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Érika Magalhães, diretora executiva de gente e gestão da Camil Alimentos, mostra como empresas podem integrar equipes e culturas diferentes depois de uma aquisição, preservando pessoas e conhecimento. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via Mundo Corporativo - Mílton Jung
Você sabe exatamente o que deveria fazer. Sabe há meses. E faz o de sempre.A explicação que está na mão é falta de força de vontade. É a que todo mundo usa, e ela até faz sentido. Sempre Foi Assim, de Adelino Thomazini, dá outra — e ela incomoda mais porque não tem nada de moral: você não é fraco, você é biológico.O cérebro que decide a sua segunda-feira foi montado num mundo onde ficar fora do grupo era morrer. Por isso a dor de não pertencer é física, não figura de linguagem — e a empresa onde você trabalha, para esse cérebro, é uma tribo. Dopamina, cortisol e ocitocina comandam antes de a razão acordar. Você sente, e depois racionaliza.E aí vem a parte desconfortável. Um hábito não é só repetição: é um circuito de três peças — gatilho, rotina e recompensa — e mais de quatro em cada dez decisões do seu dia passam por ele sem passar por você. Uma rotina que roda há anos precisa se defender, senão alguém desliga. E ela se defende com uma frase que soa como experiência.“Sempre foi assim” não é uma observação sobre o mundo. É o padrão falando em primeira pessoa.Neste episódio de 8 minutos: o sapiens na caverna; os hormônios como CEOs invisíveis; o escudo que trava (fugir, lutar ou congelar — e por que o que você chama de procrastinar é o congelar); o sequestro do gatilho-rotina-recompensa; a arte de desaprender e viver em versão beta; a dor que transforma; a mudança em círculos concêntricos; e a liderança que inspira em vez de controlar.A ferramenta cabe num segundo: a pausa entre o gatilho e a reação. Você sente, você nomeia o padrão, você espera. Agora existe uma escolha que um segundo antes não existia.Episódio produzido em campanha com o autor, que enviou a obra ao ResumoCast. É resumo e crítica com atribuição, não reprodução.📚 Livro deste episódio: Sempre Foi Assim — Instinto, hábito ou escolha, de Adelino Thomazini (2026)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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Você já escreveu uma meta num papel e colou no espelho do banheiro. Olhou pra aquilo todo dia, durante semanas, e um dia parou de olhar. A explicação que te venderam é que faltou fé, que você não acreditou o bastante.O livro que inventou essa promessa diz outra coisa, e diz num capítulo que quase ninguém cita. Publicado em 1910, A Ciência de Ficar Rico é o avô de quase tudo que você já ouviu sobre atrair riqueza com a mente. E é o próprio autor quem escreve que pelo pensamento você pode fazer o ouro no coração das montanhas ser impelido na sua direção — mas que ele não vai se minerar sozinho, não vai se refinar sozinho, não vai se cunhar em moeda sozinho, e não vai vir rolando pela estrada procurando o caminho do seu bolso.Neste episódio: por que a obra tem duas metades e a primeira costuma desaparecer; a cena do quadro trocado por um lote de peles, que é como o autor separa o negócio que enriquece do negócio que lesa; a regra de uma linha que você pode aplicar amanhã de manhã no seu próprio trabalho; o aviso mais curto do livro, contra a mente competitiva; e a página mais desconfortável de todas, que diz que ninguém é maior que o próprio lugar enquanto deixar por fazer qualquer parte do trabalho daquele lugar.Todas as citações foram conferidas contra a edição em domínio público (The Science of Getting Rich, Elizabeth Towne Co., Holyoke, Massachusetts, 1910) e aparecem grifadas na tela do vídeo. A tradução para o português é livre.Livro: A Ciência de Ficar Rico (The Science of Getting Rich), 1910. Wallace D. Wattles (1860-1911). Domínio público.🛒 Comprar o livro:https://ift.tt/wgFIJvk de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais.📚 Todos os livros do canal: https://ift.tt/j6lnIKz — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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Você já prometeu, numa segunda-feira, que essa semana seria diferente — e na quinta já tinha voltado a ser exatamente quem era antes? A explicação de sempre é "falta de força de vontade". Não é bem isso.Há mais de duzentos anos, um homem que passou a vida inteira lidando com erros de impressão escreveu a resposta real: se você pudesse pedir uma segunda edição da própria vida, o que chamaria de erro de impressão? O livro é a Autobiografia de Benjamin Franklin, e ele leva essa pergunta a sério a ponto de nomear os próprios erros, um por um, com data e lugar.Neste episódio: de onde vem a palavra "errata" na tipografia do século 18 e por que Franklin a usa para falar da própria vida; a lista das treze virtudes que ele riscava, semana a semana, num livrinho de bolso — e o motivo de ele nunca conseguir marcar as treze de uma vez; e a virada que sustenta o episódio inteiro — um homem tentando entender a própria vida enquanto ainda está vivendo ela, não um estadista celebrando o passado.Todas as citações foram conferidas contra a edição em domínio público (Harvard Classics, org. Charles W. Eliot, 1909) e aparecem grifadas na tela do vídeo.Livro: Autobiografia de Benjamin Franklin, escrita a partir de 1771. Publicação póstuma, 1791. Domínio público.🛒 Comprar o livro:
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Você já travou na hora de falar mesmo sabendo o assunto melhor do que quase todo mundo na sala? A explicação de sempre é timidez, ou falta de dom. Não é bem isso.Em 1915, Dale Carnegie e J. Berg Esenwein escreveram o manual de oratória que viraria o método Dale Carnegie. E ele não começa com técnica de respiração: começa com a pergunta que os alunos faziam sem parar, e com uma resposta que inverte o diagnóstico inteiro. O medo de palco não é falta de coragem nem defeito de personalidade: é um erro de ENDEREÇO da atenção.Neste episódio: o cavalo que pasta colado no trilho e o cavalo que se apavora com o mesmo trem, e por que a cura de um não é proteger o outro; por que oradores consagrados continuaram travando depois de décadas de palco; a prova de uma linha só que os autores usam para mostrar que o medo não é sobre você (o teatro pegando fogo); e a frase mais dura do capítulo, que explica por que você trava por EXCESSO de si mesmo, e não por falta.Todas as citações foram conferidas contra o texto original em domínio público (Project Gutenberg, edição 16317) e aparecem grifadas na tela do vídeo, no inglês original. A tradução para o português é livre e está identificada como tal.Livro: The Art of Public Speaking (A Arte de Falar em Público), de Dale Carnegie e J. Berg Esenwein, 1915. Domínio público no Brasil desde 1º de janeiro de 2026 (Lei 9.610/98, art. 41).Atribuição: a obra tem DOIS autores e o texto não indica qual capítulo é de quem. Por isso as ideias são atribuídas aos autores ou ao livro, nunca a Dale Carnegie sozinho.🛒 Comprar o livro:
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Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com Lorice Scalise, presidente da Roche Farma Brasil. Ela fala sobre a importância de assumir riscos, envolver as pessoas nas decisões e construir equipes que questionem e contribuam. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via CBN Professional
No Mundo Corporativo, Mílton Jung entrevista Eduardo Lemos, vice-presidente executivo de operações da Cielo. Ele mostra por que a experiência do cliente passou a orientar a inovação, explica como a inteligência artificial está mudando a operação da empresa e fala dos desafios de transformar tecnologia em resultados concretos. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via Mundo Corporativo - Mílton Jung
Você já perdeu uma discussão mesmo tendo o argumento melhor? A explicação de sempre é que as pessoas não pensam direito, ou que o mundo é injusto. Não é bem isso.Há mais de dois mil anos, o homem que inventou a lógica ocidental escreveu o motivo exato de o argumento honesto perder: e a resposta não é "as pessoas são burras". É que existem três meios de persuasão, não um só — o caráter de quem fala, a emoção de quem ouve, e o argumento em si — e quem treina apenas o argumento está lutando desarmado contra quem treina os três.Neste episódio: por que Aristóteles condena mover o júri pela emoção logo na primeira página, e no mesmo livro explica exatamente como a emoção funciona; as três qualidades que fazem você confiar em alguém (bom senso, caráter moral e boa vontade); e a virada que sustenta o episódio inteiro — o próprio pai da lógica escrevendo que o caráter, não o argumento, é o mais eficaz dos três meios de persuasão.Todas as citações foram conferidas contra o texto original em domínio público (tradução de W. Rhys Roberts, 1924) e aparecem grifadas na tela do vídeo. A tradução para o português é livre e está identificada como tal.Livro: Retórica (Ρητορική), de Aristóteles, cerca de 350 a.C. Domínio público.🛒 Comprar o livro:
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Pensa numa vez em que você teve que provar que estava bem. Não que estava certo. Que estava bem. Numa entrevista, numa conversa, num "tenha calma" dito com aquele tom. Você não escolheu o critério, não viu a régua, e mesmo assim foi medido por ela.Todo mundo acha que a discussão sobre o normal é sobre ONDE fica o limite. Em 1882, Machado de Assis escreveu uma novela que mostra que a pergunta é outra: quem segura a caneta que desenha a linha.Simão Bacamarte não é vilão. É competente, honesto e quer ajudar — e é exatamente por isso que ele é perigoso. A teoria dele exclui da razão todo caso em que o equilíbrio não seja "perfeito e absoluto". Ninguém passa nessa régua. Quatro quintos da vila acabam internados, e o número está no ofício que ele mesmo manda à câmara.Aí ele faz o que um bom cientista faria: desconfia da própria teoria. Inverte o critério e passa a internar os equilibrados — as tolerantes, as leais, as modestas. O método não mudou. Só o conteúdo da régua. Porque o método nunca foi sobre loucura: era ter um critério e o poder de aplicá-lo.No fim, Bacamarte conclui que não havia loucos em Itaguaí e que o único desequilibrado era ele. Ato contínuo, recolheu-se à Casa Verde — a mesma casa que construiu, das janelas verdes que foram o orgulho da vila. Morreu ali dezessete meses depois, no mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada.E Machado se recusa a entregar um culpado. Ele registra que alguns conjecturam que nunca houve outro louco além dele, e na frase seguinte diz que isso é boato, sem outra prova senão o boato. Porque culpado é confortável.Livro: O Alienista, de Machado de Assis, 1882. Domínio público. Edição consultada: "Papéis Avulsos" (Lombaerts & C., 1882), a coletânea original.ResumoCast — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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Faça um teste rápido: pense em quantas pessoas você conhece com quem não precisa fingir absolutamente nada. Nem o bom humor, nem que está tudo bem, nem que concorda. Se você contou nos dedos de uma mão e sobrou dedo, este episódio é sobre você.A explicação de sempre é que amizade nasce da carência: quem está sozinho procura companhia, quem está mal procura apoio. Por volta de 44 a.C., um romano que acabara de enterrar o melhor amigo escreveu exatamente o contrário, e a inversão é mais dura do que parece: é quando um homem está tão fortificado que não precisa de nada que ele mais procura e mantém amizades. Quem precisa não está buscando amizade. Está buscando socorro, e socorro acaba quando a emergência acaba.Neste episódio: por que a definição de Cícero (um acordo completo sobre todas as coisas, unido a boa vontade e afeto mútuos) fecha a porta para quase todo mundo; o teste desconfortável que separa amigo de plateia; e a frase que quase todo mundo atribui a Cícero sem saber que ele mesmo dá o crédito ao amigo Terêncio: a complacência nos ganha amigos, a fala franca ganha ódio.O veredito dele não é sobre ser antipático. É sobre custo: a fala franca causa problema se gera ressentimento, mas a complacência causa problema maior, porque ao tolerar os defeitos ela deixa o amigo despencar de cabeça na ruína. Quem sempre concorda com você não é seu amigo, e não porque seja falso, mas porque está te soltando.No fim, a conta do começo deu pouco por um motivo: você não estava contando amigos. Estava contando pessoas diante de quem dá para discordar sem perder a relação. Duas ou três assim é o número real, e não é pouco.Livro: Sobre a Amizade (Laelius de Amicitia), de Marco Túlio Cícero, 44 a.C. Domínio público.ResumoCast — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com o Marcelo Tangioni, presidente da Mastercard Brasil. Ele falou sobre a importância de conhecer a empresa para acelerar a carreira. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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O Mundo Corporativo recebe Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil. Ela explica por que preparar jovens para o primeiro emprego exige muito mais do que oferecer cursos. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via Mundo Corporativo - Mílton Jung
Você já disse essa frase. Provavelmente esta semana. A dieta, o cigarro, o treino, o livro que você ia ler antes de dormir. Você quebrou, sentiu um desconforto de meio segundo, e resolveu com quatro palavras: essa não vai contar.Em 1890, um médico americano descreveu esse exato momento. A explicação dele não menciona força de vontade uma única vez. Ela é sobre matéria.Neste episódio: por que "essa não vai contar" é uma afirmação falsa e não uma desculpa; o que é plasticidade e por que ela tem prazo; a assimetria entre enrolar e derrubar um novelo de barbante; as quatro regras práticas do capítulo e de quem elas realmente são; e a passagem sobre o bêbado Rip Van Winkle, que inverte a conversa inteira.Aviso de fidelidade: as duas primeiras regras práticas NÃO são de William James. Ele diz com todas as letras que as tirou do capítulo de Alexander Bain. A terceira e a quarta são acréscimos dele. Quem vende as quatro como invenção de James está vendendo errado.Todas as citações foram conferidas palavra por palavra contra o texto original em domínio público (Project Gutenberg, eBook 57628) e aparecem grifadas na tela. A tradução para o português é livre e está identificada como tal, porque não existe tradução brasileira em domínio público deste capítulo.O LIVRO
Princípios de Psicologia, Volume 1 (1890), capítulo IV: "Hábito"
William James (1842-1910)
Domínio público. Lei 9.610/98, art. 41: prazo vencido em 1981.CAPÍTULOS
00:00 A frase que você fala ao quebrar a dieta
01:03 O livro: William James, 1890
01:30 O novelo de barbante
02:09 Você não TEM hábitos. Você É eles
02:53 Plasticidade: a dobra que fica
04:05 As regras práticas (e de quem são)
05:01 Nunca permita uma exceção
06:07 O inferno que a gente fabrica
08:03 AS MOLÉCULAS ESTÃO CONTANDO
08:49 Não existe ninguém do outro lado da mesa
10:05 A mesma máquina conta a seu favor
11:42 A quarta regra: exercício gratuito
12:30 Aliado, não inimigoO mapa mental completo deste livro sai no nosso canal do WhatsApp. O link para entrar está na bio do Instagram: @resumocast
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Você já disse essa frase. Provavelmente esta semana. A dieta, o cigarro, o treino, o livro que você ia ler antes de dormir. Você quebrou, sentiu um desconforto de meio segundo, e resolveu com quatro palavras: essa não vai contar.Em 1890, um médico americano descreveu esse exato momento. A explicação dele não menciona força de vontade uma única vez. Ela é sobre matéria.Neste episódio: por que "essa não vai contar" é uma afirmação falsa e não uma desculpa; o que é plasticidade e por que ela tem prazo; a assimetria entre enrolar e derrubar um novelo de barbante; as quatro regras práticas do capítulo e de quem elas realmente são; e a passagem sobre o bêbado Rip Van Winkle, que inverte a conversa inteira.Aviso de fidelidade: as duas primeiras regras práticas NÃO são de William James. Ele diz com todas as letras que as tirou do capítulo de Alexander Bain. A terceira e a quarta são acréscimos dele. Quem vende as quatro como invenção de James está vendendo errado.Todas as citações foram conferidas palavra por palavra contra o texto original em domínio público (Project Gutenberg, eBook 57628) e aparecem grifadas na tela. A tradução para o português é livre e está identificada como tal, porque não existe tradução brasileira em domínio público deste capítulo.O LIVRO
Princípios de Psicologia, Volume 1 (1890), capítulo IV: "Hábito"
William James (1842-1910)
Domínio público. Lei 9.610/98, art. 41: prazo vencido em 1981.CAPÍTULOS
00:00 A frase que você fala ao quebrar a dieta
01:03 O livro: William James, 1890
01:30 O novelo de barbante
02:09 Você não TEM hábitos. Você É eles
02:53 Plasticidade: a dobra que fica
04:05 As regras práticas (e de quem são)
05:01 Nunca permita uma exceção
06:07 O inferno que a gente fabrica
08:03 AS MOLÉCULAS ESTÃO CONTANDO
08:49 Não existe ninguém do outro lado da mesa
10:05 A mesma máquina conta a seu favor
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Existe um tipo de infelicidade que ninguém tem coragem de dizer em voz alta: a de quem está num lugar bom.O emprego que os seus amigos queriam. A casa que a sua família sonhou por trinta anos. E mesmo assim você acorda com uma coisa presa no peito que não tem nome.Faz quase três mil anos que existe um texto explicando exatamente por quê. E a cena que explica é essa: um homem sentado numa praia, chorando, no lugar que qualquer pessoa do mundo chamaria de paraíso.Todo mundo repete que Ulisses levou dez anos pra voltar da guerra. É verdade. Mas sete desses dez anos ele passou parado numa ilha só, e a ilha não era masmorra nenhuma. Era um paraíso, com fontes, videiras e flores. E a dona da ilha era uma deusa que ofereceu a ele o preço mais alto que uma história pode oferecer: "comigo em laço estreito, imortal ficarias". Nunca mais morrer.Quando Ulisses responde, ele faz algo que quase nenhum personagem faz. Ele não diz que amava mais a esposa. Ele diz o contrário: "eu sei que em tudo a prudente Penélope transcendes". Ou seja: eu sei que você ganha dela em tudo. E eu quero ir embora do mesmo jeito.Ele não escolheu a melhor opção. Escolheu a que era dele.Neste episódio de 9 minutos: a oferta de Calipso no Canto V, o pranto na praia, o conceito grego de nostos, por que a frase "o que importa é a viagem, não o destino" contradiz o próprio livro, e a cama de oliveira que era o único documento de identidade que sobrou depois de vinte anos.Todas as citações foram conferidas palavra por palavra contra a tradução integral de Manoel Odorico Mendes, em domínio público.Fica uma pergunta que o episódio não responde por você: se tirassem hoje tudo que você não escolheu, o que ficaria enraizado?📚 Livro deste episódio: Odisseia, de Homero (século VIII a.C.)📖 Onde ler: obra em domínio público, dá para ler gratuitamente.🔎 Ver edições da Odisseia na Amazon📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brComo participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com Mari Pinudo, gerente-geral da Adobe no Brasil. Ela falou sobre como se prepara vivenciar as transformações do mercado. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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A frase estava pronta. Era verdadeira. E mesmo assim o seu dedo foi no apagar.Em 1881, Machado de Assis respondeu por que isso acontece, e fez algo que ninguém tinha feito antes: escreveu um livro inteiro do ponto de vista de um homem morto.Não foi capricho. Era a única condição em que aquele narrador podia falar.Antes da primeira linha do livro, Machado escreveu uma dedicatória. Não para a esposa, não para o leitor: para um verme. Repare em quem ficou de fora dessa lista: todo mundo que ainda podia cobrar alguma coisa dele.Porque não é falta de coragem. É uma conta. Você calcula o preço de cada frase antes de dizer, e o cálculo é tão rápido que você nem percebe que calculou.Brás Cubas só parou de calcular quando não tinha mais nada a perder. Sobre uma mulher que amou, ele escreveu: "Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis." Meses e dinheiro na mesma conta, sem uma linha de defesa. Nenhum memorialista vivo assina isso.Em 7 minutos, este episódio mostra: a dedicatória ao verme, a inversão do defunto autor, o que o efeito de desinibição online (John Suler, 2004) explica sobre a sua conta anônima, e o arrependimento número um de quem está morrendo, registrado pela enfermeira Bronnie Ware.Todas as citações foram conferidas palavra por palavra contra uma edição integral de domínio público, e aparecem grifadas na tela.Fica uma pergunta que o episódio não responde por você: quantas mensagens você apagou essa semana?📚 Livro deste episódio: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (1881)📖 Onde ler: obra em domínio público, dá para ler gratuitamente (procure em Domínio Público, Gutenberg ou archive.org).🔎 Ver edições e livros relacionados na Amazon📲 Quer a imagem completa do mapa mental para guardar? Procura no Instagram @resumocast, lá tem a versão pra baixar e revisar quando quiser.🔗 resumocast.com.brComo participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso, é uma forma de apoiar o canal sem custo. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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No Mundo Corporativo, Mílton Jung conversa com Mariana Achutti, CEO da New New. Ela mostra porque aprender continuamente deixou de ser uma opção para profissionais e empresas. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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