Cabo Das Tormentas
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"Uma potência só pode ser derrubada por outra potência, mas nunca por um princípio. Não existe, no entanto, fora deste poder, nenhum outro que possa opor-se ao dinheiro. Unicamente o Sangue é capaz de vencer e anular o dinheiro."-Oswald Spengler em O Declínio do Ocidente, Volume 2: Perspectivas da História Mundial.
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Santiago en la batalla de Clavijo - Juan Carreno de Miranda (1660)
O Apóstolo São Tiago Maior, filho de Zebedeu, apareceu ao soberano asturiano Ramiro I, prometendo-lhe a vitória ante as tropas do maometano Abdemarrão II.
Na batalha de Clavijo, o Apóstolo aparece pessoalmente a cavalo e com espada em punho, derrotando os Mouros. Passa, então, a ser conhecido na Espanha como Santiago Matamoros.
A Ordem de Santiago, Ordem militar e monástica hispânica, ostenta uma Cruz que assemelha-se à Espada empunhada por Santiago em tal batalha.
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A verdadeira guerra.
Tudo o que você vê foi feito por nossos ancestrais:
Os faróis ao sul, os silos ao norte, as árvores e os parques,
As colunas, os monumentos, a Art Déco e a Art Nouveau.
As construções greco-romanas no meio do nada, ao redor das quais o trigo crescia e os rebanhos se reproduziam.
Tudo o que você vê, tudo o que está sendo roubado e abandonado, não surgiu do nada.
Tudo veio do sangue e do trabalho árduo, dos sonhos, dos cálculos e das escavações com pás.
Tudo o que você dá aos outros hoje poderia ser seu, mas você prefere ser escravo.
É por isso que eu o desprezo mais do que o inimigo, por ser fraco, parasita, covarde e traidor.
É por isso que lhe digo que, se algum dia, apesar de tudo, nossos exércitos recuperarem algo que nos pertence, você será tratado pior do que o inimigo.
Porque o dever e o legado eram seus, e você os traiu.
E tudo o que deres ao inimigo, por migalhas ou por nada, primeiro tomaremos de ti com a espada.
Essa será a tua guerra no futuro, e ela te machucará mais do que qualquer outra, porque será a verdadeira guerra, a mais sombria: aquela travada cara a cara, conhecendo-te uns aos outros.
Texto de Juan Pablo Vitali (1961-2021)
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A verdadeira guerra.
Tudo o que você vê foi feito por nossos ancestrais:
Os faróis ao sul, os silos ao norte, as árvores e os parques,
As colunas, os monumentos, a Art Déco e a Art Nouveau.
As construções greco-romanas no meio do nada, ao redor das quais o trigo crescia e os rebanhos se reproduziam.
Tudo o que você vê, tudo o que está sendo roubado e abandonado, não surgiu do nada.
Tudo veio do sangue e do trabalho árduo, dos sonhos, dos cálculos e das escavações com pás.
Tudo o que você dá aos outros hoje poderia ser seu, mas você prefere ser escravo.
É por isso que eu o desprezo mais do que o inimigo, por ser fraco, parasita, covarde e traidor.
É por isso que lhe digo que, se algum dia, apesar de tudo, nossos exércitos recuperarem algo que nos pertence, você será tratado pior do que o inimigo.
Porque o dever e o legado eram seus, e você os traiu.
E tudo o que deres ao inimigo, por migalhas ou por nada, primeiro tomaremos de ti com a espada.
Essa será a tua guerra no futuro, e ela te machucará ma
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De todas as terras, desde o Ocidente até os confins da Índia, tu és a mais bela, ó sagrada Espanha, sempre feliz, mãe dos príncipes e dos povos. Com justiça és agora a rainha de todas as províncias, de quem não apenas o Ocidente, mas também o Oriente toma emprestada a sua luz. Tu és o esplendor e o ornamento do mundo, a porção mais ilustre da terra, na qual a gloriosa fecundidade do povo gótico se alegra e floresce abundantemente._ Santo Isidoro de Sevilha
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Temos de fazer o universal nas entranhas do local; e, no limitado e circunscrito, o eterno.— Miguel de Unamuno.
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Miguel Rei dos Lusos Já foi aclamado; O Céu destinado A Palma lhe tem. O Reino contente Seu Anjo lhe chama, O Jovem aclama Por seu maior bem. O Céu o defenda Dos golpes da Parca, Só este Monarca Aos Lusos convém. Miguel sempre Grande, Em nossa defesa, Com sua firmeza O Reino sustém. Os Lusos só querem Miguel o Primeiro, Legítimo Herdeiro Do Trono que tem. Acolhe e premeia O digno Vassalo; Deixar de adorá-lo Não pode ninguém. Herói de virtude, Piedade e respeito, Que dentro em seu peito Ternura só tem.Na aclamação do magnânimo e augustíssimo Senhor Dom Miguel I, Rei de Portugal (1828) - José Daniel Rodrigues da Costa
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“Teme-se vê-lo um dia arrancar os portugueses à letargia profunda em que jazem há mais de dois séculos; teme-se vê-lo amado das tropas e do povo, como o eram os grandes reis dos primeiros tempos da monarquia; teme-se vê-lo de látego à cinta, como era o hábito do maior monarca que jamais teve Portugal, Dom Pedro I; teme-se enfim vê-lo realizar a esperança dada à nação portuguesa de dispensá-la da tutela da Inglaterra e das suas manufaturas.”Du complot contre le prince Dom Miguel par un loyal Portugais - sobre Dom Miguel I de Portugal
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Ur
Jorge Luis Borges na obra “Tlön Uqbar Orbis Tertius” conceitua Ur como “a coisa produzida por sugestão, o objeto eduzido pela esperança”. Em nossa interpretação, essa nomeação é genial. Ur não simplesmente quer dizer “proto-” em alemão, mas é fogo ou luz (אוּר) no hebraico e é a cidade (uru, no sumério, urbe [sic] em latim) de onde Abraão, surgiu. O Ur de Borges pode ser, como encontrado por nós, vocação ao aparecimento, o aparecimento de um objeto antes não achado, portanto, aparecimento, iluminação, primordialidade, aqui, querem dizer a mesma coisa. Será então Uriel o núncio do Ur-Seyn que os pré-socráticos, os filhos da novíssima aurora, desta América vocacionam?O Último Arconte
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As recentes eleições no Peru e na Colômbia contaram com algo sem precedentes (não foi a direita vencer): A esquerda iberoamericana, que sempre se vendeu como defensora incondicional da democracia, recusou-se a aceitar os resultados eleitorais alegando interferência externa.
Não negamos que essa interferência de fato é existente (e que ela possa ter ocorrido em favor dessa mesma esquerda), mas o que hoje está em jogo é a legitimidade do sistema eleitoral: se nem a esquerda nem a direita enxergam eficácia no regime, por que ele deve sequer ser adotado? E qual seria a solução? Não seria o voto impresso criticado da mesma forma como está sendo nos EUA?
A conclusão lógica é uma eventual e inevitável disputa pelos dois lados para ver quem corrói os mecanismos democráticos mais rápido. Fica a pergunta: como isso será no Brasil, em que a inviolabilidade eleitoral se tornou um dogma, em que a instituição que a garante é a soberana de fato e em que a tecnologia da urna já virou bandeira de "soberania digital"?
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Contribuímos nesta edição da Revista Colombeia com uma análise literária do livro ‘Samurai’ de Shusaku Endo. Confiram!
