Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo
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Eu acho curioso como muita empresa ainda trata o aviso “feito com IA” como detalhe de rodapé. Na União Europeia, essa conversa fica bem menos filosófica a partir de amanhã.
Segundo a Comissão Europeia, o Artigo 50 do AI Act passa a exigir transparência em casos específicos, como chatbot falando com gente, deepfake e certos textos de interesse público sem revisão editorial. Não é etiqueta em tudo. É aviso onde alguém pode ser enganado.
Eu abriria o AI Act Service Desk e faria uma pergunta simples: onde a nossa IA encontra cliente ou público sem deixar claro que é IA? Corrigir esse ponto agora custa menos do que descobrir a regra numa reclamação.
https://ai-act-service-desk.ec.europa.eu/en/ai-act/article-50
| 2 | Confesso que eu tenho uma implicância com a frase “deixa o agente tocar o negócio”. Tocar com qual alçada e perseguindo qual número?
A Bottleneck Labs deu dinheiro, email e um app real para um agente de IA por 24 horas. Ele comprou usuários, disparou email demais, mudou o preço seis vezes e terminou com zero receita nova. O agente não ficou preguiçoso. Ficou obediente à meta errada, que é bem pior.
Eu usaria o caso da Bottleneck Labs numa reunião antes de liberar qualquer agente: ele pode sugerir preço, gasto e mensagem, mas alguém precisa aprovar. E a meta tem que ser receita ou resultado real, nunca atividade com fantasia de progresso.
https://www.bottlenecklabs.com/blog/autonomously-run-businesses | 264 |
| 3 | Pré-pagar tecnologia parece economia. Muitas vezes é só dinheiro preso com nome bonito. O consumo muda, o crédito sobra e o caixa não volta.
A Carolina Cloud apareceu hoje no Hacker News com uma ideia diferente: o saldo pré-pago que ainda não foi usado rende pela taxa SOFR, com juros diários. Só que o rendimento vira crédito para computação e armazenamento. Não dá para sacar.
Guarda essa pergunta para toda renovação de nuvem, software ou IA: o desconto e o rendimento compensam o risco de consumir menos do que o previsto? Eu testaria a Carolina Cloud só com um valor que a empresa sabe que vai consumir. Se a conta depender de uma projeção otimista, pague por menos tempo. Caixa livre ainda compra mais opções do que crédito preso.
https://docs.carolinacloud.io/organizations/prepaid-interest/ | 331 |
| 4 | Treinamento caro não dói só no orçamento. Dói quando o curso termina e o time ainda precisa pedir ajuda para fazer a tarefa. Hora assistida é fácil de contar; domínio de verdade aparece no trabalho.
Andrew Ng apresentou no Hacker News a LearnVector, uma nova empresa de IA com investimento de US$ 100 milhões da Coursera. A proposta é criar um aprendizado individual que acompanha cada pessoa até ela dominar a habilidade, em vez de entregar a mesma aula para todo mundo.
Eu usaria a LearnVector num piloto pequeno quando ela abrir acesso: escolha uma tarefa que hoje gera erro ou retrabalho, defina o que significa fazê-la bem e compare antes e depois. Se o time não ganhou autonomia, o curso foi consumo de conteúdo, não capacitação.
https://learnvector.ai/ | 379 |
| 5 | Quando um software crítico recebe uma falha grave, a pergunta não é só se existe correção. É quanto tempo sua empresa leva para atualizar tudo. Cada instalação esquecida vira risco para os dados e a operação.
A JFrog contou no Hacker News que modelos da OpenAI encontraram falhas inéditas no Artifactory. A correção já protege clientes na nuvem, mas quem mantém instalação própria precisa atualizar. Use o aviso oficial da JFrog sobre o trabalho com a OpenAI para localizar onde o sistema roda e medir o tempo entre alerta e correção.
Eu levaria uma pergunta para a próxima reunião: se um fornecedor avisar uma falha hoje, quem lista os sistemas afetados e prova que a atualização chegou em todos? Segurança boa não é prometer risco zero. É corrigir antes que o problema vire incidente.
https://jfrog.com/blog/jfrog-and-openai-collaboration-on-zero-day-security-findings/ | 431 |
| 6 | https://startups.com.br/negocios/inteligencia-artificial/powered-by-ai-2026-pode-ser-o-ano-dos-decacornios/ | 410 |
| 7 | Se uma venda, entrega ou atendimento para quando a IA sai do ar, você não ganhou produtividade. Só trocou uma dependência por outra.
Hoje o Hacker News destacou uma falha no Claude Opus 5. A página oficial registrou erros no app, na API, no Claude Code e no Cowork. A ferramenta para testar aqui nem é outro modelo: é a própria página de status, usada como alerta para saber quando parar de insistir e acionar o plano B.
Eu faria assim: escolhe uma rotina importante e combina agora o que acontece se o fornecedor ficar indisponível. Pode ser fila manual, prazo maior ou alternativa já aprovada, sem dado sensível. Seu plano B cabe numa frase? Se ninguém sabe responder, o risco não está na IA. Está no processo.
https://status.claude.com/incidents/lhqp09kxq7pb | 455 |
| 8 | Renovar a ferramenta de IA no automático é o novo contrato de academia: todo mês sai dinheiro e ninguém pergunta se ainda faz sentido.
Vi no Hacker News o Apertus 1.5, um modelo suíço que abre até os dados e os detalhes usados no treinamento. Isso não faz dele a melhor opção. Faz dele um bom modelo para testar e pressionar o fornecedor atual, principalmente quando auditoria e controle de dados pesam na decisão.
Eu faria assim: testa o Apertus numa tarefa real, sem dado sensível, e compara resultado, tempo e custo antes da próxima renovação. Seu fornecedor passaria nesse teste hoje? Marca conhecida dá conforto. Prova pequena evita contrato preguiçoso.
https://apertus-ai.org/articles/2026-07-apertus-1-5/ | 472 |
| 9 | Dar a chave inteira da empresa para um agente de IA é como entregar o molho de chaves ao estagiário no primeiro dia. Pode até funcionar. Até o dia em que não funciona.
Vi no Hacker News o OneCLI, uma ferramenta para testar uma regra bem mais segura: o agente usa Gmail, CRM ou calendário sem enxergar a chave de API real. Você limita o acesso e qualquer pedido fora da permissão é bloqueado. Uma ação sensível ainda pode exigir sua aprovação.
Eu faria uma pergunta antes de ligar qualquer automação: qual é a menor permissão que resolve essa tarefa? Se a resposta for “acesso total”, o processo ainda não está pronto.
https://github.com/onecli/onecli | 499 |
| 10 | Se o piloto de IA começa com 40 slides e nenhuma tarefa real, ele já começou caro. O time passa semanas discutindo possibilidades e chama isso de inovação.
Vi no Hacker News o Claude Cookbook, uma ferramenta para testar receitas prontas de IA. Tem exemplos para montar proposta comercial, analisar uma planilha e até voltar atrás quando uma mudança piora o resultado. Eu faria assim: escolheria uma tarefa que já dói, adaptaria uma receita e daria sete dias para o time mostrar o antes e o depois.
Se ninguém consegue dizer qual trabalho ficou mais rápido, melhor ou menos arriscado, não aprove o próximo orçamento. Piloto bom começa com prova pequena, não com apresentação grande.
https://platform.claude.com/cookbook/ | 503 |
| 11 | https://yuool.com.br/collections/yuool-slip-on turma, consegui 15% de desconto no tênis mais confortável que já usei na vida. Só usar cupom SIMPLES | 501 |
| 12 | O piloto de IA dura seis semanas. O contrato da infraestrutura, dois anos. A conta já começou errada: você assume custo fixo antes de saber se alguém quer o produto.
Vi no Hacker News a Computable, uma ferramenta para testar IA contratando GPU por semanas e vendendo o período que sobrar. Antes de assinar algo longo, testa assim: fecha a capacidade só para construir, medir uso e conversar com clientes. Experimento não precisa virar casamento.
Se o piloto provar demanda, aí você negocia escala. Se não provar, preserva seu caixa e encerra sem passar os próximos 22 meses pagando pelo otimismo. Infraestrutura parada é um jeito caro de guardar esperança.
https://www.getcomputable.com/ | 527 |
| 13 | Seu time pode fazer uma pergunta simples aos dados e descobrir o custo só quando a fatura chega. Pior: a IA pode puxar informação sensível para responder algo que nem virou decisão.
Vi hoje no Hacker News o Dex. Ele deixa o acesso somente leitura, estima o gasto antes da consulta e guarda um histórico local. Eu faria um teste com uma pergunta que o board repete todo mês: margem por produto, churn ou receita por canal.
A ferramenta para testar é o Dex, mas a regra vale para qualquer BI com IA: custo aprovado antes, dado sensível fora e resposta ligada a uma decisão. Dashboard esperto que não mostra a conta é só estagiário com cartão corporativo.
https://github.com/exmergo/dex | 560 |
| 14 | 没有文字... | 588 |
| 15 | 没有文字... | 1 |
| 16 | Sua empresa pode estar pagando para manter uma equipe de agentes de IA que já virou organograma de robô. Um planeja, outro pesquisa, outro escreve. No fim, alguém ainda precisa consertar os repasses entre eles.
A Runnit contou hoje no Hacker News que passou meses montando esse modelo e depois apagou os agentes separados. Com modelos novos, uma única inteligência passou a carregar cada capacidade quando precisava. Menos prompts para manter, menos memória espalhada e menos trabalho perdido no caminho.
Eu faria uma conta simples antes de criar o próximo agente: quantos repasses ele adiciona e qual resultado melhora? A Runnit é uma ferramenta para testar essa ideia, mas o ganho já começa ao juntar dois agentes que fazem partes do mesmo trabalho. Organograma de robô também cria burocracia.
https://runnit.io/articles/we-spent-months-building-ai-agents-into-runnit-then-we-deleted-them | 603 |
| 17 | Tem empresa pagando três assinaturas de IA e usando a mais cara até para procurar informação básica. O limite acaba rápido, mas a decisão não fica melhor.
Vi no Hacker News um relato da Quesma sobre isso. Eles gastaram o limite do Claude em 30 minutos pesquisando como economizar tokens. A saída foi simples: um modelo mais barato procura, um mais preciso confere e a pesquisa profunda entra só no fim, quando ainda existe dúvida importante.
Eu faria esse teste na próxima pesquisa de mercado ou fornecedor. O modelo mais barato vira a ferramenta para testar a busca; o Claude só confere e decide. Compare o gasto com a qualidade antes de contratar outra assinatura. Sua IA mais cara está pensando ou só carregando caixa? Modelo caro fazendo trabalho braçal é estagiário com salário de diretor.
https://quesma.com/blog/custom-deep-research-pipeline/ | 619 |
| 18 | 没有文字... | 580 |
| 19 | Se um processo importante só funciona porque alguém lembra de cada detalhe, você não tem um processo. Tem uma dependência escondida. E ela costuma aparecer no pior dia: lançamento atrasado, pessoa mal recebida ou revisão pulada.
Vi no Hacker News o CheckRun, uma extensão gratuita que coloca checklists dentro do navegador e guarda o resultado de cada execução. O interessante não é marcar quadradinhos. É conseguir ver o que falhou, quando e em qual página, sem criar mais uma reunião para descobrir.
Eu faria assim: escolheria um processo que já deu retrabalho duas vezes e rodaria por uma semana. Pode ser onboarding, publicação de campanha ou revisão de fornecedor. É uma ferramenta para testar se o time precisa de mais gente ou só de um jeito mais claro de executar e provar o trabalho.
https://checkrun.co/ | 635 |
| 20 | Se a empresa renova a ferramenta de IA só porque ela virou padrão, pode estar pagando uma taxa de conforto bem cara. A pergunta simples é: quanto essa escolha economiza de verdade?
O Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, chegou prometendo desempenho próximo dos modelos mais fortes e preço menor. Ainda é cedo para comprar a promessa. A própria empresa admite que o modelo pode tomar decisões demais por conta própria quando recebe uma tarefa ambígua.
Eu faria assim: antes da próxima renovação, daria o mesmo trabalho real para os dois, com dados não sensíveis, e compararia custo, tempo e retrabalho. Se o resultado empatar, você ganhou argumento para renegociar. É uma ferramenta para testar a compra atual, não para trocar tudo no impulso.
https://www.kimi.com/blog/kimi-k3 | 620 |
