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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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mbater o nazismo? Na Itália, o P.D.C. não se aliou ao Partido Socialista? A França não acaba de restabelecer relações com a China comunista? Nesse momento, a tarefa dos cristãos não é a de perder tempo num anti-comunismo estéril e histérico, mas a de lutar contra os trustes, os monopólios, os latifundiários, aceitando a colaboração de todos os que quiserem ajudar nessa luta. Para os que nos acusarem de inocente úteis, temos uma resposta: estamos conscientes de que a nossa posição de convivência, hoje, nos obriga a redobrar esforços para não sermos tragados amanhã. Mas, êste esforço é precisamente a pregação da verdade, a luta contra as injustiças, a doutrinação acerca da mensagem cristã, a organização das nossas forças, a nossa sinceridade na defesa dos interesses do povo. Comunismo não se combate com cadeia, nem com a campanha histérica do Mac ou do sr. Lacerda. Comunismo se combate, eliminando as injustiças sociais, que são o seu fermento. Se agirmos dessa forma, porque haveremos de crer que o povo, no fim, seguirá a eles e não a nós? Não acreditamos então na força das nossas ideias, no poder que elas tem de convencer? Devo dizer que esta posição não é apenas minha. Muitos cristãos da mais alta autoridade a esposam. Outra não é a palavra de João XXIII na Pacem in Terris: "Os encontros nos vários setores da ordem temporal, entre católicos e pessoas que não tem fé em Cristo ou têm-na de modo errôneo, podem ser para estes ocisão ou estímulo para chegarem à verdade". n. 158 Para não citar autoridades eclesiásticas, julgo suficiente lembrar o nome do Dr. Alceu Amoroso Lima. Quem lê os artigos deste líder católico verificará a concordância dele com posições que tenho assumido. Penso que é de meu dever arrostar estas lutas e estas incompreensões. Não fui eleito para me acomodar, mas para exercer o meu mandato plenamente, votando de acordo com a minha consciência. E me diz que este é o caminho certo para o Brasil. Os meus companheiros, aqueles que não acreditam nessas calúnias, os que estão solidários comigo podem me ajudar muito nesta luta. Comuniquem-me imediatamente suas dúvidas acerca das minhas posições (responderei com o maior prazer). Procurem estudar e conhecer melhor a realidade do país. Organizem grupos de brasileiros, afinados com o sentimento da reforma, que se disponham a uma campanha de esclarecimento e de luta pela concretização delas. Como esta carta está ficando muito longa, deixo para a próxima o relato acerca do problema do P.D.C., bem como acerca dos projetos de minha autoria, em andamento na Câmara. Por hoje, basta dizer-lhe que é falso o noticiário dos jornais, no sentido do nosso ingresso no P.T.B.. Estamos em luta com o Diretório Nacional, mas continuaremos no Partido, até se esgotarem todas as possibilidades de colocá-lo a serviço do povo brasileiro e fazê-lo fiel à mensagem democrata-cristã. Um abraço Plínio Sampaio Deputado Federal

Março de 1964 Prezado companheiro Certa imprensa tem insistido em me chamar de “totalitário”, “inocente útil” do comunismo, extremista etc… Visitando bairros e cidades, notei que até alguns companheiros meus foram abalados por essa propaganda. Vamos, hoje, esclarecer este problema. Montou-se neste país uma indústria rendosa: a indústria do anti-comunismo. Os grandes milionários, as grandes empresas nacionais e estrangeiras, os latifundiários, enfim, todos aqueles que auferem proferem da situação de miséria do povo uniram-se contra os que se levantam para reparar essa injustiça. Montaram uma enorme máquina publicitária e descobriram que o melhor meio de defender seus privilégios é acusar todos os que querem combatê-los de comunistas, porque sabem que o povo brasileiro repudia o comunismo. Usando esse expediente, o grupinho mínimo de privilegiados consegue a adesão de um grande número de pessoas, bem intencionadas, trabalhadoras, honestas, vítimas também do capitalismo, mas que não conhecem a realidade nacional e não percebem que estão sendo usadas como biombo por êsses exploradores. Desta forma, eles conseguem manter a situação atual, ruinosa para a grande maioria do povo, mas benéfica para êles. Controlando os grandes meios de divulgação (rádio, imprensa e TV) essa minoria mente, esconde fatos, inventa-os, calunia, difama e não permite que o povo tome conhecimento da verdadeira situação do país, da exploração que sofre, dos responsáveis reais pela miséria, pelas favelas, pelo analfabetismo, pela brutal carestia da vida. Quem levanta a voz contra êles, quem ousa denunciá-los, quem apresenta projetos de lei visando limitar seus fabulosos lucros e distribuir sua imensa riqueza, é logo taxado de comunista. E tanto repetem esta acusação nos jornais, rádios e TV, que muitos acreditam. Eu, porém, não temo o arreganho dessa gente. Todos sabem que sou cristão e que, embora não faça praça disso para conseguir votos, como alguns velhacos o fazem, tôda minha vida pública tem se pautado na defesa dos princípios sociais cristãos. Ora, nada mais distante do capitalismo imperialista e ateu do que a concepção cristã de vida. Segundo esta, todo homem é um ser espiritual, dotado de uma dignidade sobrenatural, que lhe vem da filiação divina. Logo é inadmissível, para quem compreende o homem como filho de Deus, a permanência de uma ordem social na qual milhões de homens vivem em situação degradante, sem possibilidade de acesso sequer àquele mínimo de bens materiais indispensáveis à existência digna. O cristianismo não tem, portanto, nenhum compromisso com a atual estrutura capitalista da sociedade brasileira. Daí porque os cristãos autênticos estão ao lado das reformas de base. São elas que podem libertar nosso país do domínio econômico das nações mais ricas e libertar o povo das dificuldades que o esmagam. Infelizmente nem todos os cristãos lutam por essas teses. Muitos chegam até a se juntar às forças contrárias ao povo, enganados que estão pela propaganda maciça dos reacionários. Precisamente por causa dessa omissão dos cristãos, homens de várias ideologias, marxistas, socialistas, comunistas, democratas sinceros lutam hoje, nas mais diversas entidades, C.G.T., UNE, Contag, F.M.P., F.P.N., por um programa comum de reformas, uma vez que os partidos fracassaram na tarefa de realizá-las. Pergunto eu, então: porque não podemos nós, os cristãos, somar nossas forças nessa luta, atuando dentro dessas entidades, para vencer o inimigo comum: o capitalismo interno e internacional? Evidentemente, não se trata de uma fusão. Nem de uma aliança com os comunistas, mas da nossa presença em organismos representativos de grandes parcelas do povo e que, hoje, constituem a vanguarda popular do país, embora não se negue que nelas atue também uma minoria comunista. Não abrimos mão dos nossos princípios. Admitimos apenas uma convivência episódica com o objetivo de vencer um obstáculo imediato. Convivência esta que só existirá na medida e enquanto forem absolutamente respeitados os princípios cristãos. Afinal, Inglaterra e U.S.A. não se uniram à Rússia para co

Plinio de Arruda Sampaio completaria hoje 90 anos. Entre tantas outras coisas, temos na memória o Plinio relator e um dos principais articulares do projeto de reforma agrária no Governo de Jango, deputado constituinte e suas marcantes candidaturas ao governo do estado de São Paulo (1990 e 2006) e à presidência da república em 2010. Há um fato que poucos sabem: Plinio foi um dos responsáveis por receber e garantir aos exilados brasileiros dignidade, trabalho e moradia em terras chilenas. Ele e a família fugiram do Chile um pouco antes do golpe que matou Allende e ceifou dezenas de milhares de vidas. Separamos uma carta escrita por ele em março de 63, dias antes do golpe civil-militar, para um apoiador em Sorocaba. A carta contem uma atualidade única.

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(continuando) professora Elide Rugai Bastos.

#Especial Florestan Fernandes Os professores Flávio Mendes e Vera Ceccarello fizeram um especial em homenagem ao centenário do Sociólogo Floresta Fernandes. Além dos vídeos que já publicamos, o especial conta com uma entrevista com a https://contrapoder.net/artigo/florestan-fernandes-100-anos/

Convite do professor Hélio Ázara para aula de hoje 👆

Convite Hélio - Aula 1.mp413.68 MB

Viva Frantz Fanon! Frantz Fanon nasceu em 20 de julho de 1925 na Martinica. Psiquiatra de formação, revolucionário por vocação. Foi um intelectual orgânico revolução africana. Dedicou sua obra e militância à revolução mundial, tendo como ponto de partida o mundo colonial, elo mais fraco do capitalismo. Foi membro da Frente de Libertação Nacional da Argélia. Fanon via nos processos de emancipação das antigas colônias africanas e do terceiro mundo em sua totalidade, o potencial de desencadear a revolução no sistema capitalista como um todo. O autor compreendeu amplamente o papel do colonialismo e do racismo no processo produção, acumulação e expansão capitalista. Sua obra traz contribuições fundamentais para a reflexão e luta antirracismo e anticolonial desde uma perspectiva marxista. Fanon entendeu a luta de classes em sua totalidade. A revolução para Fanon consiste na criação de um novo mundo, de uma nova humanidade, consiste em atingir as raízes, em implodir as estruturas da ordem vigente. A revolução deve pôr abaixo todas as formas de opressão. E deve ser obra dos oprimidos. Deve modificar fundamentalmente o ser, transformar espectadores em atores da história. Por Gabriel Rocha

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#Editorial: Há um dilema que divide a esquerda brasileira: enquanto uma parte constrói a política dentro das regras do jogo, disputando a gestão do Estado capitalista, outra tenta construir uma alternativa à ordem burguesa, rumando superar o capital. https://bit.ly/ecp200120

#Curso: Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis. O objetivo deste curso é analisar de que maneira elementos sociais se apresentam nos romances de Machado de Assis, especialmente em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba. A ideia é compreender as mudanças sociais e históricas na virada do século XIX para o século XX no Brasil, tais como a modernização do Rio de Janeiro, o surgimento de uma nova classe social burguesa urbana e o papel das mulheres dentro da sociedade carioca. Esses elementos ajudam a compor um interessante quadro para se compreender o processo de mudança e desenvolvimento da sociedade brasileira naquele período. Sobre o curso: 1 - O curso será ministrado pela Professora Vera Ceccarello 2 - O curso é Gratuito! 3 - As aulas serão realizadas nos dias 23, 30 de julho e 06 de agosto, sempre às 15h30, em nosso canal no youtube. 4 - O curso oferecerá certificação de 6 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos. 5 - Inscrições abertas até: 23 de julho de 2020, às 09h. Inscrições: https://bit.ly/cursomachadodeassis

O futebol não tem data, não tem pátria, não tem dono. É tão antigo quanto a bola, pois onde houve bola e houve chute, houve futebol, fosse a bola de couro, de vísceras ou de alguma improvisação de um fruto esférico ou bola de meia. Dizem que nasceu na China, dizem que foi no Peru, na Inglaterra se tornou jogo de Lordes, depois de altos funcionários até que de jogo de operários virou religião. No Brasil, onde hoje se comemora o dia nacional, o esporte mais amado do mundo, nasceu bretão, depois foi praticado apenas por estrangeiros (Ingleses, filhos de ingleses e alemães), depois por brasileiros brancos e ricos, depois por estudantes de elite e com a “profissionalização” por pobres e negros, como nos narra o clássico “O negro no futebol brasileiro” de Mário Filho. O moderno futebol é, em certa medida, detestável, seja por suas cifras exorbitantes, seja pelas desigualdades de gênero, pela homofobia e o racismo ainda tolerado pelas entidades oficiais, como a FIFA, que prefere optar pela continuidade das partidas em atos racistas. Mas o fato é que para aqueles que decidiram amar este esporte, apesar de tudo, não há outra saída senão lutar pelo seu esporte e para que o seu clube não seja instrumento de ilusão e pacificação das massas. Lutemos como as torcidas organizadas! Defendamos o nosso futebol! Paz entre as torcidas e guerra aos dirigentes e patrões! 19 de julho, dia do futebol.

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"O único direito que temos garantido é uma bala na testa." Essa frase acima foi dita recorrentemente em entrevistas por Jesús Santrich, ex-guerrilheiro das FARC-EP e parte da refundação do movimento insurgente bolivariano na Colômbia. Infelizmente, a história lhe tem dado a razão. Através da Fundação Lazos de Dignidad, que desde 2017 vem lutando pelos direitos humanos, 233 signatários dos acordos de Paz foram assassinados em todo o território colombiano. Desde as primeiras denúncias o governo justifica como casos isolados. O ministro de Defesa, ainda em 2017, quando começou este massacre, afirmou que eram por “Líos de falda” (por ir atrás de um rabo de saia). Estas mortes nos lembram muito outro evento histórico similar o massacre da União Patriótica nos anos 90 - partido que ia ser o responsável pela incorporação política da FARC naquele período. No caso da UP houve intervenção e perseguição sistemática dos grupos genocidas orquestrados pelo governo colombiano, como eram os cartéis colombianos e os paramilitares, foram sendo diluídos e perdendo investimento estatal e a violência política passou a ser exercida por grupos mais dispersos e a margem do Estado. Neste novo genocídio, não se pode afirmar que os assassinatos foram a mando do Estado, como ocorreu em muitas vezes na história colombiana. Mesmo assim, estes assassinatos são de responsabilidade estatal por total ausência de medidas de proteção. A grande maioria dos assassinatos ocorrem em territórios onde há um reordenamento da rota da cocaína para o Pacífico. A especificidade da morte de ex-guerrilheiros é porque foram inimigos históricos destes grupos, assumindo a tarefa de proteção dos direitos dos pequenos produtores cocaleiros nas regiões produtoras, e atualmente como agentes ativos nos programas pactados com o governo para a substituição de cultivos ilícitos. Estas pessoas estão sendo assassinadas na sua maioria porque aceitaram a tarefa de cumprir o trabalho territorial de garantir os direitos aos pequenos camponeses estabelecidos no marco do acordo de Paz. O governo conhece bem a situação e não garante a seguranças dos militantes mesmo com sistemas de segurança já previstos em lei. Muitos dos mortos já haviam comunicado as ameaças aos órgãos competentes. O que vem ocorrendo na Colômbia é a demonstração de que confiar na institucionalidade sem uma capacidade real de exercício de poder é uma das piores armadilhas para movimentos de esquerda. Como muitos já relataram, e inclusive foi o motivo para a fundação da Nova Marquetália, a vida na selva durante a guerra terminou sendo mais segura nos territórios que a “Paz” do regime neoliberal. Este fato é algo que os setores subalternos colombianos já sabem há muito tempo e que outros países se dão conta de maneira mais acentuada agora na pandemia global: A única garantia que o capital nos oferece é a morte. por João Gabriel Almeida.

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Mesmo com intimidação dos policiais penais, as familiares dos presos no sistema prisional do Ceará fizeram uma importante manifestação hoje em Fortaleza. O anseio por saber o que acontece no com seus familiares vem adoecendo diversas pessoas e deixando grandes sequelas. Hoje o sistema prisional cearense tem 489 casos de contaminação do coronavírus, 335 recuperados e 3 óbitos. As famílias pedem por acesso às informações, retorno da entrega de malotes, remédios e vitaminas, retorno da visita social aos internos e internas de todas as unidades prisionais, fiscalização em todas as unidades e respeito aos familiares das pessoas encarceradas. Fotos e informações: @pontejornalismo #contrapoder #Ponte #PonteJornalismo #Ceará #fortaleza