Como deixei de acreditar em médicos (com raras e louváveis exceções)
Sou pai de três crianças pequenas (duas gêmeas de 7 anos e um menino de 4 anos). Eu e minha esposa sempre nos preocupamos e cuidamos da saúde deles. Por várias vezes, levei meus filhos a médicos e até mesmo em emergências quando achava necessário.
Com o passar do tempo, fui percebendo alguns padrões. Os médicos, especialmente os mais jovens, em geral não têm a mínima noção do real estado de saúde dos pacientes. Eles se tornaram extremamente dependentes de exames clínicos e do "manualzinho dos remédios", onde tem uma gigantesca lista de doenças e os respectivos remédios (mais de uma vez, vi o médico consultando esse manual na minha frente, pois não tinha noção do que fazer).
Por várias vezes, o médico só conseguia dizer: "é uma virose". Pior ainda era quando apenas diziam o que não estava acostumado, tentando ir por eliminação. Já vi médico plantonista prescrever exatamente os mesmos remédios para doenças totalmente diversas.
Tudo isso não passaria de uma insatisfação com o médico X ou Y, se não fossem os meus estudos. Com a filosofia (pra ser mais exato, com Olavo de Carvalho), aprendi que medicina não é uma ciência, mas uma técnica para melhorar o estado de saúde das pessoas. Aprendi também que essa técnica é muitas vezes falha, aliás, mortalmente falha: muitas vezes, as pessoas morrem do tratamento, não da doença (esse fenômeno é conhecido por iatrogenia).
Em especial, o período da pandemia foi muito instrutivo. Ficou clara a captura da medicina por interesses corporativos e ideológicos e pela primeira vez vi médicos sendo censurados nas redes sociais. Pouquíssimos tiveram a coragem e a integridade de testemunhar o que viu e falar o que pensa.
Nesse período, comecei a pesquisar sobre vacinas em geral e pela primeira vez tive conhecimento dos riscos, especialmente da presença de metais pesados. Estranhamento, nenhum pediatra se deu ao trabalho de me informar a respeito, apenas conferia se a caderneta de vacinação estava em dia.
Na verdade, pouquíssimos médicos se dão ao trabalho de conversar pra valer com os pacientes. O direito básico ao consentimento informado é em geral ignorado. A culpa, porém, não é de cada médico, mas de um sistema de saúde que de fato não funciona para proteger a saúde.
Existem exceções? Sim, sem dúvidas. Geralmente, são médicos com décadas de experiência, com tempo e boa vontade para conversar com os pacientes. Eles são afetuosos e demonstram que se importam com a pessoa que está na frente deles e não apenas com os sintomas.
De qualquer forma, como princípio de ação, quanto menos remédios, melhor; quanto menos consultas médicas, melhor; quanto menos exames, melhor. A medicina continua tendo seu lugar e sua importância, mas, pra valer, a saúde é cuidada pela família, com hábitos saudáveis e equilibrados.