Contrapoder
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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!
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Hoje faz 75 anos que os italianos se libertaram do Nazifascismo.
Viva a resistência antifascista italiana!
https://youtu.be/zWas7fEBL2g
#BellaCiao
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Viva a revolução dos cravos
À meia noite, vinte minutos e dezoito segundos do dia 25 de Abril de 1974, surge um sinal: Grândola, vila morena, de Zeca Afonso, é tocada no programa independente Limite, transmitido através da Rádio Renascença, em Portugal, assim começa a revolução de abril, a revolução dos cravos.
A revolução libertou o povo português da ditadura. Inciada em maio de 1926 com Carmona, teve seus anos mais duros e fascistas com Salazar e depois continua com Caetano.
"Grândola, vila morena" virou tema da revolução e foi cantada diversas vezes no decorrer dos anos, tanto em Portugal, quanto na Espanha, como simbolo de resistência e luta.
https://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls
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Via Renato Cinco
FEIRA LIVRE: REGULAMENTAR PARA NÃO FECHAR
Na terça-feira (22), fomos surpreendidos com mais uma medida nada razoável do prefeito Marcelo Crivella. Ele anunciou a suspensão das feiras livres cariocas a partir do dia 23 de abril sem ouvir ninguém.
O decreto menospreza o fato de que a alimentação é um serviço essencial, portanto o funcionamento das feiras não deveria ser proibido. Vale ressaltar que os supermercados continuarão funcionando normalmente. Então, o que motivou essa diferenciação? Além de ferir o Decreto Federal 10.292/2020, não é óbvio que o impedimento das feiras livres vai gerar aglomerações nos supermercados, um efeito desastroso em tempos de pandemia? Crivella está novamente favorecendo os mais ricos em detrimento dos mais pobres.
A medida pode ser ainda mais danosa e contribuir para o desabastecimento de alimentos na cidade, já que o carregamento para as feiras é transportado pelos mesmos caminhões que abastecem a Central Estadual de Abastecimento (Ceasa) e, assim, mercados e hortifrutis.
O ato do prefeito também desconsiderou a dinâmica de trabalho dos feirantes, que se deslocam de outros municípios com suas mercadorias ainda pela noite para garantir a realização das feiras logo cedo na cidade. Ou seja, quando Crivella tornou a medida pública, muitos feirantes já estavam a caminho do Rio.
Nós, ao contrário do prefeito, entendemos que o trabalho dos feirantes é fundamental e que o necessário para o crise sanitária não é o fechamento das feiras, mas a sua devida adequação aos padrões de saúde coletiva e higiene recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), incluindo uso de máscaras e distanciamentos mínimos. Por isso, protocolamos na Câmara Municipal um Projeto de Decreto Legislativo que susta o Decreto 47.381 da prefeitura do Rio.
Ô Crivella, pare pra pensar e deixe a #feiralivre ficar!
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No dia 22 de abril de 1870 nasceu em Simbirsk, no Império Russo, Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lenin. Ainda jovem, sob o impacto da execução de seu irmão mais velho pelo regime czarista, despertou para a luta contra as injustiças sociais e autocracia. Aproximou-se então do nascente movimento revolucionário e socialista, de orientação marxista.
Logo destacou-se como um dos principais líderes e teóricos do recém fundado Partido Operário Socialdemocrata Russo (POSDR), vinculado à II Internacional. Teve um papel chave na polêmica que levou à cisão do partido, em 1903, tornando-se o principal expoente da ala bolchevique (maioria), em contraposição aos mencheviques (minoria).
Quando os mais importantes partidos da Internacional traíram a causa socialista, apoiando as burguesias de seus países na Primeira Guerra Mundial, teve papel de destaque na organização do setor descontente com o rumo adotado, que culminou posteriormente na formação da III Internacional (também conhecida como Internacional Comunista ou Comintern) em 1919.
Em 1917, foi o principal dirigente – junto com Trotsky - da Revolução de Outubro, que destituiu o Governo Provisório – que pretendia manter o processo revolucionário nos marcos do capitalismo –, colocou os trabalhadores no poder e iniciou a construção do socialismo. Liderou o emergente Estado operário até a sua morte, em 1924.
Debilitado pela doença, provavelmente provocada por sequelas do atentado que sofreu em 1918, travou seu último combate, denunciando a burocratização do Estado soviético. Em seu testamento, propôs a destituição de Stálin da Secretaria Geral do Partido Comunista.
Suas contribuições teóricas são inúmeras. Entre elas, ocupam lugar de maior relevo: o desvelamento do imperialismo como uma fase superior do capitalismo, marcada pelo predomínio do capital financeiro e por guerras e revoluções; e a teoria do partido revolucionário, como instrumento indispensável para o sucesso das revoluções socialistas.
Passados 150 anos do seu nascimento, o legado de Lenin continua a inspirar milhares de jovens e de trabalhadores ao redor do mundo. Como disse Maiakovski, num dos versos do longo poema escrito em homenagem ao líder soviético após a sua morte: “Não devemos nos derramar em poças de lágrimas, Lenin ainda está mais vivo do que os vivos. É nosso saber – nossa força e arma.”
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Tirar quadros de carreira do Ibama que, mesmo contra tudo e contra todos, tem conseguindo barrar uma parcela do garimpo ilegal para colocar milicos com pouquíssima experiencia no combate ao garimpo.
Bem vindo ao "Tem que mudar tudo isso que tá aí, tá ok?"
https://ambiencia.blogfolha.uol.com.br/2020/04/20/fiscais-do-ibama-podem-ser-exonerados-apos-operacao-contra-garimpo-na-amazonia/
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O dia do índio não deveria ser um dia de comemorações, mas de reflexão. Isso porque, o genocídio indígena, que começou quando os portugueses puseram os pés pela primeira vez neste país, segue em curso, agora mais do que nunca com a extrema direita, representada por Jair Bolsonaro, no poder. Já passei o dia do índio em uma aldeia Kayapó. É engraçado porque você poderia imaginar que isso não tem significado algum para eles, uma vez que o próprio conceito de índio foi inventado por nós, os invasores, que separamos um dia, para ser o dia do índio e “todo dia era dia de índio”, como diz a música de Baby Consuelo. Mas os Kayapó da aldeia Aukre comemoraram seu orgulho cultural no dia do índio com danças e cantos tradicionais. Sim, eles têm todo o direito de celebrar sua sobrevivência física e cultural. Mas nós, invasores, não temos nada o que comemorar, mas apenas nos envergonhar, por ser governados por um homem que disse, antes das eleições, que em seu governo não seria demarcado um centímetro de Terra indígena. Ou seja, a terra poderia ir para as mão do posseiro, do grileiro, do latifundiário… Não interessa. Desde que não fosse para as mãos dos índios.
Mesmo assim ele venceu as eleições. E eleito vem trabalhando para que os povos indígenas percam a autonomia sobre suas terras, que segundo seu projeto de morte e devastação, poderiam ser invadidas por empresas mineradoras, plantações de soja transgênica, cortadas por estradas e linhas de transmissão, ter seus rios destruídos por hidrelétricas. Sob o atual governo, as invasões de terras indígenas e os assassinatos de lideranças indígenas multiplicaram-se. Ainda assim, segundo a pesquisa mais recente, 52% da população brasileira ainda considera esse homem capacitado para liderar o país, mostrando que, se temos um líder ignorante e genocida, é porque boa parte do país assim o quer, e pensa como ele.
Hoje, boa parte dos índios do Brasil, como a maioria do povo brasileiro, está com medo do coronavírus. Sabe-se que os povos indígenas são especialmente vulneráveis a infecções que atacam seu sistema respiratório. Gripes foram, historicamente, responsáveis por terríveis mortalidades e extermínios de povos no passado. Não se sabe se o novo coronavírus terá efeitos intrinsecamente mais severos sobre os povos indígenas que sobre o restante da população. De toda forma, não é boa ideia arriscar. Enquanto escrevo, já temos acumuladas algumas fatalidades decorrentes da pandemia entre povos indígenas. Um jovem Yanomami de 15 anos, que gostava de jogar bola e caçar, já perdeu a vida para o vírus. Jovem demais para morrer de coronavírus. Sua idade nos faz temer pelo pior. Independentemente de qualquer maior vulnerabilidade biológica à infecção as aldeias indígenas têm atendimento de saúde precário, e que se precarizou ainda mais em tempos recentes. Poderia-se pensar que é um problema de falta de dinheiro. Não é. A FUNAI dispõe de 10,8 milhões de Reais para dar apoio aos povos indígenas na prevenção da pandemia. Parece pouco, mas até o começo de abril nada disso havia sido gasto, ao ponto da Procuradoria Geral da República questionar formalmente da ministra Damaris Alves sobe o motivo da paralisação. Dado o quadro geral, a única explicação possível é que a morte física e cultural dos povos indígenas é um projeto de governo.
É em nome deles, acima de tudo, que devemos lutar incansavelmente pelo fim deste governo assassino.
https://contrapoder.net/noticias/o-dia-do-indio-sob-um-governo-genocida/
1 013
O descaso com a vida dos trabalhadores continua. Obrigados a trabalhar nas plataformas durante a pandemia, muitas vezes sem medidas mínimas de proteção (como máscaras e afins), os petroleiros são contaminados pelo novo coronavírus. Infelizmente, isso tem se repetido em várias áreas e tende a se intensificar. Somente a paralisação dos setores não essenciais e a garantia nos ramos essenciais, pelos patrões, de equipamentos de proteção individual e de outras iniciativas de segurança podem evitar a catástrofe.
https://oglobo.globo.com/economia/casos-de-coronavirus-em-plataformas-de-petroleo-chegam-132-em-menos-de-uma-semana-diz-anp-24374991
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Exoneração no Ibama e a política genocida de Bolsonaro
Ações de proteção da Amazônia e dos povos indígenas são punidas pelo Governo Bolsonaro com a exoneração do diretor do Ibama. A política de desmatamento e genocídio através do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não poupou nem mesmo o militar Olivaldi Borges Azevedo, major da Polícia Militar de São Paulo, no cumprimento do combate ao garimpo ilegal às terras indígenas.
A operação de fiscalização do Ibama que expulsou garimpeiros das terras indígenas e destruiu equipamentos, como prevê a legislação, foi realizada em três áreas no Pará. O garimpo ilegal intensificou o desmatamento neste período de pandemia e vem ameaçando a integridade física das populações indígenas.
A Rede Globo produziu uma reportagem sobre a operação e que foi ao ar no último domingo, no programa Fantástico. Na matéria, aparece um posseiro dizendo que invadiu a reserva estimulado pelo governo federal ao prometer reduzir em 5% as terras indígenas e regularizar as invasões. Há rumores que a exibição no canal aberto desagradou o governo que ameaça demitir servidores do Ibama por cumprirem sua função de fiscalização.
O desmatamento que costuma ter seus menores níveis no primeiro trimestre do ano, devido às chuvas, neste período de pandemia, teve aumento de 51% comparado a 2019. Isto de acordo com o sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe. Esta tendência de aumento que já se apresentava com o afrouxamento da fiscalização e a redução de multas a infratores ganhou fôlego com a quarentena sanitária.
Sobre as ameaças da Covid-19, especialistas em saúde e nos modos de vida indígenas têm alertado para o impacto da doença sobre estas populações. Não há efetivamente uma política de enfrentamento da doença nas áreas de reserva. E a reportagem sobre a destruição do garimpo ilegal mostrou que o bloqueamento das vias de acesso às comunidades seria uma possibilidade de conter o contato de garimpeiros e outras pessoas de fora. Até o momento, a Funai e a Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai – não apresentaram medidas e nem previsão de recursos para a proteção e os cuidados dos grupos indígenas durante a pandemia.
A morte do adolescente Ianomâmi, Alvanei Xrixana, de 15 anos, em Roraima, que estava internado há uma semana em estado grave, revelou a exposição das populações indígenas. O seu atestado de óbito consta que foi vítima de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No segundo exame realizado deu positivo para a Covid-19 e o jovem antes de ser internado teve contato com várias pessoas de sua comunidade.
A associação Yanomami Hutukara que representa a comunidade vem denunciando que houve falhas no atendimento ao adolescente. Ele apresentava sintomas da doença há três semanas e não foi atendido adequadamente no Hospital Geral de Roraima, no dia 18 de março.
Já foram diagnosticados 10 casos entre indígenas no Amazonas e no Pará, podendo o número ser mais elevado. Indígenas que se encontram nos espaços urbanos não têm sido contabilizados nestes casos. A Associação Yanomami Hutukara já fez apelos à Funai, à Polícia Federal e ao Exército para impedirem as invasões dos garimpeiros nas áreas indígenas. Cerca de 15 mil homens já movimentaram mais de uma tonelada de ouro ilegal, no segundo semestre do ano passado, e promovem desmatamento, poluição do solo e da água e violência contra a população.
A atividade de garimpo ilegal tem se sentido à vontade para atuar a partir das sinalizações de respaldo do governo Bolsonaro. Os discursos do presidente sobre a mineração nas áreas indígenas e a expectativa com o encaminhamento em abril de 2019, da presidência para o Congresso, do projeto de legalização dos garimpos estimularam ainda mais estas atividades criminosas.
A exoneração do diretor do Ibama, militar colocado pelo próprio governo federal, depois de cumprir o que está prescrito legalmente como função do órgão, deixa clara a política de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles que é de destruição da Amazônia e das populações indígenas.
https://contrapoder.net/noticias/exoneracao-no-
1 013
A nefasta MP 936 já está fazendo estrago. Mais de um milhão de trabalhadores estão com os contratos de trabalho suspensos ou com os salários reduzidos. E a expectativa do próprio governo federal é de que esse número chegue a 24,5 milhões, 63% da força de trabalho com carteira assinada no país. Isso no momento em que as pessoas precisam de renda para aguentar a pandemia do novo coronavírus. Mais uma vez, os poderosos jogam a conta da crise nas costas do andar de baixo. Os empregos e os salários deveriam estar sendo garantidos, não cortados.
https://oglobo.globo.com/economia/mp-936-mais-de-1-milhao-de-trabalhadores-ja-tiveram-contrato-suspenso-ou-salario-reduzido-24369063?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria
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