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No book doméstico, conforme o fechamento da quinta, o café arábica (ICCFUT) disparou 3,31%, a R$ 304,50, recuperando-se com força. O ouro (GOLD11), que havia despencado na véspera, subiu 1,60%, a R$ 22,27. O boi gordo (BGIFUT) teve leve alta de 0,37%, a R$ 348,35/arroba, enquanto o milho (CCMFUT) recuou 0,51%, a R$ 66,46/saca, ainda pressionado pela oferta abundante da safra em escoamento. A queda do petróleo é o fator de maior peso aqui, pois alivia as pressões inflacionárias de curto prazo e melhora o humor com as commodities agrícolas via câmbio.
📆 Agenda Econômica do Dia (12 de junho)
O grande destaque doméstico desta sexta-feira é o IPCA de maio, às 9h, que ganha importância extra por ajudar a validar (ou não) a volta das apostas em corte da Selic. A previsão é de alta de 0,5% no índice cheio (ante 0,67% em abril), com o acumulado em 12 meses acelerando de 4,39% para 4,66%, ainda acima do teto da meta. Atenção especial aos núcleos e serviços, que seguem pressionados e podem frustrar quem aposta em corte. Ainda no Brasil, sai a Confiança do Empresário (10h40), a produção de veículos da Anfavea (11h) e há leilão de swap cambial do BC (11h30). No exterior, o destaque é o índice preliminar de sentimento do consumidor de Michigan (11h), acompanhado de perto por trazer as expectativas de inflação — previsão de alta para 46 pontos. Tudo isso na reta final antes da "Superquarta" da semana que vem, com Fed e Copom.
📍 Conclusão
O pregão desta sexta abre com o mercado respirando aliviado, mas sobre bases ainda frágeis. A virada de humor de quinta foi intensa — bolsa em alta, dólar e juros em queda, petróleo desabando — mas toda ela se apoia em um acordo de paz que ainda não foi assinado nem confirmado pelo Irã. O risco aqui é claro: se os detalhes não se materializarem no fim de semana, ou se as explosões perto de Ormuz voltarem, parte desse otimismo pode ser devolvida rapidamente.
Os focos de atenção são: o desenrolar concreto do acordo EUA-Irã (e o comportamento do petróleo); o IPCA desta manhã, que pode consolidar ou frustrar a reprecificação para corte da Selic; e o ruído fiscal interno, que segue no radar com o avanço das pautas-bomba (impacto estimado acima de R$ 200 bilhões). Vale lembrar que os núcleos de inflação continuam pressionados e a atividade segue aquecida, o que recomenda cautela mesmo com a melhora do humor. Sem fazer previsões, o cenário pede monitoramento próximo do petróleo, do dólar e da curva de juros ao longo do dia — e olho no calendário, porque a Superquarta promete. Bom pregão a todos!
📌 Abertura de Mercado – 12 de junho de 2026 (sexta-feira)
🇧🇷 Cenário Nacional
A bolsa brasileira pegou carona no otimismo global e teve um pregão forte na quinta-feira (11). O Ibovespa subiu 1,71%, aos 171.497,24 pontos, com giro expressivo de R$ 30,5 bilhões — bem acima da fraqueza dos dias anteriores. O gatilho foi externo: a perspectiva de um acordo de paz entre EUA e Irã e a euforia de Wall Street com o IPO bilionário da SpaceX reacenderam o apetite por risco e trouxeram o capital de volta, ainda que pontualmente.
O destaque ficou com os bancos, que lideraram a recuperação: Itaú PN (+2,90%), BTG unit (+2,60%), Bradesco PN (+2,43%) e BB ON (+2,16%). A Vale subiu 1,42% (R$ 78,80), contrariando a leve queda do minério de ferro, enquanto a Petrobras ficou de lado mesmo com o tombo do petróleo (PN +0,26%). No topo do índice ficaram Vamos (VAMO3, +6,52%), PetroRecôncavo (RECV3, +5,91%) e Direcional (DIRR3, +5,78%). Na ponta negativa, poucos papéis caíram: Natura (NATU3, -1,96%), SLC Agrícola (SLCE3, -1,41%) e Prio (PRIO3, -1,32%).
No campo doméstico, dois pontos merecem atenção. Primeiro, a atividade segue aquecida: a Pesquisa Mensal de Serviços mostrou alta de 1,2% em abril, o dobro do esperado, reforçando a resiliência da economia — o que, em tese, joga contra cortes de juros. Segundo, e do lado negativo, o ruído fiscal aumentou: a equipe econômica elevou o tom de alerta sobre as "pautas-bomba" no Congresso, com o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmando que o impacto potencial ultrapassa R$ 200 bilhões (mais de 2% do PIB). Fazenda e Planejamento estimaram em nota conjunta um impacto de R$ 111 bilhões por ano só para nove propostas em tramitação. O governo já discute vetos e eventual questionamento no STF.
🌎 Cenário Internacional
O dólar futuro (DOLFUT) despencou 1,60%, aos R$ 5.125,00, em forte realização. No mercado à vista, o movimento foi parecido: a moeda caiu 1,37%, a R$ 5,1016, com o real tendo o melhor desempenho entre as divisas emergentes. A explicação está no intenso desmonte de posições defensivas: com a melhora na percepção sobre a guerra, o investidor desfez as proteções montadas nas últimas semanas.
O motor de tudo foi a virada geopolítica. No início da tarde, Trump cancelou os ataques que prometia ao Irã e declarou que "acabamos de fazer um ótimo acordo para encerrar a guerra", afirmando que a assinatura deve sair no fim de semana e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. É importante o alerta: faltam os detalhes — Teerã disse que ainda não bateu o martelo, e o texto não foi divulgado oficialmente. Na prática, o mercado negociou menos um acordo assinado e mais a esperança de que há um acordo na mesa. Some-se a isso a estreia bilionária da SpaceX (maior IPO da história, US$ 75 bilhões captados, avaliando a empresa em US$ 1,77 trilhão) e o BCE, que subiu o juro em 0,25 pp para 2,25%, com Lagarde sinalizando preocupação tanto com a inflação de energia quanto com o crescimento fraco da Europa.
O sentimento global foi de euforia. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,86% (50.848 pontos), o S&P 500 ganhou 1,75% (7.394) e o Nasdaq disparou 2,54% (25.809), puxado pelas techs (SanDisk +14,5%, Micron +11,7%, Intel +9,3%) e pelo setor aeroespacial na esteira da SpaceX (Virgin Galactic +22,4%). Nem o PPI americano mais forte que o esperado (+1,1% no mês, acima dos +0,7% previstos) estragou a festa. Para o Brasil, esse ambiente derrubou prêmios de risco: o mercado voltou a apostar majoritariamente em corte da Selic, e a curva de juros recuou de forma expressiva.
🌽 Commodities
O grande personagem do dia foi o petróleo, mas pelo lado da queda. Depois de o Brent superar US$ 95 pela manhã (com Trump ainda ameaçando ocupar a Ilha de Kharg), a commodity virou o jogo à tarde e afundou com o anúncio do possível acordo. O Brent para agosto fechou em baixa de 2,92%, a US$ 90,38, e o WTI recuou 2,58%, a US$ 87,71. O mercado mal deu atenção ao relatório da Opep, que reduziu a previsão de crescimento da demanda global para 970 mil bpd.
O Brent fechou em alta de 1,8%, a US$ 93,10, e o WTI avançou 2,1%, a US$ 90,03, impulsionados também pela queda de 7,227 milhões de barris nos estoques americanos — bem acima da expectativa de recuo de 2,9 milhões. Analistas já trabalham com a possibilidade de um prêmio de risco estrutural embutido nas cotações, com cenários extremos (Ormuz fechado) apontando para US$ 150-180/barril.
No book doméstico, conforme o fechamento da quarta, o café arábica (ICCFUT) subiu 1,90%, a R$ 294,75, em recuperação dentro de um cenário ainda pressionado pela safra brasileira cheia. Na contramão, o boi gordo (BGIFUT) recuou 0,87%, a R$ 347,05/arroba, e o milho (CCMFUT) caiu 0,98%, a R$ 66,80/saca, refletindo a oferta abundante da safra em escoamento. O grande perdedor foi o ouro (GOLD11), que despencou 4,20%, a R$ 21,92, em forte realização — movimento aparentemente contraintuitivo num dia de aversão a risco, mas explicado pela alta dos juros dos Treasuries (que encarece o custo de oportunidade do metal) e pela liquidação geral para captação de caixa.
📆 Agenda Econômica do Dia (11 de junho)
Dia cheio e de atenção redobrada para os efeitos da guerra sobre inflação e juros. No Brasil, às 8h sai o primeiro IGP-M de junho e, às 9h, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de abril, com expectativa de alta de 0,6% após a queda de 1,2% em março — um dado forte reforçaria a tese de menor espaço para corte da Selic. No exterior, o principal evento é a decisão do BCE, às 9h15: o mercado espera alta de 25 pontos-base, a primeira elevação em quase três anos, em resposta ao choque de energia. A entrevista de Christine Lagarde sai às 9h45. Às 9h30, os EUA divulgam o PPI (índice de preços ao produtor) de maio — previsão de +0,7% no cheio e +0,3% no núcleo — e os pedidos semanais de auxílio-desemprego (previsão de 219 mil). Completam a agenda a decisão de juros do BC da Turquia (8h), o relatório mensal da Opep e a precificação do IPO da SpaceX, que estreia amanhã. Tudo isso na contagem regressiva para a "Superquarta" da próxima semana, com Fed e Copom.
📍 Conclusão
O pregão desta quinta abre sob o domínio de um velho conhecido: a geopolítica. O CPI americano passou no teste e afastou o risco imediato de alta de juros, mas o alívio durou pouco — os novos ataques dos EUA ao Irã recolocaram a guerra no centro da formação de preços, com o petróleo voltando a subir e os futuros de Nova York no vermelho. O foco do dia será dividido entre a decisão do BCE (e o tom de Lagarde), o PPI americano e os indicadores domésticos de atividade, todos servindo de termômetro para o que esperar de Fed e Copom na semana que vem.
Os pontos de atenção são claros: a escalada no Oriente Médio e seu efeito sobre o petróleo e a inflação global; a realização nas ações de tecnologia, que vem contaminando o apetite por risco; a saída persistente de capital estrangeiro dos emergentes, com o IPO da SpaceX drenando liquidez; e, no campo doméstico, o ruído fiscal após a aprovação da pauta-bomba no Senado, somado à expectativa pelo IPCA de sexta-feira — último dado relevante antes do Copom. Sem fazer previsões, o cenário pede cautela e monitoramento próximo do petróleo, do dólar (que tenta se estabilizar) e da curva de juros, que segue flertando com os 15%. Bom pregão a todos e atenção à volatilidade.
📌 Abertura de Mercado – 11 de junho de 2026 (quinta-feira)
🇧🇷 Cenário Nacional
O Ibovespa não teve escolha na quarta-feira (10) e voltou a cair, devolvendo a alta modesta da véspera. O índice recuou 0,70%, aos 168.619,26 pontos, em pregão de volume fraco — apenas R$ 25,8 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 37 bilhões vista em abril, quando o fluxo estrangeiro ainda estava forte. A combinação de cenário geopolítico incerto, preocupação com a inflação americana, juros mais altos lá fora e saída persistente de capital gringo segue pesando sobre a bolsa.
Na contramão do índice, a Petrobras subiu (ON +1,50%, a R$ 46,81; PN +1,17%, a R$ 41,65), ajudada pelo avanço firme do petróleo. A Vale, por outro lado, caiu 1,02% (R$ 77,70), ignorando a alta de 1,51% do minério de ferro. Os grandes bancos fecharam majoritariamente no vermelho, com destaque negativo para o BTG (unit -3,24%), enquanto o Itaú PN resistiu, com leve alta de 0,36%. As maiores altas do pregão foram MBRF3 (+2,71%), SLC Agrícola (SLCE3, +2,71%) e Caixa Seguridade (CXSE3, +2,17%). Já as maiores quedas ficaram com Totvs (TOTS3, -7,02%), Magazine Luiza (MGLU3, -6,74%) e Natura (NATU3, -5,65%).
No campo político-fiscal, o destaque ficou para mais uma derrota da equipe econômica: o Senado aprovou o projeto de renegociação de dívidas rurais, que pode gerar impacto fiscal estimado em R$ 120 bilhões até 2027, segundo a Fazenda. O texto, que teve o alcance ampliado, volta agora à Câmara, e o governo já avalia vetar trechos e até recorrer ao STF. A aprovação reforça a percepção de que o Congresso segue disposto a avançar em pautas de elevado custo fiscal. Ainda no radar, novas revisões de cenário continuam apontando inflação mais persistente: o Daycoval elevou a projeção de IPCA 2026 de 4,7% para 5,1%, e o ASA subiu a Selic terminal de 2026 de 13,25% para 14,25%.
🌎 Cenário Internacional
O dólar futuro (DOLFUT) fechou a quarta-feira praticamente estável, em leve alta de 0,10%, aos R$ 5.208,50. No mercado à vista, o comportamento foi parecido: a moeda ficou "sem rumo" pela segunda sessão seguida, recuando 0,09%, a R$ 5,1726, após a disparada da semana passada puxada pelo payroll e pela guerra. Mesmo a renovação dos ataques de Trump ao Irã e o CPI acima da meta provocaram apenas volatilidade pontual. Vale notar que o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 2,588 bilhões na semana passada, o que ajuda a explicar a estabilização do câmbio.
No exterior, dois eventos dominaram. Primeiro, o CPI americano de maio veio em linha com o esperado, avançando 4,2% na comparação anual — bem acima da meta de 2% do Fed, mas sem confirmar as apostas de nova alta de juros, o que trouxe alívio relativo. Segundo, e mais relevante, a guerra voltou a dominar: os EUA atacaram novamente o Irã na noite de quarta, após Trump acusar Teerã de prolongar as negociações. A boa notícia da inflação acabou ofuscada pelo conflito. Outro foco de atenção foi a forte realização nas ações de tecnologia e semicondutores, em parte atribuída ao IPO bilionário da SpaceX (que drena capital global), pressionando os emergentes.
O sentimento global é claramente defensivo. Em Wall Street, o Dow Jones despencou 1,87% (49.918,78 pontos), o S&P 500 perdeu 1,62% (7.266,99) e o Nasdaq recuou 1,98% (25.169,50), penalizados pelas techs — Nvidia (-3,73%), Broadcom (-5,12%), Qualcomm (-6,92%) — e pela indústria, com Caterpillar (-6,40%). Na contramão, as petroleiras subiram (Devon +5,74%, Chevron +1,63%, ExxonMobil +1,15%). As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta, lideradas pela Coreia do Sul, e os futuros americanos seguem no negativo. Para o Brasil, o ambiente reforça a saída de capital estrangeiro — o IIF apontou saída de US$ 37 bilhões em ações dos emergentes em maio — e o BofA cortou a recomendação para ações brasileiras de "compra" para "neutra".
🌽 Commodities
O grande destaque foi o petróleo, que voltou a subir com força diante da escalada militar.
O minério de ferro em Dalian avançou cerca de 1,51%, dando algum suporte à Vale.
📆 Agenda Econômica do Dia (10 de junho)
O grande destaque global desta quarta-feira é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de maio, às 09h30, principal termômetro da inflação americana e um dos eventos de maior volatilidade do calendário. A previsão é de alta de 0,4% na taxa mensal (ante 0,6% anterior) e de 4,0% na comparação anual (ante 3,8%), enquanto o núcleo de inflação é projetado em 0,3% no mês e 2,9% no ano. Leituras acima do esperado podem reforçar as apostas de juros altos por mais tempo nos EUA, pressionando emergentes. Ainda na agenda americana, saem os estoques de gasolina e de petróleo bruto da EIA (11h30) e a Situação Orçamental Mensal (15h00). Os juros de hipotecas de 30 anos (MBA) já saíram a 6,60%, levemente acima da leitura anterior.
📍 Conclusão
O pregão desta quarta-feira começa com sinais contraditórios. Internamente, o Ibovespa mostrou resiliência na terça ao subir contra a maré externa, sustentado por bancos e Vale, mas segue tecnicamente frágil abaixo dos 170 mil pontos e ainda distante dos recordes de abril. O grande teste do dia virá de fora: o CPI americano tem potencial de redefinir as apostas sobre a trajetória de juros nos EUA e, por consequência, o fluxo de capital para mercados emergentes — fluxo este que vem sendo persistentemente desfavorável ao Brasil.
No campo geopolítico, a situação se agravou: os ataques de retaliação dos EUA contra o Irã, após a derrubada do helicóptero americano, elevam o risco de escalada e mantêm o petróleo como fonte de volatilidade e pressão inflacionária global. A liquidação de ações de tecnologia, que derrubou as bolsas asiáticas e pressiona os futuros americanos, é outro foco de atenção, podendo contaminar o apetite por risco globalmente. Sem fazer previsões, o cenário pede monitoramento próximo da reação ao CPI, do desenrolar do conflito no Oriente Médio e do comportamento do dólar, que tem testado a resistência do real numa sequência recente de pressão. Bom pregão e atenção redobrada à volatilidade.
📌 Abertura de Mercado – 10 de junho de 2026 (quarta-feira)
🇧🇷 Cenário Nacional
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (9), em dia de recuperação na bolsa paulista, impulsionado pelas ações dos bancos e da Vale. O principal índice subiu 0,68%, aos 169.813,15 pontos, embora não tenha conseguido se sustentar acima dos 170 mil pontos, patamar registrado no melhor momento do pregão. O movimento destoou do desempenho do exterior, com Wall Street em queda. Na véspera, o índice havia renovado mínimas desde janeiro, distanciando-se ainda mais dos recordes de abril, quando chegou a superar os 199 mil pontos no intradia.
No noticiário corporativo e macro, um destaque positivo veio das revisões para cima das projeções econômicas. Diante de uma atividade mais resiliente que o esperado, estímulos fiscais e de crédito em curso e inflação ainda pressionada, o BNP Paribas revisou para cima suas projeções de crescimento, inflação e juros no Brasil. No agronegócio, a exportação de soja do Brasil foi estimada em 14,38 milhões de toneladas em junho, aumento de cerca de 2 milhões de toneladas frente à projeção anterior da Anec, colocando o país no caminho de um crescimento nos embarques na comparação anual, impulsionado pela produção recorde de 2026.
Conforme as cotações de fechamento, as maiores altas do pregão foram HAPV3 (+4,50%), DIRR3 (+4,17%) e CURY3 (+4,17%). Já as maiores quedas ficaram com TOTS3 (-4,85%), NATU3 (-2,75%) e WEGE3 (-1,52%).
🌎 Cenário Internacional
O dólar futuro (DOLFUT) fechou a terça-feira em queda de 0,39%, cotado a R$ 5.203,50. No mercado à vista, a moeda encerrou praticamente estável, com variação negativa de 0,05%, aos R$ 5,1785, acumulando no ano baixa de 5,66% ante o real. Após subir nas três sessões anteriores, o dólar operou em baixa durante boa parte da manhã, mas ganhou força à tarde e encerrou próximo da estabilidade.
No exterior, o sentimento foi dominado pela escalada geopolítica e pela liquidação de ações de tecnologia. Na cena geopolítica, Trump chegou a dizer que o fechamento de um acordo com o Irã está próximo, trazendo alívio inicial para o petróleo, mas afirmou posteriormente que responderia ao ataque iraniano que derrubou um helicóptero militar americano durante patrulha sobre o Estreito de Ormuz, o que cortou parte da queda da commodity. Os índices futuros dos EUA operavam em baixa nesta quarta após os americanos lançarem "ataques de autodefesa" contra o Irã, em retaliação à derrubada do helicóptero Apache.
Outro destaque foi a inflação ao produtor na China, que subiu pelo terceiro mês consecutivo em maio, atingindo o maior nível desde julho de 2022, com as pressões de custo decorrentes da guerra podendo comprimir lucros das empresas. As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta (10), lideradas pelo tombo de 4,52% do Kospi sul-coreano, com Samsung Electronics e SK Hynix caindo 6% e 7,5% respectivamente, na esteira de nova liquidação de tecnologia em Nova York. Na Europa, os principais índices também operavam em queda, com o Euro Stoxx 50 recuando cerca de 1%.
🌽 Commodities
Conforme os dados consolidados de fechamento de terça-feira, o ouro (GOLD11) recuou 1,68%, cotado a R$ 22,88, em movimento de realização após o forte desempenho recente, ainda que mantenha papel defensivo diante das incertezas geopolíticas. O café arábica (ICCFUT) caiu 1,18%, pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de safra cheia no ciclo 2026/27. O milho futuro (CCMFUT) fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, refletindo a oferta abundante da safra brasileira em escoamento. O boi gordo (BGIFUT) avançou, cotado a R$ 348,70 por arroba.
No mercado internacional de energia, apesar das idas e vindas, o petróleo segue como principal vetor de precificação global. O pano de fundo segue marcado por incerteza no Estreito de Ormuz, bloqueios parciais à navegação e aumento dos custos logísticos e de seguro marítimo, mantendo o Brent em patamares elevados, próximos de US$ 93/barril com alta na sessão desta quarta.
No mesmo horário saem a Taxa de Desemprego (previsão de 4,4%, ante 4,3%), a Remuneração Média por Hora e a Taxa de Participação — todos capazes de influenciar as apostas sobre os próximos passos do Fed. No Brasil, às 11h00, são divulgados os dados de Produção de Autoveículos e Registro de Autoveículos Novos de maio. Vale lembrar que hoje o mercado retoma as operações após o feriado de Corpus Christi, o que pode trazer movimentos de ajuste acumulados.
📍 *Conclusão*
A bolsa retoma as operações nesta sexta-feira depois de um dia de pausa para "respirar", como definiram analistas, após o tombo de 2,22% na quarta. O pano de fundo permanece desafiador e concentrado em três frentes de risco. A primeira é o tarifaço americano: a proposta de sobretaxa de 12,5% e a reação do governo brasileiro mantêm o ruído comercial elevado e podem gerar novos desdobramentos. A segunda é o Oriente Médio — a continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz sustenta o petróleo elevado e alimenta o temor de inflação global mais persistente. A terceira é doméstica: a proximidade da decisão do Copom, combinada a dados de atividade mais fortes que o esperado, alimenta o ceticismo sobre o ritmo de corte de juros no Brasil.
O foco imediato do pregão será a reação ao Payroll americano, que pode redefinir as apostas sobre juros nos EUA e, por consequência, o fluxo de capital para emergentes. Vale monitorar também o comportamento do dólar, que vinha de uma sequência de quedas antes de disparar na quarta, e a persistente saída de capital estrangeiro da B3 — o principal vento contrário que tem limitado a recuperação do Ibovespa. Sem fazer previsões, o cenário pede atenção à volatilidade típica de dia de payroll, agravada pelo ajuste pós-feriado.
📌 *Abertura de Mercado – 5 de junho de 2026 (sexta-feira)*
⚠️ *Observação: o pregão de ontem (quinta, 4) não ocorreu devido ao feriado de Corpus Christi. Os dados abaixo referem-se ao último pregão, realizado na quarta-feira (3 de junho).*
🇧🇷 Cenário Nacional
O Ibovespa desabou 2,22% na quarta-feira (3), aos 170.330,63 pontos, uma baixa de 3.867,01 pontos, devolvendo com sobras a alta da véspera, quando teve a primeira sessão positiva depois de cinco quedas. O índice oscilou entre a mínima de 170.007,55 pontos e a máxima de 174.192,19 pontos, com volume financeiro de R$ 28,1 bilhões. A sessão, antecipada por ser véspera de feriado, teve liquidez reduzida, o que amplificou os movimentos.
O principal motivo da queda foi a nova ameaça de tarifas feita pelos Estados Unidos durante a manhã: o país propôs aplicar uma sobretaxa comercial de até 12,5% contra cerca de 60 países, incluindo o Brasil, alegando supostas falhas no combate ao trabalho forçado. Em reunião ministerial, o presidente Lula afirmou que o Brasil "não pode aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana". Some-se a isso a escalada das tensões no Oriente Médio e a recalibragem das expectativas para os juros no Brasil às vésperas da reunião do Copom.
No campo dos indicadores, houve um dado doméstico positivo que acabou ofuscado pelo noticiário externo: a produção industrial de abril subiu 0,7% ante março — acima da mediana de 0,5% esperada pelo mercado — e avançou 2,7% em 12 meses, também superando a estimativa de 1,9%. Os dados acabaram reforçando a cautela com os juros, a poucos dias da decisão do Copom.
Conforme as cotações de fechamento, entre as maiores altas do pregão estiveram CSMG3 (+13,34%), BEEF3 (+2,29%) e SUZB3 (+1,95%). Já as maiores quedas ficaram com AZZA3 (-8,48%), HAPV3 (-8,26%) e CSAN3 (-7,73%).
🌎 *Cenário Internacional*
O dólar futuro (DOLFUT) fechou a quarta-feira em alta de 0,99%, cotado a R$ 5.091,00. No mercado à vista, a moeda americana cresceu 1,15% e fechou o dia a R$ 5,06, depois de ter cravado os R$ 5,00 na véspera. Entre as moedas negociadas globalmente, o real foi a que teve pior desempenho, refletindo a busca pela segurança do dólar antes do feriado e o mal-estar com a nova ameaça tarifária ao Brasil.
A euforia do dia anterior evaporou rápido: Irã e EUA seguiram trocando ataques bélicos e o petróleo voltou a fechar com altas consistentes. A ausência de perspectiva de acordo para encerrar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz manteve o petróleo Brent próximo de US$ 100 o barril, com alta de cerca de 2% na sessão. Para analistas, o capital segue saindo do Brasil e voltando para Wall Street: o Ibovespa ainda reúne fundamentos considerados atrativos, mas perdeu tração no curto prazo.
🌽 *Commodities*
Conforme os dados consolidados de fechamento, o ouro (GOLD11) avançou 0,21%, cotado a R$ 23,37, mantendo o papel de proteção em meio à aversão ao risco global e às tensões geopolíticas persistentes. O petróleo Brent aproximou-se de US$ 100 o barril, com alta de cerca de 2% na sessão, pressionado pela manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e pela ausência de acordo entre EUA e Irã.
No mercado agrícola, conforme as cotações do dia, o milho futuro (CCMFUT) fechou a R$ 68,20 a saca, em alta de 1,85%. O boi gordo (BGIFUT) recuou 0,16%, cotado a R$ 351,40 por arroba. As commodities agrícolas seguem influenciadas pela combinação de câmbio volátil — que tende a favorecer exportações quando o real se desvaloriza — e pelo cenário de oferta da safra brasileira, ainda em fase de escoamento.
📆 *Agenda Econômica do Dia (5 de junho)*
O grande destaque global desta sexta-feira é o Payroll dos EUA (Folha de Pagamento Não-Agrícola) de maio, às 09h30, principal indicador do mercado de trabalho americano e tradicionalmente um dos eventos de maior volatilidade do mês. A previsão é de criação de 102 mil vagas, ante 115 mil no mês anterior, com consenso de mercado em 85 mil.
O mercado segue à mercê de três forças simultâneas: (i) saída contínua de capital estrangeiro; (ii) revisão para cima constante das projeções de inflação 2026 (agora em 5,09%, muito acima do teto de 4,50%); e (iii) incerteza sobre o cenário eleitoral e compromisso fiscal do próximo governo.
O grande catalisador segue sendo o Oriente Médio. Os ataques e contra-ataques entre EUA e Irã dos últimos dias aumentaram dramaticamente o risco de escalada do conflito, afastando esperanças anteriores de resolução diplomática próxima. Uma piora maior ou prolongamento do impasse pode aprofundar aversão global a risco e comprometer ainda mais o fluxo para mercados emergentes como o Brasil. Investidores devem monitorar atentamente o Boletim Focus do Banco Central — com projeções cada vez piores para a inflação — e eventuais comunicados de organismos internacionais sobre o conflito que possam sinalizar encaminhamento diplomático.
📌 *Abertura de Mercado – 2 de junho de 2026 (segunda-feira)*
🇧🇷 *Cenário Nacional*
O Ibovespa recuou 0,91% no primeiro pregão de junho (segunda-feira, 1º), encerrando aos 172.197,46 pontos, marcando a quinta queda consecutiva da Bolsa brasileira e renovando o menor nível desde 21 de janeiro, quando fechava aos 171.816,67 pontos. O volume de negociação somou R$ 28,4 bilhões. Desde o agravamento do conflito entre Irã e Estados Unidos, o Ibovespa acumula perda de mais de 16 mil pontos em um contexto de aversão persistente ao risco.
Na sessão de segunda, atenções se voltaram para entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e para novos ataques no Golfo Pérsico que desafiam o otimismo sobre reabertura do Estreito de Ormuz. As ações de Vale (VALE3) registraram perdas, assim como a maioria dos grandes bancos, ampliando a pressão sobre o índice. Por outro lado, Petrobras avançou acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
Maio encerrou como o pior mês para a Bolsa desde fevereiro de 2023, com queda de 7,22%. A deterioração reflete saída líquida de capital estrangeiro de R$ 14,1 bilhões em maio até o dia 27, excluindo ofertas de ações. Nos últimos 30 pregões, apenas 9 terminaram positivos, evidenciando o peso da aversão ao risco sobre os ativos brasileiros.
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🌎 Cenário Internacional
O dólar comercial caiu a R$ 5,03 na segunda-feira (1º de junho), em movimento de pequena recuperação do real após as pressões das semanas anteriores. O câmbio ainda reflete volatilidade gerada pelas incertezas geopolíticas e pela revisão para cima das expectativas inflacionárias no Brasil.
No exterior, surgiram notícias de que forças dos Estados Unidos atingiram alvos iranianos durante o fim de semana e que Teerã respondeu, enquanto as defesas do Kuweit estariam interceptando ataques com mísseis e drones. Essas novas escalações desafiam diretamente o otimismo anterior sobre possível resolução diplomática do conflito e reabertura do Estreito de Ormuz, rota crítica para cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.
O Fundo Monetário Nacional avaliou que manter a flexibilidade nas próximas etapas da política monetária no Brasil é justificável dada a elevada incerteza e as novas pressões inflacionárias decorrentes dos altos preços globais da energia, calculando que a economia crescerá 2,5% no médio prazo.
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🌽 *Commodities*
Com base nos dados consolidados, o ouro (GOLD11) registrou queda de 1,77%, fechando a R$ 23,36 por grama, sob pressão de um dólar levemente mais forte e da redução nas preocupações geopolíticas imediatas que havia sustentado demanda pelo metal seguro. Apesar da correção no dia, o ouro mantém papel defensivo diante das incertezas globais.
Milho, boi gordo e café seguem sob pressão de múltiplos fatores: oferta abundante de grãos brasileiros (com safra 2025/26 em fase de conclusão), demanda cuidadosa por parte de compradores globais, e volatilidade do câmbio que afeta a competitividade das commodities agrícolas. O petróleo, apesar de operar em patamares elevados próximos a US$ 105-110/barril pela continuidade do conflito no Oriente Médio, mostra volatilidade conforme os desenvolvimentos diplomáticos pioram.
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📆 *Agenda Econômica para Hoje (2 de junho)*
A agenda desta segunda-feira traz divulgações econômicas importantes no Brasil e EUA. No Brasil, destaque para a Inflação IPC-Fipe de maio (horário matinal), que reflete pressões de preços no mês. Nos Estados Unidos, eventos como Discurso de Kashkari do FOMC (02h50), Discurso de Fed Hammack (09h30), Ofertas de Emprego JOLTs de abril (11h00), e Variação do Estoque de Petróleo Bruto API (17h30) podem repercutir nas expectativas sobre juros americanos e pressões de energia. Quinta-feira próxima haverá feriado de Corpus Christi no Brasil, reduzindo liquidez nos últimos pregões da semana.
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📍 *Conclusão*
A bolsa brasileira abre esta semana sob pressão persistente. Estamos em uma série de sete quedas consecutivas em semanas — a maior desde 2004.
Ainda, a aprovação — ou recusa — de Trump ao acordo de cessar-fogo com o Irã é o evento geopolítico mais aguardado e pode movimentar fortemente o petróleo e os mercados globais ainda hoje.
📍 Conclusão
O mercado abre junho em ponto de inflexão delicado. O Ibovespa acaba de encerrar o pior mês em mais de três anos — queda de 7,22%, sete semanas seguidas no vermelho e saída líquida de R$ 14,1 bilhões de estrangeiros apenas em maio. O PIB de 1,1% no 1T26 acima do esperado foi um raro ponto positivo, mas insuficiente frente ao choque institucional da designação do PCC e CV como terroristas pelos EUA — novo vetor de risco sem precedente recente para o sistema financeiro doméstico. No exterior, o ambiente é paradoxalmente construtivo: Wall Street em recordes históricos, petróleo abaixo de US$ 92 e acordo de cessar-fogo com o Irã no horizonte. Essa divergência entre o Ibovespa e Wall Street dificilmente se fechará enquanto o risco político-eleitoral doméstico e a Selic elevada mantiverem o custo de oportunidade do capital estrangeiro alto. O que monitorar ao longo do pregão: o Boletim Focus às 8h30 e qualquer nova revisão do IPCA; o PMI Industrial ISM dos EUA às 11h como termômetro da atividade manufatureira global; qualquer sinalização de Trump sobre o acordo com o Irã; o comportamento do setor bancário diante do risco de sanções do PCC/CV.
Fontes afirmaram à Reuters que os dois países chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por 60 dias e suspender as restrições ao transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, ainda pendente da aprovação de Trump. Bob Savage, do BNY, resumiu o sentimento: "Os mercados estão encerrando maio com uma tendência de apetite por risco, impulsionados pelo entusiasmo com a IA, preços mais baixos do petróleo e expectativas crescentes de que as tensões entre EUA e Irã possam permanecer contidas."
O S&P 500 atingiu sua cotação histórica mais alta em 29 de maio de 2026, aos 7.599,38 pontos. Wall Street encerrou a semana com o Dow Jones avançando 0,72%, o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes, impulsionados pelo setor de tecnologia e inteligência artificial. A Dell saltou mais de 27% após elevar suas previsões de lucro e receita para o ano inteiro, na esteira do boom de demanda por servidores de IA. A divergência entre Wall Street — em máximas históricas — e o Ibovespa — no pior mês desde 2023 — é o retrato mais fiel do momento atual: rotação do capital estrangeiro em direção à tecnologia americana e asiática, num movimento que tende a persistir enquanto o risco político doméstico e a Selic elevada mantiverem o custo de oportunidade do investidor internacional alto.
🌽 Commodities
O petróleo devolveu os ganhos da semana conforme o otimismo com o acordo EUA-Irã ganhou corpo. O petróleo Brent para agosto caía cerca de 1,5%, para US$ 91,28 por barril, e o WTI recuava 1,3%, para US$ 87,75 por barril. O recuo em direção ao patamar de US$ 90 é o principal vetor desinflacionário do momento global. Para o Brasil, petróleo abaixo de US$ 95 reduz o prêmio de risco no IPCA e pode abrir margem técnica para o Banco Central considerar um ciclo de cortes mais extenso da Selic.
O ouro permanece em patamar elevado, sustentado acima de sua média móvel de 200 dias após as notícias de entendimento entre Irã e Estados Unidos. O GOLD11 reflete a força estrutural do metal, que combina demanda de bancos centrais de economias emergentes, incerteza geopolítica residual e proteção contra inflação persistente nos EUA.
O boi gordo (BGIFUT) segue em correção, com a arroba operando abaixo de R$ 340 nas principais praças. A pressão vem da oferta abundante de animais, do consumo mais fraco no atacado e do risco adicional que a designação do PCC e CV como terroristas pode representar para o agronegócio exportador — dada a investigação em curso sobre eventuais vínculos de organizações criminosas com frigoríficos brasileiros.
O café arábica (ICCFUT) opera sob pressão da colheita recorde projetada para 2026/27 no Brasil, enquanto os custos logísticos elevados pelo bloqueio de Ormuz criam um piso para as cotações abaixo de US$ 2,80 por libra em Nova York. O milho (CCMFUT) mantém suporte pela paridade do etanol e pela demanda externa, com o mercado aguardando sinais da China sobre recomposição de estoques.
📆 Agenda Econômica do Dia
No Brasil, o Boletim Focus sai às 8h30 e será monitorado com atenção especial: após a 11ª revisão consecutiva para cima do IPCA de 2026, já em 5,04%, qualquer aceleração adicional pode pressionar a curva de juros. Às 10h00, o IBGE divulga o PMI Industrial S&P Global de maio, com previsão de 53 e anterior em 52,6 — acima de 50 indica expansão, e um dado forte seria sinal positivo de atividade.
Nos EUA, às 11h00 (horário de Brasília), sai o PMI Industrial ISM de maio, com consenso em 53 e anterior em 52,7. O dado completa a leitura global sobre o setor manufatureiro e pode influenciar as apostas sobre a trajetória dos juros americanos. Também às 11h00 é divulgado o Índice ISM de Emprego no Setor Manufatureiro, com anterior em 46,4 — ainda em território contracionista e monitorado como termômetro do mercado de trabalho industrial.
No campo político, o mercado inicia a semana digerindo os desdobramentos da designação do PCC e CV como organizações terroristas. A resposta do governo brasileiro e qualquer reação de Washington ao comunicado do Lula devem dar o tom da manhã.
📌 Abertura de Mercado – 1º de junho de 2026 (segunda-feira)
⚠️ Nota especial: Hoje se inicia junho, segundo mês da segunda metade do ano. O pregão de sexta-feira (29) encerrou o pior mês do Ibovespa desde fevereiro de 2023 e a maior sequência de quedas semanais desde 2004.
🇧🇷 Cenário Nacional
O Ibovespa encerrou maio com mais uma sessão no vermelho. O índice fechou em baixa de 0,73%, aos 173.787,49 pontos, acumulando a sétima semana negativa consecutiva — a maior série desde uma sequência também de sete quedas entre abril e maio de 2004. De acordo com dados da LSEG, considerando a série histórica desde 1982, o Ibovespa nunca havia caído por mais do que sete semanas seguidas. No mês, a queda foi de 7,22% — o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023.
Nas maiores altas do dia, o destaque incomum foi a Raízen (RAIZ4), com +5,88%, em sessão em que justamente se encerrava o prazo dado pela B3 para que a empresa apresentasse um plano para regularizar a cotação abaixo de R$ 1. A companhia tem até 29 de maio de 2026 para regularizar a situação, sob risco de sanções como exclusão de índices relevantes da bolsa. A Totvs (TOTS3) fechou com alta de +4,16%, sustentada por recomendações positivas recentes, com o JP Morgan mantendo os papéis como sua principal aposta em tecnologia na América Latina, com preço-alvo de R$ 57 e potencial de valorização de aproximadamente 77% em relação aos patamares recentes. A Usiminas (USIM5) completou o pódio positivo com +4,04%, em mais uma sessão de recuperação após o desempenho robusto do 1T26.
Do lado das baixas, a Minerva (BEEF3) liderou com -7,05%, pressionada por uma combinação de fatores: lucro líquido de R$ 87,3 milhões no 1T26 — queda de 52,8% na comparação anual — endividamento elevado (dívida líquida/Ebitda de 2,7x), alta no custo do boi gordo e preocupações crescentes com o esgotamento das cotas de exportação de carne para a China. A CVC (CVCB3) recuou 6,25%, refletindo o ambiente de juros elevados que penaliza o setor de turismo e o consumo a prazo. A Braskem (BRKM5) caiu 6,02%, devolvendo parte dos ganhos acumulados no ano em meio à incerteza sobre a reestruturação de controle da petroquímica.
O choque doméstico que dominou o pregão veio de Washington. O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) serão designadas como "terroristas globais especialmente designados". A notícia derrubou os bancos, com o mercado temendo possíveis sanções financeiras e insegurança jurídica, dado o elo já documentado dessas organizações com a economia formal brasileira. O governo Lula reagiu citando a família Bolsonaro como envolvida com o crime organizado, elevando o tom do confronto diplomático.
No campo macro, o PIB do Brasil veio positivo. O Produto Interno Bruto avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026, levemente acima da mediana das projeções do mercado, que apontava crescimento de 1,0%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a economia registrou expansão de 1,8%, sustentada pelo desempenho da agropecuária, da indústria e pelo avanço moderado dos serviços. O dado positivo, porém, foi incapaz de reverter o sentimento negativo do mercado.
O UBS cortou a recomendação das ações brasileiras de "atrativas" para "neutra", citando três fatores adversos convergentes: o aumento da incerteza política ligada às eleições de outubro, um ciclo de afrouxamento monetário do BC mais curto e menos intenso, e a aceleração do afrouxamento fiscal no período pré-eleitoral.
🌎 Cenário Internacional
O dólar à vista fechou com alta de 0,24%, aos R$ 5,0453 na venda. Na semana, acumulou ganho de 0,27%, e em maio, alta de 1,82%. A divisa ficou contida pelo ambiente externo mais construtivo — petróleo em queda e Wall Street em recordes — mas o choque da designação do PCC e CV como terroristas impediu uma apreciação mais expressiva do real.
O destaque externo foi a evolução das negociações de paz entre EUA e Irã.
O que monitorar ao longo do pregão: a direção que Wall Street adota na reabertura após o feriado, pois concentrará toda a precificação da queda do petróleo e dos sinais diplomáticos do fim de semana; o comportamento do dólar, que voltou a fechar abaixo de R$ 5, para testar se esse patamar é sustentável com Wall Street operando; e a evolução das negociações entre EUA e Irã em Doha, que podem tanto consolidar o alívio do petróleo quanto reverter a tendência caso as conversas empacem. A agenda pesada da semana, com IPCA-15 na quarta e PIB na sexta, mantém o nível de atenção elevado mesmo em dias de agenda mais leve.
Caso as negociações efetivamente avancem, o impacto estrutural sobre a inflação global seria significativo, criando espaço para revisão das expectativas de juros tanto nos EUA quanto no Brasil.
O ouro ultrapassou US$ 5.400 por onça, atingindo máximas históricas em 2026. O metal mantém sua trajetória ascendente sustentada pela combinação de incerteza geopolítica, inflação persistente e demanda estrutural de bancos centrais, especialmente de economias emergentes que seguem diversificando reservas. O GOLD11 acompanha esse movimento e segue como um dos poucos ativos com performance robusta no mês de maio.
O boi gordo (BGIFUT) seguiu recuando no mercado físico. A arroba recuou para R$ 339,50 em Campo Grande e Dourados, com a vaca gorda mantendo o preço em R$ 306,50, refletindo um recuo de R$ 2,00 por arroba em São Paulo com o aumento da oferta e o consumo enfraquecido. A desaceleração das compras externas e a competição com suíno e frango no atacado continuam pressionando os preços físicos.
O café arábica (ICCFUT) opera em terreno pressionado. Os futuros do arábica são negociados em torno de US$ 2,80 por libra, perto do nível mais baixo desde julho de 2025 e mais de 30% abaixo do pico de US$ 4,23, impulsionados pela perspectiva de safra recorde brasileira de 66,2 milhões de sacas em 2026/27, projetada pela Conab, aliada à recuperação nos estoques monitorados pela ICE e ao aumento das exportações do Vietnã. O milho (CCMFUT) mantém suporte no diferencial do etanol, ainda favorável mesmo com petróleo abaixo de US$ 100, e na demanda externa, com o mercado atento à evolução da safrinha e ao próximo relatório WASDE do USDA.
📆 Agenda Econômica do Dia
No Brasil, o destaque desta terça-feira (26) fica com as contas externas, que trazem o resultado do setor externo da economia brasileira. O mercado acompanhará o dado para calibrar a leitura sobre o superávit comercial, especialmente relevante em um momento em que o petróleo elevado ampliava os termos de troca. Também entram no radar eventuais falas de diretores do Banco Central em eventos, após o tom hawkish emitido pelo diretor Nilton David na semana passada.
Nos EUA, Wall Street reabre após o feriado de Memorial Day, e essa reabertura é o principal evento global do dia. O mercado americano terá que digerir de uma só vez a queda de 6,78% do petróleo, os sinais de avanço nas negociações com o Irã e os dados macro divulgados ao longo da semana passada. A forma como essa reprecificação ocorre nos índices americanos, especialmente no S&P 500 e no Nasdaq, deve ditar o tom dos mercados globais ao longo do dia.
O destaque da semana no Brasil concentra-se em três datas: quarta-feira (27), com o IPCA-15 de maio, prévia da inflação oficial, e o ICEI; quinta-feira (28), com PNAD desemprego, IGP-M, dados de crédito e, nos EUA, o PIB revisado e o núcleo do PCE, o indicador de inflação favorito do Fed; e sexta-feira (29), com o PIB do primeiro trimestre de 2026 no Brasil, dado que pode reposicionar projeções para a Selic e o crescimento do país.
📍 Conclusão
O mercado abre a terça em um ponto de inflexão. A queda de quase 7% do petróleo ontem é o maior sinal de alívio das últimas semanas e pode interromper a sequência de pressões que empurrou o Ibovespa para os menores níveis desde janeiro. Contudo, a cautela se impõe: o movimento ocorreu com a liquidez mais baixa do ano, sem Wall Street, e pode ser revertido parcialmente com a reabertura dos mercados americanos hoje. O Boletim Focus com IPCA de 2026 acima de 5% pela primeira vez é um sinal de alerta que não desaparece com o recuo do petróleo, especialmente porque a projeção avança pela 11ª semana seguida, sugerindo que as expectativas estão progressivamente desancoradas.
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