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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder! Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros. À luta!

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Neste dia, em 1928, ocorreu em Ciénaga, município no departamento de Magdalena, na Colômbia, um dos piores massacres da história da classe trabalhadora latino-americana: o Massacre das Bananeiras. Milhares de trabalhadores grevistas enfrentavam os interesses da empresa United Fruit Company (atual Chiquita Brands) e do governo colombiano, reivindicando o reconhecimento do vínculo empregatício e a ampliação de direitos trabalhistas. A greve já durava quase um mês e havia paralisado totalmente a produção de banana na região. Diante disso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos interveio, ameaçando usar a Marinha norte-americana contra os grevistas. Foi na manhã do dia 6 de dezembro que ocorreu o massacre. Após a missa matinal de domingo, o governo convocou os trabalhadores para comparecerem à praça da cidade para um comunicado. Famílias inteiras, incluindo crianças, idosos, homens e mulheres, atenderam ao chamado. Em uma emboscada, as saídas da praça foram fechadas, e as tropas abriram fogo contra a multidão, composta por mais de 2 mil pessoas. A repressão não parou por ali, continuando nos dias que se seguiram. O saldo foi devastador: estima-se cerca de 2.500 mortos. Corpos foram jogados em trens e despejados no mar, numa tentativa de apagar os rastros desse crime brutal. O texto de nosso colunista Marino Mondek aborda mais detalhes sobre esse massacre: https://bit.ly/cmarino_1221 Viva a luta dos trabalhadores! Que o Massacre das Bananeiras nunca seja esquecido!

Neste dia, em 1911, nasceu, em Salvador, Carlos Marighella. Filho de um operário imigrante italiano e de uma descendente de a
Neste dia, em 1911, nasceu, em Salvador, Carlos Marighella. Filho de um operário imigrante italiano e de uma descendente de africanos escravizados, Marighella tornou-se um dos maiores símbolos da luta revolucionária no Brasil. Militante comunista, poeta e guerrilheiro, dedicou sua vida à luta contra o capitalismo e à construção do comunismo. Sua coragem e compromisso com a emancipação do povo brasileiro seguem inspirando inúmeros militantes por todo o Brasil. Marighella pagou com a própria vida pela ousadia de enfrentar o capitalismo e por sonhar com um novo mundo. "É preciso não ter medo" Viva Marighella! Viva a luta comunista!

Fotos 1 e 2: Imagens da fábrica Foto 3 e 4: precária assistência dada aos infectados e às vítimas por parte da empresa Foto 5: Memorial às vítimas Fotos 6 e 7: Parentes, em sua maioria mães, se organizando por algum tipo de indenização e retratação Fotos 8, 9 e 10: Manifestações pedindo indenização pelo ocorrido Foto 11: poço com resíduos, fotografado em 2018

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Fotos 1 e 2: Imagens da fábrica Foto 3 e 4: precária assistência dada aos infectados e às vítimas por parte da empresa Foto 5: Memorial às vítimas Fotos 6 e 7: Parentes, em sua maioria mães, se organizando por algum tipo de indenização e retratação Fotos 8, 9 e 10: Manifestações pedindo indenização pelo ocorrido Foto 11: poço com resíduos, fotografado em 2018

O Desastre de Bhopal: o maior crime industrial da história Neste dia, em 1984, o mundo testemunhou uma das maiores tragédias industriais já registradas: o Desastre de Bhopal, na Índia. Na fatídica noite de 2 para 3 de dezembro, um vazamento massivo de gás isocianato de metila na fábrica da Union Carbide Corporation (UCC), uma empresa estadunidense, causou a morte de mais de 2.500 pessoas em poucas horas. No total, estima-se que 20 mil vidas foram ceifadas ao longo dos anos, e mais de meio milhão de pessoas sofreram danos irreversíveis à saúde. O gás, altamente tóxico, ataca as regiões úmidas do corpo humano, causando cegueira, lesões graves nos tecidos e, ao atingir os pulmões, provoca uma morte agonizante por asfixia. Ele também impede a contração muscular, essencial para a sobrevivência. O desastre foi causado por uma combinação de negligência criminosa: falta de manutenção, falhas no projeto, ausência de treinamento e redução de pessoal, tudo em nome da maximização dos lucros. Diversas medidas de segurança haviam sido ignoradas ou eliminadas. Décadas após o ocorrido, os moradores de Bhopal continuam sofrendo as consequências desse crime. Milhares ainda vivem com sequelas físicas e psicológicas. Para piorar, quando o contrato de exploração da área terminou, em 1998, a empresa abandonou o local sem realizar o devido tratamento dos resíduos tóxicos, deixando um rastro de destruição que contamina o solo e a água até hoje. O Desastre de Bhopal não é apenas uma lembrança de um passado trágico; é a expressão nua e crua do capitalismo em todas as suas facetas. Um crime que permanece impune, mas cujas vítimas não devem jamais ser esquecidas.

Neste dia, em 1956, 82 guerrilheiros desembarcaram do Granma em Las Coloradas, liderados por Fidel Castro, com a determinação
Neste dia, em 1956, 82 guerrilheiros desembarcaram do Granma em Las Coloradas, liderados por Fidel Castro, com a determinação de serem "livres ou mártires". Dos 82, apenas 12 sobreviveram, mas esses poucos foram responsáveis em acender a chama da Revolução Cubana, que se tornaria a mais longa e resistente das Américas.

#Clipping 54º edição do nosso resumo semanal com as principais notícias e análises da nossa equipe editorial. Leia nosso resumo semanal aqui: https://contrapoder.net/clipping/55/ Ainda não está recebendo em nosso WhatsApp? É só clicar aqui: https://contrapoder.net/whatsapp

#Clipping 54º edição do nosso resumo semanal com as principais notícias e análises da nossa equipe editorial. Leia nosso resumo semanal aqui: https://contrapoder.net/clipping/55/ Ainda não está recebendo em nosso WhatsApp? É só clicar aqui: https://contrapoder.net/whatsapp

Hoje, 29 de novembro, é o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. O Holocausto Palestino já se estende por mais
Hoje, 29 de novembro, é o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. O Holocausto Palestino já se estende por mais de 100 anos, como um projeto político imperialista de ocupação e controle sobre os povos históricos que habitam a região. Temos um compromisso histórico e geracional de derrotar o sionismo e reconstruir uma Palestina Livre. Nossos mártires jamais serão esquecidos, nossa história não será apagada. Do rio ao mar, Palestina Livre já!

#Artigo Michel Silva "Não caberia à revolução selecionar e censurar as escolhas estéticas feitas pelos artistas, numa postura autoritária e burocrática, como a do stalinismo e sua imposição da estética do realismo socialismo." Leia: https://contrapoder.net/artigo/trotsky-o-surrealismo-e-a-revolucao/

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Neste dia, em 1820, nascia em Barmen (Alemanha) um dos fundadores do Comunismo Internacional, Friedrich Engels. Nascido em uma família de comerciantes e industriais burgueses, Engels traiu sua classe de origem e dedicou sua vida ao proletariado e à revolução. Frequentou o Ginásio Elberfeld e a escola de comércio de Bremen, mas foi, sobretudo, um autodidata. Durante o serviço militar em Berlim (1841), assistiu como ouvinte às aulas na universidade, então dominada pelo debate em torno de Hegel, e conheceu os “Jovens Hegelianos de esquerda”. Sua amizade com Marx, a partir de 1842, foi fundamental para o destino do movimento comunista. Juntos, publicaram diversas obras, como "A Sagrada Família" (em oposição aos Irmãos Bauer) e o "Manifesto Comunista" (1848). A emblemática expressão “Crítica da Economia Política”, espécie de escudo do movimento comunista, apareceu pela primeira vez em seu "Esboço para uma Crítica da Economia Política" (1844). Marx desenvolveria essa ideia até o limite em sua obra maior, "O Capital", cuja edição Engels ajudou a organizar e publicar após a morte do amigo. Em 1848, junto com Marx, Engels participou da insurreição alemã e, em 1849, atuou militarmente na resistência ao governo reacionário de Colônia, comandando um batalhão de operários que entrou em Elberfeld. Desde então, manteve um destacado interesse por assuntos militares e estratégicos. Publicou dezenas de artigos em jornais do movimento comunista e diversos livros sobre os mais variados temas, desde a história do cristianismo até as ciências da natureza. No entanto, foi, sobretudo, um líder que, partindo da Liga dos Justos, a Liga Comunista, ajudou a fundar a Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional) em 1864 e o Partido Social-Democrata Alemão. Engels teve um romance (e depois casamento) com Mary Burns, uma jovem trabalhadora irlandesa, e viveu intensamente até o fim de sua vida em Londres, em 1895. Atendendo ao seu pedido, suas cinzas foram lançadas ao mar em Eastbourne. Erroneamente, Engels é tratado como um mero coadjuvante nos rumos do movimento comunista e no entendimento do movimento sobre a crítica ao capitalismo e a construção do comunismo. A contribuição de Engels é gigantesca e, com certeza, seu legado e contribuição são centrais para não só compreendermos o mundo em que vivemos, mas também transformá-lo em um mundo melhor. Viva Engels! Viva o movimento comunista internacional!

Imaginem se fosse a Rússia, China, Irã ou qualquer outro país árabe? Detalhe: lançaram essas bombas contra uma população civi
Imaginem se fosse a Rússia, China, Irã ou qualquer outro país árabe? Detalhe: lançaram essas bombas contra uma população civil em que 50% são crianças! Dia 417 do Holocausto Palestino. Quase 50 mil assassinados, sendo 30 mil mulheres e crianças.

#Coluna Milton Pinheiro "O Brasil no pós-segundo turno das eleições municipais de 2024 inspira uma profunda análise do cenário político realmente existente. Algo que seja empiricamente consistente, mas que encontre, no desvelamento da interpretação política, um sentido para compreender o impacto eleitoral ocorrido nos dois turnos dessas eleições." Leia: https://x.gd/noFFJ

8 anos sem Fidel! "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." 4 anos sem Maradona!
8 anos sem Fidel! "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." 4 anos sem Maradona! "Bush é um assassino, prefiro ser amigo de Fidel." Dois gigantes que desafiaram os poderosos e lutaram contra o sistema! Venceremos!

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Neste dia, em 1861, nasceu João da Cruz e Souza. Intelectual, abolicionista, jornalista, escritor, poeta fundador e maior expoente do simbolismo no Brasil, Cruz e Souza era um homem negro em uma província que, até hoje, se orgulha de seu lastro europeu. Filho de um mestre pedreiro e uma lavadeira, Cruz e Souza nasceu em Desterro, atual Florianópolis, e foi uma inteligência aguda e sensível, um garoto prodígio que escreveu seus primeiros versos aos sete anos de idade e permaneceu poeta até o fim de sua vida. A ousadia de ser preto e poeta — filho de dois ex-escravizados — em um país ainda sob regime escravista era, por si só, imensa. Mas Cruz e Souza foi além. Em uma nação que até hoje nega voz às pessoas negras, que silencia suas palavras e fecha os olhos para sua história, ele se tornou o principal representante do simbolismo no Brasil, um movimento literário que tinha poucos adeptos por estas bandas do Atlântico. E não apenas isso: tornou-se o maior de todos. Em seu poema Emparedado, Cruz e Souza compartilha a angústia de sua posição, de sua condição de poeta negro em um país que o relegava à exclusão. Em versos arrebatadores, reflete sobre a contradição de sua arte e suas origens: *"Como se viesses do Oriente, rei!, em galeras, dentre opulências, ou tivesses a aventura magna de ficar perdido em Tebas, desoladamente cismando através de ruínas; ou a iriada, peregrina e fidalga fantasia dos Medievos, ou a lenda colorida e bizarra por haveres adormecido e sonhado, sob o ritmo claro dos astros, junto às priscas margens venerandas do Mar Vermelho! Artista! Pode lá isso ser se tu és d’África, tórrida e bárbara, devorada insaciavelmente pelo deserto, tumultuando de matas bravias, arrastada sangrando no lodo das Civilizações despóticas, torvamente amamentada com o leite amargo e venenoso da Angústia! A África arrebatada nos ciclones torvelinhantes das Impiedades supremas, das Blasfêmias absolutas, gemendo, rugindo, bramando no caos feroz, hórrido, das profundas selvas brutas, a sua formidável Dilaceração humana! A África laocoôntica, alma de trevas e de chamas, fecundada no Sol e na Noite, errantemente tempestuosa como a alma espiritualizada e tantálica da Rússia, gerada no Degredo e na Neve — pólo branco e pólo negro da Dor! Artista?! Loucura! Loucura! Pode lá isso ser se tu vens dessa longínqua região desolada, lá do fundo exótico dessa África sugestiva, gemente, Criação dolorosa e sanguinolenta de Satãs rebelados, dessa flagelada África, grotesca e triste, melancólica, gênese assombrosa de gemidos, tetricamente fulminada pelo banzo mortal [...].”*