Coração de Urtiga 🌿
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Reflexões vivas sobre Terra Corpo como Medicina: eco-filosofia, eco-mitologia, espiritualidade da Terra, herbalismo, movimento, arte e terapia eco-somáticos.
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Em Amor e Reverência ao chão da Floresta
É das práticas mais profundas
De resiliência
Para ser quem somos.🤲
Educação eco-somática e animismo são linguagem viva ancestral que se faz presença e nos dá referência para existir com dignidade num mundo amplo onde o selvagem é uma força orientadora de volta a quem somos e ao afecto, pela vida em seu movimento. 🍂
🦉Ode ao Chão da Floresta
Chão Coração: práticas de educação eco-somática, movimento e regulação nervosa
Ciclo Outonal
Entre 4 de Setembro e 27 de Novembro temos encontro semanal online, às quartas, das 18h às 18h50.
Esta é uma proposta prática e teórica, baseada em anatomia experiencial, movimento e literacia somática, regulação e resiliência nervosa.
Um trabalho profundo sobre o corpo e a relação entre fisiologia e psyche, na prática sentida e elaborada na sensorialidade.
Partimos de três princípios fundamentais: presença sensível, escuta activa e criação de relação para orientar a nossa percepção de volta ao corpo e o corpo de volta à Natureza.
Uma prática preciosa para cuidar a saúde, reduzir a dor e estados inflamatórios, cuidar ansiedade, stress e alterações hormonais, aumentar a capacidade de sentir. Uma jornada que se constrói na prática, com zelo, dedicação e tempo. Na companhia de um círculo seguro e íntimo.
As práticas ficam gravadas para quem não possa participar no horário
Saber mais:
https://drive.google.com/file/d/1a2wRaTmdLwSdEMnjZzeW8uBAB5mE48xL/view?usp=drivesdk
Quero-vos convidar para o Coração nas Mãos.
Dia 15 de Agosto teremos uma peregrinação na Serra de Sintra, dedicada à Senhora da Pedra e da Hera.
Um círculo de animismo, criatividade, natureza e sistema nervoso onde através da contemplação, do culto das Senhoras nos seus aspectos mais animistas, eco-mitológicos e psico-poéticos nos embrenhamos na Natureza. Cuidando a regulação do corpo na relação com a Terra selvagem, que é a primeira casa de pertença mamífera.
Pelos cantos tradicionais, pelos passos e reverência das águas, flores, árvores, pedras e pássaros, recuperamos caminhos fundamentais que nos devolvem à capacidade de estar em relação sensível com tudo o que vive e onde tudo o que somos é convidado a fazer parte.
Será das 14h às 20h30.
Para mais informações consulta:
https://earthbodymedicine.com/events/coracao-nas-maos-peregrinacao-na-serra-de-sintra/
🌿Pão doce de abóbora e noz:
Ingredientes comuns:
500gm de farinha de trigo sarraceno (que é isento de glúten, porque sou celíaca, mas podem escolher outra da vossa preferência)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de vinagre de cidra
1 colher de chá de alfazema
1 colher de chá de alecrim
1 colher de chá de erva doce
1 colher de chá de bagas de zimbro esmagadas
1 colher de chá de noz moscada
1 colher de café de curcuma
1 colher de sopa de canela
Cravinho e cardamomo a gosto
300gm de açúcar panela (demerara)
Raspa de um limão
1 abóbora manteiga pequena
2 a 3 mãos cheias de nozes
A seguir temos duas opções, seguir a receita com ingredientes de origem animal ou vegan.
1- Versão de origem animal:
200ml de iogurte integral de animais de pasto (usei de cabra)
6 ovos
2- Versão vegan:
200ml de leite de côco em lata
3 colheres de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa de óleo de côco
Preparação:
Misturar todos os ingredientes secos com uma colher de pau.
Misturar um a um os líquidos.
Quando a massa estiver bem mexida misturar a abóbora cozida a vapor e desfeita em puré cortada e as nozes, envolvendo suavemente.
Colocar numa forma rectangular ou de bolo inglês e levar ao forno a 160 graus, cerca de 20 minutos ou até estar no ponto.
Eu faço a versão de origem animal, por ter mais densidade de nutrientes, o que se adequa mais ao meu corpo e às necessidades da minha família.
É um bolo altamente anti- Inflamatório.
Desfrutar com um delicioso chá de lúcia lima, para cuidar o sistema nervoso.
E assim vos abraço, com esta doçura que nutre e cura.
Este é um convite para um dia de Santuário. Vermelho, Ocre, como o fogo e Negro como a Terra fértil. Tecido por práticas existentes desde a idade do bronze.
Dia 3 de Agosto teremos um dia de práticas rituais dedicadas à Senhora da Espiga e do Pão, seguindo o saber sensível da nossa ancestralidade celtibérica.
Será das 12h às 19h e as vagas são muito limitadas.
Exclusivamente para um grupo íntimo de Mulheres.
Uma imersão para aprofundar a relação com as Plantas Senhoras desta fase do ano solar, acolhendo os aspectos somáticos e simbólicos que movem em nós.
Composto por prática de Sauna Sagrada feminina, banhos de plantas medicinais, práticas herbais ancestrais regenerativas, contemplação e oração.
Cuidando a nossa presença em enraizamento e sensibilidade. Levando connosco mais leveza, estrutura e resiliência.
Será na bela casa do Páteo em Sesimbra.
Todos os detalhes:
https://drive.google.com/file/d/1OVTgBsg-nVtfaC9G08ujSsPp064_w7db/view
Saudações com o tempo do Verão,
Este é um tempo de profunda sensibilidade.
As sementeiras estão feitas, a rega é bem cedo de manhã ou ao cair da noite e há que dar tempo ao amadurecer, que não se apressa tão pouco controla. Apenas se cuida, permite e aprecia.
Na casa da minha bisavó, no coração da beira baixa, era tempo de encher o sequeiro, o sótão com soalho de madeira com tábua espaçada para arejar bem, de milho, batata, feijão, plantas medicinais. Debaixo da telha de barro, no escuro, no calor e no arejar se preparava o alimento que seria sustento no Inverno.
Todas as casas tinham o seu.
Acordávamos cedo de manhã, ao meio dia fechavam-se as portadas e depois do almoço fazíamos sestas longas. Acordando ao fim da tarde para preparar o jantar e ao serão deixar compotas a marinar para cozer de manhã, debulhar feijão e milho, amassar a broa que ficaria a levedar, partilhar conversas das que tocam a alma.
Muitas vezes, havia tempestades, como este ano. Nas Serras Beirãs que parecem intermináveis a soberania da realidade atravessa-nos com a qualidade do raio e trovão, vinda de múltiplas direcções em simultâneo, pedindo presença sensível e enraizamento enquanto nos fustiga o vento e a chuva.
Lembro de ver os raios atravessar a Serra até ao chão, formando espirais de fogo no arvoredo e extinguindo-se de seguida com as águas celestiais.
Algo aqui nos ensina sobre como respirar diante do tempo do profundo.
Com foco, mas sem excesso para não desgastar a dádiva maior que a Terra nos dá: a Vida.
🌿Lê a newsletter completa aqui:
https://mailchi.mp/earthbodymedicine/respirar-no-tempo-da-floresta
Quero-vos convidar para o primeiro ciclo de Conversas Livres: Caminhos d’Ossos, Educação Eco-Somática e Animismo. 🍁
A sessão acontece dia 15 de Julho das 17h30 às 18h30, com duração de 1h no zoom.
O valor é por donativo. *
☉ O que são estas Conversas Livres?
Uma reflexão activa e comprometida sobre a nossa relação com a Terra, o corpo e a psyche como forças dinâmicas estruturais. Aprendendo a reconhecer o nosso sistema nervoso, psyche e a nossa fisiologia na relação com a nossa natureza profunda, a Natureza da Terra e sua teia de relações dinâmicas e com as diferentes relações humanas. 🤲
Observaremos com curiosidade e muitas perguntas vivas que ampliam a percepção e sensação a natureza da Terra e do corpo.
Olharemos mitos orgânicos ancestrais que nos orientam na vivência dos ciclos e daremos atenção a como a relação entre sol e solo também conversa com o nosso sistema nervoso, tão de perto.
Desceremos ao lugar da pedra, do osso que se fez pó, das águas subterrâneas, das raízes que sustentam a montanha.🪨
Um encontro com a Alma que é fio no tear das relações que nos tecem e tecemos.
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* O donativo é entre 5€ e 15€ e acontece por Mbway.
O objectivo do donativo é apoiar o tempo de pesquisa, estudo e prática da facilitadora.🌿
👉 Garante o teu lugar através do formulário
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdI3QgE91QwcjpEIfoYfMnNeiGiapWgaiIjBEzvudFsnBookg/viewform
Na antiguidade o conceito de trauma não só já existia como era amplamente trabalhado em práticas de dança, música e oração em comunidade. 🤲
O corpo e a voz eram entendidos para muitas culturas como sendo pontes por onde podemos processar toda a intensidade psico-emocional e somática que nos habita.
A co-regulação nervosa pela prática artística devocional é uma estratégia profundamente inteligente e reparadora.🍁
De pés enraizados no chão, coração nas mãos e olhos tingidos de ocre.
Seguimos. 🔥
Se este tema te chama, a jornada Senhoras de Negro, de Setembro a Dezembro têm inscrições a decorrer. 🌿
Uma abordagem única e extraordinariamente rica.
Vagas muito limitadas
🪨 Inscrições e mais informações :
senhoradazenha@gmail.com
🌿Abençoado Solstício
Salta o Fogo 7 vezes
Junta a Água de 7 Fontes
Deixa as plantas ao luar e ao rossio
Acolhe o caos com Amizade
Lava o Rosto ao Amanhecer.
Cuida do Pão.
Cuida do coração.
Cuida da Estiva e dos frutos que virão.
Verão é tempo de Gratidão,
Labor, Amor, Oração.
A abundância do Inverno é agora preservada.
Somos Vida pela Terra Abençoada.
🕯O que te traz curiosidade nestas palavras?
Solstício de Verão
Noite d'Alba
Toda a Natureza e Paganismo nos fala da sustentação de paradoxos.
Onde o Sol mais brilha é o exacto ponto onde inicia a descida.
Estes mistérios da descida, envoltos em preconceito e esquecimento, ocultados pela embriaguez da celebração destituída de significado.
Saltar a fálica fogueira do dia mais longo do ano fala do Sol que se fez planta, animal e corpo. Do Sol que se materializa em nutrição, que será colhido depois de adentrar o chão para se fazer alimento.
Fala-nos do contacto com o fecundo, com a sexualidade do próprio mundo que torna possível a vida.
Fala- nos dessa relação íntima entre o dragão de fogo e a serpente d'Água. Do transbordamento e da contenção dos elementos, em proporcionalidade ao necessário para que do Solo emerja a vida.
Fala da segunda metade da vida, que é sobre dar-se e saber decair.
Afinal, Solstício de Verão é amadurecer, mas como amadurecer sem integrar o significado real e profundo do que vivemos no corpo que é parte da Terra?
Os ritos arcaicos gritam-nos ao inconsciente: pedem sobretudo que deixemos cair as ilusões em que nos enredamos secularmente. Destituindo certezas para nos imbuir da complexidade da sustentação dos paradoxos da Natureza enquanto Fonte única e primordial do Sagrado.
Até o Sol se curva para beijar a Terra.
Assim nos curvemos.
Até os frutos se deixam cair para ser alimento, assim sejamos.
Assim as plantas dão a vida para que outras vidas possam seguir. Assim façamos chegada a hora da nossa morte.
Filhas e filhos das Ervas, Guardiães proscritos do não saber que vê, chama-nos o Sol Belo e o Sol Negro. A Senhora do Mel, Abelha Rainha.
Toda a doçura é medicinal e inicia no lugar mais negro, húmido e quente.
É daqui que nos fazemos gente.
Que a luz não nos cegue e a escuridão não nos falhe como lugar da fecundidade.
Guardar a chama é dosear-lhe o tamanho.
O fogo do Verão é o da transformação.
Que o silêncio da seara nos guie e o ruído não nos desvie.
Cai a folha de carvalho, ergue-se o azevinho.
Viemos para ser caminho.
Na foto: Heleboro
Uma das plantas que inquietam a estética e a medicina. Tornando-nos humildes diante do Mistério.
