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| 2 | O golpe de Estado de 10 de Novembro representou, em tais circunstâncias, uma iniciativa do Chefe da Nação para precipitar, com a urgência que o caso exigia, a mutação política que se tornara não apenas imperiosamente necessária, mas inevitável. A ordem que existia tinha forçosamente de ruir. A alternativa que se apresentava ao Brasil era apenas a de uma escolha entre a derrocada da democracia liberal, em condições que permitissem a ocorrência de uma situação de anarquia e de desintegração nacional, e a substituição do Estado corrompido, que se desarticulava, por uma nova ordem baseada nas realidades do meio brasileiro e capaz de proporcionar à Nação os meios de salvar-se e de iniciar, pela primeira vez, uma obra de organização política e econômica racionalmente orientada.
~ Azevedo do Amaral | 87 |
| 3 | «O valor de um grupo étnico é aferido pela sua maior ou menor fecundidade em gerar tipos superiores, capazes de ultrapassar, pelo talento, pelo caráter ou pela energia da vontade, o estalão médio dos homens da sua raça ou do seu tempo.
Esses homens são os únicos elementos que "marcam" numa qualquer sociedade; são eles que dirigem as massas, eles que, modelando a consciência dos indivíduos sem personalidades, que são a maioria, modelam a alma e a fisionomia dos grupos a que pertencem»
~ Oliveira Viana | 81 |
| 4 | «A história brasileira é uma sucessão de abdicações de homens e instituições que se deixam ir embora, arrastados pelo medo ou pela displicência não um encadeamento de assaltos enérgicos e vencedores»
~ Azevedo do Amaral | 72 |
| 5 | «Não é difícil compreender-se que um sistema baseado em ficções delicadas e apenas possíveis de determinar resultados práticos em consequência de uma psicologia coletiva peculiar é intransplantável para outras ambiências sociológicas. Fora do solo originário e de um ou outro caso especial, em que idêntica era a isotérmica política, a democracia liberal do sufrágio promíscuo e da eleição direta redundou invariavelmente em lastimável falência. A crise que agita a Europa continental, dando lugar à eclosão de sucessivos regimes ditatoriais, é o epílogo de um século de esforços baldados para enraizar instituições inaclimatáveis. Aqueles regimes ditatoriais não representam, por certo, cristalizações definitivas de uma nova ordem política e não passam de organizações efêmeras e transitórias, surgidas sob os imperativos da salvação pública sobre as ruínas da democracia liberal, que não pode sobreviver ao traumatismo da guerra. Os ditadores das nações totalitárias devem ser, assim, encarados como verdadeiros síndicos das massas falidas a que se reduziram as instituições criadas em desafio às realidades sociais e psicológicas daquelas nações»
~ Azevedo do Amaral | 1 |
| 6 | Matn yo'q... | 92 |
| 7 | Agora que os bárbaros saídos das trincheiras da grande guerra, para destruir ilusões e reavivar na consciência política da Europa o senso das realidades, nos estão abrindo os olhos, podemos ver através da fantasmagoria democrático-liberal e começamos a descobrir de novo aquilo que os nossos antepassados do período proto-histórico reconheceram, logo que se formaram as primeiras coletividades humanas e de que ninguém duvidou durante dezenas de milhares de anos, até que a lucidez da inteligência francesa foi perturbada pelos encantadores entorpecentes fermentados no cérebro peculiar do grande Jean Jacques. Esse postulado, que foi a primeira noção sociológica intuitivamente adquirida pelo homem, é
conceito de que o poder promana de quem governa e não pode portanto, sem flagrante absurdo, ter a sua origem atribuída à vontade dos que são governados.
~ Azevedo do Amaral | 1 |
| 8 | O espírito demagógico e a falta cada vez maior de contato com os problemas nacionais caracterizam a última década da Monarquia. Um apriorismo teórico e um sentimentalismo pseudo-liberal dominam, deformando o curso normal da solução de problemas da maior gravidade. A questão abolicionista é deslocada para um plano em que são esquecidos os aspectos econômicos e as possibilidades sociais daquele tremendo problema. Os verdadeiros estadistas, que tentam introduzir um elemento racional no encaminhamento da crise, são apontados como retrógrados e reacionários. O caso de Cotegipe, a maior inteligência política da época, é exemplo característico. O afastamento da realidade nacional, diríamos melhor, o desdém pelo Brasil e pelos seus problemas, patenteia-se no leitmotiv da propaganda republicana. O Brasil, afirmava-se, devia republicanizar-se pelo simples motivo de que as instituições desse tipo estavam adotadas nos outros países do continente. Quintino Bocaiúva convertia ao credo republicano os leitores dos seus esplêndidos artigos, apontando o exemplo do México de Porfírio Díaz, como se entre o Brasil e o país asteca houvesse alguma coisa de comum...
~ Azevedo do Amaral | 220 |
| 9 | Matn yo'q... | 200 |
| 10 | A história do Segundo Reinado pode ser resumida em uma palavra: progressivo afastamento da realidade nacional sob a influência combinada do espírito de imitação do parlamentarismo, inaplicável às nossas condições, e das correntes de um pseudo-liberalismo demagógico, inspirado pela erudição livresca, fora do contato dos fatos e dos problemas que se deparavam na evolução brasileira. É apenas um ato de justiça reconhecer que a ação pessoal de D. Pedro II atenuou, até certo ponto, os efeitos maléficos daquelas forças, realizando uma relativa adaptação de instituições impróprias ao país aos casos concretos que inconfundivelmente se apresentavam no seu governo. Entretanto, as correntes divorciadas da realidade nacional foram ganhando terreno e impeliram gradualmente o desenvolvimento político na direção de reformas que ainda mais deslocaram o Estado do terreno sólido em que ele se deveria apoiar. A repercussão, entre nós, de acontecimentos desenrolados na Europa e a infiltração, nas Forças Armadas, do espírito da demagogia caudilhesca sul-americana, com que se haviam infectado as nossas classes militares durante as guerras do Prata e do Paraguai, foram intensificando as tendências ao surto de ideologias, cujo caráter abstrato teria forçosamente de imprimir à nossa vida política um cunho de ainda mais acentuada irrealidade. Em 1878, a queda do ministério Caxias levava os liberais ao poder, com um programa de substituição do sistema de representação indireta pelo processo do sufrágio direto, o que foi imediatamente executado.
~ Azevedo do Amaral | 192 |
| 11 | Matn yo'q... | 158 |
| 12 | A história de qualquer nação é sempre um encadeamento de experiências, em cujo insucesso se reuniram os elementos básicos para a tentativa subsequente de dar à coletividade uma organização política correspondente às injunções das realidades de todo gênero, que tinham de ser levadas em conta na obra construtora. Realmente, o desenvolvimento histórico não é, em última análise, mais que a correção sucessiva de erros, o reajustamento de situações desarmoniosas, uma série de mutações visando sempre a uma maior adaptação das formas estruturais da sociedade e do seu organismo político às condições traçadas pela inexorável pressão da realidade. Nada distingue os povos privilegiados, que vêm a representar papéis de primeira ordem no cenário onde se desdobra o drama da civilização, das coletividades inferiores e medíocres, que não deixam vestígios apreciáveis da sua passagem, senão a maior capacidade de entendimento do seu próprio determinismo sociológico e a aptidão para organizar-se adequadamente em função desses fatores fundamentais.
~ Azevedo do Amaral | 154 |
| 13 | Matn yo'q... | 139 |
| 14 | “Mas, se alguma das partes do universo é movida de acordo com a sua natureza, as partes cuja natureza não está em harmonia com o movimento sofrem, mas aquelas que são movidas prosseguem bem, como partes do todo; mas as outras são destruídas, porque não são capazes de suportar a ordem do todo; como se, quando uma grande companhia de dançarinos se movesse em ordem, uma tartaruga fosse pega no meio de seu avanço e pisoteada porque não foi capaz de sair do caminho do movimento ordenado dos dançarinos; contudo, se ela tivesse se alinhado com aquele movimento, não teria sofrido nenhum dano por parte deles.”
Plotino | 188 |
| 15 | Dado o estado ferido da natureza humana após a queda, inundar um país com pornografia significa obter um certo número de pessoas viciadas nele, assim como inundar um país com drogas resultará em certa porcentagem de dependência.
Quando as pessoas são fisgadas, a cultura mandarins podem usar os detalhes de seus vícios contra quem quer que vá contra o regime
~ E. Michael Joned | 173 |
| 16 | A verdade esotérica, aquela que informa o manual de operações do regime - em outras palavras, as pessoas que se beneficiam da “liberdade” - é o exato contrário, a saber, que a liberação sexual é uma forma de controle, uma maneira de mantendo o regime no poder, explorando as paixões dos ingênuos, que se identificam com suas paixões como se fossem suas e se identificam com o regime que ostensivamente lhes permite gratificar essas paixões. Pessoas que sucumbem às suas paixões desordenadas recebem racionalizações de do tipo que entopem as páginas da Internet e são moldadas em um força política poderosa por aqueles que são mais especialistas em manipular o fluxo de imagens e racionalização
~ E. Michael Jones | 159 |
| 17 | William James no Brasil, 1865 | 204 |
| 18 | Em vez da monótona imagem de uma história universal em linha reta, que só se sustenta porque fechamos os olhos diante do número esmagador dos fatos, vejo o fenômeno de múltiplas culturas poderosas, que florescem com vigor cósmico no seio de uma terra-mãe, à qual cada uma delas permanece unida durante todo o curso de sua existência. Cada uma dessas culturas imprime à sua matéria, que é o homem, a sua forma própria; cada uma possui sua própria ideia, suas próprias paixões, sua própria vida, seu próprio querer, seu próprio sentir e seu próprio morrer.
~ Oswald Spengler | 198 |
| 19 | O escândalo da minha expulsão da Venezuela, em junho de 1995, pode agora ser analisado com a clareza e a frieza que a perspectiva do tempo proporciona. Essa expulsão foi um grave atentado contra a soberania da Venezuela porque, já não tenho qualquer dúvida a esse respeito, foi organizada e executada por agentes do Mossad (serviço de inteligência externa de Israel), que na época controlavam a DISIP (polícia política venezuelana).
Naquele período, eu já havia começado a publicar minhas primeiras conclusões sobre os dois atentados terroristas de Buenos Aires (1992 e 1994), realizados contra duas instituições judaicas. Minhas primeiras conclusões, que ainda hoje mantenho, embora muito mais desenvolvidas e fundamentadas (ao longo de seis livros publicados nos últimos cinco anos e de quase dois anos de pesquisas de campo em diversos países do Oriente Médio e da Ásia Central), foram de que esses atentados, supostamente “antijudaicos”, haviam sido cometidos por grupos judeus que atuavam contra o chamado “Plano de Paz”.
Esses atentados de Buenos Aires pertencem, portanto, na minha opinião, a um mesmo processo terrorista que teve seu ponto culminante no assassinato — cometido por judeus fundamentalistas — do general Isaac Rabin, que na época era favorável a esse funesto “Plano de Paz”. Eu tive a ousadia de apontar essa responsabilidade. E, por isso, fui punido na Venezuela por quem então era o Diretor-Geral de Inteligência da DISIP, Israel Weissel.
No dia da minha detenção, fui interrogado durante doze horas pelo próprio Israel Weissel. Portanto, tenho muito clara a natureza desse escândalo antivenezuelano, pois, no fundo, pretendia-se envolver Hugo Chávez em uma inexistente campanha “antissemita”.
Há poucos dias estive conversando com nosso querido amigo em comum, o atual deputado Fredy Bernal, que também sofreu — em uma escala muito mais brutal do que eu próprio — os interrogatórios do senhor Israel Weissel, um cidadão israelense que desapareceu da Venezuela pouco antes da grande vitória eleitoral de Hugo Chávez.
Israel Weissel atentou contra Fredy Bernal e ameaçou a vida de seu pequeno filho em inúmeras ocasiões. Enfim, todos vocês conhecem muito bem — muito melhor do que eu — quem era Israel Weissel e quão grande era o controle do Mossad sobre a DISIP.
Para concluir este ponto, quero dizer que, até o dia de hoje, não há presos na Argentina em relação a nenhum dos dois atentados, que custaram a vida de mais de cem pessoas. Essa é a prova conclusiva de que é totalmente falsa a hipótese judaica da “culpabilidade islâmica”, que teria atuado em conexão com “grupos nazistas” argentinos
~ Norberto Ceresole | 249 |
| 20 | Matn yo'q... | 248 |
