingllm_20260901&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu desconfio de toda ferramenta de IA que promete memória infinita. Empresa também precisa saber esquecer. O CardGo apareceu com uma ideia mais simples: cartões de contexto que você escolhe antes de conversar com ChatGPT, Claude ou Gemini. Eu faria um cartão curto com tom, produto e restrições públicas. Dados de contrato, pessoas e senhas ficam fora. Testa o mesmo pedido em duas IAs e compara o retrabalho. Guarda essa pergunta: isso evita repetir ou só espalha contexto? Memória boa não precisa guardar tudo. https://cardgo.ai/
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Eu não acho que um restaurante precise de mais um chatbot. Precisa aparecer na busca, receber pedidos diretos e fazer o cliente voltar. Foi isso que me chamou a atenção na Owner.com, agora avaliada em US$ 2,3 bilhões. Se eu fosse testar uma IA assim, não mediria emails escritos ou cliques. Compararia margem por pedido, recorrência e custo total por oito semanas. Minha decisão prática: só automatizar o que deixa prova no caixa. O caso mostra por que IA vertical pode valer mais que conversa bonita: https://www.gustavocaetano.com/blog/owner-ai-restaurantes-negocios-locais?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_owner_ai_20260831&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu confesso que aquisição de empresa de IA me interessa menos pelo cheque e mais pelo que pode parar de funcionar depois. A OpenAI anunciou que pretende tirar seus modelos do Cursor após a compra pela SpaceX. O contrato deu prazo. Não deu imunidade pra quem montou uma rotina crítica ali. Eu faria uma pergunta meio chata pro time: se essa ferramenta mudar de dono amanhã, qual trabalho para? Escolheria uma rotina importante, exportaria o que precisa e testaria uma alternativa enquanto está tudo funcionando. Plano B ensaiado é bem mais barato que migração feita no susto. https://openai.com/index/our-decision-on-cursor-following-its-acquisition-by-spacex/
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Eu tenho uma regra meio antipática: se alguém entrega algo feito com IA e não consegue explicar a decisão, a entrega não está pronta. “O Claude fez” é só uma versão elegante de “não sei o que mandei pro cliente”. Isso vale para uma proposta comercial, um relatório ou uma mudança no produto. Eu faria um teste simples com qualquer coisa produzida no Claude: pediria ao autor para defender uma escolha e apontar onde aquilo pode quebrar. Se não conseguir, volta pro rascunho. Claude pode acelerar o trabalho. Não pode virar álibi. A assinatura continua sendo de gente. https://www.manager.dev/newsletter/the-i-don-t-know-claude-wrote-this-pandemic
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Eu tenho uma implicância com empresa que paga o modelo mais caro pra tudo. É como mandar o diretor buscar café porque ele é o melhor profissional da sala. O Experiential me chamou atenção porque coloca os modelos atrás de uma porta só e permite limitar quem usa o quê e quanto pode gastar. Se fosse no meu time, eu faria assim: pegaria uma rotina repetitiva, colocaria um teto pequeno e compararia custo, tempo e correção humana contra o modelo caro. Se o resultado empatar, o modelo menor fica com o trabalho chato. Inteligência boa também é saber onde não gastar inteligência cara. https://github.com/experientiallabs/experiential
455
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Eu acho mais interessante uma frase do anúncio do que a compra da DuckLabs pela AWS: o código do DuckDB continua MIT e a propriedade intelectual segue com uma fundação independente. Promessa de comprador é bonita. Licença, governança e plano de saída são o que salvam seu produto numa segunda-feira ruim. Se minha empresa dependesse de um projeto open source, eu faria uma visita hoje à DuckDB Foundation e responderia: quem controla o código, consigo manter um fork e quanto custa trocar? Open source não elimina dependência. Só dá uma porta de saída, se você souber onde ela está. https://ducklabs.com/news/2026/08/26/ducklabs-to-join-aws
503
16
Eu fiquei pensando no que vale mais na corrida da IA: encontrar energia nova ou usar melhor a que já existe. A Emerald AI levantou US$ 150 milhões para fazer data centers reduzirem consumo quando a rede aperta, sem parar o trabalho crítico. O teste mais forte cortou 25% da potência por três horas. É sinal real, mas não prova os 100 GW que a empresa estima tornar disponíveis. Minha decisão prática seria cobrar três provas antes de comprar a promessa: carga deslocada, resultado preservado e economia dividida em contrato. Se funcionar em contrato, energia flexível reduz fila de conexão e custo de pico: https://www.gustavocaetano.com/blog/emerald-ai-energia-flexivel-data-centers?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_emerald_ai_20260827&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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Eu fiquei com uma dúvida meio incômoda: se a IA tira a vaga de entrada, de onde vai sair o próximo sênior? O novo recorte do Stanford Digital Economy Lab encontrou um buraco de 19% no emprego de jovens de 22 a 25 anos nas funções mais expostas à IA. Não é um apocalipse geral de empregos. É uma porta de entrada ficando mais estreita. Antes de congelar vaga júnior, eu faria uma coisa: abriria o Stanford Canaries Dashboard e separaria o trabalho que a IA faz sozinha daquele em que ela ajuda alguém a aprender mais rápido. Automatizar tarefa chata faz sentido. Automatizar o começo da carreira inteira é economizar folha e parcelar a falta de gente boa no futuro. https://digitaleconomy.stanford.edu/project/indicators/canaries-dashboard/
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Eu confesso que achei engraçado ver a Thomson Reuters lançar um modelo próprio de IA. Parece empresa brincando de laboratório. Só que eles colocaram US$ 40 milhões numa base aberta treinada com conteúdo jurídico e tributário que só eles têm. Pra mim, a pergunta antes de construir qualquer IA própria é: qual vantagem exclusiva vai entrar ali? Se a resposta for “nossos PDFs”, eu compraria uma boa ferramenta e iria trabalhar. Se houver dados difíceis de copiar e especialistas, eu faria um piloto numa tarefa cara e mediria erro e custo. Foi onde eles usaram o Thomson, dentro do CoCounsel Legal. O Thomson não prova que toda empresa precisa de modelo próprio. Prova quase o contrário: sem um ativo raro, é só uma forma sofisticada de comprar servidor. https://www.thomsonreuters.com/en/press-releases/2026/august/thomson-reuters-leverages-its-world-class-data-assets-to-launch-its-own-frontier-model
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Eu pensei em quantas skills de IA entram num time porque o nome parece confiável. Uma skill parece só texto, mas pode mandar o agente ler arquivos, executar comandos e tocar credenciais. Esse é um risco concreto. Eu testei o SkillSpector, da NVIDIA, em modo estático. Ele encontrou um alerta e avisou que a análise ficou parcial. Minha decisão prática: antes de instalar, eu cobraria três coisas: origem fixa, alcance limitado e prova de cobertura completa. Scanner não é selo. É a lupa antes de abrir a caixa de ferramentas: https://www.gustavocaetano.com/blog/skillspector-seguranca-skills-agentes-ia?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_skillspector_20260825&utm_content=telegram_blog_divulgacao #PenseSimples
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20
Eu tenho uma implicância com empresa que compra “memória de IA” antes de decidir o que pode ser lembrado. Parece moderno até o histórico do navegador, um contrato e a pasta de clientes virarem a mesma sopa. O Hister me chamou atenção porque cria uma busca sobre páginas e arquivos escolhidos, roda no servidor da empresa e não exige nuvem. Eu faria assim: uma única pasta de pesquisa, tudo que é sensível fora e dez perguntas cuja resposta o time já conhece. Se ele encontra mais rápido sem inventar resposta, ganhou um piloto. Memória boa começa pelo direito de esquecer. https://hister.org/
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