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Brasileiros trocam de emprego em ritmo recorde e impulsionam rotatividade
"As empresas não investem nos trabalhadores, porque elas imaginam que eles não vão ficar muito tempo. E os trabalhadores não investem nas empresas pela mesma razão."
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China reforma ensino superior enquanto Brasil forma diplomados desempregados
Entre 2019 e 2024, a China extinguiu ou suspendeu mais de 5.000 cursos de graduação em todo o país. A medida não é aleatória: trata-se de uma reestruturação estratégica do ensino superior para alinhar a formação acadêmica às demandas reais do mercado de trabalho e às prioridades tecnológicas do governo central.
Em Pequim, o Ministério da Educação da China informou que, nos últimos 12 anos, 21 mil cursos de graduação foram criados e 12 mil foram extintos por não corresponderem às exigências do desenvolvimento social e econômico do país.
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▫️ Temos muito mais advogados e formamos muito menos cientistas de dados, engenheiros, tecnólogos e matemáticos. O que significa isso?
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Brasil lidera acordo da OIT sobre trabalho em aplicativos
Quando houver relação de emprego, a remuneração não poderá ser inferior ao salário mínimo legal ou negociado.
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Acidentes em silos de armazenagem matam mais de seis trabalhadores por mês no Brasil
#segurancadotrabalho
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'Ao contrário da promessa de ganhar mais tempo para trabalho considerado significativo, o malabarismo e a multitarefa tendem a tornar-se características centrais de trabalhar com IA'
Supervisão de IAs no trabalho causa 'fritura cerebral', revela estudo.
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#frituracerebral
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▫️Geração Z: homens com diploma enfrentam desemprego igual aos sem formação
▫️Ter faculdade impulsiona o salário? Pesquisa diz que sim
No Brasil, o impacto do ensino superior sobre a renda continua sendo muito forte quando analisamos o conjunto da população adulta. Estudos baseados na PNAD Contínua do IBGE e em relatórios da OCDE indicam que trabalhadores com ensino superior completo ganham, em média, cerca de 126% a 148% a mais do que aqueles com apenas ensino médio.
Em valores médios recentes, trabalhadores sem diploma recebem cerca de R$ 2,6 mil, enquanto os diplomados ficam perto de R$ 7,5 mil mensais.
Isso significa que, no agregado, o diploma continua sendo um dos fatores mais associados a rendimentos mais altos no país. Parte da explicação é estrutural: a parcela da população adulta com ensino superior ainda é relativamente pequena — cerca de 20,5% dos brasileiros com 25 anos ou mais — o que mantém esse grupo relativamente escasso e valorizado no mercado.
No entanto, esse diferencial salarial vem diminuindo gradualmente. Em 2012, quem tinha ensino superior ganhava em média 152% a mais que quem tinha ensino médio; em 2024, essa diferença caiu para cerca de 126%.
Entre as razões apontadas pelos economistas estão a expansão do acesso ao ensino superior, o aumento da informalidade entre trabalhadores mais escolarizados e mudanças no mercado de trabalho. Ou seja, o diploma ainda “paga”, mas um pouco menos do que pagava no passado.
É nesse contexto que surgem manchetes sobre dificuldades de jovens diplomados. Entre trabalhadores muito jovens — especialmente recém-formados — o diploma nem sempre garante emprego imediato. O mercado tende a valorizar experiência, e muitos recém-graduados competem entre si por vagas iniciais. Isso pode gerar períodos de desemprego ou subemprego logo após a formatura, o que aparece nas estatísticas de alguns grupos da geração Z. Com o passar dos anos, porém, o diferencial de renda costuma crescer, pois os diplomados têm maior acesso a ocupações mais qualificadas e melhor remuneradas.
Outro ponto importante é que o impacto do diploma não é igual para homens e mulheres. As mulheres brasileiras, em média, têm níveis de escolaridade mais altos e maiores taxas de conclusão do ensino superior.
Mesmo assim, continuam recebendo menos que os homens em todos os níveis de escolaridade. No caso de trabalhadores com ensino superior completo, por exemplo, o rendimento médio masculino chega a cerca de R$ 7.347, enquanto o feminino fica em torno de R$ 4.591.
Isso mostra que o diploma melhora a renda das mulheres, mas não elimina as desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
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