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“Velai e orai!”, portanto, não é uma expressão vazia. Por
enquanto a matéria fina existente em ti ainda se acha protegida por teu corpo, sustentada como que por uma firme âncora.
Quando sobrevier o desenlace, na assim chamada morte e
decomposição do corpo, estarás então sem essa proteção e como matéria fina serás irresistivelmente atraído pela igual espécie, seja alta ou baixa, não poderás fugir. Somente uma grande força propulsora poderá ajudar-te a subir, tua firme vontade em demanda das coisas elevadas, boas, transformando-se em saudade e em intuição e, com isso, também no vivenciar e na realidade, segundo a lei do mundo de matéria fina, que só conhece intuição.
Por isso, trata de preparar-te desde já com essa vontade, para que na ocasião da transformação, que pode sobrevir a qualquer
hora, essa vontade não possa ser subjugada por desejos terrenais demasiado fortes! Acautela-te, criatura humana, e vigia!
*O Filho Do Homem*
E a minoria? Seus espíritos ainda vibram na vontade de Deus. São ativos e influenciam as almas no sentido certo. Contudo, mesmo essa minoria também corre perigo! A imoralidade, que hoje impera na Terra, alastra-se mais rapidamente do que uma epidemia, envenenando e arrastando também as criaturas humanas de boa vontade para o abismo.
O leitor poderia perguntar então de onde os corpos terrenos e anímicos conseguem as suas forças, quando os espíritos, aos quais pertencem, são inativos, indolentes ou até adormecidos.
Existe somente uma única força! Essa força viva penetra em tudo o que foi criado. Traspassa também os espíritos indolentes, as almas e os corpos, isto é, até que estes sejam riscados para sempre do Livro da Vida. Essa mesma força de vida, que tudo alimenta e sustenta, pode ser utilizada tanto para o bem como para o mal. O ser humano pode escolher, porém ficará sujeito às conseqüências de sua escolha, infalivelmente.
*Espírito - Alma - Corpo Terreno*
Como já foi anteriormente mencionado, a criatura humana é constituída de espírito, alma (muitas vezes para a alma é usada a designação de "corpo astral") e o corpo terreno.
O corpo terreno grosseiro e o corpo astral mais fino são necessários ao espírito para que este possa atuar nas matérias grosseira e fina. Sem estes dois corpos auxiliares, o espírito humano, como tal, seria incapaz nas matérias.
Um sábio egípcio da antigüidade esclareceu a seus alunos, com toda a razão, que o espírito humano possui duas casas nas quais ele é dono absoluto... Os alunos não ficaram satisfeitos com a explicação e perguntaram o porquê disso. O sábio respon- deu-lhes com outra pergunta. Indagou se um dos alunos poderia explicar-lhe por que as frutas tinham casca.
Os dois corpos auxiliares são, na realidade, apenas dois invó- lucros, sob cuja proteção e auxílio o espírito pode amadurecer, desenvolver-se e atuar na matéria.
Ao corpo terreno foi dado o raciocínio, e à alma a intuição. A alma com sua capacidade intuitiva encontra-se mais próxima do espírito; ela assimila de maneira concentrada a força e o querer dele, conduzindo-os para o raciocínio do corpo terreno de matéria grosseira.
O raciocínio tem a incumbência de executar na matéria o querer do espírito, a ela adaptado e transmitido pela intuição. Ele, o raciocínio, possui o dom de poder refletir e ponderar exatamente sobre tudo.
A intuição da alma não possui este dom. Tudo o que aflui para ela é logo intuído, profundamente vivenciado e parcialmente retransmitido para o raciocínio. Por esta razão, as impressões deixadas pelas formas da intuição são muito mais eficazes e de alcance mais amplo.
A capacidade intuitiva da alma fora, pois, determinada para retransmitir o querer do espírito para o raciocínio, sem nenhuma turvação. E o raciocínio preso à matéria deveria ter formado uma espécie de estação transformadora para tornar o querer do espírito, recebido pela intuição, aproveitável na Terra.
Estava na vontade de Deus que assim tudo acontecesse! Origi- nalmente, no princípio dos tempos, e ainda muito tempo depois, tudo o que era espiritual humano se orientava segundo as leis da Criação, nas quais está ancorada a vontade de Deus.
Depois, no entanto, veio a época na qual o ser humano não mais deu ouvidos aos sentimentos intuitivos influenciados pelo espírito. Eram-lhe incômodos. Não mais necessitava deles. Seu
raciocínio, tão-só, era suficientemente sagaz para vencer na vida terrena! Dessa maneira, iniciou-se o pecado contra o espírito!
O espírito, ligado à luz, apesar de tudo, continuava a atuar. A alma recebia, mediante a sua capacidade intuitiva, o querer espiritual para retransmiti-lo. A humanidade terrena, porém, fechou-se à voz transmitida pela intuição.
Durante longo tempo, isto é, durante centenas de milênios conforme a cronologia terrena, os espíritos empenharam-se sempre de novo em penetrar nos invólucros que se tornavam cada vez mais espessos, procurando exortar e advertir a humanidade. Todos os esforços, porém, foram inúteis.
A humanidade terrena deixou-se guiar somente por ponderações do raciocínio. A alma condenada à inatividade tornou-se mais densa e mais pesada, e os espíritos humanos, outrora ligados à luz, cansaram-se, perderam as forças e tornaram-se sonolentos e indolentes.
O raciocínio reina sobre a Terra. As almas ou corpos astrais, que nada mais recebiam para retransmitir dos espíritos indolentes e cansados, ficaram sob a influência das trevas.
Enquanto as almas se encontravam sob a influência dos próprios espíritos alertas, reinavam na Terra a felicidade, o amor, a alegría, a harmonia e a paz.
Mais tarde, porém, quando os espíritos provenientes das profundezas trevosas se apossaram das almas humanas, utilizando-as para suas finalidades, as criaturas humanas começaram a conhecer a desconfiança, a inveja, o ódio, os ciúmes e toda a sorte de paixões e vícios. Dessa maneira, as trevas dominaram quase todo o gênero humano.
Para bem se esclarecer a diferença de origem entre o ser humano e o animal, faz-se mister uma divisão mais pormenorizada da Criação do que até agora.
As expressões usuais como “alma coletiva” do animal, em contraposição ao “eu” individual do ser humano, não obstante ser coisa bem acertadamente pensada, não são suficientes. Mas delineia-se
aí, mui largamente, apenas o geral e o que se acha mais próximo ao
terrenal, porém não se menciona a diferença propriamente.
Necessário se faz aqui conhecer o desenvolvimento da Criação
que está explicado na dissertação “Desenvolvimento da Criação”.
Para uma visão geral mais fácil sejam reproduzidos os princi-
pais degraus de cima para baixo:
1. Divino:
{ Divino-inenteal = Deus
{Divino-enteal
2.Espirito - enteal:
{Espírito-enteal consciente
{Espírito-enteal inconsciente
3. Enteal:
{Enteal consciente
{Enteal inconsciente
4. Matéria:
{Matéria fina
{Matéria grosseira
O ser humano tem sua origem espiritual no espírito-enteal
inconsciente. O animal, por sua vez, tem sua origem enteal no enteal inconsciente. Entre esses dois planos há uma diferença gigantesca. O núcleo vivificador do ser humano é espírito.
O núcleo vivificador do animal, porém, é enteal.
*O Filho do Homem* descende igualmente do divino-inenteal. Devido à ligação com o espírito-enteal consciente, sua apartação cumpriu-se como necessidade de permanecer separado e também ao mesmo tempo estar imediatamente ligado com o divino-inenteal, a fim de que possa ficar eternamente como mediador entre Deus e Sua obra. Depois que Lúcifer, procedente do divino-enteal, falhou em sua atuação, teve de ser enviado em seu lugar um mais forte, que o algemasse e auxiliasse a Criação. Por isso descende o Filho do Homem, a isso destinado, do divino-inenteal. Ao divino-enteal se liga, pois, a Criação.
ligados, realmente, teriam sido em vão.
Chegou-se assim hoje a tal ponto que nem é mais possível
a muitos cientistas se expressarem perante pessoas simples de
modo claro e compreensível, isto é, de maneira simples. Tal
empenho, agora, exigiria decerto o estudo mais difícil e toma-
ria mais tempo do que uma geração inteira. Antes de tudo,
para muitos resultaria desagradavelmente, pois então apenas
sobressairiam ainda aquelas pessoas que tivessem algo a dar à
humanidade com real capacidade, estando com isso dispostas
a servi-la.
Atualmente, para a generalidade, é característica marcante do
mundo dos cientistas a mistificação por incompreensibilidade
como semelhantemente já foi hábito em assuntos eclesiásticos,
onde os servidores de Deus terrenalmente escolhidos como
guias e condutores só falavam em latim a todos quantos bus-
cavam devoção e elevação, o que estes não entendiam e, por-
tanto, também não podiam abranger nem assimilar, somente
com o que conseguiriam obter algum lucro. Os servidores de
Deus poderiam ter falado igualmente em siamês na ocasião, com
o mesmo insucesso.
O verdadeiro saber não deve precisar tornar-se incompreensível, pois encerra em si ao mesmo tempo a faculdade, a necessidade, sim, de se expressar com palavras singelas.
A Verdade é, sem exceção, para todas as criaturas huma-
nas, pois estas se originam dela, porque a Verdade é viva no espírito-enteal, o ponto de partida do espírito humano. Daí se infere que a Verdade pode ser compreendida também em sua singeleza natural por todas as criaturas humanas. Tão logo, porém, ao ser transmitida se torne complicada e incompreensível, não permanece mais pura e verdadeira, ou então as descrições se perdem em coisas secundárias que não têm aquele sentido como o núcleo.
Esse núcleo, o autêntico saber, tem de ser compreensível a
todos. Algo artificialmente arquitetado, por sua distância da naturalidade, pode conter em si apenas pouca sabedoria. Quem não é capaz de transmitir o verdadeiro saber de modo simples e
natural, não o compreendeu, ou então procura encobrir algo
involuntariamente, ou se apresenta como um boneco enfeitado e sem vida.
Quem na lógica ainda deixar lacunas e exigir crença cega,
reduz a um ídolo defeituoso o Deus perfeito e prova que não se acha no caminho certo, não podendo, portanto, guiar com segurança. Seja isso uma advertência a cada perscrutador sincero!
*O Filho Do Homem.*
A separação entre a humanidade e a ciência essa separação não precisava existir, porque a humanidade
inteira tem pleno direito à ciência. Pois esta procura apenas tornar mais compreensível a dádiva de Deus, a Criação. A atividade propriamente de cada ramo da ciência se encontra na tentativa de perscrutar mais de perto as leis do Criador, a fim de que essas, pelo seu conhecimento mais apurado, possam ser utilizadas mais proveitosamente para o bem da humanidade.
Tudo isso não é nada mais do que um submeter-se à vontade divina.
Visto que a Criação e as leis da natureza ou de Deus, as quais
a mantêm, são tão nítidas e simples em sua perfeição, deveria resultar como consequência lógica uma explicação singela e simples por parte de quem realmente as tenha reconhecido.
Estabelece-se aqui, porém, uma diferença sensível que por sua natureza malsã abre um abismo cada vez mais amplo entre a humanidade e os que se cognominam discípulos da ciência, isto
é, discípulos do saber ou da Verdade.
Estes não se expressam de modo tão simples e natural como corresponderia à Verdade, portanto ao verdadeiro saber, sim, como a Verdade, acima de tudo, requer como consequência
natural.
Tem isso duas causas ou, mais precisamente, três. Pelos
esforços, especiais segundo sua opinião, dedicados aos estudos, esperam uma posição de destaque. Não querem se convencer de que tais estudos constituem também apenas um empréstimo tomado à Criação formada, conforme semelhantemente faz um simples camponês pela serena observação da natureza, para ele necessária, ou outras pessoas em seus trabalhos práticos o
devam fazer.
Além disso, um discípulo da ciência sempre terá de se
expressar sem clareza, pela natureza da coisa, enquanto não se
aproximar direito da Verdade em seu saber. Só quando tiver
compreendido realmente a própria Verdade, tornar-se-á, também
por causa da natureza da coisa, necessariamente simples e
natural em suas descrições.
Não é, pois, segredo algum que exatamente os que nada
sabem, em suas fases transitórias para o saber, gostam de falar
mais do que os próprios entendidos e terão aí de se servir sempre
da falta de clareza, porque de outra maneira não são capazes, se
ainda não tiverem diante de si a Verdade, isto é, o real saber.
Em terceiro lugar, existe realmente o perigo da maioria das
criaturas humanas dar pouco apreço à ciência, se esta quiser
mostrar-se com o manto natural da Verdade. Os seres humanos a
achariam “natural demais” para poder dar-lhe muito valor.
Não raciocinam que exatamente isso é o único certo, pro-
porcionando inclusive o padrão para tudo quanto é legítimo
e verdadeiro. A garantia da Verdade reside, tão só, na sua evi-
dência natural.
Mas para tanto os seres humanos não serão tão facilmente
convertidos, pois também não quiseram reconhecer em Jesus o
Filho de Deus, porque ele lhes veio “demasiadamente simples”.
Os discípulos da ciência sempre estiveram muito bem a par
desse perigo. Por isso fecharam-se cada vez mais, por sagaci-
dade, à simplicidade natural da Verdade. A fim de fazer valer a si
mesmos e a sua ciência, criaram, em suas reflexões cismadoras,
obstáculos cada vez mais difíceis.
O cientista, destacando-se da massa, desprezava finalmente
expressar-se de modo simples e compreensível a todos. Muitas
vezes apenas pelo motivo, por ele próprio mal conhecido, de que
certamente não lhe restaria muito de destaque, se não formasse
um modo de expressão que, necessariamente, só em longos anos
de estudos poderia ser aprendido de modo especial.
O fato de não se tornar compreensível a todos, criou-lhe, com
o tempo, uma primazia artificial, que foi conservada a qualquer preço pelos alunos e sucessores, visto que do contrário, para
muitos, os estudos de anos e os sacrifícios monetários a isso
Linha Alcântara onde ROMPEU a BARRAGEM 14 DE JULHO - NADA AQUI FOI NATURAL.
https://youtube.com/watch?v=NhNGz_Io1w0&si=UhvXglxi95cxwDAq
