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IG: Ghost.opesp Sem política, sem religião, só violência.

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O Корректировщик огн desempenha um papel similar, mas focado no poder da artilharia: ele atua como um observador avançado que identifica alvos no campo de batalha e realiza a correção balística do fogo [https://imgur.com/a/lfbDU99]. Em poucas palavras, ele observa, identifica, coleta as coordenadas precisas do alvo, transmite as informações para a artilharia, seja ela de morteiros ou obuses, e conduz os ajustes dos disparos. No caso do KSSO, esses especialistas também operam no campo estratégico, coordenando ataques de mísseis de cruzeiro e balísticos de médio e longo alcance contra alvos de alto valor (HVT) lançados por navios, submarinos, aeronaves e lançadores móveis terrestres. Durante a campanha na Síria, por exemplo, esses especialistas do KSSO foram o braço direito e o elo integrador para o emprego do poder de fogo de longo alcance das forças russas, tendo sido por muitas vezes os responsáveis por transformar a força bruta da aviação de combate, dos mísseis e da artilharia em ataques de precisão. Podemos observar através de alguns registros o papel fundamental que eles desempenharam nesse âmbito durante a campanha na Síria [https://imgur.com/a/D9MySl7]. Agora, voltando ao cenário das batalhas por Bucha e Irpin, é interessante também levarmos em consideração um fator que teve um impacto significativo em todo o eixo de Kiev: o emprego descentralizado da artilharia ucraniana. Diferente de um uso mais tradicional e concentrado, a artilharia ucraniana operou de forma dispersa, móvel e muitas vezes integrada a pequenas unidades, o que dificultava sua detecção e neutralização. Esse emprego permitiu que a artilharia ucraniana mantivesse uma pressão constante sobre as colunas russas e os pontos de apoio logístico, mesmo diante da superioridade aérea e de fogo das forças russas. Em áreas como Gostomel, Bucha, Irpin e Moshchun, as unidades russas e suas posições eram engajadas repetidamente e com pouca previsibilidade a partir de múltiplas direções por fogo de morteiros, obuses e foguetes. Tendo isso em mente, podemos imaginar que os elementos SSO envolvidos nos combates em Bucha e Irpin, incluindo aí o Senezh, possam ter operado não apenas em suas funções mais clássicas de reconhecimento e sabotagem, mas também na identificação e designação das peças de artilharia ucranianas. Nesse cenário, eles podem ter realizado ações de contra-bateria em coordenação com a aviação de combate e a própria artilharia russa, que também desempenharam um papel central naquela frente. Outro ponto que pode nos ajudar a entender, ainda que de forma indireta, a atuação das unidades SSO em Bucha e Irpin, são os casos registrados durante fevereiro e março envolvendo a morte de militares russos por ação de atiradores ucranianos no. Ao longo das primeiras semanas da invasão, houve diversos casos de morte de oficiais de alta patente e comandantes próximos à linha da frente [https://imgur.com/a/uffM3am]. Esse tipo de ameaça, especialmente em um cenário como o de Bucha e Irpin, pode causar um impacto desproporcional devido ao efeito negativo que a perda de um comandante gera na capacidade de comando e controle das unidades em avanço. Além do mais, a presença de atiradores de precisão bem posicionados pode, por si só, desorganizar formações de combate, limitar a liberdade de movimento das unidades e, em alguns casos, atrasar ou até interromper avanços, mesmo quando enfrentando forças numericamente superiores, que era a situação dos atiradores ucranianos.

Se olharmos para esses registros e considerarmos a possibilidade de que as unidades SSO tenham compartilhado os mesmos eixos de progressão das colunas da Rosgvardia e do Exército durante os primeiros dias da invasão, podemos inferir que elas participaram, pelo menos em parte, da dinâmica operacional desse avanço. Isso inclui, teoricamente, desde o suporte especializado nos deslocamentos até os confrontos travados ao longo do caminho. Seguindo essa linha de raciocínio, surge a possibilidade de que o Senezh tenha participado dos combates nas áreas onde essas colunas enfrentaram alguma resistência ucraniana, como, por exemplo, em Ivankiv. Em 26 de fevereiro, o Senezh alcançou a cidade de Gostomel, a noroeste de Kiev. Isso foi confirmado por um operador da unidade com o qual o ADM que vos fala teve contato, mas sem detalhes. No dia 24, após a força de assalto aerotransportada da VDV, composta pelas 45ª e 31ª brigadas, tomar o aeródromo Antonov, adjacente à cidade de Gostomel, o grupo acabou por ficar isolado das forças russas que vinham do norte por terra. Aproveitando-se disso, as unidades ucranianas se reagruparam e lançaram um contra-ataque contra o aeródromo, cercando as tropas da VDV nele entrincheiradas. Como não existem evidências de que o Senezh tenha participado diretamente da operação para tomar o aeródromo, o cenário mais provável que podemos supor é que, ao alcançar a área nos dias 25 ou 26, a unidade tenha atuado para romper o cerco, protegendo os flancos e auxiliando os paraquedistas e outras unidades no avanço subsequente para o subúrbio de Gostomel. Com a chegada dos reforços que vinham do norte, as forças russas iniciaram o avanço contra as cidades de Bucha e Irpin, travando uma complexa batalha urbana na qual o papel das unidades SSO, incluindo o Senezh, se torna ainda mais crítico e, ao mesmo tempo, difícil de mapear. Aqui, novamente entramos no campo das suposições, uma vez que não há nada disponível publicamente que forneça detalhes sobre a participação das unidades SSO durante as batalhas por ambas as cidades – embora definitivamente estivessem lá. Sendo assim, é interessante olharmos para as capacidades operacionais do Senezh, que pode nos dar uma ideia de como a unidade atuou nestas batalhas; Apesar de os vídeos oficiais do KSSO no conflito mostrarem o Senezh realizando principalmente ações de emboscada e sabotagem na fronteira, o espectro de missões da unidade não se restringe apenas a isso, sendo ela capaz de desempenhar uma ampla gama de diferentes tipos de tarefas operacionais; Nos TsSNs do KSSO, existem especialistas como o Корректировщик огн e o Авианаводчик (ПАН). O ПАН é essencialmente um designador de alvos, corretor de fogo e gestor de espaço aéreo, que atua como o elo de integração entre as forças em solo e a aviação de combate [https://imgur.com/a/zIwRODE]. Em poucas palavras, ele orienta o piloto na identificação do alvo, guia o armamento ou a aeronave de ataque até o impacto e corrige o fogo. Além das funções de ataque, ele também é capaz de estabelecer e controlar zonas de pouso para aeronaves de transporte em ambientes de conflito [https://imgur.com/a/Gl3T8Wu].

Não é possível encontrar evidências convincentes sobre as primeiras ações do Senezh logo no início da invasão no norte da Ucrânia. Ainda assim, podemos ter uma ideia inicial se considerarmos algumas informações presentes nos relatórios de instituições “Think Tank”, como a RUSI e o ISW, que produziram análises sobre os estágios iniciais do conflito; De acordo com esses relatórios, antes da invasão em larga escala, elementos especiais russos se infiltraram na região de Chernobyl e Kiev, onde realizaram reconhecimento técnico para identificar e designar alvos da defesa aérea e das comunicações das Forças Armadas Ucranianas. Mais tarde, já no início da invasão, esses elementos especiais teriam, em coordenação com a aviação de combate e a força de mísseis, “iluminado” os alvos e realizado supressão eletrônica. Segundo os relatórios, isso tinha como objetivo estabelecer um corredor aéreo seguro através do qual a força de assalto aerotransportada da VDV voaria até o aeródromo Antonov, em Gostomel, a cerca de 25 km de Kiev. Esse tipo de ação descrita acima bate com o perfil operacional dos TsSNs do KSSO, especialmente o Senezh, cuja especialização inclui ações diretas envolvendo infiltração, reconhecimento e sabotagem em território hostil, politicamente sensível ou negado. Isso levanta a possibilidade de que, se os relatórios estiverem certos, essas ações tenham sido levadas a cabo pelo Senezh – mas sem descartar, claro, outras unidades igualmente capazes que também estiveram naquela frente, como o TsSN “Kubinka-2” e as diretorias do CSN do FSB. Mapear as atividades do Senezh no eixo de Kiev é bastante difícil devido à falta de registros visuais diretos da unidade nessa frente. Mesmo assim, alguns registros envolvendo as unidades SSO nos primeiros dias da invasão podem nos ajudar a entender como o Senezh pode ter operado naquele eixo; Em 24 de fevereiro de 2022, uma grande coluna de veículos SSO, possivelmente do Senezh, foi filmada por militares da 37ª Brigada de Fuzileiros Motorizados numa das rodovias ucranianas, provavelmente a P02, seguindo em direção à região de Kiev [https://t.me/rezhim_b/2164]. Em uma entrevista feita pelo canal russo “Recon Med”, na qual foi entrevistado um operador com indicativo de chamada “Fort”, membro de uma das unidades da Rosgvardia que participaram do eixo de Kiev, foram discutidos os eventos nessa frente na perspectiva do operador e sua unidade [https://t.me/uznikwarriorassault/818]. Durante a entrevista, no minuto 29:30 do vídeo, “Fort” relata: “Ao entrar em Katyuzhanka e observar o que havia ao redor, encontramos as unidades SSO, os caras da VDV, encontramos SOBR e OMON de diferentes regiões”. Em seguida, são mostrados trechos de um vídeo gravado por volta do início de março, que mostram um grande acampamento das unidades SSO num bosque na área do assentamento de Katyuzhanka, onde podemos observar possivelmente os mesmos veículos do vídeo gravado pelos militares da 37ª Brigada de Fuzileiros Motorizados. Katyuzhanka é um assentamento localizado 55 km a noroeste de Kiev, que foi um dos principais centros de comando e nós logísticos usados pelas forças russas para avançar contra as localidades da margem oeste do Rio Irpin [https://imgur.com/a/eqG2yFF]. Também em 24 de fevereiro, surgiu nas redes sociais uma foto que mostra o coronel Dmitry Shalov, um dos comandantes do TsSN “Kubinka-2”, ao lado de Danil Martynov, o então vice-chefe do Distrito Federal da Rosgvardia na Chechênia [https://imgur.com/a/opmiufd]. Em outra foto tirada no mesmo local, Martynov aparece ao lado do coronel Magomed Tushayev, que naquele momento era o comandante do 141º Regimento Motorizado Especial da Rosgvardia [https://imgur.com/a/id0NfFh]. Ambas as fotos mostram veículos blindados do exército ao fundo.

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#Spetsnaz O TsSN “Senezh” na Guerra da Ucrânia: cronologia, análise e reconstrução do trabalho operacional dos “girassóis” no conflito. Parte I - Eixo de Kiev (24 Fevereiro - 01 Abril).

Molot Sles

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