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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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82 anos da fundação da IV Internacional No dia 3 de setembro de 1938 aconteceu, em Paris, o congresso de fundação da IV Internacional. Participaram 10 seções (URSS, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Polônia, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica e Estados Unidos) e um delegado representando a América Latina, o brasileiro Mário Pedrosa. O contexto não era favorável para a construção de uma nova internacional. O fascismo estava em ascensão. A possibilidade de uma nova guerra mundial crescia a cada dia. O aparato stalinista ainda gozava de grande prestígio entre as massas exploradas e oprimidas, ao mesmo tempo em que desencadeava uma brutal ofensiva contra seus opositores (que teve como ponto alto os famigerados “Processos de Moscou”). Mesmo assim, Leon Trotsky e a maior parte da Liga Comunista Internacionalista (dissidência de esquerda da III Internacional) levaram adiante o movimento pela construção da IV Internacional. Consideravam, com razão, que a existência de uma organização internacional é importante também em períodos de refluxo da luta de classes, de modo a manter viva a memória dos aprendizados da classe (continuidade do programa revolucionário) e acumular forças para atuar nos períodos mais favoráveis. Além disso, acreditavam que a guerra seria seguida de uma onda revolucionária (que, de fato, ocorreu). O principal documento aprovado foi o “Programa de Transição”. A versão final da proposta de Estatuto não pode ser votada, pois estava com Rudolf Klement, militante responsável pela organização do congresso que foi assassinado poucos dias antes da realização do mesmo pela GPU stalinista. Após a II Guerra Mundial, fragilizada pelo assassinato de seus mais experimentados dirigentes - entre eles, Trotsky -, confrontada com novas questões e pressionada pelo fortalecimento do aparato stalinista, a Internacional entrou em crise. Abriu-se um processo, com idas e vindas, de divisões. Passados 82 anos, várias correntes continuam a reivindicar o seu legado.

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Eduardo Galeano faria 80 anos hoje. Sua vida e história é intrinsecamente ligada ao anti-imperialismo e ao fim do capitalismo. Ele dispensa apresentações maiores. Inspirou milhões. Suas obras são de grandiosidade singular. As veias abertas da América-Latina também moldou o caráter e a militância de quem digita estas palavras. "A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhece-la." #Galeano80

Vocês já viram o último dossiê do @marxismo21 sobre o Nelson Werneck Sodré? Lá tem acesso a quase 40 livros, dezenas de artigos e entrevistas do marxista brasileiro. https://marxismo21.org/nelson-werneck-sodre/

Curso Completo: Introdução ao pensamento de A. Gramsci Está disponível, em nosso site, o curso completo "Introdução ao pensamento de A. Gramsci", ministrado pela professora Luciana Aliaga. O minicurso “Introdução ao pensamento de A. Gramsci” tem por objetivo apresentar alguns dos principais conceitos que fundamentam o pensamento político de Antonio Gramsci. Neste movimento, vamos discutir tanto o contexto imediato no qual foram formulados os conceitos como a sua possível aplicabilidade para a realidade brasileira contemporânea. Acesse o curso completo aqui: http://bit.ly/cursogramscicompleto

esse texto também está disponível em: https://contrapoder.net/artigo/rememorar-para-nao-esquecer/

Rememorar para não esquecer. Em 1 de setembro de 1939 a Alemanha nazista invadiu a Polônia, fato ocorrido que obrigou França e Inglaterra a declararem guerra à Alemanha. Essa data é considerada o marco do início da Segunda Guerra Mundial, que teve a participação direta e indireta da maior parte das nações do mundo. Apesar dessa data ser um marco para o início da guerra, é importante lembrarmos que a mesma tem raízes no século XIX, nas disputas imperialistas por território e influência na África e Ásia. Foi a rivalidade crescente entre as principais potências econômicas mundiais, onde crescia-se um nacionalismo exacerbado, por mercados consumidores, matéria-prima como ferro e carvão, e mão de obra barata, que levou a termos as duas guerras mundiais no início do século XX. O historiador marxista Eric Hobsbawm em sua obra A era dos Extremos, o breve século XX, mostra como o período de “falsa paz” do século XIX gerou os distúrbios entre as nações imperialistas que eclodiram nas duas grandes guerras e os milhões de mortos. Importante também ressaltar, que antes daquele 1º de setembro, diversos conflitos aconteciam pelo mundo: a Itália de Mussolini invadiu a Etiópia em 1935; o general espanhol Francisco Franco com apoio de alemães e italianos tomava o poder espanhol, o que levou a uma guerra civil no país que durou de 1936-1939; O Japão invadiu a China em 1937, e depois invadiria a Mongólia e um pedaço da URSS em 1938; A Alemanha nazista já havia ocupado a Áustria (1938) e a Tchecoslováquia (1939). A Segunda Grande Guerra teve perdas imensuráveis, estima-se que morreram entre 70 e 85 milhões de pessoas devido a guerra, destes em torno de 55 milhões eram civis. Calcula-se que o genocídio judeu protagonizado pelos nazistas tenha feito 6 milhões de mortos, a “solução final” nazista também fez vítimas de outros grupos como ciganos, comunistas, homossexuais, Testemunhas de Jeová, assim como deficientes físicos e mentais. Rememorar as mortes e os traumas desse e de outros acontecimentos do passado é um ato político de combate ao esquecimento e apagamento da história daqueles que foram oprimidos. Rememorar é não deixar esquecer que foi em nome do lucro, do poder, capitaneado pelo fascismo, mas também pelo imperialismo, que houveram esses milhões de mortos.

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#Editorial: Quem vai pagar a conta pela crise fiscal? De onde o governo vai tirar os recursos para combater o suposto deficit orçamentário? Para onde mira o ataque de Bolsonaro? Qual o impacto da suposta desavença com Guedes? #EuApoioAGreveDosCorreios https://contrapoder.net/editorial/crise-fiscal-e-luta-de-classes/

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Mais um levante contra a violência policial pelo mundo, agora em Eldorado Park, bairro da periferia de Johannesburg, na Africa do Sul. Nathaniel Julius, um jovem negro, de 16 anos, que tinha síndrome de down, foi assassinado pela polícia. Ele foi abordado em frente a sua casa e assassinado por um corrupto policial da região, que não entendia o que ele estava tentando falar. As manifestações por justiça e pelo fim da corrupção policial eclodiram na periferia de Johannesburg. Este fato está totalmente ligado com as agressões racistas das polícias no Estados Unidos e no Brasil. A polícia moderna é um órgão do Estado capitalista feita para subjugar e assassinar os oprimidos. Essa ideia de uma polícia que defenda o cidadão é mero romance. Na prática, em todos os lugares do mundo, ela serve para coibir e reprimir o povo trabalhador. Toda nossa solidariedade à família de Nathaniel e de todos os mortos pelas mãos do Estado capitalista. É hora de virarmos o jogo.

Hoje o Contrapoder construiu em conjunto com organizações políticas e sindicais atos simbólicos no Rio de Janeiro e em São Paulo, como parte do chamado feito pela Conferência Latino-Americana e dos EUA da FIT-U Argentino, que convocou protestos em vários países do mundo para fortalecer e apoiar as mobilizações antirracistas nos EUA, contra a ingerência imperialista na América Latina e pelo não pagamento da dívida externa dos países da América Latina e Caribe.

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