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Ao ponto
Anthony Bourdain
Companhia das Letras, 2011
À primeira vista parece um encontro da máfia italiana. Os treze convidados sentam-se à mesa e aos poucos vão se reconhecendo. Estão ali grandes figuras do mundo culinário, chefs renomados que atenderam a um convite secreto e potencialmente ilegal. “Se um vazamento de gás explodisse o prédio? A alta gastronomia como a conhecemos seria extinta num único golpe.”
Quem conta é Anthony Bourdain, prestes a experimentar uma iguaria quase mítica entre o panteão de cozinheiros. A iguaria em questão é o ortolan, um pequeno pássaro preparado inteiro, que os convidados comem com um guardanapo sobre a cabeça. Que o ortolan seja ilegal na França e nos Estados Unidos não parece incomodar Bourdain. E, com a mesma desenvoltura que ele participa desse banquete de dignitários, também circula de lambreta por Hanói atrás da sopa pho perfeita, come espetinhos com trabalhadores em Tóquio e bebe todas num carrinho de tacos no México.
Dez anos depois do best-seller Cozinha confidencial, livro de memórias em que o ex-chef narra os bastidores da cozinha de grandes restaurantes, Bourdain pegou a estrada. Com seu programa de tevê, roda o mundo atrás de bons pratos e das histórias de quem os prepara. Seja comendo carne apimentada num bar sujo em Chengdu ou descrevendo o menu quatro estrelas do chef Thomas Keller, o que importa a ele é o material humano que compõe esse rico universo da gastronomia.
Claro que Bourdain não se furta a longas e saborosas descrições culinárias, com requintes de crueldade que ele mesmo admite. Mas os textos reunidos neste livro vão muito além de um bom jantar. Bourdain desanca medalhões da crítica gastronômica, examina a indústria de fast-food americana e revela os bastidores do reality-show Top Chef. Também revê seu passado com as drogas, agora sob a perspectiva de quem encara a paternidade pela primeira vez. E, como numa espécie de epílogo, narra o que aconteceu com os personagens de Cozinha confidencial uma década depois.
Ao fim, Bourdain retorna sempre à questão: “Por que cozinhar?”. Ou a outra, mais difícil: “Por que cozinhar direito?”. Não há respostas óbvias, mas entre um prato e outro, ou caminhando a esmo com um copo de cerveja na mão, ele quase chega lá.
Cozinha confidencial
Uma aventura nas entranhas da culinária
Anthony Bourdain
Companhia das Letras, 2018
Com doses iguais de perspicácia e maldade, o chef de cuisine e romancista faz o impensável: conta todos os segredos dos restaurantes, dos mais sórdidos aos mais divertidos, junto com as falcatruas e safadezas do negócio. Como contraponto, doses generosas de escândalo autobiográfico, em meio a drogas variadas e uma animada atividade sexual.
Uma blitz impiedosa nos restaurantes: eis como se pode resumir Cozinha confidencial. Chef de um dos bistrôs mais badalados de Manhattan, o Les Halles, Anthony Bourdain, que é também romancista, fez o impensável neste livro: com doses iguais de perspicácia, maldade e humor, contou todos os segredos da profissão, dos mais sórdidos aos mais divertidos, junto com as falcatruas e safadezas do negócio. Mas não só isso: dono de um interessantíssimo trajeto pessoal, é com prazer indisfarçável que ele aproveita para fazer também um pouco de escândalo autobiográfico.
Como escreve Nina Horta na orelha, "em meio a nuvens de fumaça de maconha, quantidades importantes de cocaína, outras várias drogas e uma animada atividade sexual, Bourdain mistura lembranças e comentários, com direito a mafiosos e Frank Sinatra, muito derramamento de sangue, bebedeiras gigantescas, pitadas de suspense e uma alegria atordoante no ar".
Enquanto expõe as entranhas dos restaurantes - de lavagem de dinheiro ao uso "criativo" de ingredientes com data de vencimento no limite -, Bourdain vai dando conselhos úteis. Restaurante com banheiro sujo, por exemplo, deve ser riscado sumariamente da lista. Banheiro é facílimo de lavar, ele lembra. Se estiver sujo, imagine a cozinha...
Volta ao Mundo
Um Guia Irreverente
Anthony Bourdain, Laurie Woolever
Intrínseca, 2021
Descubra alguns dos lugares mais fascinantes do mundo pelos olhos e vivências do escritor, apresentador de TV e viajante de curiosidade implacável Anthony Bourdain.
Anthony Bourdain conhecia o mundo como poucos. Suas viagens o levaram dos recônditos secretos de Nova York a casas comunais de tribos em Bornéu; da vida cosmopolita em Buenos Aires, Paris e Xangai aos cenários de beleza extraordinária da Tanzânia e de solidão deslumbrante do deserto de Rub’ al-Khali, no Omã.
Em Volta ao mundo, esse vasto conjunto de experiências é apresentado em forma de um guia de viagens divertido, prático e objetivo, oferecendo um gostinho dos lugares selecionados pela memória afetiva de Bourdain. Narrado por Laurie Woolever, colaboradora e amiga de longa data, o livro traz as declarações sempre irreverentes do próprio, extraídas de suas milhares de horas de viagens gravadas em vídeo.
Com dicas preciosas de lugares onde comer e se hospedar — e, em alguns casos, a evitar — e de locomoção, o guia contextualiza inúmeros locais que o apresentador considerava encantadores, memoráveis e fundamentais. E conta ainda com relatos de seus amigos, colegas de trabalho e familiares — como os comentários irônicos de seu irmão, Christopher, sobre uma viagem de carro por Nova Jersey, um tour pelos melhores recintos baratos onde comer em Chicago, proposto pelo lendário produtor musical Steve Albini, e muito mais —, além de trazer as ilustrações de Wesley Allsbrook.
Para viajantes experientes, entusiastas que ainda não tiveram coragem de levantar do sofá e todos os perfis entre esses extremos, Volta ao mundo é uma chance de vivenciar o melhor do planeta à moda do eterno Anthony Bourdain.
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Sobre o Anunciante
📚Contrapeso
👤Djuna
🏷 #trilher
Inspirado por obras literárias que passam por Joseph Conrad e Philip K. Dick, Contrapeso é um romance cyberpunk, uma ficção policial e uma parábola contundente sobre a ambição neocolonial da Coreia do Sul e seus efeitos avassaladores.
Na ilha de Patusan, o conglomerado coreano LK está construindo ―a contragosto dos cidadãos ―um elevador para a órbita da Terra. Aos poucos, a construção transformará a cidade em um movimentado centro turístico: uma porta de entrada e saída do planeta. No espaço, o que sustenta o elevador é uma massa de lixo conhecida como contrapeso. Nesse lixo, está escondido um verdadeiro tesouro: um fragmento de memória deixado pelo antigo CEO da LK, que pode ser crucial para determinar o futuro da humanidade.
Para recuperar a fonte perdida de informações, uma série de rivais entram em disputa. Nessa corrida contra o tempo, eles se verão presos em um labirinto de identidades falsas, neuro-implantes e antigas queixas políticas sustentadas pela Frente de Libertação Patusan, o exército de nativos determinados a proteger a soberania da ilha.
“Um thriller cyberpunk vertiginoso e subversivo. Como Philip K. Dick, Djuna cria uma atmosfera de paranoia que mantém o leitor preso até o fim.” ― Charlie Jane Anders, The Washington Post
“Djuna é uma lenda e um gigante da ficção científica coreana. Contrapeso tem tudo. É um thriller de ação e ficção científica frenético, um mistério muito bem construído e um estudo envolvente sobre a complexidade da existência humana. Não consegui largar esse livro.” ― Bora Chung, autora de Coelho maldito
O Grande Oriente Médio 1ED_ Da Descolonização A Primavera -- Visentini, Paulo -- 1, 2014
O Grande Oriente Médio Paulo Paulo Visentini (Autor)A região estudada neste livro abrange o Oriente Médio árabe e não árabe (Machreck, ou oriente), o Norte da África (Magreb, ou ocidente), a Eurásia Central, o Afeganistão e o Paquistão. Juntos, formam o Grande Oriente Médio, não definido pela religião. A região possui um vácuo de poder, é rica em petróleo e gás, mas sem desenvolvimento industrial nem uma potência hegemônica. São 600 milhões de pessoas, englobando 31 Estados, 13 dos quais não árabes, mas com população muito superior a estes e muito mais poderosos. A região onde Ásia, Europa e África se conectam foi marginalizada das grandes transformações durante quatro séculos de dominação turca, emergindo no final do século XIX com o petróleo, os imperialismos rivais e o declínio e fragmentação da Turquia. Os novos e instáveis Estados foram um campo de conflitos anárquicos entre israelenses, árabes conservadores, árabes progressistas, companhias petrolíferas e grandes potências. No final do século XX, ocorreu a descolonização da Ásia Central com a implosão da União Soviética: nascia o Grande Oriente Médio. Em 2011, novamente, a região surpreendeu o mundo, como em 2001, com os atentados terroristas de 11 de Setembro e a invasão americana do Afeganistão. O desencadeamento de uma nova onda de revoltas pacíficas ou violentas do Marrocos ao Golfo Árabe pareceu despertar a atenção mundial. Assim, esta obra analisa os acontecimentos atuais numa perspectiva histórica, de comparação com o passado. Afinal, anteriormente já houve outras Primaveras Árabes. Aborda o século de conflitos, com a velha geopolítica, que precedeu o terremoto político atual, para discutir se ocorre uma mudança real e profunda, ou se trata-se de mais uma oportunidade perdida, onde os grandes interesses externos (com seus aliados locais) conseguem bloquear uma verdadeira transformação.
📚 Os 27 Crushes de Molly - Becky Albertalli
👤 Becky Albertalli
📖 SINOPSE 📖
Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.
Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.
Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?
Em Os 27 crushes de Molly , a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.
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