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Sobre O Ladrão e o Cão de Guarda, de Esopo
Nesta fábula, senhores, um ladrão tenta invadir uma casa, mas se depara com um cão a latir. O ladrão, então, busca ludibriar o cachorro com um pedaço de pão, mas o cão recusa, pois defende que um pedaço de pão não comprará a lealdade àquele que o sustentou a vida inteira.
Incrivelmente, caros católicos, esta fábula foi escrita por volta do século VI a.C., e reflete, ao meu favor, grande verdade acerca da vida espiritual.
Por exemplo, o cão nega um pão em nome de sua lealdade, em nome daquele que o sustenta. Ele entende que não faz sentido trocar algo que sempre te sustentou por algo tão pouco. Em nossas vidas, não acabamos por fazer o oposto do cão? Muitas vezes perdemos o paraíso por coisas pequenas, pecados vergonhosos. Portanto, esta fábula é um exemplo de conduta, de como devemos julgar nossas atitudes. Reconheço a dificuldade, mas este deve ser nosso norte: devemos buscar nos preservar leais àquele que nos sustenta, para que não percamos nossa salvação através de algo tão bobo quanto alguns tipos de pecados. Coisas tão passageiras que custam a eternidade.
~ G.S Ferreira
