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Santo Afonso Maria de Ligorio

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Santo Afonso ,modelo das virtudes fundamentais @DivulgacoesCatolicas_bot

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— Cortai aquela árvore, que não produz fruto, e atire-a ao fogo; para que deverá ocupar mais tempo e lugar? Ai de mim! Há tantos anos que abracei a vida religiosa, fui favorecido com tantos dons para ser santo, e até agora que frutos haveis Vós, meu Senhor, colhido de mim? — Vós, porém, não quereis que desespere, senão que confie em vossa misericórdia. Dissestes: Petite et accipietis; buscai e recebereis (4). Já que tanto desejais que peça graças, a primeira que Vos peço é o perdão de todos os desgostos que Vos dei. Deles arrependo-me de todo o coração, considerando que paguei os vossos benefícios com ofensas e amarguras. A segunda graça que Vos peço, é o dom do vosso santo amor e a perseverança no mesmo até à morte. É de sobejo justo que eu ame muito a um Deus que por mim deu o sangue e a vida. Finalmente, a terceira graça que Vos peço, ó meu Jesus, é que me deis força para guardar de hoje em diante cada regra de minha Ordem, por menor que seja, e para este fim renovo os meus votos. Não quero, ó Senhor, que ainda viva em mim a minha própria vontade, mas unicamente a vossa. Fazei-me conhecer pelos meus Superiores o que desejais de mim, e dai-me força para o executar. Protesto que Vos quero obedecer à custa de qualquer sacrifício. — Ó Maria, minha Mãe, falai por mim a vosso divino Filho e impetrai-me a santa perseverança. (*IV 84.) Referências: (1) Sb. 3, 11. (2) Pr. 5, 23. (3) Lc. 13, 7. (4) Jo. 16, 24. (LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 131-133)

Meditações de Santo Afonso de Ligório: Semana de Pentecostes Quarta-feira Necessidade da observância regular para um religioso Fili mi… custodi legem atque consilium, et erit vita animae tuae — “Filho meu… guarda a lei e o conselho, e terá vida a tua alma” (Pr. 3, 21). Sumário. Cumpre observar que a predestinação dos religiosos está ligada à observância da Regra. Quem a transgride habitualmente, muito embora em coisas pequenas, posto que faça muitas outras coisas boas, não progredirá nunca na perfeição e trabalhará sem fruto. Foi por estas transgressões que começou a ruína de tantos que agora vivem fora da Ordem e talvez estão ardendo no inferno. Façamos muito caso da Regra; imaginemos que somente nós a temos de guardar; e se virmos outros faltar à observância, procuremos suprir os seus defeitos. I. São Francisco de Sales escreveu a seguinte célebre sentença: A predestinação dos religiosos está ligada à observância das regras. Quer com isso dizer que o único caminho para a salvação e a santidade para os religiosos é a observância das regras; outro caminho qualquer não os poderia levar a este termo. Um religioso, pois, que habitualmente transgride algum ponto da Regra, nunca se adiantará um passo sequer na perfeição, posto que praticasse muitas penitências e orações, pregasse ao próximo ou fizesse outras obras espirituais. Trabalhará, mas sem fruto, e verificar-se-á nele o que diz o Espírito Santo: “Os que não fazem caso da disciplina, são infelizes e esperam em vão; porque os seus esforços ficarão sem fruto e inúteis serão as suas obras.” (1) Nem serve dizer que se trata de coisas pequenas; porque as prescrições da Regra são todas importantes, e, quando guardadas, conduzem à alta perfeição. Costumava dizer o Bem-aventurado Egídio: “Um leve descuido nos pode fazer perder uma grande graça.” — Não se guardem numa Comunidade os pequenos pontos da Regra, e não será mais um horto de delícias para Jesus Cristo, mas um antro de desordens, confusões e defeitos. Daí resultará afinal o relaxamento da Ordem inteira, porque a falta de observância passará de uma Comunidade para outra, e das transgressões de coisas leves se passará para a transgressão das grandes. Oh! Que satisfação tem o demônio ao ver um religioso que começa a não fazer caso das coisas pequenas! O espírito maligno sabe por experiência que, quando alguém contraiu o hábito de não fazer caso das faltas leves, em breve deixará de fazer caso das faltas graves, relativas aos votos. Nemo repente fit turpissimus, diz São Bernardo. Ninguém se torna de uma vez, de bom que era, um grande celerado; mas os que finalmente caíram nos maiores pecados, começaram com faltas mui pequenas. — Persuade-te de que foi por aí que começou a ruína de tantos confrades teus, que agora vivem fora da Ordem, e quiçá estão ardendo no inferno. O princípio foi o pouco caso das pequenas regras do Instituto: Ipse morietur, quia non habuit disciplinam (2) — “Ele morrerá, porque não guardou a disciplina”. II. Santa Maria Magdalena de Pazzi dava os seguintes três belos conselhos acerca da observância das regras: “Estima as tuas regras tanto como estimas ao próprio Deus; faze como se fosses o único que as tem de observar; e se outros cometem faltas, procura suprir aos seus defeitos.” Imaginemos, meu irmão (minha irmã), que o nosso santo Fundador (a nossa santa Fundadora) nos repete cada dia estes mesmos conselhos, e cada noite, no exame da consciência, perguntemos a nós mesmos, se ele (ela) pode estar satisfeito do modo como naquele dia guardamos a observância exata. — É o que devem fazer especialmente os que tem cargo de Superior, ou estão há mais tempo na Ordem, porque o exemplo destes influi muito no espírito dos mais novos. É esta também a melhor pregação que um religioso possa fazer aos seus confrades, porquanto, como diz Santo Ambrósio, persuadem mais os exemplos que entram pela vista, do que as exortações que entram pelo ouvido: Citius persuadent oculi, quam aures. Meu Deus, sou eu a árvore que já de há muito devia ter ouvido a sentença do Evangelho: Succide illam (3).

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Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II Maria Santíssima, modelo de pobreza O divino Redentor, para nos ensinar a desprezar os bens do mundo, quis sempre ser pobre nesta terra. E a Santíssima Virgem seguiu-lhe o exemplo, mostrando-se a sua discípula mais perfeita, porque ela também nasceu, viveu e morreu na maior pobreza. Somos nós também amantes de tão bela virtude e dos incômodos que a acompanham?… Esforcemo-nos a todo custo por imitar a nossa querida Mãe, lembrando-nos de que o que ama as comodidades e as riquezas, nunca será santo.

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Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II O nada dos bens do mundo É preciso pesar os bens na balança de Deus e não na do mundo enganador. Olhemos não somente os bens que possui tal Senhor, mas atentemos também no que leva consigo na morte. Perguntemos a todos esses ricos, sábios, príncipes e imperadores, que entraram na eternidade e estão queimando no inferno: Que vos restou das pompas, delícias e riquezas gozadas na terra? Todos respondem: “Nada! Os nossos gozos passaram qual sombra, e nada nos resta senão uma eterna desesperação.” Sirva a desgraça dos outros de exemplo para nós!

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Exatamente um mês depois de Dom Marcel Lefebvre, faleceu Dom Antônio de Castro Mayer, um brasileiro foi o braço direito de Do
Exatamente um mês depois de Dom Marcel Lefebvre, faleceu Dom Antônio de Castro Mayer, um brasileiro foi o braço direito de Dom Lefebvre na luta pela Tradição, e assim como o Bispo de ferro, teve sua recompensa. @leaocatolico

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 42-44)

Meditações de Santo Afonso de Ligório: Terceira Semana depois da Páscoa Terça-feira Convivência de São José com Jesus e Maria Descendit cum eis et venit Nazareth, et erat subditus illis — “Desceu (Jesus) com eles e veio para Nazaré, e lhes estava sujeito” (Lc. 2, 51). Sumário. Que bela sorte foi a de São José por ter vivido tantos anos em companhia de Jesus e Maria! Naquela família não se tratava senão da maior glória de Deus; não havia outros pensamentos ou desejos senão a vontade de Deus; não se falava senão sobre o amor que Deus tem aos homens e que os homens devem a Deus. Oh! Se nós também soubéssemos aproveitar-nos da oportunidade, teríamos igualmente a ventura de viver com Jesus, presente na Santíssima Eucaristia. Procuremos portanto visitá-Lo frequentemente, e unamos os nossos afetos aos de Maria e José! I. Jesus, depois de ser encontrado no templo por Maria e José, voltou com eles para a casa de Nazaré, e viveu ali com José, até à morte deste, obedecendo-lhe como a seu pai. Considera a santa vida que José ali levou em companhia de Jesus e Maria. Naquela família não havia outro empenho senão a maior glória de Deus, não havia outro pensamento e desejo senão o agrado de Deus, não se conversava senão sobre o amor que os homens devem a Deus e que Deus tem aos homens; particularmente por ter enviado ao mundo o seu Unigênito para sofrer e terminar a vida num mar de dores e de desprezos pela salvação do gênero humano. Ah, com que lágrimas de ternura não deviam Maria e José, tão bem entendidos nas divinas Escrituras, falar na presença de Jesus sobre a sua dolorosa paixão e morte! Com que ternura não deviam, conversando, recordar que, segundo a profecia de Isaías, o objeto de seu amor havia de ser um dia o homem de dores e de desprezos; que os inimigos haviam de desfigurá-Lo a ponto de não mais ser conhecido pelo mais formoso que era; que haviam de rasgar-Lhe de tal forma as carnes pelos açoites, que seria como que um leproso todo coberto de chagas e feridas; que seu amado Filho havia de sofrer tudo com paciência, sem querer abrir a boca para queixar-se de tantos ultrajes, que se deixaria levar à morte como um cordeiro, e finalmente seria pregado num madeiro infame entre dois ladrões, para terminar a vida pela força dos tormentos. — Considera que afetos de compaixão e de amor deviam ser despertados por tais colóquios no coração de José. II. Avivemos a nossa fé! Nós também, à imitação de São José, podemos viver continuamente na companhia de Jesus Cristo, porquanto está verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Procuremos, portanto, fazer-lhe cada dia uma visita, e, sendo possível, mais de uma. Achando-nos na presença de Jesus sacramentado, pensemos na sua dolorosa Paixão e unamos os nossos afetos aos de São José e de Maria Santíssima. Todos os Santos estiveram abrasados no amor de Jesus sacramentado e de sua Paixão e assim fizeram-se Santos. Ó santo Patriarca José, pelas lágrimas que derramastes contemplando antecipadamente a Paixão de vosso Jesus, alcançai-me contínua e terna memória dos tormentos de meu Redentor. E pelas santas chamas de amor que estes pensamentos e colóquios acendiam em vosso coração, obtende-me uma centelha dele para minha alma, a qual, por seus pecados, tanto contribuiu para as dores de Jesus. — Ó Maria, vós que tanto padecestes em Jerusalém à vista dos tormentos e da morte de vosso querido Filho, impetrai-me uma grande dor de meus pecados. E Vós, meu dulcíssimo Jesus, que padecestes tanto e morrestes por meu amor, fazei com que nunca me esqueça da vossa caridade. Meu Salvador, vossa morte é a minha esperança. Creio que morrestes por mim. Pelos vossos merecimentos espero salvar-me. Amo-Vos de todo o meu coração, amo-Vos sobre todas as coisas, amo-Vos mais que a mim mesmo. Amo-Vos e por amor de Vós estou pronto a sofrer toda a pena. Detesto, mais que todos os outros males, o desgosto que tenho causado a Vós, meu supremo Bem. Não desejo mais outra coisa senão amar-Vos e agradar-Vos. Ajudai-me, meu Senhor, não permitais que eu torne a separar-me de Vós. (II 428.)

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Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II É mister sofrer tudo para agradar a Deus Para se tornarem agradáveis a Deus, os santos desapossaram-se de seus bens, renunciaram às mais altas dignidades da terra e acolheram como tesouros as enfermidades, as perseguições, e despojamento de tudo, e a morte mais dolorosa e triste. E que fazemos nós para um fim tão sublime? Ó miséria! Recusamo-nos até a sofrer com paciência um leve incômodo, uma pequena contrariedade, um desprezo, uma palavra mordaz. Quão diferentes dos santos somos nós!.

NO CÉU GOZA-SE UMA FELICIDADE PERFEITA Satiabor cum apparuerit gloria tua — “Saciar-me-ei, quando aparecer a tua glória” (Ps.
NO CÉU GOZA-SE UMA FELICIDADE PERFEITA Satiabor cum apparuerit gloria tua  — “Saciar-me-ei, quando aparecer a tua glória” (Ps. 16, 15). Sumário. Posto que no mundo se encontrem muitas coisas formosas, não são, todavia perfeitas, e sempre deixam alguma coisa para desejar. Se, porém, tivermos a ventura de entrar no céu, o nosso coração estará perfeitamente satisfeito nessa ditosa pátria. Ali nada haverá que possa desagradar, e haverá tudo aquilo que se possa desejar. Ah, meu Jesus! Peço-Vos o céu, não tanto para Vos gozar, como para Vos amar de todo o coração. Leia essa Meditação completa de Sto Afonso aqui: https://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-goza-se-uma-felicidade-perfeita/

TERÇA-FEIRA SANTA – MEDITAÇÃO PARA A MANHÃ Jesus é coroado de espinhos e apresentado ao povo. Et plectentes coronam de spinis
TERÇA-FEIRA SANTA – MEDITAÇÃO PARA A MANHÃ Jesus é coroado de espinhos e apresentado ao povo. Et plectentes coronam de spinis, posuerunt super caput eius — “E entrançando uma coroa de espinhos Lha puseram na cabeça” (Mat. 27, 29). Sumário. Depois de terem açoitado a Jesus, os algozes, tratando-O como rei de comédia, atiram-Lhe sobre os ombros um manto de púrpura, colocam-Lhe um caniço na mão, e põem-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos, na qual batem fortemente com o caniço, a fim de que penetre mais. O Senhor ficou reduzido a tão triste estado, que Pilatos julgou que comoveria de compaixão os próprios inimigos, só com apresentá-Lo. Contemplemo-Lo também, e pensando que foi tão maltratado por nosso amor, não tenhamos a crueldade de dizer com os judeus: Crucifigatur — “Seja crucificado”. Leia essa Meditação completa de Sto Afonso aqui: https://catolicosribeiraopreto.com/terca-feira-santa-meditacao-para-a-manha/

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Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I Jesus é apresentado aos pontífices e por eles condenado à morte Imaginemos ver a Jesus Cristo perante o tribunal de Caifás. Ali é esbofeteado, tratado de blasfemador, declarado réu de morte, e como tal, maltratado de mil modos. Jesus, porém, no meio de tantos opróbrios, nada perde de sua serenidade e doçura, e parece que com o seu silêncio nos diz: Se quiserdes desagravar-me das injúrias que me fazem, suportai por meu amor os desprezos, assim como eu os suporto por vosso amor.

Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I Jesus é preso, ligado e conduzido a Jerusalém Imaginemos ver a Jesus, que, abandonado de seus discípulos, é preso, ligado e levado a desoras e com grande tumulto pelas ruas de Jerusalém. Ao verem-No assim, todos que O veneraram, já O odeiam e se envergonham de O terem tido pelo Messias. Se nós, à vista de um Deus tão humilhado por nosso amor e para nosso ensino, ainda amarmos os bens fugazes da terra, ambicionarmos as honras e preeminências, não somos dignos do nome de cristãos.

Meu Jesus, eis que me prostro aos vossos pés. Peço-Vos perdão das ofensas a que Vos fiz e rogo-Vos que me recebais em vossa graça. Quem me dera poder recomeçar os anos passados; quisera empregá-los unicamente em vosso serviço, ó Senhor meu. Os anos, porém, não voltam mais; por piedade, fazei ao menos que empregue o que me resta de vida, unicamente em amar-Vos e fazer que outros também Vos amem. — Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, socorrei-me com a vossa intercessão, pedi a Jesus que me faça todo seu. Peço-vos esta graça pela parte que tomastes na Paixão de vosso divino filho. (I 603.) Referências: (1) Mt. 26, 15. (2) Mt. 26, 15. (LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 377-379)

Meditações de Santo Afonso de Ligório: Quinta Semana da Quaresma Segunda-feira Conselho dos Judeus e traição de Judas Expedit vobis, ut unus moriatur homo pro populo, et non tota gens pereat — “Convém que morra um homem pelo povo e que não pereça toda a nação” (Jo. 11, 50). Sumário. Tendo os iníquos pontífices decretado a morte de Jesus Cristo, tiveram grande satisfação ao ver que Judas, um dos discípulos, se oferecia a traí-Lo e entregar-Lho nas mãos. O Senhor conhece perfeitamente a felonia de Judas e todavia não deixa de tratá-lo como amigo na mesma forma que dantes; olha-o com benevolência, não recusa a sua companhia e chega a prostrar-se-lhe aos pés para os lavar. Ó inefável benignidade! Que belo exemplo para nós, se o quisermos aproveitar! I. No mesmo tempo em que Jesus andava derramando graças e fazendo milagres para benefício de todos, reúnem-se os primeiros personagens da cidade de Jerusalém a fim de tramarem a morte do Autor da vida. Refere São João que se ajuntaram os pontífices e os fariseus em conselho e diziam: Que fazemos nós? Este homem faz muitos milagres; se o deixamos assim livre, todos crerão nele. Mas um deles, por nome Caifás, respondeu que lhes convinha que um homem morresse pelo povo, e não perecesse a nação toda. “E desde aquele dia”, diz o mesmo São João, “pensavam em como haviam de o fazer morrer.” — Ah, Judeus! Não temais; vosso Redentor não fugirá, porquanto veio à terra exatamente para morrer, e pela sua morte livrar-vos a vós e a todos os homens da morte eterna. Entretanto Judas apresenta-se aos pontífices e diz: Quid vultis mihi dare, et ego vobis eum tradam? (1) — “Que me quereis dar, e eu vô-Lo entregarei?” Oh! Que alegria deviam sentir os Judeus, pelo ódio que devotavam a Jesus Cristo, ao verem que um dos seus discípulos o queria trair e entregar-Lho nas mãos! Consideremos nisso o júbilo que, por assim dizer, reina no inferno, quando uma alma, depois de servir a Jesus Cristo por muitos anos, vem a traí-Lo por qualquer miserável bem ou vil satisfação. Mas, ó Judas, já que estás resolvido a vender o teu Deus, exige pelo menos o preço que Ele vale. É um bem infinito, merecedor portanto de um preço infinito. Por que, pois, concluis o negócio por trinta dinheiros? At illi constituerunt ei triginta argenteos (2) — “E eles prometeram-lhe trinta dinheiros de prata”. — Minha alma, deixa Judas, e fixa em ti mesma os teus pensamentos. Dize-me, por que preço vendeste tu mesma tantas vezes a graça divina ao demônio? Ah, meu Jesus, quantas vezes Vos virei as costas, e a Vós preferi um capricho, um empenho, um prazer passageiro e vil! Sabia que, pecando, perdia a vossa amizade e voluntariamente a troquei por um nada. Tivesse morrido antes de fazer-Vos tão grande ultraje! Ó meu Jesus, arrependo-me de todo o coração e quisera morrer de dor. II. Contemplemos agora a benignidade de Jesus Cristo, que, sabedor do ajuste feito por Judas, contudo, vendo-o, não o repele de si, nem o olha com maus olhos; admite-o em sua companhia, e ainda à sua mesa; repreende-o pela sua traição com o único intuito de chamá-lo à resipiscência; e vendo-o obstinado, chega a prostrar-se diante dele e a lavar-lhe os pés para desta arte o enternecer. Ah, meu Jesus, é assim também que fizestes comigo. Eu Vos desprezei e traí, e não me repelis; não deixais de olhar-me com amor, e me admitis à vossa mesa da santa comunhão. Meu amado Salvador, nada mais podeis fazer para me obrigar a Vos amar. E eu terei ânimo de continuar a ofender-Vos e pagar-Vos com a minha ingratidão? Não, meu Deus, não quero mais abusar da vossa misericórdia. Agradeço-Vos a luz com que me iluminais e prometo que mudarei de vida. Vejo que já não me podeis suportar mais tempo. Por que, pois, esperarei até que Vós mesmo me mandeis ao inferno, ou me abandoneis em minha vida de perdição, castigo este maior do que a própria morte?

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Sábado depois do IV domingo da Quaresma: O modo mais conveniente para a liberação do gênero humano Tanto um meio é mais conve
Sábado depois do IV domingo da Quaresma: O modo mais conveniente para a liberação do gênero humano    Tanto um meio é mais conveniente para conseguir um fim, quanto mais ele faz concorrerem elementos conducentes ao fim. Ora, o ser o homem liberado pela paixão de Cristo foi causa de concorrerem muitos elementos conducentes à salvação do mesmo, além da liberação do pecado. 1. Assim, primeiro, desse modo o homem conhece quanto Deus o ama; o que o excita a amá-lo mais, e nisso consiste a perfeição da salvação humana. Donde o dizer o Apóstolo: "Deus faz brilhar a sua caridade em nós, porque ainda quando éramos pecadores, morreu Cristo por nós" (Rm 5, 8).       2. Segundo, porque por esse meio nos deu o exemplo da obediência, da humildade, da constância, da justiça e das demais virtudes, reveladas na paixão de Cristo e que são necessárias à salvação humana. Por isso diz a Escritura (1 Pd 2, 21): "Cristo padeceu por nós, deixando-vos exemplo para que sigais as suas pisadas".   3. Terceiro, porque Cristo, com sua paixão, não somente liberou o homem do pecado, mas ainda lhe mereceu a graça justificante e a glória da beatitude.   4. Quarto, porque, assim, uma necessidade maior impôs ao homem conservar-se imune do pecado, segundo aquilo do Apóstolo (1 Cor 6, 20): "Porque vós fostes comprado por um grande preço; glorificai, pois, e trazei a Deus no vosso corpo".   5. Quinto, porque contribuiu para maior dignidade do homem, de modo que assim como fora vencido e enganado pelo diabo, assim também fosse ele mesmo quem vencesse o diabo; e assim como o homem mereceu a morte, assim também, morrendo, a vencesse a ela, conforme o dizer do Apóstolo (1 Cor 15, 57): "Graças a Deus, que nos deu a vitória, por Jesus Cristo".   Por isso foi mais conveniente que, pela paixão de Cristo fossemos liberados, do que pela só vontade de Deus.          IIIa q. XLVI, a. 3   (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)

UNIÃO DA ALMA COM JESUS NA SANTA COMUNHÃO Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem, in me manet et ego in illo — “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e Eu nele” (Jo. 6, 57). Sumário. Jesus tinha-se dado aos homens como mestre, como modelo e como vítima; restava-Lhe somente que se desse como alimento, a fim de fazer-se uma coisa conosco. É o que fez instituindo a santa Eucaristia. Ó dignação de um Deus para com os homens! Mas como é que há tantos homens que não O amam e Lhe respondem com ingratidão!… Se no passado nós também temos sido do número desses ingratos, esforcemo-nos para amá-Lo tanto mais para o futuro. Leia essa Meditação completa de Sto Afonso aqui: https://catolicosribeiraopreto.com/uniao-da-alma-com-jesus-na-santa-comunhao/

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Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I Da dignidade de São José, Esposo da Virgem Maria Para formarmos uma ideia da dignidade de São José, basta ponderarmos que, na qualidade de esposo de Maria e chefe da sagrada Família, tinha verdadeiros direitos sobre a Mãe de Deus e seu divino Filho, que assumiram a obrigação de lhe obedecer, e lhe obedeceram em tudo. Quanto devemos, pois, honrar àquele a quem Deus honrou tanto! Quanto devemos confiar na eficácia de sua proteção! ― E tu, és-lhe realmente devoto?… Recorres prontamente a ele em tuas necessidades?

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Quarta-feira depois do IV domingo da Quaresma: O amigo divino. «Mandaram, pois, suas irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que est
Quarta-feira depois do IV domingo da Quaresma: O amigo divino.     «Mandaram, pois, suas irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas» (Jo 11, 3 )    Aqui há três coisas que se deve considerar: a) A primeira é que os amigos de Deus por vezes padecem no corpo. Assim, não é sinal de falta de amizade com Deus o padecermos no corpo. Elifaz errava ao dizer a Jó, Lembra-te: que inocente pereceu jamais? ou quando foram os justos destruídos? (Jó 4, 7), como provam as irmãs de Lázaro: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. Lemos no livros dos Provérbios (3, 12): O Senhor castiga aquele a quem ama, como um pai a seu filho querido.   b) A segunda é que elas não dizem: Senhor, vinde, curai-o, mas apenas expõem o seu estadoeis que está enfermo. O que significa que basta exprimir a um amigo as nossas necessidades, sem acrescenta pedido algum; pois um amigo, assim como procura seu próprio bem e combate seus males pessoais, combaterá os males de seu amigo. E isto é sobretudo verdadeiro de quem verdadeiramente ama. Diz o salmo (144, 20): O Senhor guarda todos os que o amam.   c) A terceira é que as duas irmãs, desejando a cura de seu irmão doente, não vêm pessoalmente ao Cristo, como o fizeram o paralítico e o centurião; e isso por causa de sua confiança em Jesus Cristo, em virtude do amor especial e da familiaridade que lhes testemunhará. E talvez estivessem detidas pela dor, como disse são João Cristóstomo, em conformidade com aquilo do Eclesiástico (6, 11): Se o teu amigo perseverar firme, será para ti como um igual, tratará à vontade com os da tua casa.    In Joan, XI   (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)  

MEIOS PARA ALCANÇAR O AMOR DE DEUS E A SANTIDADE Desideria occidunt pigrum… qui autem iustus est tribuet, et non cessabit — “
MEIOS PARA ALCANÇAR O AMOR DE DEUS E A SANTIDADE Desideria occidunt pigrum… qui autem iustus est tribuet, et non cessabit — “Os desejos matam o preguiçoso; porém, o que é justo dará e não cessará” (Prov. 21, 25 26). Sumário. Quem quiser ser santo não se deve contentar com o desejo, mas deve resolver-se a por depressa mãos à obra, porque o demônio não teme as almas irresolutas. Os meios para chegar a um fim tão sublime, são particularmente dois: a oração, que faz o amor divino entrar no coração, e a mortificação, que dele remove a terra e o torna apto a receber o fogo divino. Ganhemos ânimo; comecemos desde já a empregar estes meios e nós também chegaremos a ser santos. Leia essa Meditação completa de Sto Afonso aqui: https://catolicosribeiraopreto.com/meios-para-alcancar-o-amor-de-deus-e-a-santidade/

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